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Bombinhas quer elevar nível dos candidatos

31 de agosto de 2012 1

A Associação Empresarial de Bombinhas realizou um projeto inovador para melhoria da representação popular, de mais ética na politica. Promoveu palestra com os candidatos a vereador, com orientação sobre suas funções, obrigações, direitos, compromissos, etc.
– Foi um encontro muito proveitoso, diz o presidente Mário Pera. Diante do sucesso, aceitação – fato que deveria ser prática permanente dos partidos, na formação dos seus filiados-candidatos – torna-se uma obrigação da sociedade organizada, até para que se salve ou mantenha-se a esperança de melhorias futuras no comportamento político.

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Comentários (1)

  • André de Mattos diz: 31 de agosto de 2012

    Olá Moacir,
    Boa tarde!

    Sou candidato a vereador pelo PCdoB de Bombinhas e estou concorrendo pela 1ª vez. Estive presente ao evento organizado pela AEMB e CDL e foi realmente um momento bastante proveitoso.

    Somos incríveis 100 candidatos concorrendo a apenas 09 vagas aqui na cidade. Na palestra esse problema foi levantado! Temos, uma esmagadora maioria de candidatos que não demonstram ser representantes de grupos sociais, empresariais, educacionais, enfim… São pessoas que, passado o período eleitoral, levam e levarão uma vida absolutamente normal, voltada exclusivamente para seu trabalho e sua família. Não possuem raízes com a comunidade, entende?

    Na verdade, fica claro que grande parte dessas pessoas só enxerga a Câmara de Vereadores como uma possibilidade de ter salário garantido por quatro anos. Veja como é a campanha aqui:

    Nossa cidade não possui redes de TV e tem apenas 01 emissora de rádio. Mesmo assim, o tempo de cada postulante ao legislativo é de menos de 30 segundos, devido à quantidade exagerada de opções. Não existem jornais impressos (apenas os maiores, estaduais) e também não existem grandes pontos de encontro. Por isso, 90% dos candidatos aqui de Bombinhas fazem campanha usando um único material: um santinho com o seu número e a foto. Não há, na esmagadora maioria, nenhuma linha de propostas!

    Os candidatos vão de casa em casa e, como não escreveram seus projetos, dizem a cada família aquilo que acreditam que ela deseja ouvir. Prometem mundos e fundos… Não haverá depois como cobrar, afinal, foi apenas um “acerto” verbal. Os eleitores, por sua vez, não se fazem de rogados e recebem 5, 10, 15 candidatos diferentes em casa, fazem pedidos a cada um deles e, em troca, prometem o voto.

    Por isso, quando vejo a grande imprensa falando do “mensalão” e da “corrupção”, fico me perguntando se os jornalistas tem conhecimento de como é feita uma eleição nas pequenas cidades do país. Tenho observado bastante e gostaria de dividir algumas dúvidas com o senhor:

    Será que a população é mesmo contra o “mensalão”?
    Será que o povo (não a meia dúzia mais politizada, a população em sua maioria) é mesmo contra a corrupção?

    Ou será que ela, assim como grande parte dos que pretendem ocupar os cargos, quer apenas “tirar uma casquinha”? Será que todos aqueles que criticam, o fazem por ser contra aquelas práticas, ou será que pelo menos parte das pessoas sente apenas inveja e vontade de trocar o grupo que realiza as contravenções e os atos ilícitos?

    Será que esse nosso modelo de escolha dos políticos tem solução? Ou será que será necessário promover uma verdadeira revolução e não apenas uma reforma política?

    Como mudar, se os eleitores esperam os candidatos em casa com uma “listinha” de coisas que pretendem conseguir em troca da promessa (que muitas vezes não será cumprida) do voto?

    Estou fazendo a minha campanha de forma quase franciscana… Fiz um folheto diferente, com o tamanho de 1/2 folha de sulfite em que faço a minha apresentação, mostro 3 ou 4 ideias que tenho para o legislativo e divulgo o blog, o twitter e o facebook do partido.

    Lá, no blog e nas redes sociais, como o espaço é menos restrito e bem mais barato, faço uma exposição mais completa das propostas e convido o eleitor a participar das discussões.

    Não fiz NENHUM favor a ninguém, não transportei eleitores, não paguei contas… Apenas tenho levado às casas meu histórico de trabalho como docente e como membro das associações de moradores… Mostro que pretendo ser vereador para mudar as regras, não para burlar regras privilegiando apenas um ou outro grupo!

    Concorro com pessoas que disponibilizam mais de 10 carros para levar eleitores para médico, visitar parentes, fazer compras… Gente que paga consulta particular, que consegue favor em empresas privadas, que dá material de construção…

    Diante de tudo isso, o trabalho da AEMB e CDL e campanhas como a minha ficam parecendo gotas de água jogadas no oceano! Por mais bem intencionadas e até bem feitas como, repito, foi o evento realizado, a eficácia me parece muito remota!

    Dia 07 de outubro escrevo contando se deu certo! risos
    Grande abraço,
    André