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Educação: virando o jogo

29 de setembro de 2012 6

O mercado de trabalho de Florianópolis e de quase todos os municípios catarinenses, do litoral ao extremo oeste, tem uma grande carência: falta de mão de obra qualificada. As queixas começam por bares e restaurantes, passam pela informática, entram na construção civil e terminam nos serviços. Tem muito malandro que opta pelo seguro-desemprego, para fugir do trabalho. Mas tem muita gente que não consegue o emprego por falta de qualificação.
Ganha relevância, por isso, a iniciativa da Fiesc de lançar o Movimento “A Indústria pela Educação”. Primeiro, o presidente Glauco Corte executa uma meta de seu plano de ação no Sistema Fiesc, anunciada no discurso de posse. Segundo, o envolvimento das empresas é garantia mínima de que o programa vai atingir seus objetivos. O sistema educacional adotado pelo Sesi tem aprovação unânime dos educadorees e o Senai é um magnífico exemplo de treinamento técnico, com todos seus egressos tendo garantia de trabalho antes mesmo da formatura. E, finalmente, o significado sócio econômico do projeto. Trabalhador qualificado significa maior produtividade, que traz mais resultados às empresas, que permite mais investimentos e melhores salários. Citando Glauco Corte: “O objetivo é não apenas de qualificar o técnico, o profissional, mas formar o cidadão”.
Os propósitos deste histórico projeto tem realmente ampla conotação social. O sistema Fiesc garantiu no último triênio 515 mil matrículas. Quer pelo Movimento matricular mais 279 mil estudantes, um aumento de 54%. Dado impactante: dos 740 mil trabalhadores nas indústrias de Santa Catarina, 400 mil não tem escolaridade básica completa.
Se “A educação precisa de respostas”, “a indústria pela Educação” é a primeira e a mais concreta.

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Comentários (6)

  • Giffoni diz: 29 de setembro de 2012

    Louvável a iniciativa, caro Colunista, mas, se as empresas catarinenses não aumentarem os salários, com dignidade, os cidadãos preparados e qualificados, com certeza, continuarão indo embora. Talvez estivesse na hora de qualificar como cidadãos os empreendedores: talvez a busca desenfreada pela magnificação dos lucros seja o real problema. Tem muito malando-empreendedor que só quer saber de tirar vantagens sobre os empregados.

  • sergio diz: 29 de setembro de 2012

    Pura balela.Deveriam se preocupar desde a creche aos filhos dos trabalhadores que na maioria das vezes são simplesmente imposta as prefeituras.As empresas deveriam seguir as leis e neste sentido aliviar o peso para a sociedade e consequentemente diminuir os problemas que enfrentão as prefeituras pela negligencia de muitos.

  • Liaseal diz: 29 de setembro de 2012

    Tanta perfeição nos leva a uma pergunta: por que então todas as escolas fora do sistema “S” não são fechadas, já que não passam de depósitos onde malacos e gente que não dá valor ao estudo, não aprende nada porque não dá dinheiro, ficam só para fazer hora e conversar? Já vi e ouvi muitos ‘não quero nota boa, quero grana’. O imediatismo dá o tom. E até alguns governos andam a oferecer dinheiro pelo desempenho de alunos, não?
    Todo mundo que já passou por cursos do sistema “S”[ Senai, Senac, Sesi, Sebrae, etc.) sabem que o foco é treinamento de mão de obra. Não se perde tempo com mimimi cidadão, o tempo é curto e os cursos são curtos, quem não segue o ritmo das aulas não termina o curso e não tem recuperação nem paralela, nem terapêutica, nada. No que fazem muito bem! Mas que o sistema "S" de escolas e treinamentos são um mistério são! Não existe tanta transparência assim não; e a SED jamais foi acionada para colocar as escolas e cursos do sistema dentro das amarras de certas leis como o ECA. Fato!

    O bom da matéria do post é que agora todos sabem qual o motivo do engajamento na tal campanha "A Educação Pede Respostas". Nada a ver com a rede regular e obrigatória de ensino a não ser para ser usada como ponto de visitinhas e palestrinhas de 'voluntários' que vão lá a cada blue moon e acham que estão fazendo algo muito útil, com direito a fotinha depois no jornal e algum extra no currículo. Não estão, não! Só vão atrapalhar a rotina da escola e das atividades planejadas para aquele tempo/dia. Aula que é bom nem pensar e é por isso que tirar alunos das classes ou nelas passar para preleções que entram por um ouvido e saem pelo outro é tão fácil e até conseguem alguma atenção, alunos topam qualquer coisa para matar aulas, sobretudo se era bem o dia de esquentarem a cabeça com cálculos. Já vi o filme durante aquela fantasia que era o tal prêmio ''Escola de Referência''. Era só oba-oba. Muita gente subiu na vida usando a escola, alunos e professores como escada, incluindo diretoras que hoje ganham muito bem obrigada. Escolas premiadas não pelo que alunos sabiam de matemática ou português[ que é só o que cobram das escolas nos exames de avaliação], mas prêmios por causa de hortas e até fanfarras de circo — fanfarras aparecem nas ruas, aulas de geometria não… O fardamento era mais importante e consumia mais grana do que todas as demais matérias juntas. Enquanto isso…comprar reagentes para as aulas de química nem pensar!

    Ademais, o tal prêmio e a tal participação de certas empresas promotoras querendo mostrar um ‘viés social’ que nunca tiveram, porque até os jornais e revistas que vão para as escolas públicas são pagos pelo governo, não parecem ter interesse em fazer o ‘social’ em escolas privadas, né? Algumas de péssima qualidade, formam nada e ninguém para coisa alguma. A campanha ora em andamento quer só mostrar a distância entre a utilidade e eficiência das escolas profissionalizantes do sistema “S” e as de fora do sistema, ou seja, todas as outras; nada presta, a excelência fica somente com as do sistema, incluindo ensino superior das faculdades Senai.

    Fica a dica: fechem todas as escolas públicas federais, estaduais e municipais, mandem todos os alunos para as do sistema “S”. Pago para ver o resultado. Vão dizer que não é a intenção nem a função do sistema “S” substituir as demais escolas e ‘formatos de formação’, apenas oferecer uma opção a mais, uma modalidade a mais, sempre se mostrando mais eficientes que as outras. São mesmo mais eficientes, concordo, porque não se submetem aos controle e as penúrias das demais, não são crechões, escolhem alunos, ou dá ou desce do trem. Alguém sabe de blog ou facebook de alunos do sistema metendo o pau nos ‘ensinadores’? Se houver algum não terá divulgação na mídia, certo? Vai ser a operação ‘abafa, abafa’!

    Renovo o apelo: mandem todos os alunos para o sistema “S” e vamos ver no que vai dar…Em um ano vão estar pedindo socorro e pelo amor dos deuses que voltem para os crechões do estado e do município porque o sistema “S” não pode perder tempo adestrando, educando e condicionando comportamentos pois rouba tempo daquilo que interessa. O conceito de formação de cidadão, no sistema “S”, se resume a formar apertadores de parafusos, amassadores de pão, bem usar bicos de confeitaria, etc., para uso imediato da tal mão de obra qualificada. Também faz parte, não digo que não seja importante ainda mais para quem não sonha nada além de ter um empreguinho honesto e ganhando pouco. Mas não coloquem a coisa como sendo a solução final porque não é. O sistema “S” se agigantou de forma absurda e muito mal explicada, como tudo que envolve muito dinheiro e gente que manda em tudo começando pela política. Chega a sufocar e se colocar acima de todos as demais formas de ensino, até mesmo das escolas técnicas federais que começaram a perder terreno; houve tempo em que alunos das Etefesc/Cefets eram disputados pelos empregadores, já saíam empregados antes de se formarem. Hoje se formam e penam para arrumarem até estágios, perdem para quem está no sistema “S” que faz muito tempo deixou só de oferecer formação complementar equiparável aos cursos de datilografia dantanhos.

    Quem tem dinheiro tem poder, quem tem muito dinheiro tem MUITO poder. No meio disso há que se duvidar das boas intenções da maioria dos envolvidos. Patrão não gosta de empregado, gosta do serviço/trabalho dele da mesma forma que empregados não amam seus empregadores, amam o dinheiro que pagam e quem em geral é bem pouco, menos até do que sonegam ao fisco. Empresários sonegadores( qtos são na Fiesc mesmo?) devem ficar quietinhos, mais humildade, sim?

    A Educação quer respostas? Certamente, mas palestrinhas motivacionais não são respostas. Viram as costas e quem ficar na escola que se dane, que mostre resultados, já que nem imprensa mostra mais resultados, é tudo um pastelão só, mesma receita, não investigam nada e nem vão fundo quando investigam por medo de perder o patrocínio dos anunciantes, empresários e governos, pior ainda quando a razão da reportagem e das investigações dizem respeito aos donos das ‘empresas de comunicação’. Se algum jornalista e repórter quiser mostrar serviço nas escolas públicas que vá trabalhar nelas! Vão para as salas, podem muito bem lecionar línguas, por exemplo, ganhando sem habilitação, sem drama, importa que saibam o conteúdo. Se querem resposta não peguntem a quem está lá pastando, pastem junto! Visitinhas para dar visibilidade social não muda nada, a não ser isso aí de ‘vejam como as escolas dos empresários funcionam e as outras não porque no sistema “S” é Sem greves e Sem reclamações’! Oh, solo de violino, pls!

    Nos anos 80, nos rolos envolvendo a CF88, e mais intensamente na operação desmonte no governo Collor, tentaram colocar freios do sistema “S”. Foi um griteiro geral, sobretudo por conta das verbas destinadas ao sistema cujas prestações de contas era mistério insondável. Corria no SESC uma abaixo-assinado que tinha caráter nacional pedindo assinaturas para manter tudo como estava, não mudar nada, alegavam que o governo queria acabar com a ‘qualidade’ dos serviços do sistema, tanto de ensino como de ‘assistência social e de lazer’. Conseguiram reverter a coisa e tudo ficou como antes no quartel de Abrantes. O sistema se sentiu forte para ganhar mais cobrando horrores naqueles cursinhos walita. Se agigantou até pela ajuda que a destruição da rede oficial de ensino sofreu desde a implantação da lei 5692. Os cursos profissionalizantes que eram só no papel e que afundaram o que se tinha de bom antes nos cursos Cientifico, Clássico, Normal e Contabilidade, se bem lembro dos mais conhecidos agora. Com a falência do ensino oficial e regular, incluindo da rede privada forçada a seguir a lei, os sistemas alternativos fizeram a festa e a fortuna de seus ‘donos’ que agora posam como salvadores da pátria.

    Suspendam a campanha “A Educação pede respostas” antes que vire mico como a da “Escola de Referência”. Não passam de peças publicitárias usando os tansos de sempre como escadinha para os espertos da vez.

    Ninguém nessa novela é confiável, nem empresários, até porque imprensa também é empresa… A intenção não é boa como querem fazer acreditar, há sempre segundas, terceiras intenções e não é de hoje. Quem sabe fazer faz, não fica ensinando e mandando professores e alunos ‘como fazer’. Simples assim. O inferno foi inventado só pra receber gente cheia de boas intenções.
    Já aprendemos com quem nada em dinheiro, os grandes empresários, que qualidade custa caro e em escolas não pode ser diferente. Fazer mais com menos é bom só para lucros deles, aumento de fortunas e vida luxuosa, sem essa que vão aplicar e investir em empregos por ‘amor ao próximo’. Os banqueiros que o digam. Se quebram só quem leva o prejuízo é clientes e empregados, nunca vi banqueiro falido morando nas ruas ou kitinetes.

    Desculpe-me a sinceridade!

  • Nascimento diz: 30 de setembro de 2012

    Me desculpe, mas quando foi que a educação não passou de um jogo no Brasil?
    Aplaudo a manifestação de Liaseal e concordo quando fala que a campanha “A Educação Precisa de Respostas” é mais uma falácia. Não há objetivo aqui. E quer saber por quê?
    Digo então, minha esposa é professora da rede estadual, concursada (sem janela), trabalha nas séries iniciais com duas turmas com mais de 25 crianças (excesso de alunos por incompetência do diretor, que não defende seus professores, e só quer emprateleirar crianças para que a mãe durma até mais tarde, prática comum aqui em Chapecó), um dos alunos de minha esposa diz que prefere ficar dando milho pras galinhas do que ir à escola, esse é o nível! No entanto, terminado o ano ele é aprovado! Olhe só que maravilha!E só porque o governador MANDOU! OOoooooh, que meiiigo!

    Com licença vou ao banheiro vomitar…

  • marcelocardosodasilva diz: 30 de setembro de 2012

    …à Educação precisa de respostas!!!…………..Que tal começar pela efetivAÇÃO da Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público; com “CARREIRA PROFISSIONAL”!!!…………..Tem também 1/3 de Hora Atividade; que os DESgovernos “teimam” em não RESPEITAR!!!…………..Tem também não posso me “ESQUECER”; 20.000(vinte mil) Boias-Frias(Digo Professores ACTs sem “EIRA NEM BEIRA”!!!…………..Tem também o “FUNDEB” DESviado; usurpado e vilipendiado!!!…………..Tem também políticos “DESpresíveis” que deveriam “SER” natimortos!!!…………..Tem também às “mídias” aproveitadoras; com à função “deformadora” do todo poderoso “mercado”$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$!!!????…….”LEI DA MAIS VALIA”; não é prima, irmã nem tia!!!Mas “infelizmente” todas tratadas na “tv” como “vadia”!!!

  • Daniel – Laguna diz: 30 de setembro de 2012

    Bingo Liasael.
    Fica fácil entrar no onda educativa e vomitar soluções.
    Era o que faltava, mais um expert em educação e logo quem, a Fiesc.
    Onde estava a Fiesc quando da greve de 2011 pela implantação do piso no magistério? Qual foi a pressão exercida sobre o executivo e o legislativo? Me recordo que houve apenas uma leve declaração pública de crítica, nada mais que isso. No mesmo dia estavam jantando juntos empresariado e governo do estado.
    Com seu lobby poderia facilmente amarrar o financiamento das campanhas a aplicação dos recursos da educação, exclusivamente na educação básica. Bastaria apenas o cumprimento da lei, apenas isto. Todavia, falta interesse.
    Fiesc e governantes, estão de mãos dadas e não é pela educação.
    Agora gostei da ideia da Liaseal, que o Fiesc e seus apêndices assumam a educação na sua integralidade, sem prévia seleção.
    Apenas demagogia, mera demagogia deste senhor e do grupo que representa.