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Celesc explica negativa sobre renovação da concessão

30 de novembro de 2012 4

A assessoria de imprensa da Celesc distribuiu a seguinte nota sobre a assembleia realizada hoje:

“A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas da Celesc deliberou nesta sexta-feira por não antecipar a renovação das concessões de sete das 12 usinas da Celesc Geração. As usinas Bracinho, Garcia, Cedros, Salto, Ivo Silveira, Palmeiras e Pery se enquadram nos critérios da Medida Provisória 579, editada pelo Governo Federal, que prevê antecipar as concessões – que venceriam até 2017 – para agora por mais 30 anos. A contrapartida, porém, é que o Governo Federal define os valores de comercialização dos megawatts dessas Usinas. Caso a Celesc aceitasse antecipar as renovações, teria redução de 79% do faturamento, causando prejuízo de R$ 600 milhões em valores presentes.
A AGE seguiu indicativo prévio da diretoria executiva e do Conselho de Administração da Celesc. A Empresa encomendou estudos e análises de cenários dentro da empresa e por meio de consultorias, e todas as recomendações foram unânimes pela não antecipação.
“O Governo Federal impôs condições que, hoje aplicadas à Celesc Geração, acarretariam em um rombo que precisaria ser suportado pela Celesc Holding, o que prejudicaria fatalmente todo o Grupo. Não podemos concordar: queremos as concessões, mas não a este preço”, disse o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni.
O presidente destaca que não antecipar é diferente de não renovar. “Não estamos abrindo mão das concessões. Continuaremos à frente das Usinas até 2017 e lutaremos pela proteção do patrimônio da Empresa, inclusive com ingresso na justiça e atuação junto à bancada catarinense no Congresso, pressionando por alterações na Medida Provisória”, disse.
Na justiça – A Celesc já impetrou demandas judiciais relativas ao tema com pedido liminar para a suspensão do prazo para assinatura do Contrato de Concessão que venceria no próximo dia 4 de dezembro, especialmente em relação à usina Pery, até o exame definitivo do Recurso Administrativo interposto pela concessionária. “Vamos lutar na justiça pela prorrogação das nossas usinas por mais vinte anos conforme legislação anterior”, completa Gavazzoni.
Distribuição – No caso da Celesc Distribuição, maior empresa do Grupo, a situação é diferente. A Celesc foi a primeira concessionária de energia a protocolar o pedido de prorrogação da concessão após o anúncio da Medida Provisória 579, em setembro. Os documentos foram entregues ainda em setembro pelo presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, ao diretor geral da Agência Nacional do Setor Elétrico/Aneel, Nelson Hubner. A renovação na Distribuidora ocorreu de forma natural, já que a Celesc D é regulada e já passa pelos ciclos tarifários impostos pelo regulador.

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Comentários (4)

  • Giffoni diz: 30 de novembro de 2012

    Creio haver entendido, pelo menos, uma parte: as usinas, não, que dariam prejuízo; já a distribuição, sim, porque ficaria na mesma. Ou seja, querem se livrar das usinas mas ficar com a distribuição. Meio sem pé nem cabeça. Se abrirem mão das usinas deverão perder a distribuição. Mas isso eles não dizem. Ações judiciais? Bem, aí os raimundianos são “professores”…

  • Almir Wagner diz: 1 de dezembro de 2012

    79%!!! 600 milhões!!! Tá na cara que são valores exagerados. Isto está muito mal explicado. Tem coelho nesse mato.

  • Walmor diz: 1 de dezembro de 2012

    Como é difícil tentar baixar preço de algum serviço público neste país, no casa a energia elétrica. Todos falam e reconhecem que a carga tributária é excessiva, mas ninguem toma alguma medida prática para mudar a situação. No caso da energia elétrica, apesar do Brasil usar intensivamente a energia produzida por hidrelétricas, que tem menor custo de produção em relação a outras fontes de energia, entretanto ostentamos uma das maiores tarifas de energfia elétrica cobradas no mundo. Aí a FIESP encampa uma campanha para reduzir o custo da energia, Mas já começam a pipocar as resistências sobre essa redução pretendita sobre várias alegações. Essa reduçãoi na tarifa da eneregia elétrica, visa além de aliviar o bolso dos consumidores residencias, também diminuir o custo Brasil, já que o setor produtivo utiliza energia elétrica em larga escala, o que pesa nos seus custos operacionais. Será que a gestão dessas empresas de energia em mãos do setor público, é eficiente e dentro dos parametros internacionais para o setor. Mas não raro se le na imprensa que essas empresas vez ou outra encontram dificuldades financeiras, muitas por interferencias políticas na sua gestão. Depois de lançada essa campanha visando diminuir o preço da tarifa de energia elétrica, algum Governador de Estado, anaunciou a redução do ICMS que incide sobre a energia elétrica, que se aproxima de 30 %, acho que não. Por essas e outras resistências, é que a reforma tributária está fadada a nunca sair do papel, para infelicidade dos contribuintes brasileiros que pagam muitos impostos diariamente neste país.

  • Isabel diz: 1 de dezembro de 2012

    Ontem, assisti na TV propaganda da Celesc incentivando a troca de geladeira com mais de 5 anos por uma mais econômica e com desconto de 50%. Não entendi se era a loja ou a Celesc que estava dando o desconto e fui até as Lojas Colombo, que é a loja indicada na propaganda, me informar sobre o assunto. O vendedor disse que a promoção já acabou faz dias, que havia uma quantidade limitada de geladeiras e quando as vendas atingiram essa quantidade a promoçõa encerrou em todo o estado. Pergunto: se a promoção acabou faz mais de 10 dias, por que a propaganda continua? Não é propaganda enganosa? Que tal a Celesc economizar esse dinheiro numa propaganda que já não serve mais e distribuir o valor em desconto entre os usuários? O MP deveria averiguar sobre essa propaganda sem o produto no mercado. Jogar dinheiro dos consumidores no ralo é legal, não é?