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Médico contesta críticas do prefeito Piriquito

30 de abril de 2013 4

O ex-presidente por oito anos do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de Santa Catarina, médico Celso Dellagiustina, está publicando “Resposta pública ao prefeito Edson Dias Piriquito”, sobre as críticas dirigidas ao governador Raimundo Colombo por não ter respondido sua carta há mais de 90 dias. Confira:

“Prezado Prefeito:

Não vou tirar sua razão, quando o SR fala da ineficácia do Atual Governador e de seu Secretário da Saúde em relação aos graves problemas de Saúde principalmente na área hospitalar na Região da AMFRI. Aliás, não é de agora que venho apelando a várias autoridades e estas apresentando ao SR soluções que poderiam minimizar o problema.
Nós alertamos se eu então secretário da Saúde que o HMRC não estava preparado para atender as necessidades epidemiológicas do município e principalmente dos municípios da região norte da AMFRI.
Infelizmente não fomos ouvidos e a situação agravou-se com a negativa do Ruth Cardoso cumprir com as pactuações que o município de BC tinha com os demais municípios. Uma equipe de especialistas designada pelo Estado mostrou a realidade do seu Hospital.
Negociações intermediadas pelo Dep. Volnei Morastoni e segundo ele aceita por vossa excelência foram desmentidas em reunião pelo então seu secretário Rafa Schroder, que aliás foi deselegante ao Dep. Volnei Morastoni. Seu secretário para não ver seu dinheiro do fundo municipal de saúde diminuir, prometeu em Reunião da CIB que todos os problemas acusados pela Comissão de especialistas seriam resolvidos no máximo em 30 dias Faltou com a palavra o seu funcionário.
A verdade é que nada do prometido foi cumprido. Lembrar ao Sr que é o Dono do Hospital é o Município e pela última vez vou explicar como é feito o teto financeiro que o Município recebe do Fundo Nacional de Saúde. Seu teto financeiro está dividido em blocos, a saber: Bloco da assistência farmacêutica quase 13 reais per capita ano,bloco de atenção básica onde o município recebe um per capita de forma fixa e recebe incentivos a medida que adere aos programas da atenção básica. Assim também é o Bloco da Visa onde o município recebe, para exercer suas funções estruturantes e estratégicas.
O bloco de investimento de tudo que o Sr solicita através do SINCOV MS,e o Bloco da média e alta complexidade. Aí parece que o Sr continua sendo mal assessorada ao afirmar que 50% dos seus atendimentos são de outros municípios e que os atende gratuitamente.
Isto é uma Grande FALÁCIA, pergunte aos seus assessores que eles lhe dirão que o que é uma PPI,ou seja se o SR tem Pactuado com município por exemplo de Porto Belo,fazendo ou não estas internações o dinheiro cai direto no fundo estadual de Saúde. Portanto há que se ter uma boa gestão para que as quantidades pactuadas sejam observadas.
Da mesma forma quando no seu município não tendo nenhum serviço de Alta complexidade seu habitante tem referencia garantida e sem gastos para o seu município pois este dinheiro já está agregado ao Fundo Municipal de outra cidade,pois a lógica do SUS é o dinheiro estar onde o paciente for atendido Agora esta do Sr ameaçar não atender os pacientes de outros municípios me faz perceber que há um completo desconhecimento das diretrizes e princípios básicos da CF,contidos nos seus quatro artigos completados pela lei 8080/90 e agora regulamentados pelo D.L. 7508.
Primeiro o SUS em como um dos princípios a UNIVERSALIDADE e jamais poderá ser desrespeitado. Segundo o D.L. Estabelece como uma das portas de entrada prioritária o Pronto socorro. Talvez por utilizar tais argumentos este desgoverno que aí está e aí eu concordo com o SR, tem deixado de cuidar das pessoas. Agora o Sr querer atender por ser municipal somente a população de BC,é o mesmo que o Sr Colocar uma placa na entrada da Cidade dizendo para os visitantes que a entrada está proibida.
A lógica da contrapartida constitucional está naquilo que o município arrecada . Quando mais arrecada maior será a fatia dos quinze por cento. E quero dizer mais, segundo a ANS seu município 35% da população tem plano de saúde e não faz uso do SUS o que lhe dá um per capita ainda maior. Em vez das ameaças sentemos todos juntos, pois o problema é da população que infelizmente fica desassistida.

Comentários

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Comentários (4)

  • Daniel diz: 30 de abril de 2013

    Falou, falou e não disse nada, tendo em vista que os argumentos do citado médico não facilmente rechaçados pela defasagem da tabela do SUS.
    A conta é simples, os atendimentos realizados pelo Ruth Cardoso à população de outros Municípios geram repasse ao Fundo Municipal de Saúde ou maior fatia do Fundo Estadual de Saúde no valor defasado constantes da tabela do SUS.
    Esses valores não cobrem a realização dos procedimentos médicos, o que resulta em déficit a ser coberto exclusivamente pelo Município de Balneário Camboriú.
    O engraçado que os outros Municípios, que mandam pacientes para o Ruth Cardoso, não ajudam financeiramente a cobrir o déficit gerado por seus cidadãos, pior, ainda reclamam que o Ruth Cardoso pode fechar.
    Sem fundamento, portanto, a “resposta” deste médico.

  • Herival diz: 1 de maio de 2013

    Meu caro companheiro dos tempos escolares Riosulenses, não perca seu tempo para dar explicações sobre um assunto que por experiência conhece, a quem pensa ser gênio de tipo especial, daqueles que tem a capacidade de dominar todas as artes e saberes. Isso, com esse genial bravateiro, de nada adianta, é pura perda de tempo Doutor Celso!

  • Dalton Nascimento diz: 1 de maio de 2013

    Como toda carta, traz a personalidade de quem escreve: arrogancia, soberba, autoritarismo e mentiras!!

  • Osmar de Souza diz: 2 de maio de 2013

    Celso Dellagiustina…. um dos responsaveis pelo estado nao investir mais em saúde! foi 8 anos presidente do Cosems e nunca lutou pelos municipios na area hospitalar…. alias, está mais queimado que resto de incêndio!!!