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A indústria e o valor do trabalho

25 de maio de 2013 1

Walter Orthmann, que trabalha há mais de 75 anos na mesma empresa, discursou no evento da Fiesc.

Vilson Hermes tinha apenas 21 anos de idade quando instalou uma fábrica de produtos esportivos no município de Saudades, oeste catarinense, então com somente 3 mil habitantes.  Comanda hoje um complexo empresarial com 11 mil empregados em 14 fábricas, sendo duas no exterior.  É fabricante exclusivo de renomadas grifes esportivas mundiais.

Empresário vitorioso  que valoriza a família e adota princípios humanos e valores éticos em suas empresas.  Por isso, merecidamente, recebeu a Medalha do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria.

Walter Orthmann não completara 15 anos quando,  pés descalços e em estrada da barro, caminhava para a escola, mas já no batente.  O trabalho não era considerado um problema,  como hoje.  Foi o santo remédio que garantiu os estudos e o sustento da família.  Aos 90 anos de idade, completados este ano, está há mais de 75 anos trabalhando na Renaux View, de Brusque.   É o brasileiro que trabalha há mais tempo na mesma empresa.  “Quem trabalha não tem tempo ara sentir dor, para adoecer e para morrer.  Viajo todo mês, amo o trabalho e adoro o que faço”.

Trabalhador exemplar, recebeu a Placa de Mérito ao Trabalhador do presidente da Fiesc, Glauco José Corte.  Fez um discurso de profundo conteúdo.  Aplaudido de pé pela seleta plateia que lotou o auditório da Federação, saiu consagrado pelo magnífico e raro exemplo que dá a Santa Catarina e ao Brasil.

A biografia dos empresários condecorados com a Medalha do Mérito Industrial revelou o quanto há de empresários e trabalhadores  criativos, ousados, dedicados e competentes nas mais diferentes regiões de Santa Catarina.

Glauco Corte classificou-os de “apóstolos da esperança”.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Milanezi diz: 25 de maio de 2013

    Moacir, para mim a frase mais marcante do discurso do Sr. Walter, e talvez de todo o evento, foi: “sou do tempo que trabalhar aos quinze anos não era problema, como hoje”. Nossa geração começava a trabalhar no inicio da fase juvenil, estudava com dificuldade, praticava esportes, divertia-se, tinha suasresponsabilidades. Hoje graças ao ECA estamos criando uma geração que não tem amor ao trabalho e colocam nos outros toda a culpa de seu fracasso.