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Casa de Hercilio Luz: restauração ou demolição

09 de agosto de 2013 9

Recuperação da casa de Hercilio Luz, perto do banco redondo(Avenida Mauro Ramos), depende apenas de parecer do secretário Dalmo Vieira Filho.  O imóvel está abandonado há anos. Há planos para ali ser instalado o Museu Hercilio Luz.  Os investidores aguardam apenas o OK da Prefeitura.

O imóvel tem extraordinário valor histórico.  O projeto arquitetônico é original.  Na construção, até mármore de Carrara.

A casa onde Hercílio Luz morou até 1924, em frente à Praça Etelvina Luz, mais conhecida como Praça do Banco Redondo, em foto de 2009. O cenário não mudou.

Comentários

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Comentários (9)

  • PAULO AFONSO MARIOT diz: 9 de agosto de 2013

    Muito mais importante que a própria ponte. Nesta casa Hercílio Luz viveu. A ponte nem chegou a ve-la por inteiro.

  • Curió diz: 9 de agosto de 2013

    Restauração e demolição.
    Restauração do carrara. Na casa de Hercílio Luz.
    Demolição do colombo.
    Na Celesc encontrado até baba da camorra!

  • Ricardo diz: 9 de agosto de 2013

    Sempre que passava pela Av. Mauro Ramos ficava triste ao ver esta bela construção abandonada… ainda mais agora sabendo do valor histórico. Realmente uma pena.

  • liaseal diz: 9 de agosto de 2013
  • Edson Moraes Lessa diz: 9 de agosto de 2013

    Dr. Moacir. Não só pelo simbolismo, más também pelo merecido reconhecimento ao “homem da ponte”, acredito que 1% (um por cento) do que foi e está sendo gasto na tal “restauração” daquela ponte, daria e sobrava para recuperar aquela casa. Calculadora na mão e chegaríamos a conclusão de que esses 1%, dariam para restaurar outras dezenas de casas também merecedoras desse benefício, literalmente histórico e cultural.

  • ODIR CALDAS diz: 9 de agosto de 2013

    “Museu com atrações culturais, livraria, artesanato, gastronomia regional, um bom café colonial para aproveitar a vista a partir do local seria pedir demais?”

  • marcos diz: 9 de agosto de 2013

    Só espero que a restauração não seja feita por aquela turma que ia restaurar o prédio da antiga camara de vereadores e que deu no que deu.

  • rogério cardozo diz: 9 de agosto de 2013

    A gente vê imagens sobretudo da Europa, onde existem casas, castelos , prédios, pontes, etc com mais de 500 anos em plena ordem.Aqui no Brasil os governantes não dão o valor necessário para essas coisas, talvez porque o que um começa o outro não da valor.Acho que deveria ser construído um Museu nessa casa , e fazer uma reforma na ponte Hercílio Luz que seja bem feita e não remendos como até agora foi feito.

    Visite Tubarão http://www.galeriatubarao.net/

  • Historiador diz: 9 de agosto de 2013

    Museu Hercílio Luz?! A troco do quê a sociedade florianopolitana deve investir na memória deste senhor?! Dinheiro público colocado em residência de político morto quando os descendentes dele não se dão ao trabalho de manter o patrimônio e a memória de seu antepassado (riquíssimos como são), é mesmo o fim da picada! Claro que são influentes, continuam a frequentar a elite e podem “solicitar” que o erário o faça, até porque há proximidade de interesses entre eles e aqueles que estão administradores da coisa pública, pois meter a mão no bolso para fazer isso, nunca, né?! Será que ter dado o nome à ponte (cujo nome original era da Independência), ao aeroporto, à avenida, a município, entre outros lougradouros públicos ainda não foi suficiente para “laurear” a memória deste senhor?! Se a própria família não dá importância a essa memória, porque deveria ser o Poder Público, com tantas prioridades em outras áreas (cultura e história, inclusive), a fazê-lo?! Que esses políticos profissionais que aí estão queiram manter viva a memória deste político que adentrou o governo de forma ilegítima (antes de ascender ao governo, tomou-o por quatro vezes à força armada de jagunços, por meio de golpe contra Lauro Müeller), até se compreende, o que não se entende é como ainda se pode homenagear àquele que, sabe-se, decretou a mudança do nome da cidade para homenagear o ditador Floriano Peixoto e cuja participação nos fuzilamentos de Anhatomirim, como delator dos assassinados, ainda é um fato histórico nebuloso a ser melhor estudado e que certamente uma revisão histórica mudaria a imagem deste político. Até porque ele cercou-se de pessoas e instituições que se locupletaram donos da História de Santa Catarina (irmãos Boiteux, IHGSC e ACL) e cooptaram todos os historiadores da época e depois, até hoje, às benesses do estado em troca de uma versão laudatória a esse senhor e sua “administração”. Uma vergonha para nossa cidade! Que o Poder Público queira restaurar o casarão e aproveitá-lo como equipamento de cultura, tudo bem, mas daí a criar o referido museu em homenagem a esse senhor é a curra da memória do povo florianopolitano, é o ápice da desonestidade intelectual deliberada e oportunista. Certo seria que nada que fosse público recebesse nome de pessoas, sejam elas quem forem, tenha elas feito o que for, para isso os países sérios têm seus panteões onde homenageiam as pessoas que fizeram algo de significativo para a coletividade. Leiam mais a História de Santa Catarina (não é o seu caso, Moacir, a conheces bem e partilhas desse viés historiográfico a ela dado) para que não se queira homenagear a memória de quem deveria ser esquecido, mas sou voto vencido diante dos deslumbrados que aí estão… Baita lixo mesmo esta iniciativa enquanto outras instituições municipais que verdadeiramente guardam a memória da coletividade e que protegem o patrimônio da coletividade são negligenciados. Pirotecnia política com o dinheiro público e com o aplauso da mídia marrom, este é o resumo.