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Campos e o PSB: A incoerência e o ponto degolado

30 de agosto de 2013 7

“Olá Moacir,

Bom dia!
Desculpe-me, mas sou obrigado a fazer algumas cobranças ao senhor, democraticamente!

Não percebi em suas notas a respeito da filiação de um Bornhausen a um partido “socialista” nem uma pontinha de critica. Oras, será que eles não precisam obedecer à coerência? Será que eles são seres superiores, que jamais terão de ser cobrados por suas contradições?

Se fosse alguém como o Lula se filiando a um partido Liberal, como seria a sua coluna? Se fosse um petista graúdo defendendo a privatização, o senhor não faria uma análise da contradição? E agora, essa análise não precisa ser feita? Socialistas, os Bornhausen???

Em segundo lugar, gostaria de perguntar uma outra coisa, embora eu já tenha percebido que vocês jornalistas não costumam se preocupar com isso… Se um médico bate o ponto e não trabalha, vocês criticam, certo? Se um professor falta ao trabalho, vocês criticam… Agora, se um secretário de governo marca um evento partidário para um dia útil, durante o horário de expediente, ninguém acha estranho, reparou?

O Eduardo Campos não é governador??? Será que ele não deveria fazer eventos políticos apenas aos finais de semana??? Hoje além de não trabalhar naquilo que deveria (será que o salário dele será descontado?) ele ainda vai atrapalhar o trabalho de metade do governo catarinense! O governador e não sei quantos secretários não vão trabalhar hoje, pelo menos algumas horas, para fazer política partidária… Pode isso?

Que tal se eu (que sou professor) resolver sair por aí, durante os meus horários de trabalho, para fazer filiações novas ao meu partido??? Será que o Colombo vai compreender e vai deixar numa boa???

Por último, aproveitando a oportunidade, quero perguntar ao senhor se não valeria uma notinha a seguinte declaração do sr Marco Tebaldi (aquele que já ajudou a destruir a carreira dos professores no passado): “Acho que foi uma armação do governo para ter motivação para não cassar José Genoíno e João Paulo Cunha”. Essa declaração está no DC de hoje, sobre a não cassação do mandato do deputado Donadon.

Agora o detalhe: o deputado do PSDB acusa o governo de fazer uma “armação” mas esquece de comentar que ELE MESMO ESTAVA em Brasília e NÃO VOTOU!!! É ou não é um deboche aos catarinenses que o elegeram? Não merece o “digníssimo” deputado uma cobrança dos jornalistas catarinenses?

Ou só o PT e os partidos de esquerda precisam ter coerência? Eu estou ficando louco, ou esses senhores todos podem mesmo fazer o que bem entendem e não precisam nunca dar explicações, justificar suas ações???

Grande abraço,
André de Mattos.”

Comentários

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Comentários (7)

  • José Athanasio Almeida diz: 30 de agosto de 2013

    Temos que acrescentar que as devidas despesas financeiras ( almoço/Bebidas, etc ), também pode ser colocado em seu desabafo, nobre professor.
    Há, a IDELI SALVATTI também esta há bastante tempo usando estes artifícios de reuniões / visitas, etc, usando diárias e o avião da FAB0, para vir a Florianópolis.
    Bem………….., tem muito mais

  • A VOLTA DO CONTESTADO ( Notas para o relato dos prolegômenos da revolta ) diz: 30 de agosto de 2013

    Ponto enforcado para quem traiu seus companheiros do DEM é fichinha.
    Ele disse há pouco após ver pela primeira vez ( Eta serviço de informação! ) que V A I garantir a segurança da sociedade. Mas sempre omite algo, a saber, quando. Acabaram de fechar que depois vai ser Paulinho em 2018 ao governo e o Pernambuco como não vai ao segundo turno prepara-se para presidente. Ora, ninguém perde, diz Gualberto com razão. Só que a nau dos indecentes inchada com as SDRs, as 10 alquimias tecnológicas as secretarias centrais centralizadoras dos aditivos, a Celes, Casan etc, será o peso que afundará a barca, evitando que dê afinal no paredão mariscal do Costão do Diabinho. Colombo surfa e não governa. Não se reelege nem pintado de ouro.

  • André de Mattos diz: 30 de agosto de 2013

    Moacir, ainda sobre a visita do Governador de Pernambuco, gostaria de destacar algo que li em um dos seus posts de hoje:

    [Campos] Adotou o critério do mérito, pagando por produção. Revelou que há professores que recebem até tres vezes o valor do salário quando atingem 100% das metas. Enfatizou: “Quem produz mais tem que ganhar mais”.

    A pergunta que fica é: como é que o professor “produz mais”? O que é que um professor deve “produzir”, segundo o pensamento dele? Por acaso ele está igualando um professor a uma linha de produção? Devemos “produzir” mão-de-obra? Não fica muito claro… É exatamente a mesma pergunta que deve ser feita ao governador Colombo, nesse “novo” plano da Saúde. Os médicos serão “beneficiados” com maiores salários conforme a “produção”… O que exatamente significa isso? Fazer consultas de 5 minutos? Exames e cirurgias em larga escala, como se os pacientes fossem automóveis sendo produzidos e consertados?

    É fundamental corrigir distorções e combater aqueles funcionários que infelizmente se aproveitam da burocracia estatal para não trabalhar. Eles existem em todas as classes, inclusive a de professores, não há dúvida.
    Isso, porém, jamais pode significar transformar escola e hospital em “linha de produção”. Quando a gente lida com seres humanos, isso não pode acontecer… É preciso ficar atento a essas fórmulas empresariais!!!

    No mais, gostaria de agradecer mais uma vez o prestígio que sempre recebo do senhor, renovando meus sentimentos de admiração e de respeito por seu trabalho!

    Grande abraço,
    André

  • Dorcelino R. dos Santos diz: 31 de agosto de 2013

    Quem deve estar muito triste lá no andar de cima é o saudoso Miguel Arraes, pai do governador de Pernambuco Eduardo Campos. Enquanto Miguel Arraes era perseguido e cassado politicamente pelo governo da ditadura militar, os Bornhausens davam sustentação a ditadura, agora num ato de oportunismo político, estão indo para o PSB na maior cara de pau tentando enganar o povo, que socialismo é esse? um pergunta que não quer calar se os Bornhausens saíram do PSD do governador Colombo para outro partido por quê será que eles ainda estão grudados no governo do estado de SC? é isso que da nojo na política, os políticos mudam de lado, mas não consegue se afastar do poder político.

  • Alexandre S. diz: 31 de agosto de 2013

    A questão é que até os jornalistas sabem que esses sujeitos aí não estão nem aí para o povo, agarram-se em tudo que podem para manter-se no poder. Ora, quem não lembra o que o Sr Colombo falava do LHS e seu governo, para depois se abraçar com o mesmo alegremente. Então, qualquer ação dessa gente já nem causa mais espanto.

    Agora, o PT, tem sim que ser cobrado, afinal era pra ser diferente, sempre se vendeu como diferente, no entanto rendeu-se ao “esquema” facilmente…

  • Sergio S. diz: 31 de agosto de 2013

    Acredito que o nosso colega Professor que também parece ser conhecedor de política deveria saber que faz parte da função representantes eleitos (executivo e legislativo nas três esferas), como presidente(a), deputados(as), prefeitos(as) e governadores(as), participar a qualquer dia e horário da semana de eventos políticos.
    Não estou defendendo, apenas informando.

  • Paulo Roberto diz: 31 de agosto de 2013

    Moacir,
    quem pagou as despesas do Governador Eduardo Campos em SC? Será que foi o erário público de Pernambuco? Será que ele recebeu diárias? Quem pagou a hospedagem no Magestic?