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Chega de turismo predatório!

02 de janeiro de 2014 68

O que se viu em algumas praias e bairros  na virada do ano comprova que Florianópolis não tem como conviver com turismo de massa.  Ou o poder público e a iniciativa privada se organizam, instalam um sistema profissional e planejado, ou a capital  viverá todos os anos com estas barbaridades,  incompetências e irresponsabilidades em várias áreas.

Como sempre, a falta d’água, com a Casan colocada no banco dos réus. Com alguma razão, porque não se preparou para o consumo em larga escala.

Começou com a Casan responsabilizando a Celesc pela falta de energia elétrica, impedindo o bombeando de água para pontos mais elevados e distantes.   Em segundo, excesso de consumo pela invasão desproporcional de turistas.

Neste particular, erram todos.  Em cidade turística, o aluguel de casas é regulamentado.  Tem que registrar na prefeitura, pagar taxas e cumprir normas higiênicas, etc. Aqui é uma bagunça geral.  O sujeito tem uma casa para quatro pessoas, muda-se com a família para o rancho e coloca até 15 turistas.  Sem instalar sequer uma cisterna.  Visitantes de baixo nível,  consumirão muita água e poucos produtos locais.  Se o aluguel fosse controlado pela Prefeitura a Casan saberia exatamente qual o crescimento da demanda.  O mesmo ocorre em relação a pousadas, hotéis e novos prédios de apartamentos.

Uma distorção grave que só gera problemas e que se repete em quase todos os balneários de Santa Catarina.

Engarrafamentos,  sujeira nas praias, falta de educação e hostilidade de muitos turistas, exibicionismo ridículo – tudo acontece com o agravamento do cenário na virada do ano em Florianópolis.

Reclamar para quem?

Comentários

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Comentários (68)

  • VERA MARTA MIRALES diz: 2 de janeiro de 2014

    Mais que acertado. Dispoem o lugar ao turismo e retornam (os mesmos que se propuseram) a agressividade, hostilidade, sequer com um plano administrativo estrategico, que alias é necessario em qualquer situação de negocios. Se a proposta é para turismo, vamos planejar e receber bem, ou então, tomba-se a Ilha e regulamenta de vez a ocupação – o que, alias, seria muito interessante. Mas não, o que vemos aqui é uma barganha muito descarada! Olha a situação do Mercado Publico em pleno verão… e nem uma placa explicativa (ou pelo menos demonstrativa) há… lembro que o item é obrigatorio, em lugar publico e visivel.

  • Marcelo diz: 2 de janeiro de 2014

    Moacir, lúcido comentário.
    A Ilha tem limite!
    Caso contrário, o que nos orgulha vai nos matar.
    Abraço e bom ano.

  • Nelson diz: 2 de janeiro de 2014

    Amigo Moacir!
    Alguns dos “Beach Clubs” bombaram muito além das áreas construídas. Um deles, tive o cuidado de fotografar, estava com estrutura quase na linha da quebra das ondas e, pior, praticamente sobre o Posto dos Bombeiros. Na lateral, uma placa da SPU dizia que tinha autorização sem a necessária identificação do correspondente número do processo ou da autorização. O transporte para as “lanchas” dos mais-do-que-abonados era feita com superlotação (mais de 10 pessoas por bote, sem coletes ao qualquer proteção), em botes locados. Se algo acontecesse, azar do rapaz que resolveu ganhar uns trocados transportando “aselites”. Ao questionar o poderoso dono do iate sobre a sua irresponsabilidade, veio a resposta dele, que resume o que é o turismo de Floripa: “Que de foda!”

  • Libertário diz: 2 de janeiro de 2014

    Ou em vez de regulamentar mais uma coisa, como alugueis, poderia-se acabar com o monopólio da CASAN e da CELESC e todos os outros que o Estado cria, o que permitiria que novas empresas entrassem nestes mercados.

  • Walmor diz: 2 de janeiro de 2014

    Moacir como sempre acontece quando as falhas são apontadas, começou o jogo de empurra, a CASAN alega que por falta de energia elétrica as bomas não funcionaram, como se a CELESC não pertencesse ao mesmo Governo. Por seu lado a CELESC alega o imponderável para os cortes de energia elétrica. Quer dizer ninguém é culpado, vai acabar sobrando mesmo é para o São Pedro, responsável pelo tempo. Até parece que o excesso de consumo de água e energia elétrica nunca tenha acontecido nessa época do ano, pois os responsáveis não se preparam para isso. O pior é que fica por isso mesmo, ninguém é punido, apenas os consumidores e os empresários que arquem com os seus prejuízos e o incômodos que passaram. Até a nova temporada, muitas promessas serão feita novamente, mas de prático mesmo nada acontece, como temos vistos há várias temporadas com esses problemas recorrentes. Até quando???

  • Ubiratan Canela diz: 2 de janeiro de 2014

    Moacir, primeiro uma curiosidade: o que seria um “visitante de baixo nível”?
    outra curiosidade: qual cidade turística brasileira (tudo bem, pode ser uma estrangeira) na qual o sujeito precisa “registrar na prefeitura, pagar taxas e cumprir normas higiênicas, etc” ou construir cisternas (?) para alugar sua casa?
    Moacir, a Casan TEM que garantir a água, SIM. A Celesc TEM que garantir a energia elétrica, SIM! Se não têm, que deixem o mercado e dêem o espaço para outras empresas mais competentes. Privatizemos essas empresas, então. Não estamos sempre celebrando a privatização das telefônicas? Não estamos sempre lembrando como éramos infelizes quando precisávamos esperar anos para termos uma linha fixa caríssima?
    Todos sabemos, Moacir, que a falta de água, de luz, de estradas, de médicos, de gasolina, enfim, de infraestrutura, é culpa da velha política rasteira, é culpa dos favores políticos pagos com cargos. Por causa dessas velhas práticas, coloca-se para presidir uma empresa de fornecimento de água, alguém que não sabe o que é um cano e que, por sua vez, vai distribuir diretorias entre outros malucos que não sabem sequer abrir o registro. Daí que, nessas empresas, não há planejamento, não se prevê que, no verão, vamos ter mais turistas. E o dinheiro da bomba e do gerador é distribuído entre os diretores como dividendo.
    Colocar a culpa no turista, especialmente nesse “de baixo nível”, é um pouco de baixo nível também, de um nível menor de jornalismo do qual não estava acostumado a ler nos teus textos. Afinal, esse turista, no teu ver menos nivelado, Moacir, é o povo. É, o povo é assim, gosta de ouvir música alta, gosta de andar de carro o tempo todo, gosta de tomar banho, gosta de economizar dinheiro, gosta de frequentar e, no verão, gosta de vir para a praia. E mesmo gastando menos que os “de alto nível” (seja lá quem for esse), é esse povo que faz a nossa economia rodar. Sem os “baixo nível” por aqui, os garçons da Lagoa estariam de mãos abanando e o pessoal que vende ostras ao longo da Baldicero Filomeno estaria cabisbaixo. Para com isso, Moacir!

  • diogo diz: 2 de janeiro de 2014

    Eu acho que por ser uma ilha poderíamos começar pela taxa de permanência para turistas. Em Fernando de Noronha existe isso e pq aqui tbm não poderia?
    Nem que fosse feita por carros e não pessoas como é lá

  • Bruna Zimermann diz: 2 de janeiro de 2014

    parabéns pela análise Moacir. Pondero que tudo isso se aplica as demais cidades do Litoral Catarinense, esse problema só se agrava em municípios como Bombinhas, Itapema, Baln. Camboriú, Baln. Piçarras, Navegantes, São Francisco do Sul. Falta tudo, água, energia, limpeza, bebida, estradas, é amadorismo total. Ninguém faz nada e provavelmente não será feito. Esses nossos políticos que acham tem algum poder em Brasília, são muito fracos. O maior exemplo é que o nosso estado não consegue sediar nenhum grande evento e ainda sonhávamos com a Copa do Mundo de Futebol, aqui.

  • Ubiratan Canela diz: 2 de janeiro de 2014

    Diogo, a Ilha de Santa Catarina não é uma ilha oceânica longe de tudo, nem é um santuário ecológico ou coisa parecida. Esta ilha integra um município, cidade esta que é a capital de um Estado! Já ouvi falar muito nessa taxa de permanência, que é uma bobagem.
    O problema não é o turista nem o migrante. O problema é a incompetência político-administrativa crônica e quase centenária.

  • felipe de oliveira santos diz: 2 de janeiro de 2014

    Caro Moacir,
    primeiramente: antes de mais nada duvido que este post tenha sido de sua autoria, devido ao seu refinado senso crítico.
    segundo: compartilho do mesmo comentário acima, de autoria de UBIRATAN CANELA.
    terceiro: É de muito mal gosto a propaganda “agua no feijão que chegou mais um”, isto sim é muito baixo nível para referir-se ao turista que nesta época do ano incrementa as finanças de muita gente não só na ilha de Santa Catarina mas por todo o estado. passei o final de ano nos ingleses, sem agua, é uma vergonha não para a CASAN somente mas para todo o povo catarinense, amo meu Estado e tenho o direito sagrado de ir vir estar e permanecer em qualquer lugar, tenho também o direito de ser respeitado e assistido quer por CASAN, CELESC ou governo do estado, a falta de agua aliada a esta ridícula campanha televisiva é tudo que nossa bela Santa Catarina não precisa.

  • Thiago Costa diz: 2 de janeiro de 2014

    Assino embaixo do comentário do Sr. Ubiratan Canela. Culpar o turista pela que ocorre em Floripa e injusto. Os turistas nos prestigiam. Espero que eles não tenham seu artigo. Para com isso Moacir.

  • Betão diz: 3 de janeiro de 2014

    Visitante de baixo nivel seria o farofeiro aqui do oeste de santa catarina onde eu moro. Eles levam toneladas de engradados de cerveja e bebidas baratas compradas na argentina e produtos locais…Só o que eles gastam ali é água, luz e o aluguel. Se viesse um turista mais qualificado em termos de $$$ que gastasse no comércio local e restaurantes, esse turista da mais prejuíso que lucro, e mesmo assim as praias de SC nem são lá essas coisas, em muitos locais não tem nem balneabilidade como Camboriu…fico imaginando o desperdício de recursos públicos investir num sistema de abastecimento de água e energia elétrica para uma cidade 3 milhões de habitantes, sendo que esta população só dura três meses e depois volta tudo a 100 mil habitantes. Turismo mesmo é para trazer divisas, países europeus não fazem questão alguma de receber turista farofeiro.

  • Luis diz: 3 de janeiro de 2014

    Privatizar, despolitizar e desratizar- não necessariamente nesta ordem- CASAN e CELESC. E parar de vender um produto que não temos: uma vocação e capacidade turísticas infindáveis. Principalmente na sua versão mais perversa e insustentável a MONOCULTURA turística. Nossa indústria limpa de TI já arrecada mais que a turminha do tal trading, que gosta de isenção fiscal e as vezes vai pras manchetes policiais, tipo Moeda Verde. E essa “eugenia” turística que tu propões não combina mesmo contigo, os limites tem que valer para todos, de farofeiro a frequentador de bicha clube.

  • Rebecca diz: 3 de janeiro de 2014

    Concordo sim com o pagamento de taxa de permanência assim como sou suuuuuper a favor de pedágio para entrar na ilha…cadastrar os imoveis para aluguel seria também uma outra excelente solução, a exemplo do que ja é feito em cidades planejadas para o turismo…o poder publico deve sim investir para receber o turista, e assim com planejamento poder exigir que o turista seja mais “qualificado” para estar na ilha…ninguém vai para Paris, por exemplo, e faz churrasquinho na Champs Elysee. la nao pode, tem regra. Em Madri nenhum onibus de turista pode parar em via publica e permanecer ali , atrapalhando o transito, esperando seus passageiros. .no entanto aqui…ja vi coisas de arrepiar, como uma familia inteira na avenida das rendeiras com som a todo vapor do proprio carro e uma barraca instalada na calçada com churrasco, isopor para um bom pic nic em plena rua…muita coisa deve ser feita para a melhoria do turismo principalmente na ilha. Os governantes viajam tanto, deviam aprender como se faz para aplicar aqui. Acho que nosso prefeito vai indo bem, mas tem que profissionalizar o turismo da capital, envolvendo ai os comerciantes e hoteleiros que só querem ganhar…
    .

  • Joster diz: 3 de janeiro de 2014

    O que nós precisamos é de mais regulamentação e mais interferência do poder público? Que tal deixarmos a lei da oferta e procura agir? Se não conseguimos fornecer água aos turistas será que eles virão no próximo ano? Por quê todas as soluções propostas são sempre maior intervenção do governo, que, todos sabem é incompetente por natureza? Como se registar na prefeitura fosse resolver o problema. O resultado seria: os amigos do prefeito teriam aluguel garantido, já os outros…

  • Lauro diz: 4 de janeiro de 2014

    Aos cinquenta anos pensei já ter ouvido – e lido – tudo. No mínimo, a meu ver, e, obviamente, respeito opiniões divergentes, a sugestão de limitar turistas numa cidade que vive disso beira o absurdo. Sem olvidar que ao classificar turistas em ”visitantes de baixo nível”, a meu ver soa discriminatório. Talvez caiba indenização. Importante também lembrar que a Carta Magna tem em suas garantias o livre direito de ir e vir – e ficar.
    Infelizmente para alguns já estamos com nossas férias para este reservadas, com hotel pago, para o litoral catarinense. Aliás como fazíamos há trinta anos. E olha que eram muitos ônibus que todos os anos partem do sul em direção ao “seu” litoral, a “sua” praia. Porem como já estamos com as reservas impossível fica cancelar. Mas prometemos não voltar. Nossas sinceras e humildes e envergonhadas desculpas por irmos mais este ano. E quer saber o que nos atrai em Santa Catarina? Embora suas aguas sejam frias. Embora seja mais caro que o nordeste, gostamos do povo. Da simplicidade. Do calor humano. Do garçom que brinca com as crianças. Do pescador de tainha que deixa a gente ajudar a puxar a rede. Do taxista que fala bem da sua cidade. Enfim fazem a gente sentir-se em casa. Gostaria de dizer que até aceitamos sermos classificados pelo colunista de “baixo nível” mas não de exibicionistas ridículos. Aliás tenho minhas duvidas a respeito do alto nível deste senhor. Mas não se preocupe. O o senhor semeou uma sementinha em terra fértil. Ela germinou. A gente entendeu. A gente não vai voltar. Desculpe.
    Lauro.

  • Marco Aurélio Campos diz: 4 de janeiro de 2014

    Chegarei à Ilha no próximo domingo. Vou de avião e desembarcarei na rodoviária…. ops!…, digo, “aeroporto” Hercílio Luz, pagando um valor absurdo de tarifa de embarque, cuja parte do valor pago irá parar nos cofres da Prefeitura de Florianópolis. Optei por não alugar o carro de particulares, mas sim de uma locadora legalizada, o que gerará mais impostos aos cofres florianopolitanos. Diferente de outros anos, esse ano eu escolhi ficar em um apartamento alugado em uma imobiliária legalizada na Prefeitura de Florianópolis e também no CRECI/SC e que, como nos serviços anteriores, gerará mais receita aos cofres florianopolitanos. Eu não pretendo levar tupperware com frango e farofa, optarei por comprar os produtos e alimentos nos mercados, padarias e comércio da região de Canasvieras, compras que gerarão mais receita aos cofres de Florianópolis e, também, ao Estado de SC. Mesmo gerando tanta receita aos cofres do governo e lucro à economia florianopolitana, para o colunista Moacir Pereira a culpa pela falta de água em Florianópolis é MINHA, pois sou um VISITANTE DE BAIXO NÍVEL que insiste em desfrutar seus dias de descanso nas paradisíacas praias da ilha, e esse pensamento não é exclusivo do colunista, é um pensamento compartilhado com por muitos nativos, que tem asco a turistas, mas não todos os turistas, asco a cariocas, gaúchos e paulistas, os portenhos falidos continuam sendo bem vindos com seus carrões (movidos a DIESEL) caindo aos pedaços, e levando no porta-malas desde água a carne congelada. Talvez para 2015 eu escolha outros balneários no país, locais onde eu e minha família sejamos bem vindos, não apenas o nosso dinheiro.

  • Guitar.al diz: 4 de janeiro de 2014

    Já detectei quem está reclamando e “metendo o pau” no Moacir. Não são os turistas, são os donos de restaurantes,pousadas,hoteis, bares. Esses é quem lucram com o turista. Baixo nível sim, só servem para trancar o trânsito,andam a 40km/hora pela esquerda.

  • Rafael diz: 4 de janeiro de 2014

    Eu tbm concordo com o Sr. Diogo, não importa se “não é uma ilha oceânica longe de tudo, nem é um santuário ecológico ou coisa parecida.” Toda ilha tem limite, toda a estrutura de uma cidade é pensada na quantidade de moradores e na possibilidade de receber turistas. Quando essa capacidade é extrapolada? muito acima do limite? Limite-se os carros na cidade, ou se entrar 1 milhão de carros na cidade ao mesmo tempo, haveria condições de ter vias suficientes para o transito?

  • maria lucia diz: 4 de janeiro de 2014

    parabéns pela análise lúcida sr. Ubiratatan!
    É ridícula a postura deste jornalista culpando o turista.
    Gostaria que ele dissesse onde é feito o controle que ele quer que seja feito aqui.
    Assim é o jornalismo brasileiro hoje em dia: opiniões são transformadas em informação.

  • Luiz Gonzaga Ribeiro diz: 4 de janeiro de 2014

    Parabéns Moacir pelos seus comentários bem criterioso, a verdade é que toda temporada de ferias acontece uma avalanche de FALSOS TURISTAS, vão para o sul um fim de semana, levam tudo de casa, não gastam nada, fazem sujeiras nas cidades e rodovias, no fim compram uma camiseta por 15,00 escrito I LOVE FLORIPA, posta um monte de foto no facebook, e espalha para os amigos que passou ferias em Santa Catarina. Durma-se com um barulho deste.

  • Euclides M. Dalmarco diz: 4 de janeiro de 2014

    Não sou daqui, moro aqui há muitos anos. A história se repete. Conheço um pouco do pensamento nativo, desde a segunda metade da década-60. A ponte é um outro exemplo do descaso. Tudo muito corporativo e doméstico. Nada transparente. Sinto muito, mas é o que vejo. Problemas de final de ano são só mais umas gotinhas neste oceano. Prestem um pouco a atenção nas vagas de estacionamento reservadas a deficientes e vão ficar estarrecidos. Falta educação, sobretudo, e sobra arrogância. Achei os comentários do Sr. Ubiratan Canela pertinentes. Sou idoso, portador de doença grave e deficiente físico. Já tive de ligar inúmeras vezes para o 153 e fui ameaçado por diversos ocupantes indevidos das vagas de deficientes. Lamentável!!!

  • Mancha Negra diz: 4 de janeiro de 2014

    Todo ano é o mesmo blá-blá-blá. Infraestrutura é o necessário. Vejam por exemplo o acesso da BR101 para Bombinhas; está da mesma forma como foi inaugurado em 1970; está assim sem se mexer em nada há44anos.Naquela época era um bom acesso; vejam hoje!Levei uma hora de voo do Rio a Navegantes e tres horas do inicio do acesso da BR até Mariscal. Mas nem isso arrefeceu minha alegria de voltar ao meu paraíso.

  • Bertoldo diz: 4 de janeiro de 2014

    e onde estava o “nobre” Governador Raimundo Colombo durante este Caos? em sua fazenda.

  • P F Amaral diz: 4 de janeiro de 2014

    Uma pergunta sòmente: os amigos do “rei”, donos das pousadas e hotéis “chics” dos costões, sofreram com a falta de água ou energia?. Não vi nenhum deles abrindo a boca em nenhum espaço de jornais. São privilegiados? tem incentivos fiscais? tem poços artesianos legalizados? Fica a indagação.

  • luciana espíndola valverde diz: 4 de janeiro de 2014

    Problema que se repete há mais de 20 anos. Para que continuar gastando dinheiro público com a divulgação da cidade? Florianópolis já está mais do que famosa mundialmente. Sugiro extinguir Santur, Setur, e aplicar o dinheiro na infra da cidade – em equipamentos públicos de lazer, por exemplo. Digo mais, enqto a secretaria de obras e vereadores q estão se lixando p/a nossa qualidade de vida, continuarem cedendo à pressão das grandes construtoras, a cidade só vai continuar perdendo o que tem de melhor. Ficaremos como ratos numa caixa. E ninguém mais irá a lugar nenhum – já faz mais de 10 anos q perdi meu direito de ir e vir nos finais de semana de verão.

  • Renato diz: 4 de janeiro de 2014

    Li agora que 85% da receita da Casan vai para a folha de pagamentos e que deram 15 dias facultativos para os funcionários. Está explicado porque nunca teremos uma rede coletora e de tratamento de esgotos. Porque a receita da Casan é em grande parte para sustentar poucos que verdadeiramente trabalham e uma imensa maioria de vagabundos, como em toda estatal. Simples assim.

  • Sergio diz: 4 de janeiro de 2014

    No Loteamento Cidade da Barra, Barra da Lagoa, em área exclusiva de residências UNI- familiares a prefeitura autorizou a transformação de várias em pousadas e a construção de três casas no terreno que seria para uma. Ou seja a ocupação que seria para um agora é pelo menos triplicada. E o consumo de água, luz, utilização das vias públicas, etc, vai por aí. A “Pousada Lozalti” é um exemplo claro daqueles que só querem se dar bem: esse ano acrescentou uma nova caixa d’agua de 10 mil litros e, com uma possante bomba passou a sugar toda a água da rua. Se isso não é predatório, então estamos ferrados…

  • Luciano diz: 4 de janeiro de 2014

    Os órgãos de imprensa também são responsáveis pela massa de turistas que vêm à Florianópolis, por fazerem divulgações UFANISTAS sobre esta ilha, como aqui se fosse o paraíso da perfeição, o “melhor lugar do Brasil” para passar-se as férias. Isto é uma ILHA! Tem crescido de forma desordenada, sem planejamento, controle ou qualquer fiscalização. Ao lado da minha casa nos Ingleses, num terreno igual ao meu, de 690m2 foram construídas SEIS casinhas e DUAS lojas!!! Todas colocadas à venda!!!! PODE? Menos de 90m2 de área total para cada um. Um verdadeiro cortiço legalizado, pois a CASAN, a CELESC e a PREFEITURA acham que está tudo certo ligaram a rede de água e luz…

  • Sérgio José Machado diz: 4 de janeiro de 2014

    Ao ler todos os comentários acima, vem a explicação para todos os problemas, nossa individualidade, nosso interesse próprio e nosso ponto de vista, enfim, nunca iremos agradar a todos, mas com certeza se usarmos o bom senso e o planejamento, poderemos diminuir e muito as dificuldades. Sou Natural da ilha e trabalho com o turismo de natureza, minha empresa tem 11 anos e falando do meu ponto de vista, defendendo meus interesses e a partir da minha individualidade (conhecimentos principalmente). Digo que não é, nem nunca será possível receber tantos visitantes de uma vez só em um curto espaço de tempo, faça uma correlação com receber visitas na sua casa, cada espaço físico tem seu limite. Eu vejo falta de planejamento, não temos ideia da nossa capacidade de carga, nem de habitantes quanto mais de visitantes. Um estudo de capacidade de carga se faz necessário para cada Balneário e a partir desse estudo planejar, a ilha do Campeche tem capacidade de carga são 500 visitantes dia, e assim todas as praias deveriam ter sua capacidade de carga, todas as empresas que trabalham com turistas deveriam estar registrados no cadastur e nunca deveríamos privilegiar apenas uma estação do ano…E por ai vai…..ao meu ver o que o Moacir quer dizer é que precisamos ter um turista consciente de que ao visitar um ambiente natural (praias e afins) ele deverá se comportar de forma adequada a este ambiente, isso remete a ter educação e quem tem educação esta num nível mais elevado da nossa sociedade. Porem com planejamento adequado é possível educar pessoas é possível receber todo tipo de público cada um no seu espaço mas com no numero adequado aos recursos disponíveis. Somos nós que elegemos os governantes se votamos errado a culpa é nossa…

  • pedro calza diz: 4 de janeiro de 2014

    Todos os comentarios demonstra que o País creceu e não se desenvolveu entra governo e sai governo e os problemas continua os mesmo Moacir o Sr. que é um formador de opinião porque não lidera a mudança da capital tirar dai governo , deixar a ilha so para o turismo? Falta agua, falta luz, falta mobilidade , falta segurança daqui a pouco vira um caos.

  • Antonio diz: 4 de janeiro de 2014

    As soluções para melhorar as coisas e sempre tirar dinheiro de alguém. O problema não será resolvido. Isso acontece pois nossos governantes não administram em beneficio do povo. Administram para o seu partido, para seus interesses, para seus bolsos, para arrecadação de campanha e jogam novamente a responsabilidade para o povo. Novamente é um problema de responsabilidade de gestão política. Fica muito fácil tirar dinheiro do povo para cobrir a irresponsabilidade dessas gestões falidas. Quem criou o problema é que fez a propaganda chamando os turistas e não dando infraestrutura. Foi o governo que autorizou essa propaganda. Esse governo não conhece a capacidade e funcionamento da estrutura que ele administra. Eu já tenho que pagar pedagio. Do jeito que vai teremos que pagar para sentar em um banco da praça, para crianças se divertirem nos brinquedos, nas academias da terceira idade, etc. Nossos governantes são incompetentes e são eleitos por uma grande porcentagem leigas. Os partidos não tem mais ideologias e se coligam só por interesse. Quem paga o pato somos nós. A classe política deveria fazer uma reciclagem para voltar a ter moral, dignidade e colocar o ser humano como o bem maior da sua administração. Educação, saúde e segurança só isso já mudaria todo esse problema.

  • Ari diz: 4 de janeiro de 2014

    Para ao menos amenizar a situação na temporada de verão deve-se, na minha opinião:

    - Controlar o número de turistas, independente de classe social, pois a ilha tem uma limitação territorial e demográfica. Há uma capacidade limite.

    - Cabe ao poder público juntamente com os empresários da rede de pousadas e hotéis, CELESC e CASAN realizar um planejamento e um levantamento buscando estimar o número de turistas e a demanda por água e energia durante a temporada.

    - Criação de alternativas para restringir a entrada de veículos particulares em determinados balneários. Por exemplo um aumento planejado da frota de ônibus e criação de faixas exclusivas para os mesmos em rodovias que dão acesso as praias.

    - Contratar um grande efetivo para fiscalização e punir.

  • Abdul Zido diz: 4 de janeiro de 2014

    Parece que somos todos vítimas, e até certo ponto somos. Mas só qdo começarmos a entender que todos nós fazemos parte do problema, então teremos mais consciência sobre o uso racional da água, sobre maneiras inteligentes de coletar água da chuva para limpeza externa e descarga mecânica de vaso sanitário. É uma vergonha que o ser humano ainda use a mesma água potável que toma banho e e bebe para descarregar as fezes! Sim, a Celesc é a grande vilã, sim o poder público é ineficiente, mas vc, prezado leitor, ajudou a despejar nas praias de Floripa mais de 60 toneladas de lixo na virada de ano. Portanto, pode reclamar, afinal vc e eu pagamos impostos, mas por favor, não se sinta tão vítima, reflita um pouco e verifique que o nosso atual padrão de vida não pode mais ser sustentado.

  • Silvio Brokhausen diz: 4 de janeiro de 2014
  • JOSÉ COSTA diz: 4 de janeiro de 2014

    Fazem 3 anos que deixei de veranear em florianópolis. já tinha ficado sem água, sofri com alagamentos, trânsito caótico, filas para comprar qualquer coisa, desabastecimento de mercados e farmacias, além de preços abusivos.
    Acho que não preciso justificar mais nada. Creio que o problema não são os turistas e sim a falta de planejamento público e privado para recebê-los. Tantas cidades recebem mais turistas e isso não significa que beirem o caos, como acontece aí na ilha.

  • claudio diz: 4 de janeiro de 2014

    Caro Moacir e leitores,

    A questão não é o número de turistas que vem para Floripa, nem os “estrageiros”, o que falta é competência e planejamento. O incompetente do presidente da CASAN diz que não tem bola de cristal, ora precisa ter capacidade e planejar corretamente a fim de atender a demanda. Que demanda? àquela que se espera ter após o Estado, a Prefeitura, o Empresariado, etc, faz mundo à fora sobre as maravilhas de Floripa. PORTANTO, não é o TURISTA que deve ser xingado e responsabilizado, mas sim nossas autoridades e empresários do setor turistico que não fazem uma Exploaração do Turismo, mas sim uma EXPLORAÇÃO DO TURISTA, desta forma não se pensa …. se destrói.
    Ora, o nosso visitante não tem culpa, culpa tem o maú administrador , o mau empresário, …

  • André diz: 4 de janeiro de 2014

    Visitantes de baixo nível como citados existem em qualquer lugar bem como jornalistas.O problema é tamanho que o culpado é São Pedro.Poder público ineficiente e população mal educada ocasionam problemas de falta d’água e luz.Problema existe há muitos anos.Culpar o turista apenas é comprovar a incompetência do Estado.

  • Teresinha Inês Batista Gomes diz: 4 de janeiro de 2014

    Gosto muito da maneira de se expressar de Moacir Pereira, mas, desta vez, concordo com os leitores sr. Ubiratan Canela e sr. Felipe de Oliveira Santos.
    As praias são livres, podendo frequentá-las pessoas de maior ou menor nível social…
    Temos que ter sim, infraestrutura adequada para receber bem os turistas de qualquer nível social. Ou então, do que viveria a maioria dos comerciantes daqui da nossa cidade e região? não somos melhores do que os nossos irmãos brasileiros…
    Outra coisa, a água falta ao longo do ano com qualquer queda de luz que ocorre…não vamos ser demagogos dizendo que é só em época de férias e com a enchente de turistas de todos os pontos do Brasil… vamos parar com isso; bairrismo está fora de moda e não combina principalmente com pessoas que são instruídas e são formadoras de opinião…

  • daniel abrão diz: 4 de janeiro de 2014

    há necessidade de regulamentação, organização e muito trabalho. Floripa está sujeita à pressão imobiliária, com muita exploração. O dinheiro e o lucro acabam sendo motores da desordem, e não ao contrário, como deveria ser.
    Infeliz o comentário com a expressão turistas de baixo nível (que gastam pouco e consomem muito), pois está implícita a questão econômica e o estigma de classe, melhor seria organização para o atendimento adequado para todos os turistas. Devem existir regras não só para os que chegam, mas principalmente para os que exploram a cidade e vivem dela: empresários,população, comerciantes, etc.

  • Bruno Neckel diz: 4 de janeiro de 2014

    Concordo com Ubiratan Canela. Este termo “turista de baixo nível” é completamente preconceituoso. Turistas riquinhos também circulam com som alto, também deixam lixo na praia, estacionam em locais proibidos, etc. Mesmo com o aluguel irregular das casas, a CELESC e a CASAN sabem muito bem qual o número de turistas esperado para o período. E outra coisa: por acaso tem algum dado numérico que comprove que o excesso de turistas está hospedado de forma irregular? Porque me parece um exagero querer jogar toda a culpa somente naqueles que tem um pequeno imóvel e alugam no verão.

  • Thiagão Alvinegro diz: 4 de janeiro de 2014

    1- O faturamento trazido por estes turistas compensa todo o investimento que CELESC e CASAN precisam fazer para aturar esses turistinhas aqui todo ano? Será mesmo? Ou será que só as redes de hóteis e restaurantes faturam?

    2- É justo a população de Florianópolis na qual, suponho, nem 20% da massa trabalhadora depende do turismo, sofrer as barbáries destes turistinhas farofeiros na nossa ilha querida com falta de água e luz?

    3- É justo gastar dinheiro dos impostos recolhidos O ANO INTEIRO pela POPULAÇÃO CATARINENSE serem gastos para sustentar algumas pencas de turistas por 2 meses no estado?

    4- Uma ilha como a nossa suporta uma população flutuante deste nível?

    Ubiratan, o senhor é apenas um fanfarrão querendo gastar IMPOSTOS de CATARINENSES para sustentas TURISTAS DE FORA para que ELES tenham conforto. O senhor claramente tem interesses escusos.

    Ps: Sou a favor sim da privatização de Celesc e Casan. A CASAN é cabide de empregos total e vocês funcionários públicos podem chorar a vontade mas vocês não tem nem 10% da competência de nós da iniciativa privada que trabalhamos muito MAIS e ganhamos muito MENOS que vocês.

  • Everton – Chapecó diz: 4 de janeiro de 2014

    Cara… Tu realmente acha que esta certo nisso que falou?? Limitar o numero de turistas? hahahahahahahahahahahahaha
    Desculpe ai brother, mas isso é uma piada! hahahahahahahahahaha
    Mas já que deu a sugestão, como seria feito isso?
    Limitariam o numero de passagens vendidas nas rodoviárias e aeroportos?
    Teria um policial vistoriando os carros que entram e fazendo uma contagem dos “Turistas”? Como seria feita a classificação de turistas de “Baixo”, “Médio” e “Alto nível”? O que acha também de acrescentar uma taxa de uso de água e energia elétrica? O policial na entrada da ponte perguntaria: “E ai?? Vai tomar banho todos os dias? Vai lavar a roupa? Pretende cozinhar nestes dias? Vai usar ar condicionado? Ferro elétrico? hahahahahahahahahaha
    Valeu Moacir… Bela piada mesmo! hahahahahahaha
    Ao invés de melhorar a infraestrutura, manda as pessoas embora!! Beleza!

  • Ana Maia diz: 4 de janeiro de 2014

    Parabéns Moacir por colocar em seu comentário pontos chaves para a discussão e a busca de solução para os problemas de agua e luz no verão. A hora é de pensar o que queremos para ser o valor ou capital turístico de Florianópolis é a ilha cheia transbordando o caos ou uma ilha que preservada em seus recursos naturais ambientais com seus valores culturais e sociais. Faz-se necessário pensar a solução sem pensar no lucro imediato particular. Este impregnado de falta de consciência coletiva e compromisso ético com os recursos naturais para as próximas décadas e gerações. A questão pode ser dolorida mas os que representam o poder político tem que tomar esta decisão o planejamento e disciplinamento tanto da forma de entrada de pessoas como da expansão imobiliária na ilha e tomada de consciência de nós moradores que mantemos esta ilha com IPTU e impostos. Quando falo em disciplinar não como exclusão discriminação preconceito pois nível sócio econômico escolaridade não quer dizer educação e comportamento que reflete cordialidade sociabilidade pois se fosse assim as praias mais badaladas não produziriam lixo as toneladas na temporada e a vergonha do lixão na virada do ano. A culpa é compartilhada por todos que aqui moram que quebram as regras do bom senso e não estabelecem regras para quantos podem receber em suas casas ou se o seu imóvel é alugado para muitos pode faltar água e luz e gerar mais lixo o que gera impostos para os que aqui vivem. O choro do ramo turístico e dos hotéis é compreensível mas também tem que fazer sua mea culpa o que fizeram o ano todo de planejamento da temporada. Florianópolis neste ano não teve árvore na Beira Mar a decoração deixa feliz seus moradores e encanta quem chega o que os empresários do turismo contribuíram para enfeitar a cidade Qual Banco poderia patrocinar a nossa árvore como acontece no Rio. Amo e vivo nesta cidade e sonho que os administradores públicos pensem a cidade para hoje e para o futuro e que este plano diretor votado nas últimas horas de 2013 possa ser revisto pois se não for revisto vai ser o caos moeda verde 2 Que o prefeito que diz amar Florianópolis reflita que seu compromisso é com a população não com grupos que só se importam com o lucro imediato predatório como o imobiliário e o turístico de resultados.A vocação de Florianópolis é ter natureza preservada e respeitada por todos para ser vista e ter capital social cultural e de educação para também mostrar ao mundo.
    O turismo de temporada com uma população acima do previsto gera gastos saúde, segurança,investimentos altos em abastecimento água, luz e muitos outros setores de infra estrutura. O discurso deve ser qualidade de vida o ano todo para a população segurança saúde estradas… Nossas emergências e UPAS UTIs mal atendem a população local então é irresponsabilidade e insanidade encher a ilha de pessoas.
    É hora de pensar e tomar a decisão mais dura de amor a ilha disciplinar o turismo e ceder a chantagem de empresários de verão …

  • Mauro diz: 4 de janeiro de 2014

    As prioridades político-administrativas de uma cidade deve ser para os que nela vivem. E para isso é fundamental planejamento. Tudo isso já era previsto. Um estímulo de décadas por parte da mídia e seus formadores de opinião vendendo a Ilha de Santa Catarina, para o mercado turístico e imobiliário. Uma cidade que foi soterrada pela imigração que veio com mala e cuia. E não me venha o SR Ubiratan e outros fazerem analises e concluírem que os problemas são resultado da incompetência do manezinho. Não o caos estão em todas as capitais e grandes cidades brasileiras – e do mundo, pois o modelo é o mesmo, do materialismo individualista. A Ilha de tem limites sim. É necessário meios que permitam que aqueles que aqui moram e muitos com raízes centenárias não fiquem durante a famigerada temporada sem água, sem poderem ir e vir, sem poderem ir a praia.

  • Luiz C. Cardoso diz: 4 de janeiro de 2014

    Por favor senhor Dalírio Beber (Presidente da CASAN), pede para sair!

  • Mauro diz: 4 de janeiro de 2014

    Ou a cidade para para pensar seu futuro ou vamos viver nos anos seguintes está situação de caos, falta de civilidade e decadência da qualidade de vida de Florianópolis. Não somente no verão, mas o ano inteiro. O problema é que a cidade foi soterrada por uma massa de migrante nas últimas décadas e muita gente não se sente cidadão da cidade, quando opina geralmente é só pra falar mal da cidade. Por outro lado, os ilhéus descendentes históricos da cidade vem percebendo a cada ano uma cidade desordenada encobrir a identidade local. Mas é preciso, todos, manézinhos históricos e aqueles que aqui vieram morar tenham a consciência de que precisamos dar um novo rumo para o modo de vida e convivência em nossa cidade, pois estamos perdendo o controle. Que as belezas naturais sejam conservadas para que nossas vidas tenham mais qualidade e beleza, e não cenários para servem vendidos onde os que compram só estejam preocupados e fazer uma fotinho para colocar nas redes sociais, sem querer saber da diversidade viva que ali ocorre. Cuidar significa tbm ordenar. Ordenar o que? Os limites. Limites da ocupação. Da população. Da visitação turística. Os gregos já sabiam e diziam que a tragédia é fruto da falta de limites. Poluição é sinônimo de concentração. Falta de mobilidade tbm. Falta de água tbm. De policiamento tbm. Preços altos também, lei divina -mãos invisíveis – dos ambiciosos da procura e oferta. Esta ilha, esta cidade não é dos empresários do turismo, lembrando que a maioria não tem nenhum compromisso ou identidade com a cidade, só se instalaram recentemente para lucrar o máximo no minimo de tempo. O triste foi ver muitos florianopolitanos formadores de opinião, seja usando sua pena, radio ou televisão, ao longos das últimas décadas defendendo este modelo, onde era uma questão de tempo chegarmos a este inferno que estamos vivendo.
    E o processo continua, a pressão é por todos o lados. Com o vestibular da ufsc devem vir mais alguns milhares estudar aqui. Vem estudar e resolvem morar. Mais bases para parentes que os vem visitar e tbm querem morar. Uma última sugestão. Para os fogos do ano que vem, a administração municipal poderia pedir uma contribuição para as prefeituras de porto alegre, curitiba e são paulo, para que os munícipes de Florianópolis não tenham que financiar sozinhos a pirotecnia, pois, por força do congestionamento, nem foi possível ver o espetáculo, acabei vendo na tv.

  • bras diz: 4 de janeiro de 2014

    O maior problema é a cultura de ódio, aproveitando-se sempre do menor episódio para disseminar-se, quanto mais desses, já em certa medida visíveis e reais. Problemas de infraestrutura, de gargalos, numa economia de demanda sazonal serão esperáveis? Ocorrerão com frequência? Seguramente. Outrora, no Rio de Janeiro, se fazia marchinha de carnaval, alegre, com isso. Os mais velhos se lembram: “Rio de Janeiro, cidade que me seduz/ De dia, falta água, de noite falta luz”. Agora, as vias de análise e de solução são as posturas e o discurso de ódio. Temos que punir os turistas predadores. Temos que impedir a chegada dos farofeiros pobres. Os germes da xenofobia, da limpeza social, daqui a pouco o da limpeza etno-social, escorregam para o discurso irado e instalam-se como se fossem congênitos, nas almas dos habitantes locais. Todo mundo gosta de visitar Florianópolis, inclusive eu. Procuro fazer isso fora de temporada, claro. Sou um aposentado tranquilo e solitário. Nem me hospedo na ilha, fico quase sempre em São José, mais junto aos meus, ao povo trabalhador, à grande família dos irmãos farofeiros. Se preciso ser punido por ousar profanar a felicidade e a organização social dos florianopolitanos com minha visita, lastimo certamente perder o encanto de um local a que tanto me afeiçoei. Fazer feliz quem gosta da gente é difícil e nos enche de compromissos: precisamos agir, cuidar, proteger, paparicar, essas coisas todas. Já fazer feliz quem não gosta da gente é muito mais fácil: basta sumir. Deve haver outros destinos turísticos que lastimem um pouco menos minha presença. Procurando, quem sabe haja alguns que até venham a apreciá-la. Discurso de ódio, xenofobia, ideologia de limpeza de classes, são difíceis de serem compensados por beleza de panoramas, mesmo sendo os de Florianópolis. Breve talvez possamos encontrar avisos e outdoors nas estradas, no aeroporto de Florianópolis: não queremos turistas; favor pernoitar, veranear, permanecer um minuto que seja, em outras cidades.

  • Shirlon Pizzamiglio diz: 4 de janeiro de 2014

    Parabens pelo comentario Ubiratan Canela.
    Nossas cidades litorianas a exemplo de Itapema a maior industria instalada ali é o mar, onde se arrecada milhões em IPTU não tem um banheiro descente, será que não podem se preparar durante o ano todo para receber os turistas ? o comercio aumenta o preço exorbitantemente alguém aplica em favor da cidade? tudo é exploração, estacioamentos,alugueis etc… Uma firma como a BRF tem seus encargos, funcionários, fornecedores o mar não precisa nada disso, além do mais não são as pessoas de poder financeiro maior que o detem.

  • Maria Lucia diz: 4 de janeiro de 2014

    “Em cidade turística, o aluguel de casas é regulamentado. Se o aluguel fosse controlado pela Prefeitura”…
    Alegro-me que não tenha havido preconceito de sua parte, mas gostaria de saber onde acontece isto a que o senhor se refere.
    Abraço

  • Hortencia Dumas diz: 4 de janeiro de 2014

    Pero e quanto a mi que me pareció por toda la vida que eramos mui bienvenidos en Brasil?
    Que tontos que fuimos todos estes anos nosotros.
    Adoravamos ir aos shopings.
    Bueno ahora vamonos todos a Punta del Este entonces.
    Es mui linda también.
    Gracias

  • Antônio O Steinbach diz: 4 de janeiro de 2014

    Moacir Pereira

    É lamentável o que está sendo noticiado pela imprensa Local e Nacional sobre o turismo e turistas em Santa Catarina.
    Noticiosamente informado pela Casan, um projeto de captação de água do Rio Tijucas, informando valores: R$650 milhões. Este valor, segundo a Casan
    não tem.
    É melhor lançar um projeto de captação de água do Rio Iguaçu, no Paraná, pois certo o valor seria bem maior e consequentemente aquele um terso distribuído seria mais atrativo.
    Seria desnecessário numerar possibilidades de captação de água, aqui mais
    próximo de Florianópolis e com qualidade.
    Morador de Coqueiros, estou recebendo água turva, que mais parece aproveitamento da rede pluvial local. Embora tenha feito reclamação e a resposta é a mesma: a estação de tratamento não suporta o elevado nível de consumo. Será que Pilões e Rio Cubatão estão sempre com águas turvas?

  • Jose Newton diz: 4 de janeiro de 2014

    Qual a opinião e sugestões de “Vossas Excelências”, nossos vereadores sobre as questões colocadas aqui???

  • Mauro diz: 4 de janeiro de 2014

    Sobre a falta de água no norte da Ilha é bom recordarmos que faz um pouco mais de uma década que alguns bairros era abastecidos com água captada em uma cachoeira na Vargem Grande, pelo menos Vargem Grande, Canasvieiras e Cachoeira eram abastecidas por este manancial. Até hoje não sabemos porque a Casan vendeu a cachoeira. Até hoje não foi explicado direito, e naquela ocasião, quando o fato foi noticiado na imprensa, a empresa disse que se caso fosse necessário no futuro a Casan retomaria o manancial. No local ainda existem duas represas. Pode não ser a solução, mas pode contribuir, pois a cachoeira tem um bom volume.

  • WDonini diz: 5 de janeiro de 2014

    Esquecem alguns que estes problemas apontadas não são nada novos.
    Têm, pelo menos, 40 anos. Agravam-se ano a ano, claro.
    Mas esperar o quê de uma cidade do faz-de-conta?
    Faz-de-conta que tu trabalha e eu te pago. Faz-de-conta que eu fiscalizo e tu me pagas. Faz-de-conta que esta placa de proibido estacionar na rua é fiscalizada e eu, não só estaciono na rua como faço ainda pior, e nada acontece, anos a fio. Estaciono nas calçadas, onde, à princípio, imagina-se, seja um local para pedestres circularem. Faz de conta que o Plano Diretor é discutido e enfia-se, no último dia do ano, as mudanças que realmente interessam aos poderosos.
    Faz-de-conta … faz-de-conta …
    Faz-de-conta que o MP estadual funciona …
    Faz-de-conta que os órgãos fiscalizatórios fiscalizam.
    Preciso ter bola de cristal para saber o que vai acontecer por aqui no próximo feriadão de final de ano?

  • Renato diz: 5 de janeiro de 2014

    O Mauro fala de “manézinhos históricos”. O que seria isso? Seriam os primeiros açorianos que aqui chegaram, expulsaram os índios e tomaram conta? Ou é alguma outra anomalia?

  • Antônio diz: 5 de janeiro de 2014

    Bras,

    Sábio comentário, este o seu.
    Sublinho cada palavra sua escrita neste comentário.
    Sou morador de Florianópolis e muito pouco tenho ido às nossas praias,
    não por causa dos turistas, que ao meu ver sempre deveriam vir.
    Não interessa de onde nem tão pouco quantos, mas, pela falta de estrutura
    pública que não é realizada por nossos administradores constituídos, geralmente, e incompetentes. Infelizmente. Volte sim, quando quiser.

    Abraços

  • Maria Lucia diz: 5 de janeiro de 2014

    Pois é, DC esqueceu desta parte importante da legislação de Ilhabela! AUTORIZAÇÃO PARA ENTRADA DE VEÍCULOS
    Conforme lei municipal 359/05, veículos do tipo Van, Kombi, Micro-ônibus e Ônibus precisam de uma autorização para entrar no município, que deve ser solicitada na Secretaria Municipal de Turismo com 72h de antecedência da chegada do veículo à cidade.

    Para aquisição desta autorização é necessário o pagamento de uma taxa que varia de acordo com o tipo do veículo:
    - Vans e Kombis R$409,62
    - Micro-ônibus R$703,19
    - Ônibus R$1.041,51

    A autorização é emitida através de senha (enviada para as cabines da balsa em São Sebastião), que libera o veículo para circulação* em Ilhabela.

    *exceto Ônibus, que deve fazer apenas o trajeto Balsa – Meio de Hospedagem; ou Balsa – Evento.

    Regras de isenção das taxas:
    - reserva confirmada em meio de hospedagem da cidade;
    - reserva confirmada em agências de passeios locais;
    - reserva confirmada em restaurante local;
    - hospedagem confirmada em residência de familiares.
    As empresas/residências acima devem fazer o pedido de SENHA à Secretaria Municipal de Turismo para liberação do veículo de seu cliente/hóspede. As mesmas devem estar com o cadastro regularizado* na Prefeitura Municipal de Ilhabela para isentar as taxas. *Impostos e tributos municipais pagos em dia.

  • Jose Newton diz: 5 de janeiro de 2014

    Poderíamos sim cobrar taxa de permanência, mas com a contrapartida de que destes valores arrecadados(sem desvios) oferecêssemos um plano de saúde para o turista, segurança de qualidade, proteção ao patrimônio,água, luz,estradas em condições,preços competitivos, praias limpas e transitáveis.Mas para isso nós moradores precisamos de condições humanas e de cidadania.Com a palavra “Vossas Excelências” os VEREADORES!!!

  • Ari diz: 5 de janeiro de 2014

    Todos tem uma parcela de culpa, mas a culpa não é toda do turista. Concordo que as pessoas deveriam ser mais educadas e mais respeitosas independente de classe social. Entretanto o planejamento por parte do poder público é fundamental para amenizar o problema. Governar sem planejar não é governar. A situação deve melhorar senão a cada temporada a tendência é piorar cada vez mais.Pessoal não se preocupem, quem prega o discurso fora turista é minoria!

  • mauro diz: 5 de janeiro de 2014

    Caro Renato.

    Quando os açorianos chegaram em Desterro não havia mais índios, os índios do litoral catarinense foram capturados e mortos pelos bandeirantes paulistas durante o século XVII, os que não foram preados ou mortos fugiram para o interior. Mané histórico é aquele descendente da história desta cidade, tem raízes seculares com esta cidade. Não é alguém que veio para cá porque não aguentava mais o tédio ou o caos de sua cidade e veio ocupar zonas de APP, colocar uma lojinha ou fazer especulação imobiliária. O desrespeito com a cidade e sua população local na maioria das vezes não feita pelo turista, mas por aqueles que vieram para cá, foram bem recebidos, e desrespeitam a legislação ambiental local e criticam o modo de vida dos moradores – históricos.

  • marcelocardosodasilva diz: 7 de janeiro de 2014

    …Galera;;;………….Renato é filho INgrato; veio tentar conhecer ÔÔ “Pai Nativo”???………….”ou é alguma outra anomalia”???