Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Ainda sobre Índios

31 de janeiro de 2014 2

Do jornalista Homero Gastaldi Buzzi, via e-mail:

“Lendo Vossa coluna d’hoje (21) INVASÕES ILEGAIS E POLÍTICAS, ocorreu-me que na Terra Indígena de Ibirama – no município de José Boiteux, vale do rio Hercílio(ou Itajaí do Norte) há xóklengs (botocudos) do clã Laklaño; os seus ‘primos’ kaingangues – que vieram pralí, para o então (1917) Posto Indígena Duque de Caxias, trazidos pelo pacificador dos botocudos, o tenente do extinto SPI, Eduardo de Lima e Silva Hoerahn, como polícia indígena; mamelucos descendentes de índias xóklengs e kaingangues com brancos foragidos da Lei desde 1930, com colonos vizinhos e com funcionários do extinto SPI e da Funai; e caboclos foragidos da Guerra do Contestado, conforme constatou in loco o antropólogo que mais estudou tais indígenas, o saudoso Sílvio Coelho; além de guaranis provenientes do Paraguai e do Rio Grande do Sul desde 1940, o que tornou-se numa barafunda interminável. A área índia original é de 14 mil hectares, doada pela colonizadora Hansa Hamonnia(Sellin/Odebrecht) e certificada pelo governo Getúlio Vargas. A expansão da reserva índia para 34 mil hectares – uma balela improvável antropológica e históricamente, assinada pelo então ministro Thomás Bastos, servirá apenas aos madeireiros que sempre exploraram esta área, e aproximarão os índios de reservas florestais de sassafrás e dos últimos pinheirais de araucárias remanescentes. Outra disputa é em definir os limites da área de segurança da Barragem Norte e aquela destinada à comunidade. Os indios reivindicam 724 hectares como parte de convênio de 1981 entre o DNOS e a Funai, enquanto aguardam regularização fundiária há mais de trinta anos. O Deinfra responde que a parte reclamada corresponde à área de segurança da barragem, já que muitas vezes os índios vandalisaram a barragem como modo de pressão reivindicatória. Uma comissão formada pela Secretaria do Patrimônio da União, Deinfra e Funai, estuda o caso. Enquanto isto os colonos afetados gastam R$ 600 mil com advogados e índios vindos ninguém sabe de onde – nem eles próprios(!) trancam estradas, impedem obras, e afugentam colonos regularizados desde 1920 da região, usando criancinhas e velhas como escudo, ajudados por Ongs e o mau caratismo e a dissimulação de defensores das causas humanitárias perdidas. Todos os grupos alí residentes já estão aculturados – nem a língua Jê(tapuia/ñengatú) falam mais. E a qualquer hora, de supino, assim, do dia pra noite, poderemos ter reconhecida esta grande farsa em pról dos madeireiros de sempre, para perda da sociedade catarinense e prejuízo dos descendentes dos colonizadores de tais áreas em Itaiópolis, Dr. Pedrinho, José Boiteux e Vitor Meireles. Como dizem o Mané e o Fritz alí da esquina:” Se bobear os botocudos logo estarão reivindicando Blumenau pra venderem pro setor imobiliário”.

Comentários

comments

Comentários (2)

  • Giffoni diz: 31 de janeiro de 2014

    Caro Colunista, (a) vandalizaram é com “z”; (b) não foi nenhum botocudo que entregou a maioria das áreas urbanas à especulação imobiliária. Menos, muito menos. Por favor.

  • liaseal diz: 31 de janeiro de 2014

    Sobre as invasão na SC-401, para quem quiser se divertir…

    O líder (ou um dos líderes como ele se apresenta!) Não coloca no perfil a cidade de origem, só onde está estudando, Fpolis! https://www.facebook.com/fabio.ferraz.773

    A mentira do ‘aluguel’ caro. Nada disso! É movimento orquestrado. Esperar o que de um infeliz que não conhece a história do mito que idolatra “Che Guevara” ?

    https://www.facebook.com/pages/Ocupa%C3%A7%C3%A3o-Amarildo-de-Souza-Florian%C3%B3polis/203034609885584?ref=profile

    Para começar, o tal Amarildo não tem nenhuma ligação com a cidade. Nada, zero. É coisa lá do RJ.

    Ofereçam para eles uma área em Biguaçu para ver se aceitam, como fizeram com as favelas antigas da Via-Expressa em Coqueiros! Foram para o Morro do Viveiro, no José Nitro, e mesmo ganhando a casinha de alvenaria não quiseram ficar, foram voltando ao antigo local, mas como foram podados logo de cara e a ampliação da Expressa passou o trator nos barracos, tiveram que sair e se virar.