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Invasão criminosa: perguntas sem respostas

31 de janeiro de 2014 10

De Mirani Massaneiro Melo, Secretária Executiva e futura mãe, via e-mail, condenando a invasão criminosa de propriedade particular na SC-401:

: Não há dúvidas que essa invasão/favelização às margens da SC 401 é uma afronta às leis e ao processo civilizatório e um deboche diário aos cidadãos que trabalham para pagar seus impostos e viver de acordo com às leis. 

É uma pena a inércia (para não dizer “falta de coragem”) do Poder Público: Judiciário, Executivo e Legislativo. E junto o Ministério Público.
Quem disse que o direito de algumas dezenas de oportunistas deve se sobrepor ao direito de milhares de cidadãos e trabalhadores que vivem de acordo e contribuem com a ordem?
Florianópolis tem mais de 400 mil habitantes, se a anarquia de uma minoria se sobrepor ao direito da maioria, de nada adiantará uma Prefeitura, uma Câmara de Vereadores, um Juiz, todos terão o direito de viver e pagar como bem quiserem (adeus Plano Diretor, adeus IPTU, adeus aprovação – $$ – de projetos arquitetônico e hidrossanitário, adeus Ordem e Progresso).
Poderia discorrer por horas sobre a revolta e a impotência que inúmeros trabalhadores sentem ao voltar para suas casas (próprias ou alugadas), após um longo dia de trabalho, muitos em pé nos transportes públicos lotados, e ver aquele cenário modelo da impunidade e do oportunismo
Mas neste texto o foco é outro. 
Quer se saber quais os prejuízos a irresponsabilidade desses partidos políticos (PCB, PT, PSTU, PSOL, conforme citado em matéria no Diário Catarinense), desses “estudantes” e desses “líderes” de massa manipulada trará para as crianças e os adolescentes que são obrigados por seus “responsáveis” a servir de escudo e manobra para sensibilização do Poder Público e da população?
Onde estão o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conselho Tutelar, o serviço de Assistência Social (CRAS e CREAS), o Ministério Público para defender os direitos dessas crianças e desses adolescentes tirados de suas casas para viver de maneira insalubre, no meio de artimanhas políticas de alguns partidos e alpinistas políticos?
Comecei a pensar sobre isso quando vi um menino indígena – sozinho – vendendo artesanatos (fotos anexas) em restaurante na praia, em Canasvieiras, dia 17/1/2014, às 23h20. Isso não é trabalho infantil? Essa criança não deveria estar em casa, de banho tomado e dormindo, e não correndo risco nas ruas?
Como sabemos todos, índios do Rio Grande do Sul vislumbraram a oportunidade de vender artesanato em Florianópolis e se juntaram aos invasores do terreno às margens da rodovia SC 401. É muito provável que esse menino seja uma das crianças obrigadas a estar nessa invasão. 
Aí me perguntei: como estarão vivendo as acrianças e os adolescentes que foram obrigados por seus responsáveis a abandonar seus lares, suas camas, seus chuveiros, sua água encanada (mesmo que em casas alugadas) para viverem sob as intempéries do tempo e o anarquismo de seus pais?
Será que enquanto seus pais “militam”, esses meninos e meninas trabalham para sustentar quem alega invadir para viver de maneira “autossustentável”, da “subsistência”?  Pelo menos é isso que essas pessoas manipuladas estão sendo induzidas a acreditar.Vejam o que um pai que tirou seus 6 filhos de casa disse ao DC (21/1/2014, página 28): “[...] é um bom lugar para eles, onde vão aprender sobre a terra, vamos conseguir os alimentos da lavoura.”
Quem vai fazer alguma coisa pelos direitos das crianças e dos adolescentes que lá estão? 
Não é papel de crianças sair de seus lares para militar por “terra, trabalho e teto” e “fazer reforma agrária do meio da cidade” (DC, 21/1/2014, pág. 28). Essas crianças não têm escolhas, e se aqueles que deveriam escolher por elas não tem discernimento sequer para cumprir as leis, que exemplo elas terão?
Essa invasão é mais um exemplo de que, apesar de estarmos no século XXI, sempre existirá um líder(s) talentoso(s) a manipular pessoas para que alimentem suas vaidades Mas crianças não deveriam ser envolvidas nisso.”

Comentários

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Comentários (10)

  • Luana Bayestorff diz: 31 de janeiro de 2014

    ótima reflexão, quem trabalha, quem contribui, quem tem seus deveres em dia, sempre se dá mal.

  • marco diz: 31 de janeiro de 2014

    Cuidado ao chamar esse pessoal de crminoso que o senhor acaba cometendo crime de calúnia! Veja o art. 138 do CP. E quanta preocupação com terreno privado hein ZÉ? Faça algo de útil pela sociedade.

  • Mário Zunino diz: 31 de janeiro de 2014

    Boa tarde

    Nós trabalhadores, que levantamos a bandeira da justiça social e mesmo os que, apenas fazem do seu trabalho uma rotina, sem interesses com as questões sociais e direitos dos menos favorecidos, não precisam se preocupar e fazer defesa de propriedades especulativas, uma vez que na defesa destes são muitos no nosso Estado e no Brasil. Algum trabalhador lembra de alguém desses grandes proprietários de terra ou outras riquezas fazer defesa do trabalhador? – Vamos sim – se preocupar com as nossas questões e demandas, que são muitas. Vamos fazer uma mobilização e invasão na consciência de todos, para uma revolução contra esse capitalismo selvagem e que está fazendo o mundo cada vez mais desigual…

    Mário Zunino

  • mara paula diz: 31 de janeiro de 2014

    Penso, penso, penso e não consigo entender. As vezes acho que é um sonho longo, um pesadelo que não acaba. Mas aí , passando na SC me belisco e vejo que é real. Como pessoas civilizadas invadem uma área privada, instalam-se, constroem casas, garagens, desmatam, como se fosse a coisa mais normal do mundo. E pior do que esta constatação é ver que o poder púbico, a polícia, a justiça não fazem nada, nada, deixam “ROLAR “. Qual é o verdadeiro objetivo disso????????????
    Experimenta você invadir o terreno do seu vizinho, armar uma barraca, e ali se instalar ao seu bel prazer, para ver o que acontece!!!!!!! Ah, sei, voce não faria isso né? Claro voce é civilizado.

  • Milton J. Maciavelli diz: 31 de janeiro de 2014

    acredito que avançamos muito nos últimos anos na inclusão social, mas temos muito ainda para avançar,principalmente na reforma agrária,quem sabe assim diminuiriam esses conflitos. Não sou a favor de qualquer tipo de invasão, por isso gostaria que o ministério publico e principalmente a imprensa fizesse uma investigação nas grandes propriedades e loteamentos das classes mais abastadas que com certeza iriam achar diversos tipos de invasão e atos ilegais,daria uma dica oeste de SC. MT. MS. RO.etc…..Porque pra grande parte da mídia invasor de terra é só pessoas mais humildes,pois não lembro de nenhum figurão ser taxado como invasor, será que não existe.

  • Luis diz: 1 de fevereiro de 2014

    Moacir, a PMF já lançou o IPTU desta gente? Vão sofrer reajuste também, ou terão isenção “social”?? A gente escuta cada história de político que adota favela pra seu rebanho eleitoral…
    Ecochato puro não tolera destruição com caráter social, não. Afinal, a Natureza não tem lobby, não corrompe, não tem como se defender!
    Pau nas invasões de mangues, dunas, restingas, em nossas APPs, sejam feitas por quem for. Seja “formal a la carte”, seja informal.

  • liaseal diz: 1 de fevereiro de 2014

    O tal homem que se declara motorista de ônibus e tem SEIS filhos precisa é provar o que diz… Motorista de ônibus ganhando em torno de mil reais onde? Qual empresa/cidade? Onde está a carteira de trabalho provando tudo? Onde morava na tal ‘kitinete’ de 800 reais com SEIS filhos? E a mulher dele? Por que é tão irresponsável a ponto de fazer SEIS filhos se preservativos são fornecidos gratuitamente em qualquer posto de saúde? Ela trabalha de alguma forma? Porque se fizer 5 faxinas por semana por 80 pilas cada uma não vai precisar invadir nada…Virou número mágico ter SEIS filhos? Porque numa matéria feia num conjunto de casas dadas para gente carente e que foi removida do área de risco, em SJ, uma das beneficiadas com as casas também disse a mesma coisa, que tinha SEIS filhos… Ganham casa muito melhor do que os barracos que tinham, em lugar mais seguro, e ainda reclamam que tem defeitos e falta de infraestrutura no local que ainda está em fase de acabamento. Como se quem pagasse caro para morar tivesse infraestrutura muito melhor do que os beneficiados pelas casas doadas. Deveriam é cuidar melhor da limpeza que nem isso fazem, caso contrário deveriam ser tirados da casa e dado para gente que merece mais e ‘cuida’ do que ganha: de roupas, móveis a casas. A que pontos chegamos de estrangeiros invadirem terras e espetarem a bandeira de seus países em solo brasileiro invadido e nada acontece. Devem seguir o modelo de inversão que se vê no Estreito, onde o PODER PÚBLICO municipal permitiu e mantém uma bandeira de time de futebol acima das bandeiras oficiais até do Brasil! Onde estão os ‘oficiais’ que não viram aquilo até agora e não mandaram acabar com a safadeza? Quem autorizou (NOMES!) a colocação de um poste num lugar de tão alto risco para o trânsito? Pois é… Quem vê tanto desmando e nada faz pode reclamar do desmando na SC-401?

  • Forma Educacional diz: 3 de fevereiro de 2014

    Olá, não entendam como defesa.

    Tudo o que estamos vendo acontecer, refente a invasão, parece uma “televisão sem criatividade” que repete as mesmas reportagens em outros canais, as mesma novelas ou as remodelam, enfim….

    Nosso Turismo é de migração, como a Ilha cresceu e teve esse “bum” populacional? Como a Ilha cresceu desordenadamente?

    Desse jeito aconteceu em outras regiões da Ilha não só em “bolsões de pobreza” mas também nos “bolsões da Riquezas”.

    Temos cair na real, se queremos o Turismo economicamente viável afim de dar sustentabilidade, vamos fazer O Turismo na sua essência.

    Dondê tu venx? Pra dondê tu vásx

  • Juca Mané diz: 3 de fevereiro de 2014

    Caro Moacir!
    Essa entra para o hall, já enorme por sinal, da série “Mais do Mesmo”.
    Explico: Enquanto a esquerdopatia crônica caviar vocifera bobagens, de suas salas confortáveis, acesso a internet, poltronas estofadas e ar-condicionados, as perguntas seguem sem respostas.
    A hipocrisia, demagogia e desonestidade intelectual dessa “gente” chega a níveis jamais imagináveis.