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A Policia Federal e o elefante da impunidade

26 de fevereiro de 2014 6

Um enorme elefante branco, inflado de ar, chama a atenção das milhares de pessoas que transitam pela Beira Mar Norte. Foi mostrado bem na frente da Superintendência da Polícia Federal , com uma informação impactante: “Inquérito Policial – 96% de ineficiência”.
Protegidos pelo sol e pela alta temperatura, os policiais federais abrigavam-se em uma barraca, distribuindo panfletos sobre aquilo que consideram uma crise na estrutura policial do Brasil. Todos com camisetas pretas com SOS.
Uma mobilização que ocorreu em outros municípios e se repetiu em outros Estados, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Joel Moraes Ferreira. Fazia coro com os demais colegas, para enfatizar que a mobilização era pelo fim da impunidade, pela eficácia nos inquéritos policiais e, sobretudo, pelo Plano de Carreira e pela aprovação da PEC-51. De autoria do senador Lindenberg Farias, a PEC-51 prevê desmilitarização das Policias, unificação da estrutura policial dos Estados, a Corregedoria fora da Policia Federal e a municipalização do poder de polícia às guardas municipais.
Os policiais criticam o atual modelo dos inquéritos policiais. Dizem que são “peças jurássicas, ultrapassadas”, e propõem um sistema mais moderno de investigação e formalização dos inquéritos, como em outros países.
– O inquérito policial, como é feito hoje, é uma peça falida e burocratizada – sentencia Joel Ferreira, ao revelar que apenas “4% dos crimes praticados no Brasil são resolvidos”.
A mobilização vai continuar hoje em todo o país. Tem em Santa Catarina o apoio dos Policiais Civis, da Aprasc e da Polícia Rodoviária Federal.

Comentários

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Comentários (6)

  • Max Antonio diz: 26 de fevereiro de 2014

    Moacir, infelizmente não é por nada que a corrupção e os desmandos à Lei imperam hoje de forma insana e sem limites. Juridicamente, dá para se dizer de que o Brasil está jogado às traças. E quase tudo vem com os exemplos perpetrados pela classe política e dos “poderosos”, onde os interesses e os atos ilícitos são escudados de uma forma vergonhosa. Enquanto isso, a sociedade pena por lisuras administrativas, segurança, saúde, transporte, e principalmente de uma EDUCAÇÃO que, a curto prazo possa trazer dignidade e esperança a todo o cidadão que ainda acredita nos seres humanos.

  • Jorge diz: 26 de fevereiro de 2014

    A PF tem muito que trabalhar para reconquistar a confiança dos brasileiros na instituição, pois o patriota Delegado Tuminha escancarou as suas janelas e mostrou que não passa de uma GESTAPO dos petralhas.

    A APRASC, apologista do governo débil mental venezuelano e “otros más…”, não merece respeito e confiança do povo catarinense.

  • Elídio dos Santos diz: 26 de fevereiro de 2014

    E agora???? Será que é apenas na PF que apenas 4% dos crimes são solucionados??????
    Ou será que esse é o discurso de policiais que estão querendo aumento e para tanto falam qualquer coisa????

    Leiam:
    Polícia Civil resolve 85% dos homicídios na Capital em 2013 PDF
    Ter, 14 de Janeiro de 2014 08:21

    A Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios (DH), atinge uma taxa de resolubilidade de 85% dos homicídios ocorridos na capital catarinense, no ano de 2013. No total, foram 54 homicídios consumados, enquanto, em 2012, foram 61 casos registrados. O levantamento foi feito pela DH de Florianópolis.

    http://www.policiacivil.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6522:policia-civil-resolve-85-dos-homicidios-na-capital-em-2013&catid=46:regiao-1&Itemid=107

  • Walmor diz: 26 de fevereiro de 2014

    Moacir será que alguém ainda achava que a situação era diferente, que precisa de uma greve na PF para se saber disso. Basta acompanhar o noticiário diário das redes de TVs e dos jornais, onde a noticia sobre impunidade é recorrente nas matérias veiculadas. Aí está a origem de toda a violência que vivemos em nosso país, onde ir a uma padaria, parar num semáforo, sair de uma agência bancária, fazer saques em caixa eletrônico ou chegar em casa de carro a noite com a família, hoje são consideradas atividades de alto risco, pois os bandidos estão sempre à espreita para atacar a primeira vitima que aparecer a sua frente, certos de que nada lhe vai acontecer, em razão da impunidade reinante. Vivemos numa verdadeira roleta russa, torcendo para não sermos a bola da vez dos bandidos que agem nas cidades brasileiras. É a falência das nossas instituições públicas, que não conseguem oferecer ao cidadão comum a segurança que é obrigação do Estado, conforme determina o artigo 144 da Constituição brasileira. que transcrevo abaixo:
    Capítulo III

    Da Segurança Pública

    Art. 144 – A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

    I – polícia federal;
    II – polícia rodoviária federal;
    obs.dji.grau.3: Competência da Polícia Rodoviária Federal – D-001.655-1995
    III – polícia ferroviária federal;
    IV – polícias civis;
    obs.dji.grau.3: Conselho Nacional de Segurança Pública – CONASP – D-002.169-1997
    V – polícias militares e corpos de bombeiros militares.

  • Alguém diz: 26 de fevereiro de 2014

    Desmilitarização das Policias? Era só o que faltava mesmo. Modelo Jurássico? copiem o modelo Americano então, que tem 4 mortes por 100 mil habitantes apenas. Esses comunistas já desarmaram a população, mesmo sendo contraria à isso, agora querem desarmar a policia? pelo amor de deus

  • Fabiano Correia diz: 26 de fevereiro de 2014

    É preciso ouvir o que pensam os Delegados da Polícia Federal a respeito desta campanha dos Escrivães, Agentes e Peritos.
    Quem conhece o assunto sabe que por trás desta campanha está a real intenção de tais policiais federais buscar uma carreira única, em que para se chegar a Delegado Federal não mais precisariam prestar o concurso público universal em concorrência com outros bacharéis em Direito.
    É preciso ouvir a OAB, as Universidades que preparam milhares de bacharéis todo ano, as Associações de Delegados, etc.
    Sou muito a favor do policial federal atingir o cargo de Delegado, porém que entre na concorrência pública e demonstre o conhecimento técnico/teórico que o cargo exige.