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Posts de março 2014

Professor Sérgio Colle metralha professor Paulo Pinheiro Machado

31 de março de 2014 58

O professor e engenheiro Sérgio Colle, do Centro Tecnológico da Ufsc, é um dos colaboradores mais assíduos do DC e um dos maiores críticos dos partidos de esquerda e seus líderes em Santa Catarina. Posicionou-se claramente sobre a ação de estudantes e professores contra as investigações da Policia Federal no “campus” e, sobretudo, contra a invasão da Reitoria pelos estudantes e integrantes do MST, bem como do hasteamento da bandeira vermelha no lugar da Bandeira do Brasil.
Distribuiu na INternet carta enviada ao professor Paulo Pinheiro Machado, Diretor do Centro deFilosofia e Ciências Humanas, com críticas pesadas a sua atuação e da professor Sônia Maluf, vice-diretora do Centro:

“Senhor Pinheiro,

Tive o desprazer de flagrar Vossa Senhoria sendo entrevistado em um programa de televisão da RBS, cujos entrevistadores, a meu ver, não fizeram as perguntas apropriadas (geralmente não a fazem). Minha reflexão sobre o episódio envolvendo Vossa Senhoria e uma tal de Profa. Sonia na contenda entre a Polícia Federal e os meliantes da UFSC, são resumidas nas conclusões que seguem:

1. A Polícia Federal agiu dentro da lei ao abordar os vagabundos que fumavam num ambiente de exposição de crianças do colégio da Aplicação e do NDI além do que, daqueles que reprovam essa ilegal atitude de fumar maconha em público.

2. Vosso conselho a tal Profa. Sonia para que ela ganhasse tempo junto aos credenciados policiais, de que resultou a molecagem dessa senhora de sentar-se no capô do veículo, para impedir que o mesmo se deslocasse, convenhamos, é coisa de baderneiro.

3. Vossa Senhoria não estava autorizado a interferir na ação policial, uma vez que o representante credenciado dessa Universidade junto a sociedade é a reitora, a menos que a mesma lhe conferiu tal função, o que, penso eu, não o fez.

4. A depredação violenta da propriedade pública perante os policiais, iniciada com a agressão dos estudantes meliantes, foi a causa principal da reação policial. Essa reação não seria diferente em qualquer democracia que mereça esse nome no mundo.

5. Os prejuízos causados ao patrimônio público, decorrentes dos meliantes esquerdistas que tomaram para si o direito de ocupar o espaço universitário, é de vossa responsabilidade e de vossos colegas subversivos de esquerda, que pactuaram com os meliantes.

6. A remoção do Pavilhão Nacional do mastro da UFSC e sua substituição por uma bandeira vermelha, mais ainda quando esta representa o que há de mais sórdido, retrógrado e corrupto na política brasileira, foi um ato de subversão a ordem, que deveria ser imediatamente respondido pela Administração da UFSC, de modo a reverter a situação e ato contínuo, proceder um inquérito para responsabilizar os meliantes responsáveis e pô-los na rua.

7. A tomada do prédio da reitoria pelos meliantes que produziram a desordem escandalosa que ridicularizou a UFSC no Brasil e no exterior, é um ato de violência contra a liberdade, além do que, apropriação de espaço público, contravenções tipificadas em lei.

8. As imagens comprovam que um meliante pertencente ao grupo invasor da propriedade privada contígua a SC-401 estava presente no recinto do prédio da reitoria, o que se constitui num ato grave de invasão, uma vez que no espaço universitário, somente devem circular pessoas relacionadas a instituição ou anunciadas, neste caso, na agenda daqueles que trabalham nela. Uma simples olhadela na deletéria figura, é suficiente para se concluir que tal indivíduo procura assemelhar-se ao criminoso cubano Chê Guevara (aquele valentão, herói de muitos idiotas latino-americanos, que executou meninos de menor idade e borrou-se nas calças ao implorar para não ser executado quando foi preso na Bolívia, expediente humilhante que deve ter motivado mais ainda os soldados a fuzilá-lo – assim pacificou-se aquela parte da América Latina ameaça pela corrente política em extinção que Vossa Senhoria parece abraçar).

9. Tentando resgatar a dignidade institucional ferida e ao mesmo tempo recuperar sua desgastada imagem perante a sociedade brasileira, sábia e acertadamente, estudantes do CTC hastearam o brasão da república na torre de instrumentos do laboratório que coincidentemente coordeno.

10. Em questão de algumas horas, cerca de 1300 mensagens circulavam no facebook, em apoio a esse ato patriótico e ordeiro.

11. Fiquei sabendo às 11:00h da manhã de hoje, através de colegas do CTC, que cerca de 2000 alunos iriam promover uma manifestação pública no campus, a partir das 14:00 horas de hoje, precisamente com o objetivo de expulsar os meliantes do prédio da reitoria.

12. Coincidência ou não, a Administração e os meliantes chegaram a um acordo, com concessões da reitora que poucos sabem quais são, de que resultou a decisão de eles se retirarem do recinto. Arrisco-me a conjeturar que se eles não o tivessem feito, seriam defenestrados a força pelos estudantes que estão na universidade muito mais para estudar e muito menos para fazer baderna.

13. Diz o ditado que quem cria serpente dentro de casa pode morrer envenenado. Essa Administração, com vossa complacência e porque não dizer cooperação, criou serpentes, quais sejam, prestigiou alunos medíocres, ignorantes, alinhados a vossa corrente política, que se provam contraventores e mais ainda, visíveis ameaças a integridade física do patrimônio público, além do que, promotores da desordem o do escândalo institucional.

14. A propósito de escândalos, a UFSC tem sido pródiga. Com efeito, o convite para que o terrorista assassino comunista Cesar Battisti figurasse nessa instituição como palestrante pago com verbas públicas deve ter sido o único caso dessa natureza no mundo. A revista Veja tem divulgado nacionalmente notícias de disparates produzidos por professores de currículo mediano, tais como as Jornadas Bolivarianas e eventos que tentam interpretar o direito segundo a ótica marxista (uma obscenidade jurídica), mesmo que o marxismo, pelo menos a luz do conhecimento formal organizado, foi rejeitado científica, econômica e socialmente, até porque ele só produziu desgraça.

15. Concluindo, a UFSC torna-se mais notória nacional e internacionalmente pela contravenção e fiasco, que pela dimensão dos trabalhos técnico-científicos realizados por aqueles que aqui trabalharam ou ainda trabalham, em comprovado regime de tempo integral e dedicação exclusiva.

Recomendo a Administração da UFSC que resgate a entrevista que o Prof. Dr. José Goldenberg concedeu a rádio CBN Diário de hoje, a propósito do rebaixamento da classificação da USP na lista das 300 melhores universidades do mundo. Enquanto que a principal preocupação da administração da USP é melhorar seu desempenho de modo a subir na classificação global, a administração da UFSC parece contentar-se como o fato de nossa instituição estar remotamente distanciada das 500 melhores universidades do planeta. Deve ser a razão pela qual a administração despende tanto tempo a fazer política partidária dentro do campus e pouco para endereçar as questões emergenciais, que não resolvidas, endereçam nossa instituição para o fosso da mediocridade.

Saudações universitárias,

Prof. Sergio Colle.”

Organização Social pode administrar Hospital Florianópolis,diz Tribunal Federal

31 de março de 2014 Comentários desativados

O governo estadual obteve nova vitória judicial na tese de contratação de organização social para administrar o Hospital Florianópolis, recentemente reaberto. A nova decisão partiu do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre.
A Secom divulgou nota com detalhes sobre a decisão judicial federal:
“Mais uma vez, a Justiça confirmou a legislação que serve de base para o contrato de gestão na área da Saúde entre o Estado de Santa Catarina e organizações sociais. Desta vez, foi o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4ª) que negou provimento ao recurso proposto em ação popular contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que, no ano passado, autorizou a assinatura de contrato com uma organização social para atuar no Hospital Florianópolis, na Capital.
Atendendo à Procuradoria Geral do Estado, o relator do processo, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, argumentou que não há razões para modificar a decisão do TJ, já que o contrato garante o atendimento da população pelo Serviço Único de Saúde (SUS) e prevê a realização de processo seletivo para contratação de pessoal. “Ainda estabelece que, ao término do contrato, a executora deve devolver os bens objeto do contrato em perfeito estado de funcionamento. Assim, se garante o atendimento à população”, afirmou Flores Lenz.
Em agosto de 2013, o desembargador substituto Luiz Zanelato, integrante da Câmara Civil Especial do TJ, tinha suspendido liminar que proibia o Estado de Santa Catarina a realizar contrato para a transferência da gestão do Hospital Florianópolis a uma organização social. Agora, o Ministério Público Federal buscou modificar esta decisão, mas o TRF negou, em 27 de março, provimento ao Agravo de Instrumento.
Outras decisões recentes da Justiça favoráveis aos contratos de gestão
No início de março, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou a proibição imposta ao Estado de celebrar contratos de gestão com a organização social Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece).
Em fevereiro, a 1ª Câmara de Direito Público do TJ também confirmou a legalidade do contrato de gestão no Hospital Regional de Araranguá, no Sul do Estado, com organizações sociais.
No julgamento do contrato de gestão do Serviço Móvel de Urgência (Samu) pela 2ª Câmara de Direito Público, ainda em fevereiro, o desembargador João Henrique Blasi, relator do processo, manifestou o seu voto favorável à legalidade do contrato com organização social. Para ele, existem jurisprudências favoráveis no Supremo Tribunal Federal, no Superior Tribunal de Justiça e no TJ/SC. Na sequência, o julgamento foi suspenso temporariamente por um pedido de vistas.
Em 24 de fevereiro, a Justiça Federal de Florianópolis também indeferiu pedido do Ministério Público Federal (MPF) que apontava para a ilegalidade do contrato de gestão do Samu. Para o Juízo federal, a matéria não era de interesse da União e o MPF não teria legitimidade para propor a ação.”

Ministério Público lança nota sobre suspensão de contrato com OI

31 de março de 2014 Comentários desativados

A Coordenação de Comunicação Social do Ministério Público Estadual acaba de divulgar uma “Nota de esclarecimento” sobre a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público de suspender o contrato da Procuradoria Geral de Justiça com a OI.
Há grande preocupação no Ministério Público pois, segundo fontes credenciadas, este contrato vai viabilizar a implantação do processo eletrônico em Santa Catarina.
A nota tem o seguinte teor:
“O Ministério Público de Santa Catarina, a propósito da liminar concedida no dia de hoje pelo Excelentíssimo Conselheiro Walter de Agra Júnior, do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, por meio da qual determinou, temporariamente, a suspensão do contrato n. 34/2012, mantido com a empresa Oi S.A., vem prestar os seguintes esclarecimentos:
1) O Ministério Público de Santa Catarina foi surpreendido com a notícia da decisão supracitada, não tendo tido oportunidade de qualquer manifestação prévia a sua prolação;
2) O contrato mencionado tem como objeto a implantação da rede de transmissão de dados do MPSC para todo o Estado de Santa Catarina, por fibra ótica, no qual, dentre vários serviços, estão incluídos, também, o de telefonia por rede de dados (telefonia IP) e o de videomonitoramento para segurança dos espaços físicos;
3) Por estar plenamente segura da regularidade do contrato firmado, a Instituição, tão logo tenha ciência dos fundamentos que determinaram a medida, adotará as providências necessárias para sua reversão, com o devido esclarecimento dos fatos;
4) Por oportuno, o Ministério Público registra que todos os esforços para a reversão da liminar noticiada prendem-se, especialmente, à preocupação institucional de que esta determinação possa acarretar a suspensão dos serviços de transmissão de dados no âmbito do MPSC em todo o Estado de Santa Catarina e, por consequência, a paralisação de seus sistemas informatizados, que funcionam em rede, e a interligação deles com o sistema do Poder Judiciário, situação que implicará na impossibilidade de acesso aos processos eletrônicos pelos Promotores de Justiça em inúmeras unidades jurisdicionais, algumas delas com tramitação exclusivamente eletrônica de processos, citando, como exemplo, as Varas de Execução Penal das Comarcas da Capital e Criciúma, com indesejáveis repercussões ao serviço prestado pelo MPSC à sociedade;
5) Por fim, o Ministério Público catarinense reafirma seu compromisso com a ética e a transparência no serviço público e, por conseguinte, sua firme e permanente disposição para o fornecimento à sociedade catarinense, por seus legítimos representantes, de todas as informações relativas à sua gestão.

DEM diz que bandeira vermelha na Reitoria da Ufsc é repugnante

31 de março de 2014 2

A Executiva do Democratas de Florianópolis emitiu nota oficial condenando a decisão de um grupo de estudantes de retirar a Bandeira do Brasil e hastear uma bandeira vermelhe no alto da Reitoria da Ufsc, durante a ocupação daquele prédio público. Manifesta-se tambem em tom crítico como a forma que a Reitora vem conduzindo a Universidade. Leia a nota:

“Diante das atuais manifestações e movimentos na Universidade Federal de Santa Catarina, Democratas, em repúdio as atuações da reitoria e de alguns poucos alunos dessa nobre instituição:
1. Somos absolutamente contrários à falta de respeito com um dos mais nobres símbolos de nossa Pátria, a Bandeira do Brasil, que, infelizmente, na quarta feira (26/03) foi vítima de um afronta repugnante por parte dos que ocupavam a reitoria da Universidade Federal, sendo substituída no alto mastro, seu local de respeito, por uma bandeira vermelha;
2. A Universidade Federal é uma instituição de alto padrão de ensino nacional e não pode ser controlada e dirigida por pessoas que, por trás de cargos eletivos, colocam suas opiniões acima da instituição, tal como na não permissão da louvável atuação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas dentro do campus da Universidade.
Hoje, a UFSC conta com aproximadamente 32 mil alunos, dos quais a imensa maioria vai lá para estudar e prospectar novos conhecimentos, certamente na busca de qualificação para futura aplicação nos mais diversos setores do pais. Logo, não pode uma minora, por ideologias próprias, fazer com que a maioria sofra forçada a conviver com violência, tráfico de drogas e usurpação da paz pública dentro do campus Universitário.
3. O Democratas se manifesta contrário a esse modelo de condução de nossa Universidade Federal, sem fundamento racional e benefícios à sociedade
A EXECUTIVA MUNICIPAL DO DEMOCRATA DE FLORIANÓPOLIS.

Maduro, Ditadura e Democracia

31 de março de 2014 12

O professor Denis Lerrer Rosenfiel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com passagem pela Universidade Autônoma do Mexico e com Doutorado na Universidade de Paris, publicou artigo em “O Globo”, intitulado “Democracia e Ditadura”, que esclarece pontos sobre a contraditória politica externa do governo brasileiro em relação a ditadura de Maduro na Venezuela e do golpe de 1964. Confira:

“O discurso da diplomacia brasileira sobre a Venezuela e os países bolivarianos segue a doutrina do PT, segundo a qual estaríamos diante de uma democracia, pelo simples fato de lá haver eleições. Eleições seriam, então, o único critério de definição de estados democráticos, com evidente desprezo para com as instituições da sociedade civil. Mais concretamente, há total desconsideração para com o equilíbrio de poderes e a independência dos poderes Judiciário e Legislativo. A liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral é sistematicamente pisoteada, senão aniquilada.

Neste sentido, a “democracia” poderia prescindir das liberdades civis e políticas, devendo se contentar com eleições e referendos, cada vez mais restritos, pois as condições de competitividade são progressivamente reduzidas. De fato, a democracia representativa, nesses países “socialistas”, é substituída, para retomar um conceito de J. L. Talmon, pela democracia totalitária.

A democracia representativa caracteriza-se por ser constitucional, obedecendo a princípios que fogem a qualquer deliberação popular. Consequentemente, não pode ser objeto de deliberação a igualdade de gêneros ou de raças. Uma maioria popular machista ou racista não poderia se impor em uma democracia representativa, graças aos limites constitucionais, de princípios e valores, por ela assegurados.

Segundo a democracia totalitária, o poder reside na vontade popular encarnada pelo líder carismático. Não possui ele, em virtude de sua delegação popular, nenhuma limitação, como se eleições lhe autorizassem, virtualmente, a fazer qualquer coisa. Basta um referendo para que tal ocorra. Foi o que aconteceu com o “socialismo do século XXI”, nas figuras de Chávez e de sua caricatura Maduro, que aboliram a separação de poderes, emascularam o Judiciário e o Legislativo, fazendo do Executivo o único poder que conta.

A economia de mercado, por sua vez, foi cerceada quando não aniquilada, tendo como consequência o domínio do Estado, cujos efeitos mais nítidos são a inflação galopante e a falta de produtos básicos, sendo o papel higiênico o mais emblemático deles.

A liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral foi sendo suprimida, sobrando, hoje, o resquício de uma sociedade livre. Milícias no melhor estilo das SS nazistas aterrorizam a população, fazendo uso da violência e do assassinato sempre e quando o líder máximo o exigir. Tudo, evidentemente, em nome da “revolução” e do “socialismo”.

Não obstante, o Itamaraty e setores do PT continuam justificando a “democracia venezuelana”, como se os protestos do que resta de oposição fossem o real perigo. As posições estão totalmente invertidas. A dita “cláusula democrática”, bem entendida, significaria, apenas, a “cláusula democrática totalitária”.

Do ponto de vista diplomático, por uma questão de pudor, não se pode acatar o argumento de que o país não se imiscui nos assuntos de outros países, uma vez que foi bem isto que o Brasil fez no Paraguai. O então presidente Lugo foi afastado do poder por um impeachment, segundo a legislação daquele país. O governo brasileiro não reconheceu o impeachment e aproveitou a ocasião para suspender esse país do Mercosul, viabilizando, desta maneira, a entrada da Venezuela. É evidente o uso de dois pesos e duas medidas.

Nesta perspectiva, poderíamos aplicar os mesmos critérios para o que se denominou chamar de “ditadura” militar brasileira, com o intuito de melhor apreciarmos a “verdade” do período, contrastada com o juízo “democrático” do governo a propósito do “socialismo do século XXI”.

Considera-se a ditadura militar como se estendendo desde o governo Castello Branco até o fim do governo Figueiredo, quando há diferenças significativas neste longo período. O governo Castello Branco, por exemplo, tinha uma inclinação liberal, enquanto o governo Geisel foi fortemente estatizante.

Segundo esse critério, o governo Dilma se encaixaria na concepção geiselista, com forte intervenção do Estado na economia, a escolha de empresas e setores privilegiados a serem apoiados e o uso da política fiscal e de subsídios para o apoio a esses grupos. Seria Geisel de esquerda conforme essa concepção? Mais ou menos democrático? E Lula, em seu primeiro mandato, seria castellista?

Durante o período do governo Castello Branco (1964 a 1967) até o Ato Institucional nº5, promulgado por Costa e Silva, em dezembro de 1968, o país gozava de ampla liberdade. Foi esse ato extinto em 1978, por Geisel, e o habeas corpus, restaurado. Penso não ser atrevido dizer que as liberdades civis eram muito mais respeitadas do que o são nos países que, atualmente, encarnam o “socialismo do século XXI”.

A gozação, para não dizer a sátira e a ironia do “Pasquim”, começou em 1969, quando o regime militar tinha endurecido e a ditadura propriamente dita se estabeleceu. Isto é, a ditadura tolerou o “Pasquim”, enquanto os governos bolivarianos não toleram qualquer crítica, muito menos aquela que se faz através da sátira que atinge os seus líderes.

A greve do ABC, sob liderança de Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, foi um marco no Brasil, abrindo efetivamente caminho para a liberdade de participação sindical. Ocorreu em 1974, sob o governo Geisel. A partir dela novas greves se estenderam de 1978 e 1980, já no governo Figueiredo. Imaginem algo semelhante nos países bolivarianos! Por muito menos, os “socialistas” enviam as suas milícias e fazem uso de perseguições, assassinato, prisões e tortura.

A Lei da Anistia, negociada entre militares democratas, políticos do establishment e a oposição do MDB, com amplo apoio da sociedade civil, foi assinada por Figueiredo, em agosto de 1979, abrindo realmente caminho para a redemocratização do país. São os próprios militares que tomaram a iniciativa de abandonar o poder.

Sem dúvida a “democracia” bolivariana consegue ser mais dura do que a ditadura brasileira nesses períodos!

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/democracia-ditadura-11819759#ixzz2xYI8eWd0
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Conselho Nacional do Ministério Público suspende contrato da Procuradoria de Justiça com Oi, diz Jailson

31 de março de 2014 7

O Conselho Nacional do Ministério Público cancelou o contrato realizado pela Procuradoria de Justiça de Santa Catarina com a Oi Telecom, no valor de 42 milhões de reais, com dispensa de licitação. O contrato tinha por objetivo serviços eletrônicos de segurança.
A informação foi dada pelo deputado Jailson Lima da Silva, do PT, que na última sexta-feira esteve no CNMP levando novos documentos sobre contratos e atos do Ministério Público Estadual.
A revogação foi decidida pelo conselheiro Walter Agra, segundo o parlamentar petista.
Jailson Silva disse que está aguardando decisões do CNMP sobre o contrato de compra de terreno da Casa Rosa por 123 milhões, também com dispensa de licitação.

Univali tem hoje posse do novo Reitor

31 de março de 2014 Comentários desativados

Será hoje, as 20 h, no Teatro Municipal de Itajaí, a cerimônia de posse do professor Mário Cesar dos Santos, no cargo de reitor da Univali. Exercerá o segundo mandato, com prazo até 2018. Durante o ato serão empossados os novos vice-reitores Carlos Alberto Tomelin, Cassia Ferri, e Valdir Cechinel Filho.

Mário Cesar dos Santos, aos 63 anos, é professor e advogado, mestre e doutor em Direito, casado com Maria Adelaide Rebelo dos Santos e pai de quatro filhos: Vera Cláudia, Cesar Alexandre, Mário André e Manuela. É especialista em Direito Tributário, Direito Processual Civil – Direito Processual do Trabalho, Direito Civil, e é mestre e doutor em Direito.

Seu envolvimento com a Univali começou na década de 70, quando cursou Direito na então Fundação de Ensino do Pólo Geo-educacional do Vale do Itajaí (Fepevi). Voltou ao curso em 1981, já como professor assistente e, a seguir, apesar de nunca deixar a carreira profissional de advogado, continuou a exercer outras funções na instituição.

Foi vice-diretor da Faculdade de Direito, diretor do Centro de Ciências Jurídica, Políticas e Sociais, chefe do Departamento de Direito Público da Univali e integrante dos Conselhos de Administração Superior e Universitário da Fundação Univali. Antes de tornar-se reitor, foi procurador geral da Univali de 2002 a 2006 e vice-reitor entre 2006 e 2010.

Sua primeira gestão como reitor, entre 2010 e 2014, ficou marcada pelo comando do processo que levou, em 13 de novembro de 2013, a aprovação da lei 12.881/2013, que qualifica o funcionamento das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICEs), e que permite, entre outras medidas, a participação destas na destinação de recursos orçamentários e em editais reservados para instituições públicas, diferenciando-as de instituições privadas com fins lucrativos.

Além de presidente da Fundação Univali ele acumula, ainda, os cargos de presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), e vice-presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc).

A Ufsc, o Reitor Ferreira Lima, a ditadura e a Escola de Engenharia

31 de março de 2014 4

O professor e engenheiro José João Espíndola, um dos notáveis do Centro Tecnológico da Ufsc e que transformou as engenharias com outras celebridades e homens de valor dedicados ao ensino, a pesquisa e extensão, retoma capítulos da história para relatar episódio envolvendo o reitor João David Ferreira Lima. Vale a pena acompanhar seu relato:


“Nos primórdios da UFSC era diferente. As pessoas assumiam suas responsabilidades de ofício. Hoje imperam as mais despudoradas omissões e subserviências.

O curso de Engenharia Industrial, hoje em dia Engenharia Mecânica, oferecido pela UFSC, através da antiga Escola de Engenharia Industrial, “cellula mater” do Centro Tecnológico de hoje, corria normalmente.

Mediante convênio com a UFRGS, professores catedráticos, devidamente escolhidos, fundavam as várias Cadeiras (esta era a terminologia de então) e as tocavam com seus auxiliares, recém contratados. Estes, não raro, eram antigos alunos dos Catedráticos,- aqueles que melhor se haviam destacado.

A cada ano repetia-se o processo de contratação de novos auxiliares para as novas cadeiras.

Até que eclodiu a Redentora e o presidente de plantão, Castelo Branco, proibiu a contratação de novos servidores, a qualquer título, para o serviço público federal.

Pronto, estava vedada, por Decreto, a continuação do curso de engenharia industrial, modalidade mecânica, já que ficavam proibidas as contratações de novos auxiliares de ensino.

Sem novos auxiliares, não haveria novo ano letivo.

Era o fim da Escola de Engenharia Industrial.

Ou seria o fim, não tivéssemos, na época, um Ferreira Lima como Reitor.

Ferreira Lima, como poucos hoje sabem, foi o idealizador, criador e consolidador da Universidade Federal de Santa Catarina.

Naquela época, os grandes jornais brasileiros avaliavam, anualmente, os reitores das universidades federais e Ferreira Lima figurou, mais de uma vez, como o melhor e mais produtivo dentre todos.

Pois este Reitor Magnífico (inverto a ordem, aqui, de propósito, para que Magnífico soe mais como adjetivo e não apenas como título honorífico) não se conformou com o decreto presidencial. Afinal, os alunos haviam prestado vestibular, isto é, tinham feito um concurso público e, ao serem aprovados, adquiriram um direito que o Decreto parecia lhes retirar.

Ferreira Lima mandou redigir uma série de considerandos, vazados nos argumentos acima, para concluir que certamente não teria sido intenção do governo sequestrar o direito adquirido pelos alunos.

Concluía os considerandos contratando todos os auxiliares para as novas cadeiras.

Tempos depois o ministro da educação telefonou. Ferreira lima atendeu e o ministro foi logo perguntando: “Como vai o meu Reitor subversivo?”

“Vou bem, obrigado e Vossa Excelência?”

“Pois é, Reitor, levei ao Presidente seus considerandos e a sua Portaria, contratando os auxiliares, em franca desobediência ao Decreto presidencial”.

“Muito bem, Ministro, e daí?”

“Bom, Reitor, o Presidente leu as peças com muita atenção, sorriu e exclamou: É de homens assim que este País precisa”.

O curso de engenharia teve sequência sem mais sobressaltos.

Ontem era assim, mesmo em plena ditadura.

Conto esta breve passagem relativa ao “Homo Faber”, João Davi Ferreira Lima, como uma expressão de saudade da época em que homem se escrevia com agá maiúsculo e significava pessoa com elevado ideal de servir, com discernimento e coragem na defesa do ideal, do interesse público, mesmo que no outro lado estivesse alguém com poderes discricionários para demitir, prender, aniquilar ou até fazer desaparecer”.

Assembleia: homenagem aos aposentados de SC

31 de março de 2014 1

Assembleia Legislativa realiza hoje, as 19horas, sessão solene no auditório Antonieta de Barros em homenagem aos aposentados de Santa Catarina. A proposição partiu dos deputados Moacir Sopelsa, Manoel Motta e Neodi Sareta. A Federação das associações e Aposentados, que reúne 37 mil filiados, participará do evento.

Cesusc promove lançamento nacional de filme

31 de março de 2014 2

Começa hoje no Cesusc, as 19h, ciclo de palestras sobre “1964- o golpe que não deve ser esquecido”, com palestra de Virginius Franca, da Comissão de Anistia. Na próxima sexta-feira haverá lançamento nacional do filme “Militares da Democracia: os militares que disseram não”, do cineasta Silvio Tendler”.