Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Gilberto Callado assume Corregedoria de Justiça com forte discurso

09 de abril de 2014 10

Em prestigiada solenidade que lotou o auditório do Ministério Público Estadual, o Procurador Gilberto Callado de Oliveira assumiu o cargo de Corregedor Geral de Justiça de Santa Catarina. Seu adjunto será o Procurador José Alberton, ex-Procurador Geral.
Callado fez um contundente discurso em defesa da instituição e, sobretudo dos promotores. Trechos da fala:

“Nos mais variegados rincões de nosso Estado, o promotor de justiça é um sentinela avançado da sua Instituição. Ele denuncia os malfeitores da sociedade, os que pretendem tiranizar a ordem jurídica e a democracia.
Mas, quando os ataques são dirigidos à sua própria classe, a vigília deverá ser muito mais intensa e incansável. Nenhum membro desta Casa essencial à Justiça pode intimidar-se com as flechas venenosas dos seus detratores. Seu escudo compõe-se de palavras sonantes, cheias de significado e ação: estudo, trabalho, dedicação e até mesmo abnegação. Será preciso dar o exemplo, o bom exemplo.
Não surpreende o fato de que os inimigos do Ministério Público já tenham sido ou venham a ser os seus clientes.”
-
“A clientela do Ministério Público será sempre vista em duas vertentes: ou são os nossos amigos, os que defendemos com unhas e dentes, os pobres incapazes, as vítimas, o próprio povo espoliado pelas múltiplas facetas da improbidade, das agressões ambientais e às relações de consumo, ou são os nossos inimigos, os do lado adverso, justamente aqueles que invariavelmente devemos combater.
Da sociedade já recebemos provas de gratidão, de reconhecimento, quando os brasileiros foram às ruas protestar contra a PEC 37. Dos malfeitores recebemos o despeito, a injusta desafronta.”
-
“Defendamos, por isso, a cidadela do Ministério Público com redobrados esforços. Sejamos fortes. Que cada um cumpra o seu dever, abra os seus braços à sociedade catarinense, com um abraço de servidor, de quem deve servir à boa causa da paz e da tranqüilidade social.
Não tenhamos vergonha de atender o pobre, o doente, o desvalido, o necessitado, o deficiente, qualquer pessoa, enfim, que queira ouvir do Procurador de Justiça ou do Promotor de Justiça uma palavra amiga, um conselho, uma orientação.
A bem ver, o povo é o nosso patrão.
O povo é o contribuinte dos nossos vencimentos.”

Comentários

comments

Comentários (10)

  • Daniel diz: 9 de abril de 2014

    A Assembleia é a casa do povo, do patrão do Ministério Público, e os deputados são seus representantes.
    Dessa forma, o Ministério Público deve prestar contas à Assembleia.

  • luiz antonio da silva diz: 10 de abril de 2014

    Então, como bem disse o nobre Corregedor de Justiça Gilberto Callado de Oliveira : ” Não tenhamos vergonha de atender o pobre, o doente, o desvalido, o necessitado, o deficiente, qualquer pessoa, enfim, que queira ouvir do Procurador de Justiça ou do Promotor de Justiça uma palavra amiga, um conselho, uma orientação.
    A bem ver, o povo é o nosso patrão.
    O povo é o contribuinte dos nossos vencimentos.”
    Sendo assim, esperamos , enquanto sociedade, que o nobre MP desça do pedestal e venha ao encontro do POVO que paga seus salários porque infelizmente com raras exceções a instituição do MP está fora do alcançe deste mesmo povo. Imagina se alguém de chinelos consegue subir ao andar e entrar nas salas acarpetadas e suntuosas do MP. Vamos ver se não serão meras palavras ao vento em discurso de posse. A conferir.

  • eufizcalizo diz: 10 de abril de 2014

    Beleza, o discurso é bonitinho! Mas, como cidadão, que paga uma carga tributária escorchante e que recebe do Estado serviços de péssima qualidade, principalmente, em razão do contingenciamento de dinheiro público para outras finalidades que não àquelas que seriam primordiais (ex: Auto-concessão de benefícios), gostaria que o Ilustre Procurador nos explicasse o porquê, sem adentrar no mérito o curioso histórico deste mesmo imóvel, o MP adquiriu um terreno no valor de R$ 123 milhões reais, talvez o terreno mais caro da história do mundo?; E ainda, explique-nos os valores percebidos pelos membros do MP em quantia superior ao que percebe um Ministro do STF? (vide link:http://www.deputadojailson.com.br/informativo/planilhas_mp.pdf). Então, pós-PEC 37 o MP pode tudo!? É isso!? De nada ou pouco adianta, o MP arvorar-se como paladino da moralidade, se a prática do órgão é totalmente desvinculada da probidade e moralidade. Para um órgão que se orgulha de ter iniciado a campanha: “O que você tem haver com a corrupção”, a moralidade e probidade estão longe de ser prioridades para o MP. E olha, que nem vou comentar o projeto de lei que tramita na ALESC que prevê a criação de quatrocentos e poucos cargos (trem da alegria) sem a exigência de concurso público. E como dizem: o Brasil chegou num ponto, em que deve ser refundado. Em suma entrega pros índios e começa de novo!

  • Walmor diz: 10 de abril de 2014

    Moacir gostaria de fazer uma sugestão sobre um assunto que pouco se debate e nunca vi ninguém propor modificação da situação atual. Trata-se das Corregedorias nos Tribunais, Ministério Público, Polícias Civil e Militar, etc, no sentido de que as Corregedorias sejam uma estrutura autônoma e independente do órgão que vão fiscalizar, para que tenham mais liberdade de ação. Deveria existir o cargo de Corregedor, preenchido mediante concurso público e esse órgão teria um dirigente nomeado pela Autoridade competente entres os corregedores do Órgão. Vemos limitações na atuação das Corregedorias, justamente porque quem está investido dessa função temporária faz parte da estrutura e trabalha com a queles que tem a missão de fiscalizar e até propor medidas punitivas, o que gera constrangimentos e limitações, até por reações corporativas. Fica a sugestão para a quem interessar possa.

  • Carlos Henrique diz: 10 de abril de 2014

    “…quando os brasileiros foram às ruas protestar contra a PEC 37″

    É, tá bom, conta outra agora.

  • Fabiano Correia diz: 10 de abril de 2014

    O novo Corregedor-Geral do MPSC está coberto de razão quanto aos valores institucionais do Ministério Público e quanto à importância de cada Promotor de Justiça nas Comarcas de toda Santa Catarina.
    Mas isso não elide o dever de prestação de contas do Ministério Público em relação à compra do tão falado imóvel. Qualquer cidadão de média compreensão observa que o valor do negócio está muito acima do razoável.
    É momento para esclarecimentos convincentes a bem da própria honra do respeitável órgão do MPSC.

  • Didigo Silva Pato diz: 10 de abril de 2014

    Dr. Callado,

    lindo discurso. Parece que estamos no céu.
    Aqui na terra dos pobres mortais:
    - não cabe gastar 60 milhões de dollares americanos na compra de um Palácio, ao lado de uma emergência de Hospital.
    - não cabe ganhar por mês mais do que um Ministro do Supremo.
    - não cabe ganhar auxilio paletó, auxilio moradia, gratificação de função, auxilio transferencia, auxilio natal, auxilio pascoa, etc, etc, etc.
    e ainda achar que estão sendo perseguidos por uma minoria catarinense.
    O POVO ESPOLIADO TÁ CANSADO DA ROUBALHEIRA GERAL.

  • Fabiano diz: 10 de abril de 2014

    É bem intencionado, porém supervaloriza a importância de um órgão promíscuo, que só enxerga ilicitudes na conduta dos outros, enquanto promotores passam pelo interior fazendo de conta que trabalham, à espera de uma promoção para se aproximar do litoral e poder viver na beira da praia com o belo salário recebido.

  • Paulo Roberto Moreira diz: 10 de abril de 2014

    Será que não tem nenhum promotor constrangido com toda essa trapalhada do MP ?
    Duvido !

  • Jean diz: 11 de abril de 2014

    Em defesa da moralização no serviço público: Contra a criação de 453 cargos comissionados no MPSC.