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"Derrota potencializa insatisfação dos insatisfeitos, mas não muda voto de parcela significativa do eleitorado"

09 de julho de 2014 3

Direto do Diário Catarinense

A organização da Copa do Mundo tem mais peso nas eleições de outubro do que a derrota histórica da Seleção de Luiz Felipe Scolari nas semifinais da competição. A avaliação é do cientista político Yan Carreirão, coordenador da Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Após os 7 a 1 aplicados pela Alemanha na equipe brasileira, o professor conversou com o Diário Catarinense para analisar os impactos possíveis desse verdadeira Mineiraço nas disputas pela Presidência da República e pelo governo do Estado.

Diário Catarinense — Esse resultado da Seleção, como aconteceu, pode ter reflexo nas eleições de outubro?
Yan Carreirão —
 Se tiver, é pouco. Se o Brasil tivesse ganho, um clima de otimismo talvez tivesse impacto, uma sensação de bem-estar que poderia ser bom para os governantes, no caso a presidente Dilma Rousseff (PT). Mas com derrota não tem impacto muito grande. Acredito que o eleitor brasileiro não relaciona tão diretamente os resultados do futebol e da política. Isso pode ser potencializado por algum tipo de insatisfação que já tenha. Pessoas que já estavam insatisfeitas por a Copa estar sendo realizada no Brasil, gastos excessivos, suspeitas de corrupção, ou por acreditar que restaria um legado que não ficou. Isso poderia influenciar um pouco.

DC —  O sucesso da Copa como evento pode minimizar um efeito negativo causado pela Seleção?
Carreirão —
 Acredito que sim. Existem algumas críticas na mídia internacional, mas no conjunto não foi o que alguns imaginaram, de que haveria muita insatisfação, crítica, manifestações, que as coisas iam dar muito errado. A Copa tem tido um relativo sucesso do ponto de vista organizacional, os turistas estão gostando muito. Isso atenua um pouco o resultado da Seleção em campo.

DC —  Essa Copa do Mundo não acabou sendo politizada demais, tanto pelo governo quanto pela oposição?
Carreirão —
 Claro, o fato de ser disputada no Brasil permite isso muito mais do que as que foram disputadas fora. Porque ela foi politizada não pelo aspecto da Seleção, mas da própria Copa. A pertinência de trazer uma Copa para o Brasil, os gastos, o fato de muito dinheiro público, o fato de não ficar um legado, especialmente em mobilidade urbana, que se esperava. Por outro lado, também, deve ter movimentado a economia e pode gerar uma imagem positiva sobre o país que resulte na vinda de mais turistas. Não é um balanço fácil de fazer. Não é um balanço totalmente positivo e nem totalmente negativo.

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Comentários

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Comentários (3)

  • jztexeira diz: 9 de julho de 2014

    Aguarde entaum e verás já na próxima pesquisa. Quando sair os segredos da copa não vai ser possível varrer para debaixo do tapete.

  • Mario Canxa diz: 9 de julho de 2014

    Claro que o povo brasileiro vai mudar tudo.
    É só esperar…..

  • betão diz: 10 de julho de 2014

    Com 7 a 1 ou 0 a 0 não importo 05 de outubro é Dilma presidente, essa derrota só mostra uma crise no futebol brasileiro…má gestão dos clubes e falta de atenção as categorias de base…estrelismo, jogador que não treina, indiciplinado e mimado pela imprensa…mais essa ditadura da imprensa.. vide o massacre do Dunga na copa da áfrica porque ele não convocou o neynar na época era um garoto de 17 anos, criou-se um clima tão pesado com a seleção na época que tinha que terminar como terminou…e se o felipão tivesse perdido aquela vez quando não quiz levar o Romário…etc