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O médico e a vergonhosa derrota

09 de julho de 2014 13

Do cirurgião plástico Rodrigo d’Eça Neves, via e-mail, sobre a vergonhosa derrota da seleção do Brasil:

“Passei 64 anos da minha vida ouvindo as lamurias pelo 1 a 0 da copa de 1950. Quanto tempo ficaremos ouvindo as lamurias pelo 7 a 1 de 2014. Assim como crucificaram o Barbosa, agora serão Freddy e Felipão. A imprensa deveria encontrar outro mote para ter assunto.

Fiquei triste quando foi feita uma pesquisa nas ruas para saber quantos dos entrevistados saberiam qual significado da letra do hino nacional, poucos sabiam. Pelo resultado fico pensando que a contestação falada e escrita logo vão querer modificar a letra do hino nacional. Tenho certeza que o PT apoiaria totalmente.

A baixa cultura da população, e órgãos de administração e imprensa falada e escrita que hipervaloriza algo tão banal quanto o futebol deixando a população vinculada a meia dúzia de chutadores em detrimento dos milhares de pensantes de todas as áreas que trabalham em favor da mesma população que não enxerga nada diante de seu nariz.. Enquanto isto instalam modificações, as vezes profundas, no país acobertadas pelo circo do futebol na euforia do bom resultado.

Chego a pensar que esta derrota (embora não necessitasse ser tão humilhante) de certa forma nos leva à prevenção de alguma atitude governamental diferente daquelas que o povo espera, posto que a vitória seria um aval para qualquer mudança social.

Rodrigo d´Eça Neves”

Comentários

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Comentários (13)

  • Bel diz: 9 de julho de 2014

    Além de mexer na CBF tem que trocar boa parte da grande imprensa brasileira que quer fazer a cabeça de muitos torcedores (pior, que ainda consegue), para que torçam contra o Brasil, contra a Argentina, contra todas as seleções que a grande imprensa não gosta ou não simpatiza. A seleção alemã tem seus méritos mas está se fazendo de humilde para ganhar a torcida dos brasileiros contra a Argentina, na final. Depois, ganhando, vai cuidar da vida e zoar os brasileiros quando estiverem lá longe na Europa. Pra frente, Brasil. Pra frente, Argentina. Torço pelo futebol sul-americano sem faltar com o respeito a outras seleções ou a presidenta Dilma ou quem quer que seja. A grande imprensa, esportiva de paletó e gravata precisa refletir e também fazer uma modificações em suas pautas. Pensa numa imprensa que quer manipular a mente dos torcedores. É a imprensa brasileira do Rio e SP que vomita e arrota para o resto do país. E quando vão parar de dar dicas de como jogam nossos jogadores para as seleções adversárias? Felipão deve fechar os treinos e não deixar nem uma mosca espiar.

  • Pedro Paulo de Miranda diz: 10 de julho de 2014

    Bom dia!

    O instante é o infinito. Futebol, cerveja ou qualquer outro “aditivo”, aliado ao período de folga durante os jogos do Brasil, aparentemente inebriou o torcedor. O “apagão/pane” da consciência atingiu o ponto de esquecer os escores vexatórios do Brasil no ranking mundial, como por exemplo, desigualdade social, risco país, índice de percepção da corrupção entre outros.
    Neste ínterim, nem passou pela cabeça do torcedor que a lista poderia ser adicionada, ou seja, país que praticou o pior futebol de todos os tempos ou copas.
    Não?!
    Endeusaram e demonizaram jogador. “Excelente” lição para compreender que o futebol é jogo de equipe.
    Sabe lá… Gente inocente!
    P.S – O Brasil ocupa o 7º lugar (PIB) entre os países mais ricos do mundo, porém a distância entre outros indicadores de qualidade da população é “abissal”.

  • wilson edson pires diz: 10 de julho de 2014

    O PROFESSOR E O MÉDICO

    Caro Dr.temos que mudar a cultura do nosso povo,á começar pela educação sim, mais espaços nas áreas de saúde principalmente nos cursos de medicina onde a mentalidade e igual do futebol extremamente capitalista,sendo que a grande maioria estuda em universidades pagas pelo dinheiro do contribuinte as federais. A música no brasil e tocada conforme a vontade da classe mais dominante do país, mudar a cor da bandeira e a letra do hino não vai adiantar nada,o que não existe e qualquer mudança social,existe sim mudança cultural.

  • Antonio diz: 10 de julho de 2014

    Qual foi o motivo que levou nosso zagueiro titular a receber o segundo cartão na partida anterior?

  • Moacyr diz: 10 de julho de 2014

    Talvez agora, os clubes sociais e esportivos irão quitar as suas dívidas junto ao INSS.

  • Gualberto Cesar dos Santos diz: 10 de julho de 2014

    Que os contra o Governo enxerguem, vejam isso.
    O Governo do Brasil cumpriu a sua parte.
    Que o Delfim de Pádua Peixoto (daqui) e a CBF explique-nos e nos dê as “contra razões de mérito” – bem explicadinhas.
    Para que todos nós brasileiras e brasileiros possamos entender…
    O que existe por baixo dos “panos” e das “costelas quentes” da mídia dos contra (…)?
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    segunda-feira, 7 de julho de 2014
    Jornal inglês elogia o espírito do brasileiro e se diz surpreso pela segurança nas ruas
    A Copa do Mundo de 2104 é a melhor dos últimos tempos – e os brasileiros têm parcela significativa de crédito por isso. A atual edição do evento teria, inclusive, se notabilizado como “uma Copa do Mundo onde não há medo”. Não faltou entusiasmo na avaliação feita pelo jornal inglês Financial Times, em coluna publicada neste domingo.
    No texto, assinado por Simon Kuper, com o título de “Por que o Brasil já ganhou”, há fartos elogios ao Brasil e ao seu povo. Kuper chega ao ponto de parafrasear declaração do treinador da seleção nigeriana, Stephen Keshi, após a eliminação da equipe, dizendo que “até agora, foi tudo maravilhoso”. Por isso, escreve ele, a tarefa agora é aprender com a experiência e “engarrafar o sentimento brasileiro para reutilizá-lo na Rússia em 2018 e no Qatar em 2022″.
    Kuper aponta o sol quente e as praias como fatores determinantes para o êxito da competição no Brasil. “Quando você passa sua primeira tarde de folga em 20 dias caminhando por Copacabana, percebe que uma praia de primeira linha deveria ser elemento compulsório em todas as futuras Copas do Mundo, da mesma forma que estádios de primeira linha”, escreveu o jornalista.
    Logo em seguida, mais comentários elogiosos, dessa vez aos brasileiros, chamando-os de “elemento de que qualquer futura Copa não deveria prescindir”. O Brasil, na visão do jornalista, é “um país onde quase todo mundo é agradável”, cujo povo estaria ministrando a ele “um curso de um mês sobre como administrar a raiva”.
    “Convivendo com os brasileiros você aprende a aceitar graciosamente as dificuldades. O táxi que você pediu para levá-lo correndo ao aeroporto não veio? Agora você está preso em um congestionamento? Acomode-se e relaxe”, relatou Kuper. Ao sair de casa para fazer a cobertura da Copa, Kuper recebeu apenas uma recomendação da esposa: “Não seja morto.” Uma vez no país, qualquer prevenção se dissipou nas ondas.
    “Outro prazer: esta é uma Copa do Mundo onde não há medo. Os primeiros torneios a que assisti aconteceram sob um medo obsessivo de torcedores arruaceiros. (…) As Copas do Mundo posteriores ao 11 de Setembro viveram à sombra de um medo excessivo de terroristas. A Copa do Mundo de 2010 foi maculada pelo medo excessivo quanto ao crime na África do Sul”, diz ele no texto, acrescentando: “O índice de homicídios é alto no Brasil, ainda que a coisa mais arriscada que você pode fazer no país provavelmente seja dirigir.
    Mas as coisas parecem mais seguras nas áreas turísticas, que vivem repletas de policiais. De noite, São Paulo e o Rio estão repletas de pessoas, enquanto Joanesburgo praticamente fecha. Não sei se isso acontece porque o Rio e São Paulo são mais seguras, mas de qualquer jeito é agradável”.
    Um passeio pelas praias de Copacabana e Ipanema, ontem, parecia confirmar a visão positiva de Stephen Kupfer sobre o Brasil e os brasileiros. Nas areias de Copa, o grande chamariz de uma barraca era o conjunto de bandeiras mutantes: com as cores das de outros países (Alemanha, Bélgica, Rússia) e o formato da brasileira. Os estrangeiros que passavam por elas aprovavam.
    - Estou 50% torcendo para o Brasil, que amo muito, e 50% pela Alemanha, que é meu país. Mas na final, só não queremos a Argentina – disse o alemão Stefan Lange, de 34 anos.
    Já na orla de Ipanema o slackline era a atração: um casal de turistas de Uganda se esbaldava na corda esticada.
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  • Luiz Martins diz: 10 de julho de 2014

    Concordo totalmente com a Bel, se doamos Refinaria para Bolivia, fizemos um Porto para Cuba porque não uma fazer esta copa para Argentina? Como sempre os Brasileiros entram com a grana e os companheiros Bolivianos levam os resultados.

  • gualter diz: 10 de julho de 2014

    Precisou um médico dizer tantas verdades. Parabéns. Considero a imprensa a maior culpada pela “eletrizante e histérica” cobertura de um campeonato mundial de futebol, alienando os cidadaos dos assuntos mais importantes.

  • sandra diz: 10 de julho de 2014

    Tinha que ser um burguês pra citar o PT no texto. Texto cansativo, papo do senso comum. Com certeza “Dr”, estudou nos melhores colegios particulares e se formou numa universidade pública! Gente chata!!!

  • Affonso Estrella diz: 10 de julho de 2014

    Perdemos em tudo principalmente na hipocrisia,estamos num pais que infelizmente temos que mudar tudo. Que desperte no futuro uma nova geração,um modêlo de ser humano diferente,onde não existam interêsses individuais,a téla da vida tem sido promíscua em todos os sentidos,com raras exeções,o mais importante em um país não é o futebol, e sim o seu povo,a Alemanha que o diga.

  • Brasileiro com muito orgulho diz: 10 de julho de 2014

    A seleção brasileira perdeu para a Alemanha e para a FIFA…Por que o jogador colombiano que tirou Neymar da Copa sequer foi advertido???? Por que tiraram o Tiago Silva levou cartão amarelo e tirado da semifinal???? E as arbitragens sempre querendo prejudicar o Brasil…em troca de que??? Que verdade há por traz da derrota brasileira????
    Continuo sendo brasileiro com muito orgulho!!!!!!!!!!!!

  • Giffoni diz: 10 de julho de 2014

    Como cirurgião plástico, já começa “lapidando” o resultado de 1950, que não foi 1×0, mas, 2×1 para os uruguaios. O restante, apenas senso comum entre pares. Se o futebol foi bem até a semi-final, pelo visto a “carniça” ficará exposta à bel prazer dos predadores.

  • Paulo diz: 12 de julho de 2014

    Foi excelente essa derrota da ” seleção” ( Apanhado de jogadores), foi como uma eletroconvulsoterapia para acordar a população para os reais problemas do Brasil, o desgoverno do PT, a roubalheira descarada e indecente. Fico imaginando se esse timinho ganha como seria a sensação de OBA oba até as eleições e os vermelhinhos larápios sairiam vitoriosos contra a ELITE branca isto é quem produz paga impostos altíssimos, pagam pela saúde , pela educação, por segurança. Parabéns Alemanha e parabéns Holanda vitoriosos tanto em campo quanto em seus países em todos os quesitos mencionados.