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Demolição na Lagoa: "A questão é ideológica, não ecológica"

18 de julho de 2014 10

Do comentarista Eduardo Alves sobre a ordem de demolição das construções na Lagoa da Conceição:
“Moacir, por mais que admire o senhor, nesta resposta ao primeiro comentarista (equivocado ao extremo, como bem explicaste na tua resposta), é pregar no deserto mental.

A concepção dita “ecológica” deste povo é ideológica, não é voltado à ecologia, e sim a uma pretensa justiça social ou algo do gênero. Eu também já viajei o mundo bastante, e vejo que lá fora se pode fazer muita coisa, enfim, se aproveita o entorno urbano, criam-se oportunidades de vida pública e tudo o mais, sem esse vezo bizarro ideológico dito “ecológico”, mas na verdade esconde – ou exibe – algumas coisas bem características do brasileiro comum:

- O ódio ao sucesso dos outros;
- A vontade de destruir o que tem inveja;
- Uma ideologia retrógrada baseada firmemente no século XIX…

E muitas outras coisas, todas elas baseadas em uma concepção de mundo totalmente despropositada.

Ainda acho engraçado esse povo que fala “mas é a lei, portanto, cumpra-se”.

A LEI É BURRA, NO CASO. E APLICADA POR GENTE IGNORANTE.

Mude-se a lei, já passou da hora. Leis são mudadas, adaptadas, alteradas o tempo inteiro. Ou esse pessoal que diz que é lei e cumpra-se, estaria feliz hoje em dia cumprindo leis da época do império? Quem é o primeiro a levar algumas chibatadas por não respeitar o nome do imperador, por exemplo?

Vejo alguns comentários por aqui, e realmente tenho muita pena do povo de Florianópolis. Pena ou vergonha alheia, ainda fico indeciso…”

Comentários

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Comentários (10)

  • Carlos A diz: 18 de julho de 2014

    O espaço é curto, prá delongas, mas se há uma Lei, cumpramos. Outra babaquice que querem fazer, é na Avenida Beira-Mar Norte – o tal hotel etcetera e tal!!! Mas, construção prá quê? Para dar lucro prá quem? Deixem a praia livre, como a Natureza a fez! E, limpem a sujeira já feita! Lei. Lei. Lei.

  • Claudio diz: 18 de julho de 2014

    A Lagoa há muito tempo é um esgoto a céu aberto. Os moradores dos últimos vinte anos jamais viram um siri sequer naquelas águas. Agora estão preocupados com o meio ambiente?

  • FABRICIO diz: 18 de julho de 2014

    A questão é uma só cara colega, o brasileiro tem que começar a aprender a respeitar as leis, pois se tivessem observado o que diz a legislação ambiental não estariam passando por isso. Inveja do que? De ser descumpridor das obrigações legais perante a sociedade? Brasileiro sempre quer dar uma de esperto, quer se apoderar de área de preservação permanente, roubar acesso público para torna-lo particular, etc. E que isso fique de exemplo para as próximas gerações, pois essa já está perdida, ainda mais depois de um texto desse, que tenta legitimar a ilegalidade.

  • André diz: 19 de julho de 2014

    Agora entendo. Quando a lei é para o rico ou o que tem influência ela é burra. Já para o pobre : falta lei! ela tinha que ser mais dura! O pessoal começa a espernear quando a lei realmente começa a ser para todos. Não vi uma linha neste sentido quando da remoção das pessoas do Siri (Ingleses) que também ocupavam irregularmente as dunas. Abraços André

  • ze diz: 19 de julho de 2014

    bom dia,

    será que esse pessoal do MP, nunca passou pelo municipio governador celso ramos, aqui ao lado, cercaram quase toda a praia com arame farpado, sera que não tem uma lei que se deve deixar passagem pro mar.

  • Gustavo diz: 19 de julho de 2014

    NAO VI O PREFEITO DEFENDER O MERCADO PUBLICO, CLARO ATINGIRIA APENAS 100 FAMILIAS, JA A DA LAGOA PREJUDICA MILHARES DE PESSOAS

  • Dura lex, sed lex diz: 19 de julho de 2014

    Ou se respeita a Justiça e as Leis, ou quem puder que pegue mais.
    Razoável seria manter o que já estava lá antes da lei existir. O resto, ao chão e dali para um depósito legal de entulhos – e não pra dentro da lagoa, só para variar.

  • Almir Wagner diz: 19 de julho de 2014

    Se formos querer demolir todas as construções distantes menos de 30 metros de cursos d’água, rios, lagoas etc em SC, teremos que destruir pelo menos uns 15% das edificações do estado. Em Joinville mesmo, deve chegar a uns 30% da cidade. A decisão é burra e inconsequente. Não tem nenhum cabimento. Certamente será revertida.

  • Luis diz: 19 de julho de 2014

    A mentira muito repetida, as ideações marteladas, para uma platéia menos crítica, viram verdade. Essa pregação do ideológico atrás do ecológico é atávica, é visão do atraso- imagem do chato melancia, verde por fora e vermelho por dentro, como vivem dizendo umas boca-alugadas de uma fatia canalha do PIB local . Gente defensora do capitalismo atrasado ainda aqui praticado, na cultura do jeitinho, do improviso, da adaptação. Da privatização de lucros e socialização dos prejuízos, do suborno, da propina. Ecologista não é por natureza invejoso. Não inveja capitalismo de risco, moderno, sustentável, socialmente comprometido, que dispensa compra de vereadores/mudanças de zoneamento/gabarito de encomenda, corrupção de agentes públicos. O empreendedorismo ético sem marmelada e limpinho, padrão FIFA, padrão país civilizado e pouco corrupto é pra se admirar, não invejar. Agora, brigas de shopping center, aqui, em Criciúma, jogando a máfia ambiental um contra o outro, não é nada dignificante, não é Moacir? É que não existe esta fábula do ético empreendedor criador de emprego e renda contra a canalha invejosa ecológica. E vejo no teu blog um espaço muito grande para a difusão desse engodo. A realidade mundial mudou, a pregação ecológica não é mais uma coisa messiânica, uma fé sem provas. O mundo está esquentando, as profecias dos ecologistas estão se confirmando rápido e nos seus piores cenários. Juízo, isenção… Como falam os neurologistas, sejamos corticais, não vamos pensar com estruturas mais profundas do cérebro onde repousam os ódios, os preconceitos, a teimosia das idéias preconcebidas. Capitalismo sim, mas “limpinho”.

  • Pedro diz: 20 de julho de 2014

    No Brasil, o comunismo é verde.