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Encontro dos presidenciáveis na CNI

30 de julho de 2014 10
Foto: José Paulo Lacerda / Divulgação CNI

Foto: José Paulo Lacerda / Divulgação CNI

Da coluna de hoje do Moacir Pereira

Organizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e realizado em Brasília, o encontro dos três principais candidatos à presidência da República foi marcado pela defesa de reformas que promovem o desenvolvimento com medidas para incentivar o setor produtivo, tirando o Brasil da situação pré-recessiva.

Houve consensos sobre a urgência nas reformas tributária, política e trabalhista. Com diferenças. Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) foram mais contundentes no diagnóstico e na falta de iniciativa do governo para propor e aprovar a reforma tributária, visando simplificação fiscal, desoneração e fim da cumulatividade de impostos. Dilma Rousseff ficou (PT) numa situação menos confortável, pois o PT está há quase 12 anos no poder e não aprovou nenhuma mudança no sistema.

As três intervenções tiveram duas variáveis: Campos e Aécio, em postura ofensiva, ofereceram um diagnóstico crítico sobre a conjuntura e a necessidade de mudanças urgentes. Um governo que ambos consideraram ter estrutura carcomida, pesada e ultrapassada. O candidato do PSB condenou os 22 mil cargos comissionados e o tucano prometeu reduzir o número de ministérios (39) pela metade. Dilma voltou-se mais para prestação de contas, alegando que “quem já fez, pode fazer mais”.

O formato dos três encontros foi considerado produtivo, resultando em propostas concretas dos candidatos, particularmente, dos dois oposicionistas, prometendo mudanças substanciais na forma de governar, com duro combate à burocracia, ao apadrinhamento político e à valorização da meritocracia.

De positivo, no geral, foram os compromissos que os três candidatos assumiram com a necessidade de incentivos à indústria, numa conjuntura mundial que coloca o Brasil em desigualdade e sem competitividade.

Comentários

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Comentários (10)

  • Giffoni diz: 30 de julho de 2014

    Menos, caro Colunista, muito menos: tanto o Aécio, quanto o Dudu ficaram patinando o tempo todo. A Dilma tomou conta da conversa e deu de “relho” na piazada. Na defensiva ficaram os dois, mortos de medo de falarem besteiras, o que – como sempre – acabaram por fazer. A Dilma tem consciência e autoridade sobre os assuntos tratados; os outros 2, meros marionetes-mamulengos tentando sair do “barro”. Melhor voltar ao debate e verificar pessoalmente o desenrolar do encontro.

  • Derli hertal diz: 30 de julho de 2014

    Moacir, você só fala da Dilma, Dilma isso , Dilma aquilo.

  • Prado diz: 31 de julho de 2014

    Quem não fez em 12 anos, não pode fazer mais.

  • Almir Wagner diz: 31 de julho de 2014

    FHC fez três tentativas de aprovar uma reforma tributária e Lula fez duas. Dilma, sabendo da dificuldade, optou por desonerar pontualmente alguns setores. O fato concreto e que todo o mundo sabe é que reforma tributária no Brasil só sai com um entendimento perfeito entre todos os governadores, pois fatalmente haverá ganhadores e perdedores. Como ninguém quer perder, a começar por SP, é quase impossível que ela saia no médio prazo. Quem prometer que fará a reforma tributária estará prometendo algo quase impossível de ser cumprido. Prometer que vai enviar um projeto para o congresso é uma coisa. Prometer que vai aprová-lo é outra bem diferente.

  • Irineu diz: 31 de julho de 2014

    É impressionante a ansiedade da grande mídia fazer companha aberta contra a Dilma. Quem assistiu viu Aécio e Campos combinados que tentaram agir contra a Dilma. Não deu certo a expectativa da dupla. A Dilma dominou os assuntos e deu a resposta a altura, deixando a dupla protegida pela grande mídia, sem resposta. Vejam o PSDB esteve 08 anos no governo, com a maioria no congresso e não fez nenhuma reforma. Agora vem prometer reformas?. Politicagem a vista.

  • Prado diz: 31 de julho de 2014

    Às vezes, tenho a impressão que alguns comentários são feitos por habitantes de outro planeta.

  • Miguel José Teixeira diz: 31 de julho de 2014

    Se, “quem já fez, pode fazer mais”,
    então, quem nunca fêz, nunca fará. . .
    Chega do continuismo do entreguismo !!!
    Fora, Dilma e PeTralhas !!!

  • artesão diz: 31 de julho de 2014

    A questão é como confiar no Aécio ou no Eduardo? Aécio como senador perdeu para o Tiririca na aprovação de projetos e tem que explicar a construção do aeroporto na fazenda do tio e aquele helicóptero cheio de cocaína. Eduardo esteve no governo e não fez nada. Pelo menos com Dilma a gente sabe que a inflação continuará sob controle, teremos emprego e a continuação dos programas sociais. Destaque para o Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. Não dá para trocar o certo pelo duvidoso. Aécio ou Eduardo ficarão quatro anos justificando suas “kgadas” pondo a culpa no governo anterior. Então, mesmo que os empresários e a mídia queiram a volta do neoliberalismo, não podemos nos iludir. Empresários e mídia não pensam no povo, só em seus lucros. Não são confiáveis.

  • Prado diz: 1 de agosto de 2014

    Volto a afirmar, tem comentário que parece ter vindo de outro planeta.

  • Curió diz: 1 de agosto de 2014

    O Moacir vai acabar elegendo a Dilma em Sancatrina!
    São os efeitos colaterais convexos e complexos de querer colocar na crista da onda os recôncavos e potências na ponta de linha, no front avançado… São os netos dos coronéis que iluminarão o novíssimo liberalismo econômico… Mas o povo sabe que a ” manteiga no pão ” é coisa nova e muitos empregos em plena crise se deram por causa da inédita desoneração fiscal no Brasil contemporâneo. Mântega já disse… a reforma só emplaca se gradual… Mas os netos insistem em que pode ser feita de afogadilho… só se como ditadores porque no congresso não passa. O povo brasileiro vai eleger a Dilma. Já não estamos mais nas trevas. Entretanto haverá comentários que recomendarão o oftalmologista para a massa. Não tem bronca… porque neste mundo tem bobo pra tudo.