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A morte de um amigo e de um grande personagem de Florianópolis

02 de agosto de 2014 Comentários desativados

A triste notícia veio pelo celular e foi transmitida pelo amigo comum Luiz Mário Machado, o dedicado Vice-Provedor da Irmandade do Senhor dos Passos e Imperial Hospital de Caridade. Pitanga, o dr. Vilmar Pacheco, amigo excepcional, figura ilhoa insuperável, boêmio das antigas, apaixonado pela família e extremado na amizade com seus amigos mais próximos, falecera na tarde deste sábado.

O coração aperta, você já sente a dor de uma saudade, começa a se lamentar porque não curtiu mais tempo ao lado do grande guerreiro, renascem com mais vigor as excepcionais imagens de suas histórias maravilhosas sobre personagens da Ilha de Santa Catarina, o amor que tinha pela esposa Nadja, pelos filhos, a solidariedade para com os irmãos e todos os familiares, a preocupação com o Gean, enfim, vem à tona os melhores momentos desta figura humana exemplar.

Curioso é que acabei me ligando por laços profundos de grande amizade na última década. Carinho especial que se tornou ainda mais fraterno desde que foi acometido de grave doença. A imagem que tinha antes era de um amigo de posições firmes, que não abria mão de suas convicções, que preservava e defendia suas amizades com a fibra de um guerreiro. Imagem que sofreu uma mutação radical nestes últimos cinco anos, ao se revelar um personagem dócil, extremamente religioso, carinhoso com todos, muito humano, temente a Deus, devoto do Senhor dos Passos, e que contava histórias como ninguém e manteve esta identidade até os últimos dias de sua vida.

Dr. Vilmar Pacheco, o Pitanga, está imortalizado na cultura catarinense pelo conto “O Detetive de Florianópolis”, do saudoso escritor e grande amigo Jair Francisco Hamms, publicado originalmente em “O Estado”, e que virou filme lançado recentemente.

Para quem o conheceu, contudo, a imortalidade permanecerá para sempre na memória na excepcional figura humana e no personagem querido e único que enluta familiares e amigos e provoca outro vazio na vida de Florianópolis.

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