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Dr. Vilmar Pacheco e o reencontro com os amigos

02 de agosto de 2014 Comentários desativados

No dia 30 de dezembro de 2012, depois de passar por momentos difíceis no delicado tratamento de câncer no Hospital de Caridade, e de celebrar o Natal com a família, o dr. Vilmar Pacheco viveu uma noite iluminada. Registrei um depoimento aqui neste blog para homenageá-lo e aos amigos que reeditavam uma antiga confraria. Reproduzo para homenagear o estimado amigo que hoje nos deixou:

“Uma noite memorável, de amigos fraternos, celebrando o fim do ano e o inicio de uma nova jornada. Horas de conversa descontraída, de histórias saborosas da antiga Florianópolis, de excelentes relatos e de muitas revelações.

No centro da longa mesa retangular, o procurador fiscal aposentado, dr. Vilmar Pacheco, o popular Pitanga, recuperado da doença que o levou ao Hospital de Caridade durante o ano. Feliz, com excelente astral, energia contagiante e aquela sua performance divertida, carregada de espiritualidade, bom humor e muito carinho com seus amigos e com os seres humanos.

Aconteceu na Churrascaria Riosulense, no Jardim Atlântico, que continua servindo a melhor ovelha da região. Arrisquei-me a sofrer as consequências do ácido úrico elevado e ter que ingerir algum medicamento de urgência, padecendo da popular “gota”. Mas a noite merecia, o Pitanga fazia jus a todos as homenagens, sacrificios e prazeres. Além disso, a carne de ovelha é uma das minhas preferidas.

Lá encontrei Airton Edmundo Alves, colega de juventude do Colégio Catarinense, figura excepcional e um dos líderes da maçonaria em Santa Catarina; Carlos Pinto da Luz, o talentoso, competente e prestigiado alfaiate, agora com uma belíssima loja na Osmar Cunha; O Adilson Silveira, velho companheiro e amigo do Tribunal de Contas do Estado; Luiz Guilherme Martinelli, outra figura extraordinária de nossa querida Floripa, cuja presença me remete ao grande jornalista José Hamilton Martinelli, cinegrafista de mão cheia e editor de jornal que realizou grandes projetos na Ufsc; Carlos Cesar Moritz, o Xexéco, outro colega do Colégio Catarinense, que revejo depois de algum tempo com grande alegria; e o jornalista Ricardinho Machado, colunista do Noticias do Dia, querida igura de nossa imprensa, ilhéu de grande sensibilidade, promotor de eventos dos mais qualificados e amigo de longa data.

Chegaram depois Luiz Mário Machado, mais do que amigo, um verdadeiro irmão, um mané de altíssima qualificação que realiza há décadas um trabalho realmente excepcional na Irmandade do Senhor dos Passos e Hospital de Caridade. Segue os passos de seu pai, que durante décadas atuou com o tesoureiro. Ele é hoje o vice-provedor, grande colaborador do provedor José Carlos Pacheco. Cuica, como é conhecido, conhece a história de nossa querida Ilha como poucos. E sem uma sensibilidade humana singular.

Na sequencia, o jornalista Paulo Brito, meu companheiro de jornadas desde a década de 1970 na sucursal do “Correio do Povo”, de Porto Alegre, e depois, integrante da Comissão que fundou o Curso de Jornalismo. Comissão que tive o privilégio de presidir e que teve a participação de outro valoroso jornalista, o grande Cesar Valente, escritor de mão cheia e cabeça talentosa com textos primorosos.

Com Brito chegaram Zany Leite, o ex-vereador que se transformou numa espécie de Consul da China em Santa Catarina, e o dr. Mauricio Nunes, profissional de alta qualificação e médico com grandes serviços prestados à população de nosso Estado.

A cada nova chegada, uma festa que chamava a atenção dos clientes da Riossulense. Os garçons completavam a festa decorando a mesa com bebidas, aperitivos e carnes de qualidade. E as histórias de Florianópolis antiga se multiplicando na intervenção de cada um dos convivas. Que noitada!
Infelizmente, fui o primeiro a sair, por compromissos familiares.

Ali permaneci durante duas horas, o suficiente para testemunhar a riqueza de um encontro desses, de verdadeiros e leais amigos. O grupo forma uma confraria informal que se reúne há mais de 45 anos. Só este fato e o honroso convite recebido do dr. Pacheco seriam suficientes para cancelar qualquer compromisso profissional, particular ou oficial. Foi o que fiz. E como valeu a pena.

Um clima difícil de se encontrar em outros ambientes sociais ou de trabalho. E, para satisfação do coletivo, com o dr. Pitanga vivendo uma noite inesquecível. É um imã aglutinador. É um fenômeno de afabilidade, de simpatia, de tiradas magníficas com sua reconhecida presença de espírito.

Que Deus permita que estejamos todos no final de 2013 para um encontro idêntico, ainda mais fraterno, solidário e afetuoso.”

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P.S. Deus foi generoso e permitiu que dr. Vilmar Pacheco, seus familiares e amigos vivessem também a fraternidade no Natal de 2013.

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