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A morte da renovação

14 de agosto de 2014 9

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Da coluna de hoje do Moacir Pereira

Com a trágica morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos sepulta-se também no Brasil, e por um longo período, uma das esperanças da população de renovação na política e no governo federal.

Liderança incontestável, jovem ainda com futuro brilhante pela frente, era um político carismático, inteligente e articulado. Apresentava-se com conteúdo e com a experiência vitoriosa com dois mandatos no governo de Pernambuco, consagrado pelas urnas que lhe deram mais de 80% de aprovação nas eleições de 2010.

Há exatamente um ano, quando esteve pela primeira vez para anunciar o “novo PSB” em Santa Catarina, participou em um demorado e proveitoso café da manhã com jornalistas. Seguro, com ideias novas de gestão pública, moderno nas posições, mas sensível às questões sociais, lançou as bases de sua pregação. Na última visita, em Itajaí, foi ainda mais consistente nas opiniões, com postura crítica sobre os equívocos do atual governo e projetos inovadores para o Brasil, com valorização do trabalho e do mérito no serviço público, exatamente como fez no Nordeste.

No Encontro dos Presidenciáveis da CNI, em Brasília, Campos deu um show na exposição e nos debates. Foi, no comparativo com Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), o mais aplaudido pela elite do empresariado nacional.
Uma perda realmente irreparável para a política brasileira. Mais do que isso, um vácuo que se abre, sepultando as esperanças de renovação de um frustrante cenário político, sem que se vislumbre o surgimento de outro nome com o mesmo perfil, o mesmo carisma, o mesmo nível intelectual e conhecimento da realidade brasileir

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Comentários (9)

  • Giffoni diz: 14 de agosto de 2014

    Caro Colunista, como dizer “novo” quem se alia ao que há de mais retrógrado na cena política? A não ser que o “novo” seja uma volta aos quartéis. Não com os Bornhausen, nem com os Heráclito Fortes, muito menos, com a Marina. Portanto, não transforme o político tradicional que ele foi (é só ver seus acordos em Pernambuco) – ou em que se transformou – em mito: não cabe. A estatura política dele não cresce em função de sua prematura e trágica (todas as mortes são trágicas) morte. A ele, apenas, o lugar que lhe cabe: político – nem tão jovem, já que aos vinte e poucos anos já foi o secretário dos precatórios pernambucanos – tradicional, sem qualquer laivo de modernidade: só retórica.

  • nilson germano vieira diz: 14 de agosto de 2014

    parabens pelo seu comentario jornalista moacir. e vero

  • Guilherme Wagner diz: 14 de agosto de 2014

    Menos Moacir, bem menos. Campos só era “renovação” para quem não conhece a política partidária.

  • Daniel – Laguna diz: 14 de agosto de 2014

    Lamentável à morte.
    Seu estado não é bem referência para desenvolvimento humano, vide situação delicada da maioria dos municípios. A educação acompanha o baixo desenvolvimento do idh. E olha que por um bom tempo foi o queridinho do então presidente Lula. Recebeu aportes significativos, principalmente na área de educação. Era adepto do estado mínimo e neoliberal de carteirinha, motivo para os aplausos do empresariado. Assim como cá, lá também os professores não recebem o piso. As áreas sociais foram abandonadas. vamos devagar.

  • Moacir Pereira diz: 14 de agosto de 2014

    Ok, sr. Giffoni, novo mesmo, renovação para valer é o PT de Dilma e Lula aliarem-se, curvarem as espinhas para José Sarney, Fernando Collor, Renam Calheiros, Jader Barbalho e, conforme decisão do Supremo, à quadrilha dos mensaleiros. Reafirmo: Eduardo Campos, pelo que vi nos ultimos meses em entrevistas, debates e exposições, conhecia o Brasil como ninguém, sabia o que precisava mudar neste governo elefantino e arrastado, como incentivar a educação em todos os níveis, como fazer articulação política, como modernizar o Brasil, enxugar a máquina, desburocratizar, incentivar o empreendedorismo. Quer mais: sabemos todos agora, exemplar chefe de família. Passar bem! Moacir Pereira

  • Lucas Biasuz diz: 14 de agosto de 2014

    Eduardo Campos era a opção certa para um País melhor, e pra quem o conhece e vê as noticias sabe que ele era um homem integro e que fez muito por Pernambuco, era sim o novo, pois PSDB já administrou o país e todos sabem como é, a DILMA com seu PT(perca total) não precisa de muita explicação, todos sabemos como anda nosso país que consegue crescer menos que o CHILE…… Mas de acordo com o Giffoni o novo é deixar no governo aquele que investe em cuba enquanto o Brasil ta na merda! Sabe de nada inocente!

  • Giffoni diz: 14 de agosto de 2014

    Caro Colunista, por favor, não coloque palavras na minha boca. Nada comentei sobre PT, Dilma e Lula. Escrevi sobre o “novo” no Eduardo. E, sinto muito, mas ninguém governa com discursos: há de ter ação e isso, vá até Pernambuco, praticamente só existiu por conta do governo federal. Portanto, atemo-nos ao que escrevi: de “novo” não tinha nada e, desde que foi picado pela mosca azul, perdeu parceiros socialistas confiáveis e cercou-se do que de mais retrógrado pulula na política brasileira. Uma coisa, uma coisa. Nada mais do que isso. Agradeço.

  • Reimar diz: 15 de agosto de 2014

    Deixa de ser hipócrita sr Gifoni. Seu histórico de postagens puxa-saquistas ao péssimo governo petralha é bem vasto. O nobre colunista, mesmo que você não goste, tem direito a dar sua opinião.

  • Daniel – Laguna diz: 15 de agosto de 2014

    Podemos fazer analogias com Collor também era o novo. Campos não apresentou nada de transformador a não a ser o discurso. Basta levantarmos os dados de seu estado nas áreas da saúde, educação e segurança, lastimáveis. Apenas uma nuvem de fumaça. Seria interessante confrontamento de dados e não apenas os governamentais, pois lá como cá, os governos gastam milhões com publicidade.