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O estrangulamento de Itajaí

26 de agosto de 2014 2

Da coluna de hoje do Moacir Pereira

Com um PIB de R$ 20 bilhões, Itajaí disputa com Joinville a liderança de se constituir na maior economia de Santa Catarina. Vem registrando um crescimento acima da média, fruto da modernização do porto, da implantação de novas indústrias e de expansão do setor de serviços.

Mas a mobilidade transformou-se no maior sufoco do setor produtivo, da população e dos visitantes. Tudo por promessas não cumpridas dos governantes. É comum, fora dos horários de pique, registrarem-se monstruosos engarrafamentos na BR-101, acessos à cidade ou entradas das rodovias Jorge Lacerda (Blumenau) e Antônio Heil (Brusque).

Itajaí ressente-se de três obras vitais: a Via Portuária, a Perimetral Oeste e as alças da BR-101. A Via Portuária é uma reivindicação que se arrasta por mais de 10 anos. O projeto, com apenas 5 quilômetros, começou a ser executado pela prefeitura. Para dar mais celeridade, o ex-presidente Lula decidiu federalizar a obra em 2006. De lá para cá tudo parou. Só agora o DNIT anuncia licitação. A construção das alças para acesso a Brusque foi prometida pelo governador Raimundo Colombo no início da atual gestão. O projeto está pronto há anos e só agora está sendo licitado. Prazo de conclusão, um horror: mais de três anos.

E Perimetral Oeste atua como paralela à BR-101. Vai amenizar o drama urbano e tirar o tráfego pesado da região central. Promessas para as três obras não faltam. Falta é ação.v

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Comentários (2)

  • Daniel Ramos De Oliveira diz: 26 de agosto de 2014

    O grande problema é que parece que tudo que é pra Itajaí os governantes se esquecem, é um absurdo estes 3 modais principais que iriam diminuir o fluxo de carros, ainda não está totalmente pronto, hoje se perde mais de 20 minutos em frente ao Porto, por conta do tráfego do Porto e de saída do trabalho. Precisamos de Ação e Agora! Não dá mais pra esperar.

  • Walmor diz: 26 de agosto de 2014

    Moacir, a falta de planejamento estratégico é flagrante na maioria dos administradores públicos. Facilitam cada vez mais o crédito para comprar veículos, aumentando drasticamente a frota de veículos nas cidades brasileiras, mas esquecem de planejar a mobilidade nas cidades, pois o sistema viário continua o mesmo para um número cada vez maior de veículos, sem contar as deficiências já conhecidas dos transportes públicos de massa, ônibus, trens e metrôs. Fico imaginando daqui as duas décadas como estarão essa cidades que hoje já apresentam problemas na mobilidade urbana, pois algumas não oferecem muitas condições de se fazer obras para amenizar o problema, seja pela sua área disponível seja pela topografia, como é o caso de Florianópolis. As futuras gerações infelizmente, é que sentirão os problemas maiores dessa falta de planejamento estratégico de nossos administradores públicos, que só pensam em realizações que vão até o final do seu mandato.