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A educação e a campanha em SC

06 de setembro de 2014 5

Da coluna de hoje do Moacir Pereira

Santa Catarina caiu no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cujos dados de 2013 foram divulgados ontem pela Secretaria da Educação. Teve reduzidas as notas, também, em pelo menos dois níveis dos três avaliados em todos os Estados.

O relatório revela que nos anos iniciais do ensino fundamental, o Estado passou da nota 5,8 para 6, mas caiu da segunda para a terceira posição, sendo superado por Minas Gerais e São Paulo, com 6,1.
A queda maior registrou-se nos anos finais do ensino básico. Santa Catarina liderava o ranking com nota 4,9 e agora está em quarto lugar com 4,5. A liderança está com Minas. Estava em primeiro lugar no ensino médio com 4,3 e agora ocupa a segunda colocação com 4.

A Secretaria de Educação explicou que o fenômeno é consequência da aprovação automática aplicada a partir de 2007 e cancelada em 2013. Critica as gestões que não executaram duas medidas: o reforço e o acompanhamento escolar, agora aplicados. O secretário Eduardo Deschamps disse que os índices vão melhorar.

Paulo Bauer, secretário da Educação em 2007, contestou a análise governamental, afirmando que os índices do Ideb continuaram subindo desde a aprovação automática. E que faltaram medidas de incentivo aos professores, como formação e reciclagem, critério na seleção dos ACTs, os laboratórios de informática e robótica que espalhou pela rede escolar, e a distribuição de livros de clássicos nacionais e portugueses, em coleções entregues a cada um dos alunos.

Pelo visto, o Ideb entrou na campanha política de Santa Catarina.

Comentários

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Comentários (5)

  • José diz: 6 de setembro de 2014

    O Paulo Bauer é um mestre realmente: quando esteve na secretaria de educação, no governo do LHS, enrolou até não poder mais para aplicar o piso dos professores. Quando entrou o Colombo, os professores tiveram que fazer uma greve de 100 dias e entrar na justiça (e no STF!!) para que a lei (vejam, uma lei!!) fosse cumprida. Taí o resultado: o IDEB do ensino médio caiu para 3.6, uma nota pior que o índice de 2007 que era de 3,8!! O Estado simplesmente atrasou 7 anos na educação… O que tem que fazer, Bauer & Cia, é pagar melhor os professores: aí vocês vão ver o professor animado, dando uma aula com qualidade, incentivando os alunos a aprender. Do jeito que está, só vai piorar: o professor vai pra sala faminto, estropiado, e sem dinheiro nem para comprar um livro pare ele. Querem melhorar a educação assim? Tudo começa com um professor valorizado! Se você tiver uma empresa, e não pagar bem seu funcionário, como ele vai tratar seu cliente???
    Visitem os cursos de licenciatura das universidades: todos esvaziando. Na UFSC, se você escolher licenciatura, a inscrição tem 50% de desconto (muito embora o problema seja quando se sai da licenciatura, e não quando se entra). Nas universidades privadas, os reitores estão reclamando de ter que fechar cursos de licenciatura… Você pergunta aos seus alunos quem irá fazer licenciatura e, num universo de 600 alunos, 1 vai fazer!! Os governantes estão cavando um buraco que eles não vão conseguir fechar: para os filhos destes alunos que estão hoje no ensino médio, simplesmente não haverá professor. E não vai haver professor não só para história, filosofia etc.: não haverá professor nem mesmo para engenharia, direito, medicina (as ditas profissões de “status”), já que quem irá querer fazer uma licenciatura em matemática, por exemplo, se a coisa está do jeito que está? Quem será o professor de matemática/física/biologia que irá ensinar o engenheiro ou o médico? Aí quero ver: teremos que importar não só médicos, mas engenheiros de outros países também!!
    Esse é o país do futebol.

  • Alexandre diz: 6 de setembro de 2014

    Bom Dia!
    Estou aqui para fazer uma grave denúncia sobre o que está ocorrendo em todo o estado, de forma calada. O estado de SC estará largando no mercado de trabalho uma turma de alunos denominados de “8ª série TF”, que iniciaram em 2006 sua vida escolar e NUNCA REPROVARAM porque o sistema proibiu de forma desastrosa e agora cada município estará jogando esta geração COMPLETAMENTE ANALFABETA. Uma geração perdida. A cada 8 mil habitantes terá em média de 25 a 30 jovens analfabetos. A GERAÇÃO PERDIDA, mais tarde, quando se derem por conta, aí será tarde. LAMENTÁVEL. MUITO TRISTE. O ANO NEGRO PRA EDUCAÇÃO. TUDO DEBIXO DOS PANOS. Fariam um bem aos catarinenses quem investigasse e denunciassem esta farsa que ninguém vê. NInguém! obrigado por este espaço.

  • Rogério diz: 6 de setembro de 2014

    Este é o belo trabalho do Colombo e seu governo? Está na hora de mudar também em SC, é o que o povo pediu nas passeatas do ano passado. Acorda povo! Não tenham medo de mudar!

  • Daniel – Laguna diz: 6 de setembro de 2014

    Governos omissos e irresponsáveis, sempre repassando a responsabilidade.
    Me espanta com toda a campanha patrocinada tanto por Bauer como por Deschamps, arrolados até o pescoço com o péssimo desgoverno do columbiforme para as áreas sociais, que tenhamos ainda estes números.
    As singelas desculpas apresentadas pelo secretário eletricista tentam repassar as responsabilidades e só. Em momento algum toca em problemas seríssimos que afligem o modelo educacional improvisado deste estado. Falta política educacional, valorização dos profissionais, autonomia escolar e menos politicagem.
    E mais uma vez, o columbino é isentado da responsabilidade, nenhuma linha sobre o verdadeiro responsável deste caos.

  • denilson diz: 6 de setembro de 2014

    Os dados apresentam fielmente como o governo se importa com a educação.Há muito tempo não temos livros novos em nossas bibliotecas(isso é um absurdo) ,não temos bibliotecárias capacitadas na maioria das escolas(normalmente são professores ‘readaptados’).Não valorizam o professor.Vemos maracutaias em muitas escolas e cedups onde a produção agrícola não é revertida para o benefício dos alunos.Pior:Não vislumbro melhoras