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Agronegócio e eleições

24 de outubro de 2014 2

Carta publicada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, sobre o agronegócio e as eleições:

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Uma política de fortalecimento da agricultura e do agronegócio brasileiro e de fortes investimentos na infraestrutura do País deve ser a principal reivindicação das lideranças aos candidatos, neste segundo turno das eleições à Presidência da República.
Os candidatos devem assumir publicamente metas e compromissos em favor do desenvolvimento do setor primário da economia brasileira. Há dezenas de temas sensíveis para discutir com os candidatos: alimento saudável, insegurança jurídica, logística, meio ambiente, política agrícola, processo tecnológico, qualificação profissional e responsabilidade social.

As deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas. Investimentos insuficientes em infraestrutura e a má gestão no sistema portuário podem provocar um apagão logístico.

A sociedade brasileira reconhece, hoje, a importância do agronegócio em geral e da agricultura, em particular. Graças ao setor agrícola, o Brasil, que já foi importador de alimentos, oferece qualidade, fartura e preço baixo à população: as despesas com comida já representaram 58% da renda das famílias, porcentual que caiu para 18%.

Outro assunto é a legislação ambiental. O Brasil tem 56% de seu território preservado em seus seis biomas. A Europa tem menos de 1% e a Ásia, menos de 5%. O Brasil é o único país do mundo que está abrindo mão de áreas para preservação. As normas ambientais brasileiras, por exemplo, são extremamente complexas e, antes da aprovação do novo Código Florestal, padeciam de inaceitável falta de objetividade. Frequentemente, sua aplicação no meio rural restringe e compromete a viabilidade econômica da produção agropecuária.

O caminho mais eficaz e mais legítimo é a eleição de candidatos verdadeiramente comprometidos com a causa da agricultura, capazes de compreender sua transcendental importância para o bem-estar de milhões de brasileiros e para o futuro do Brasil.

Comentários

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Comentários (2)

  • Clarissa diz: 24 de outubro de 2014

    Ola Moacir,

    Olha! Tem desvios no PRONAF –
    Ontem no JN um PTnaf foi denunciado.
    Isso é uma barbaridade.
    Acaba com isso Aécio – pelo amor de Deus.

  • revoltado com todos partidos políticos diz diz: 24 de outubro de 2014

    Clarissa, senta, dorme, sonha, tudo isso ainda é grátis, no futuro, sei não, tenho mais de sessenta, uma saúde de ferro, esses roubos, desvios, manipulações, eu acho que mesmo Aécio vencendo, como ele faz? mata toda aquela velharia que se reelegeram? vai governar sozinho? Clarissa, após eleitos com essa legislação? não tem doutor que de jeito! Reformas, se não houver estamos ferrados. Respondendo ao senhor José, alimentos saudáveis? os rótulos não dizem nada, a população está, obesa, diabética, hipertensa, etc e etc, acho até que indústria alimentícia é sócia das indústrias dos remédios, lucro dobrado. Fui de abstenção, vou repetir, pago a multa.