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As injustiças da Operação Moeda Verde

31 de outubro de 2014 9

A decisão da Procuradoria da República de pedir o arquivamento do inquérito da Polícia Federal sobre indiciados na Operação Moeda Verde está a revelar as graves injustiças que continuam sendo praticadas pelo exagero de recursos, por investigações pirotécnicas sem o processo legal e pela intervenção de bons advogados.
A Operação foi deflagrada há mais de sete anos. Causou uma grande repercussão. Trouxe prejuízos políticos a autoridades, como o ex-prefeito Dário Berger. Feriu reputações de empresários realizadores e visionários, como é o caso de Fernando Marcondes de Matos. Seu empreendimento – o melhor do gênero em Santa Catarina e no Brasil – teve prejuízo comercial , além de sofrimento aos familiares. Abalou o empresário gaúcho Péricles Druck, que implantou na Ilha de Santa Catarina o mais moderno, ecológico e humano projeto habitacional e de lazer – o Jurerê Internacional. Modelo copiado em vários países.
Servidores e profissionais liberais tiveram seus escritórios e residências vasculhados, causando tensão nas famílias envolvidas. Vereadores tiveram seus mandatos cassados.
E agora, depois de sete anos, não há sequer denúncia formalizada, fruto de recursos, decisões de diferentes tribunais e muita confusão jurídica.
Pergunta-se: onde estão os direitos dos cidadãos? Será que as prisões com operações de guerra eram necessárias? Que crimes foram cometidos? Quem, afinal, vai pagar os irrecuperáveis prejuízos de cidadãos, empresas e autoridades alcançadas pela Operação Moeda Verde?

Comentários

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Comentários (9)

  • revoltado com todos partidos políticos diz diz: 31 de outubro de 2014

    Moacir, isso lembra quando fizeram aquele estardalhaço durante prisão do engenheiro, acusado de desviar 27 milhões de dólares, (único culpado?) sai do País, vai assistir partida de vôlei em uma olimpíada, sabendo que estava sendo filmada para o mundo? Muitas vezes, para arrumar um boi para as piranhas, o que está mais próximo ao rio serve. Essa moeda verde vai rolar mais uns dez amos.

  • wilson miranda diz: 31 de outubro de 2014

    Caro Moacir,
    Para muitos a operação atingiu seus objetivos. Aqueles que queriam “queimar ” uns candidatos a cargos públicos(Dário Berger) o tiraram do caminho. Até vereador sumiu em definitivo, nem todos sobreviveram. E a carreira do primeiro ficou seriamente comprometido, adiado, e prejudicada em decorrencia da sempre explicação necessária. Até o Rosa da PF foi prejudicado. Isto me lembra de várias acusações feitas na internet acerca de um candidato a PR, de tanto falar uma mentira ela vira verdade.(goebells) e nada acontece ao acusador. Esta é a liberdade que se prega….

  • Walmor diz: 31 de outubro de 2014

    Infelizmente esse é o retrato do nosso judiciário Moacir, passados sete anos e o processo transitando em vários Tribunais, sem que ninguém seja julgado. Muitos dos delitos apontados prescreveram, quer dizer ninguém foi condenado e nem absolvido pela demora no tramite do processo. Se faz tanto seminários para debater a morosidade do Judiciário, mas a situação permanece a mesma. Eu mesmo tenho um processo (Processo Principal:
    0052981-94.2000.8.24.0023), que trata da devolução de recursos descontados indevidamente da minha folha de pagamento a título de contribuição previdenciária, na época do desconto a Constituição Federal vedava desconto previdenciário para aposentados no serviço público, que já está há quatorze anos no Tribunal de Santa Catarina, contando seis anos até ocorrer o julgamento definitivo, e mais oito anos para execução da sentença, sem que até a presente data tenha sido feito pagamento do valor que me foi suprimido ao arrepio da Constituição Federal de 1988. Dia 30.04.2014 ocorreu a última movimentação do processo, onde o Juiz intimou o Contador a fazer os cálculos e atualizar os valores, verificando no site do Tribunal na data de hoje, constatei que o processo ainda permanece no escaninho do Contador – 544 aguardando providencias. Não entendi porque não foi fixado prazo para essa providencia, pois já se passaram seis meses da solicitação do Juiz. As partes no processo sempre tem que cumprir prazos, porque os Tribunais não tem prazo para cumprir as providencias decorrentes das suas próprias decisões tomadas. Tenho dúvidas se receberei esses valores, acho que serão meus filhos ou netos que os receberão a persistir essa morosidade injustificável.

  • Walmor diz: 31 de outubro de 2014

    Moacir complementando o meu comentário acima, informo que esse processo abrange centenas de servidores aposentados, sendo que por serem idosos, muitos já faleceram sem que tenham recebido os valores a que tinham direito, conforme reconhecido na sentença judicial transitada em julgado. Não podemos esquecer que o Estatuto dos Idosos, prevê tramitação prioritária para os processos que envolvem idosos, mas parece que nem isso está sendo respeitado lamentavelmente.

  • André de Mattos diz: 31 de outubro de 2014

    Olá Moacir,

    Esse denuncismo sem comprovação realmente precisa ter fim. Infelizmente no Brasil nos acostumamos a considerar culpados aqueles que recebem acusações, mesmo que eles ainda não tenha sido condenados.

    Isso é feito dia após dia, em quase todos os níveis… Basta ver quanta gente publica como “escândalos” do governo federal na internet e na própria imprensa uma série de coisas que nunca foram comprovadas, mas que tiveram ampla divulgação da imprensa.

    O problema é como evitar que isso ocorra. Afinal, não se deve impedir as pessoas de fazerem acusações, porque isso dificultaria que as investigações pudessem existir e que os culpados fossem identificados. Parece-me claro que o ideal seria que os órgãos de imprensa tivessem mais responsabilidade e não divulgassem com o sensacionalismo de hoje toda e qualquer denúncia, mesmo que sem provas…

    O problema é que quando a gente fala disso, lá vem os interesses e os jornalistas correm para dizer que estão tentando censurar e isso e aquilo. Então ficamos assim… Alguém acusa, a imprensa repercute, vende jornais e quando a pessoa é inocentada, publica uma notinha de rodapé.

    Azar daqueles que resolvem virar homens e mulheres públicas!!!
    Abraços,

    André

  • Antonio Ribeiro diz: 31 de outubro de 2014

    Moacir, seu comentário esta bastante contraditório.
    Vc diz que o processo não teve desfecho por causa de recursos e mais, recursos protelatórios feitos pelos acusados, que levaram o caso até a prescrição, mas ao mesmo tempo diz que houve abusos contra os mesmos acusados.
    O que aconteceu foi a prescrição do fato, não que os acusados tenham ou não praticado os crimes.

  • gualter diz: 31 de outubro de 2014

    Num País sério, o promotor e o Juiz que fizeram essa lambança, estariam em apuros e no olho da rua. Conheço uma pessoa injustiçada ( foi preso) na operacao moeda verde, que até hj está em psicologo, e os filhos tbem, pois a policia entrou na casa dele as 6 da manha apontando arma até para criança.

  • Antonio Ribeiro diz: 1 de novembro de 2014

    Moacir, mas se eles eram “presumivelmente inocentes” qual o porque de tantos recursos ?