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Os 35 anos da Novembrada

30 de novembro de 2014 Comentários desativados

Causas políticas e econômicas estão na origem do confronto histórico entre estudantes e o presidente Figueiredo quando de sua visita oficial a Florianópolis no dia 30 de novembro de 1979. O episódio teve graves consequências políticas e passou para a história como “Novembrada”.
Figueiredo foi o último presidente militar. Praticou atos que resultaram no fim da ditadura, culminando com a eleição de Tancredo Neves para a presidência da República.
Executava a nova política fixada pelo ministro da Comunicação, Said Farhat. Nas visitas as cidades frequentava os pontos mais populares. Aqui foi tomar cafezinho no histórico Ponto Chic. Deu-se mal.
A presença de Figueiredo foi marcada por uma sucessão de equívocos: aumento de 58% da gasolina, negativa de autorizar a tão sonhada Usina Siderúrgica, despesas exageradas na recepção, aumento do custo de vida, a declaração de que “preferia cheiro de cavalo ao cheiro de povo”. E, para completar, enviou dias antes uma placa de bronze para homenagear Floriano Peixoto. Um despropósito a revelar ignorância do Planalto sobre as atrocidades praticadas na Ilha pelo cel. Moreira Cesar, a mando Floriano no final do século XIX.
Os estudantes protestaram na frente do Palácio Cruz e Sousa. Figueiredo irritou-se e desceu as escadarias para enfrentar os manifestantes, depois de fazer um gesto interpretado como obsceno.
Atropelos, empurrões, peteleco em ministros e muita confusão. O pior viria depois com a prisão de sete estudantes e seu enquadramento na Lei de Segurança Nacional. Novos protestos com uma forte adesão da população, ampliando a crise e dando-lhe até repercussão internacional.
Santa Catarina deu um basta. A Novembrada foi considerada um marco no fim do autoritarismo e início da redemocratização.
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Os internautas que desejarem maiores informações e farta ilustração sobre o histórico episódio estão convidados a ler: “Novembrada-um relato da revolta popular”, que a Editora Insular publicou há 10 anos.

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