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Energia: o apagão e a racionalização

31 de janeiro de 2015 Comentários desativados

Durante exposição na primeira reunião da Diretoria e do Conselho da Fiesc, o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Salles, fez prognósticos sombrios sobre o sistema elétrico brasileiro. O diagnóstico já é conhecido: a demanda de energia tem crescido e o governo não planejou o aumento da geração e de toda a cadeia de transmissão.
O apagão que aconteceu no dia 19 de janeiro deste ano evitou o pior. Havia o risco de, por excesso de carga, o consumo acima da geração causar um colapso em todo o sistema elétrico. A decisão do Operador Nacional do Sistema (ONS) foi correta e preventiva.
O engenheiro Cláudio Salles fez uma análise, também, sobre os graves equívocos e omissões do governo federal no setor elétrico e suas danosas consequências. Ele previu que o reajuste de energia elétrica este ano fique ao redor de 38%. Seria o resultado de 10% do impacto dos financiamentos de 28 bilhões de reais, mais 8% da “bandeira vermelha”, outros 4% a 5% do aumento tarifário da energia de Itaipu, outros 8% referentes a subsídios não pagos e acumulados e, finalmente, os 7% da inflação. Pior: “Ninguém sabe como virá o aumento da energia elétrica”.
Outro problema mais grave: o abastecimento. O Brasil está hoje sem reserva técnica. O apagão de 19 de janeiro poderá se repetir. A energia armazenda, que já foi de 40%, está hoje em 16,9%. Se a seca continuar há grave ameaça ao sistema.
Cláudio Salles defendeu um sistema de racionalização. Ele evitaria o racionamento e, sobretudo, os riscos de apagões.

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