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Dilma, a roubalheira da Petrobrás e a defesa dos criminosos

30 de abril de 2015 4

Do jornalista Josias de Souza, no UOL, sobre mais uma declaração lamentável e escapista da presidente Dilma, tentando justificar a roubalheira na Petrobrás. Agora, a culpa não é mais do FHC. Ela responsabiliza a Família Real Portuguesa, onde tudo teria começado. Leia:

“Não é que Dilma Rousseff não veja a solução. O que ela não enxerga é que se tornou parte do problema. Ao discursar no 3º Festival da Juventude Rural, em Brasília, a presidente deseducou a plateia ao culpar o Brasil dos tempos coloniais pela corrupção que assola o seu governo. “Essa confusão entre o que é privado e o que é público vem lá de trás nesse país. Tem a mesma idade que a escravidão”, disse.

“A confusão entre o que é bem individual e o que é bem público decorre de uma coisa chamada patrimonialismo, que era típico da oligarquia rural brasileira, que achava que o Brasil como nação era só dela, porque uma parte da população era escrava e não tinha direito nenhum”, acrescentou Dilma.

O ponto mais importante das declarações de Dilma pode ser lido nas entrelinhas: sempre foi assim, eis o que a presidente declarou, com outras palavras. Num instante em que o país descobre que a Petrobras virou uma Chicago entregue a um cartel de Al Capones, Dilma se achega aos refletores para informar que a culpa é da família real portuguesa, que trouxe o patrimonialismo para o Brasil.

São mesmo fascinantes os meandros da historiografia nacional. No seu esforço para salvar pelo menos o verbete da enciclopédia, Dilma escreve uma página inusitada, na qual o mais importante é o não-declarado. A presidente se abstém de explicar que o patrimonialismo tem variados graus de profundidade. Os ladrões assaltam mais ou menos conforme a omissão —ou cumplicidade— daqueles que têm o poder de terceirizar a chave dos cofres.

Dilma esquece de dizer que a roubalheira costuma atingir proporções inimagináveis, como no Brasil dos dias que correm, quando os governantes permitem que o fenômeno se institucionalize. O assalto e o rateio dos butins passam a ser, então, planejados.

Ao difundir a tese segundo a qual sempre foi assim, Dilma desperdiça um tempo que poderia ser usado para responder a uma indagação mais atual e relevante: por que não foi diferente agora? Ah, todo governo faz isso, argumenta o neopetismo. Verdade. Mas a degradação chegou a níveis extremos. No caso da Petrobras, houve uma inovação.

O rateio das diretorias da estatal entre os partidos não seguiu a lógica convencional do patrimonialismo à brasileira. Adotou-se na Petrobras a mesma sistemática usada pelos traficantes de cocaína do Rio de Janeiro para dividir —na saliva ou nas armas—as zonas da cidade em que cada um tocará o seu negócio.”
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Conclusão do blogueiro: O mais triste, lamentável e condenável na falta presidencial é a tentativa de proteger os corruptos, de justificar a roubalheira, de tentar manipular a população mais simples como se os bilionários reais surrupiados da Petrobrás não representassem gravissimo ato criminoso contra o contribuinte.
Lula e Dilma insistem no mesmo e grave equívoco: prestam um desserviço com maus exemplos.

Comentários

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Comentários (4)

  • Sirlei diz: 30 de abril de 2015

    Concordo, em número, gênero e grau.

  • Teco diz: 30 de abril de 2015
  • WILLIAM LELIS diz: 1 de maio de 2015

    INFELIZMENTE, ESTAMOS PAGANDO PELOS ERROS, DAQUELES QUE POR IMPO-
    SIÇÃO DOS GOVERNOS, SOMOS OBRIGADOS A VOTAR, SEM QUE TENHAMOS
    COMO SABER ESCOLHER, E SEPARAR QUEM É QUEM, POR CAUSA DAS ARTI-
    CULAÇOES POLITICAS, INSERIDAS NAS ELEIÇÕES, FAVORECENDO AQUELES
    AMANTES DAS MORDOMIAS POLITICAS, PAGAS PELO POVO.

  • Fábio Lima Filho diz: 2 de maio de 2015

    É… Toda roubalheira como essa deixa as pessoas de bem indignadas, não é mesmo? E nós, essas pessoas de bem, não conseguimos esquecer as roubalheiras. A propósito de roubalheira, indignação e não esquecimento, pergunto ao jornalista, pessoa de bem e sempre bem informada: como anda o caso Zelotes, aquele em que a RBS é investigada por sonegar mais de MEIO BILHÃO de reais e por corrupção?