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FIESC institui Câmara Regional de Educação em São Miguel do Oeste

09 de julho de 2015 2

“É pela educação que vamos transformar o País, começando pelo município e Estado”. Foi assim que o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, instituiu a Câmara Regional do Movimento A Indústria pela Educação, em São Miguel do Oeste. O evento, que foi realizado nesta quinta-feira (9), reuniu empresários e lideranças da região, além de gestores educacionais.

“Com mais educação teremos melhores profissionais, que passam a ter melhores oportunidades de carreira e, assim, melhor remuneração, criando um círculo virtuoso que beneficia as famílias catarinenses. Ou seja, é bom para a empresa e para o trabalhador”, completou Côrte, fundamentando o mote que tem marcado o Movimento: Educação é o novo nome do desenvolvimento. “Ao dar educação, conferimos dignidade aos jovens e crianças, formando cidadãos melhores”, afirmou.

No Brasil, 1,3 milhão de estudantes deixaram a escola em 2014, de acordo com o último censo escolar. Além disso, 8,9% dos jovens catarinenses entre 15 e 29 anos não trabalham e nem estudam e cerca de 40% dos estudantes do ensino médio não concluem o curso. Na indústria catarinense, 25% dos jovens até 24 anos de idade não têm escolaridade básica completa.

Vinculadas às vice-presidências da FIESC, as Câmaras contarão com a participação de representantes do setor industrial, dos sindicatos patronais e dos trabalhadores, dos setores de educação da rede pública, além dos jovens embaixadores do programa Conexão Jovem. A iniciativa promoverá a articulação e mobilização dos públicos visando à análise e priorização de ações necessárias em cada região para a superação desses dois importantes desafios.

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Comentários (2)

  • Rita diz: 9 de julho de 2015

    Glauco José Côrte. Encontrei alguém que sabe o valor da Educação de um povo. Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido. O Brasil ficou entre os 8 melhores países do mundo no futebol e todos ficaram tristes. É o octogésimo quinto em educação e não há tristeza. E pior, Santa Catarina é um dos estados que o governo mais desvia verbas da educação. Fazendo uma comparação: Se o mundo fosse uma vaca, Santa Catarina estaria pendurada no rabo.

  • mauricio da silva diz: 9 de julho de 2015

    DESCONSIDERAÇÕES COM OS NOVOS PLANOS DE EDUCAÇÃO
    Encerrou-se, no dia 24 de junho de 2015, o prazo para que municípios e estados aprovassem, nas Casas legislativas – e prefeitos e governadores sancionassem – os respectivos planos municipais e estaduais de Educação. 134 municípios catarinenses e o próprio Estado não cumpriram.
    Desconsideraram a pressão da lei nº 13.005/25/06/2014 (quem não o fez, não contará com recursos federais), que objetiva alinhar, pela primeira vez, União, estados e municípios, por meio das 20 metas do Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso Nacional. Parte significativa da população também desconsiderou os chamados no horário nobre da TV, rádios e jornais, comissões estaduais e municipais para participar dos debates. Ou participou de forma muito pontual.
    Tantas e ecléticas desconsiderações mantêm a Educação de qualidade, para todos – imperativo para redenção das pessoas, municípios, estados e nação – como prioridade apenas no discurso, oportunista, de parte das autoridades e da população.
    Em decorrência, os alunos brasileiros estão entre os piores do mundo, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Alunos). Apenas 11% têm aprendizado adequado em Matemática e 23% em Português, no final do Ensino Fundamental, conforme a Prova Brasil 2013. No Ensino Médio, a tragédia está retratada na crescente evasão e nas 500 mil redações com nota zero no último ENEM.
    O reflexo está na baixa produtividade (é preciso quatro trabalhadores brasileiros para um trabalhador americano), no atraso tecnológico (como há 500 anos, salvo exceções, continuamos, majoritariamente, fornecedores de matéria-prima), no avanço do subemprego (maior parte das vagas criadas em 2013 foi para baixos salários), da violência (50.806 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2013) e no desvirtuamento da democracia. Esta, um valor civilizatório, que se tornou, de modo geral, um negócio fétido com dinheiro público, para eleger nulidades técnicas e éticas, com o objetivo único de saquear os cofres públicos, como demonstram os escândalos.
    Os Planos nacional, estaduais e municipais de Educação, devidamente sincronizados, propõem-se a reverter esta situação, por meio da concretização das mencionadas 20 metas sobre: alfabetização, educação infantil, fundamental e médio, de jovens e adultos, especial/inclusiva, integral, profissional e superior; titulação, formação continuada, plano de carreira e valorização do professor; aprendizado adequado na idade certa; gestão democrática e financiamento da Educação.
    Autoridades e população ainda podem se recuperar e recuperar o Brasil, estados e municípios, participando da concretização das referidas metas cujas estratégias, prazos e instrumentos constam nos próprios Planos. Basta acessar os sites dos mencionados governos, onde todo o elaborado e as formas de participar estão postos. Participe !!!!!!!!
    (Prof. Maurício da Silva, mestre em Educação, mauricio.silva@unisul.br)