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Ferrovia Litorânea: o projeto lunático e inviável da Funai

30 de julho de 2015 6

O projeto de implantação da Ferrovia Litorânea, ligando Imbituba a Araquari, tem custo estimado em 4 bilhões de reais. A Funai vetou os estudos técnicos do consórcio contratado pelo Dnit e exige um projeto alternativo no Morro dos Cavalos. A exigência elevaria o custo para 16 bilhões de reais. A alegação: causaria impacto na reserva indígena. A opção da Funai aumentaria o traçado em 30 km, exigiria 7 túneis, sendo que um deles com 56 km de extensão.

Funai pode inviabilizar Ferrovia Litorânea

Revelações feitas pelo Diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit, Mário Dirani, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, convocada para uma avaliação sobre o andamento do projeto básico, contratado pelo Dnit com dois consórcios.

Além de enfatizar que a posição da Funai inviabiliza totalmente a Ferrovia Litorânea, Dirani informou também que há mais de dois anos o projeto encontra-se em estudos na Fundação, sem qualquer manifestação.

Os estudos do Dnit sobre a Ferrovia Litorânea foram realizados por dois grupos empresariais. O lote 1, entre Imbituba e Tijucas, está a cargo do consorcio Magna/Astep. Encontra resistência intransponível da Funai. O prazo contratual para conclusão do projeto termina em outubro de 2015. O trecho custaria 3 bilhões de reais. O lote 2, entre Tijucas e Araquari, já foi concluído e entregue ao Dnit. Prevê um túnel de 4 km e 30 obras de arte (pontes, viadutos e galerias), ao custo total de 1,8 bilhão de reais.
O prazo de execução da ferrovia, se removidas as barreiras da Funai, seria de 4 anos, a partir da entrega dos projetos executivos, que exigiriam oito meses de elaboração.

O Estudo de Viabilidae Técnica, Financeira e Ambiental foi realizado em 2001. Decorridos 14 anos e a obra não saiu do papel.

Comentários

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Comentários (6)

  • Fred diz: 30 de julho de 2015

    Nem vai sair do papel. A Funai não atende aos interesses do Brasil. Certo estava o deputado que disse que o pessoal da Funai já tem um lugar reservado no inferno. Bando de melancias.

  • Lucas diz: 30 de julho de 2015

    Prezado Jornalista, mais um absurdo da famigerado e incompetente FUNAI. Como é sabido por todos, pseudo silvícolas trazidos de outras tribos do oeste e estremo oeste foram trazidos e enxertados naquelas terras. Segundo informações, os “técnicos”não desejam que a estrada de ferro passe por ali, porque em tese poderia espantar a manada de búfalos que serve de alimento aos ditos indígenas.
    Muares protegendo bubalinos!

  • Eron diz: 30 de julho de 2015

    Boa tarde, Moacir. O custo estimado seria de 5 bilhões (1,8+3=4,8) e não 4 bilhões.

  • Allan diz: 30 de julho de 2015

    A atuação da Funai é um fiasco. Um atraso para o país.

  • MENDONÇA diz: 30 de julho de 2015

    Há um entrave no morro dos cavalos na duplicação da BR 101, pois a FUNAI (Funerária Nacional do Índio), exige que se retire a BR do Morro dos Cavalos, quando se poderia economizar construindo um túnel, como acontece no Morro do Boi, em Balneário Camboriú. Em que planeta estão os mandantes da FUNAI, que não percebem que nosso país é pobre, e não tem bilhões para jogar no ralo, enquanto nossas rodovias e ferrovias são um atraso no desenvolvimento do país. Não é muito mais econômico deslocar os índios para uma área bem longe da civilização? Ou então, como já sujeriu alguém nesta coluna, construir ocas dentro da UFSC, permacendo assim os índios bem pertinho dos famigerados antropólogos…..

  • jean diz: 30 de julho de 2015

    Reserva com índios vindos do paraguaí, nunca teve índios ali, foram trazidos para barra o crescimento de Santa Catarina, pra começar índio brasileiro nunca viveu no frio, e os que ali estão são todos urbanizados, sem nenhuma caracterização de hábitos de índio, ao não ser claro não trabalhar. Colombo tem que aproveitar a situação da Dilma e pedir que ela libere os políticos da Funai.