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Salário congelado causa morte de servidor da Justiça Federal

07 de setembro de 2015 20

Do jornalista Jairo Cardoso, servidor da Justiça Federal de Santa Catarina, nas redes sociais:
“Você sabe quem é Élcio Berer Kozminski? Provavelmente não, nem teria por que saber. Élcio Berer Kozminski era servidor da Justiça Federal no Paraná, aquela da Lava Jato. Semana passada, em 2 de setembro, ele estava em Brasília, junto com milhares de servidores do Judiciário Federal de todo o País, reivindicando a derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste da categoria, que tinha sido aprovado pela Câmara e pelo Senado. O veto seria votado, e talvez derrubado, mas, na undécima hora, o deputado da base do governo que fazia as vezes de presidente do Congresso resolveu encerrar a sessão. A manobra recebeu protestos de parlamentares e, inclusive, ironias da imprensa. O que aconteceu depois, no mesmo dia? Élcio sofreu um infarto, foi hospitalizado, passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu neste final de semana. Quem era Élcio Berer Kozminski? Só mais um brasileiro prejudicado pelo governo? Em tempo: os servidores não querem desistir da greve. Não é pelo salário.”

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Comentários (20)

  • leda diz: 7 de setembro de 2015

    Lamentando o ocorrido e respeitando a luta de todas as categorias por melhores salários e condições de trabalho, os professores de escolas públicas de Santa Catarina estão com os salários totalmente defasados e sem nenhuma perspectiva de aumento até o momento. Luta inglória, já que a Pátria Educadora (e as anteriores) não se importam com a qualidade Educação brasileira.

  • Arthur diz: 7 de setembro de 2015

    A justiça ganha bem , se comparada ao restante dos brasileiros.E exerce um trabalho que é importante mas , se desburocratizado, funcionaria sem os rituais absurdos dos processos e poderia funcionar com muito menos funcionários . E a sua pedida de aumento é incompatível com o cenário nacional e com os reajustes de outras categorias. Ah, não é pelo salário? É porquê então? Agora que já têm um cadáver, será por ele então ? Não perguntem o que o país pode fazer por cada um mas o que cada um pode fazer pelo país.São tempos de pé no chão e sacrifícios. Sem isso, não haverá nem os empregos em futuro próximo, acreditem ! E vão trabalhar!

  • Denis diz: 7 de setembro de 2015

    Num momento de crise em que milhares de brasileiros estão perdendo seus empregos na iniciativa privada esses funcionários do judiciário querem ganhar esse descabido percentual de aumento salarial….fazem greve como e quando querem prejudicando a população… Claro né não podem ser demitidos como os milhares da iniciativa privada. A morte desde cidadão (meus pesares aos familiares), com todo respeito, nada tem a ver com a votação do veto…

  • Thais Moraes diz: 8 de setembro de 2015

    Senhor Moacir, ao tempo em que agradeço a publicação da notícia, já que pelo menos até o momento foi o único que divulgou a notícia da morte do colega servidor público, lamento pela escolha da manchete. Não foi a greve que causou a morte de Élcio. O que causou o falecimento do colega foram os nove anos sem qualquer reajuste salarial, foi o desrespeito dois chefes do Judiciário e do MPU, que abertamente fazem acordos com o governo pelo próprio aumento em detrimento do nosso, foi a desesperança de ver cada vez mais pessoas sendo admitidas em cargos públicos sem prestar concurso, foi a pressão pelo resultado sem reconhecimento, foi o assédio moral, foi ver a população pensando que estamos lutando por um aumento incabível no momento de crise econômica sem saber até o governo, com a sua proposta, nos está tirando direitos e que, não bastasse tudo isso, muitos de nós começaremos o próximo ano com um reajuste negativo, não porque ganhamos acima do teto, como os nossos chefes juízes e Procuradores, mas porque quem tirar do nosso, para ganhar ainda mais.

  • Marta Simões de Almeida diz: 8 de setembro de 2015

    Élcio não morreu por causa da greve. Élcio morreu pelo descaso das Autoridades Superiores, que deveriam lutar pela autonomia financeira, para rever o que é previsto pela Constituição Federal, a recomposição dos vencimentos. O que assistimos, a cada dia, como servidores e como cidadãos, é que Juízes e Procuradores gozam de benefícios como o auxílio-moradia, que não existe nos contracheques dos servidores. Lutamos pela revisão de salários corroídos por uma inflação que disparou. Perdemos poder de compra. Precisamos morar. Precisamos honrar nossos pagamentos. Nâo queremos “MERRECÃO”. Os servidores do Judiciário da União e do Ministério Público da União já contribuíram e muito para os cofres da União. E continuaremos. Não ocasionamos nenhuma crise. Nâo é por baixo que se nivela. Servidores são concursados. Nâo somos parentes de Juízes nem de Procuradores. Ao contrário da iniciativa privada, não possuímos FGTS. Nem seguro-desemprego. Sofremos assédio moral e psicológico como qualquer trabalhador da iniciativa privada. Portanto, você que diz que nossa greve prejudica a populção, conheça primeiro tudo o que acontece nos bastidores para depois emitir opinião sobre o assunto. Se tem direitos garantidos, é por nosso trabalho que não cessa. Passar bem e boa tarde a todos.

  • Marta Simões de Almeida diz: 8 de setembro de 2015

    Élcio não morreu por causa da greve. Élcio morreu pelo descaso das Autoridades Superiores, que deveriam lutar pela autonomia financeira, para rever o que é previsto pela Constituição Federal, a recomposição dos vencimentos. O que assistimos, a cada dia, como servidores e como cidadãos, é que Juízes e Procuradores gozam de benefícios como o auxílio-moradia, que não existe nos contracheques dos servidores. Lutamos pela revisão de salários corroídos por uma inflação que disparou. Perdemos poder de compra. Precisamos morar. Precisamos honrar nossos pagamentos. Nâo queremos “MERRECÃO”. Os servidores do Judiciário da União e do Ministério Público da União já contribuíram e muito para os cofres da União. E continuaremos. Não ocasionamos nenhuma crise. Nâo é por baixo que se nivela. Servidores são concursados. Nâo somos parentes de Juízes nem de Procuradores. Ao contrário da iniciativa privada, não possuímos FGTS. Nem seguro-desemprego. Sofremos assédio moral e psicológico como qualquer trabalhador da iniciativa privada. Portanto, você que diz que nossa greve prejudica a população, conheça primeiro tudo o que acontece nos bastidores para depois emitir opinião sobre o assunto. Se tem direitos garantidos, é por nosso trabalho que não cessa. Passar bem e boa tarde a todos.

  • Gustavo diz: 8 de setembro de 2015

    Denis,
    Antes de dizer que o aumento é descabido, pergunto: Você está há 9 anos com o teu salário congelado? O nosso está. Não temos data-base, como todo trabalhador da iniciativa privada. Ou como grande parte dos trabalhadores do estado. O reajuste, se conseguido – o que ainda é difícil tendo em vista o veto presidencial – será de 56% AO LONGO DE 12 anos (pois o plano é parcelado).

    Ou seja, daria em torno de 4% ao ano, muito menos que a inflação. E ainda acha isso descabido?

  • Maria da Conceição de Jesus diz: 8 de setembro de 2015

    O país está nessa situação por culpa dessa população alienada e medíocre, que aceita essa corrupção e ajustes trabalhistas e fiscais sem fim.Parece um filme de terror sem fim, como disse um jornal americano.

  • João De Bona Filho diz: 8 de setembro de 2015

    Registro aqui minhas condolências à família do Sr. Élcio Berer Kozminski. E deixo também meu repúdio ao oportunismo asqueroso do sindicalista Jairo Cardoso.

  • Fernando diz: 8 de setembro de 2015

    Sou contra esse governo do PT, mas 70 % de aumento para funcionários que ganham razoavelmente bem é um absurdo nesse momento.

  • Devair diz: 8 de setembro de 2015

    Sabem porque o Brasil está assim? É justamente por causa de muitos Arthurs e Denis.
    Antes de falar besteira deveriam pensar um pouquinho por um momento.
    As colocações feitas beiram a imbecilidade e mostra o quanto o brasileiro é incapaz, um analfabeto integral, especialmente político.
    O que disse Arthur (que deveria honrar o nome do grande rei que foi):
    “A justiça ganha bem , se comparada ao restante dos brasileiros.”
    Primeiro o ganha bem e depois a comparação esdrúxula.
    Ganhar bem é relativo, especialmente se comparado com alguém. Não se pode comparar alhos com bugalhos. O diretor presidente da Usiminas ganha 4 milhões de reais por ano. O ministro do STF ganha 500 mil reais por ano. O prefeito de Florianópolis ganha 270 mil reais por ano. O policial militar ganha 60 mil reais por ano. O professor municipal com nível superior ganha 25 mil reais por ano no início de carreira e ao final 40 mil reais por ano. O professor municipal com doutorado ganha 40 mil reais por ano no início de carreira e ao final 68 mil reais por ano.
    Então, qual destes salários é ganhar bem ou mal?
    Alguém que ganha mil reais por mês, 12 mil reais por ano, pode achar que um professor que ganha 25 mil reais por ano é um milionário, é um marajá, é um pária, é um sangue suga da sociedade.
    Tente abstrair a seguinte questão:
    O professor que ganha 25 mil reais por ano fica 9 anos sem reajuste, sem reposição salarial; enquanto que o sujeito que ganha mil reais por mês, 12 mil reais por ano e o prefeito de Florianópolis ganha 270 mil reais por ano, tenham durante estes 9 anos um reajuste médio de 5% ao ano, o que passará de 50%. Assim, ao final dos 9 anos, temos o professor ganhando os mesmos 25 mil reais por ano; o sujeito que ganhava 12 mil reais, agora ganha 18 mil reais por ano; e o prefeito agora ganha 405 mil reais por ano.
    Nesse caso, quem está ganhando bem e quem está ganhando mal? Mas a pergunta a ser feita não é esta. A pergunta a ser feita seria esta: É JUSTO O PROFESSOR FICAR 9 ANOS SEM RECOMPOSIÇÃO SALARIAL.
    Existe uma Convenção Internacional do Trabalho que proíbe a escravidão e o professor (exemplo utilizado) ficar 9 anos sem reposição é uma forma disfarçada de escravidão.
    Então, rei Arthur, não sei e não me interessa qual o seu salário, ou qual a sua profissão. Mas achar que alguém ganha bem se comparado com o restante dos brasileiros, me desculpe, mas é uma imbecilidade. Olhe o seu salário de 9 anos atrás e vê se consegues viver com ele hoje.

    Atirando para todo lado, o Sr. Arthur prossegue em seu excerto falando sobre desburocratização, rituais dos processos e redução de funcionários. Esses são temas extensos, os quais não poderei abordar aqui pela profundidade requerida.
    Continua sua metralhadora, como se fosse o ministro da economia e do planejamento, dizendo que a pedida de aumento é incompatível com o cenário nacional e com os reajustes de outras categorias.
    Outro tema extenso, mas, mesmo assim, direi que o cenário nacional a que o Senhor Arthur se refere não foi criado pelos funcionários públicos ou privados, tampouco pelos empresários, mas por um partido corrupto e incompetente que administra por 13 anos o País, ou pelo menos deveria administrar a coisa pública. E quanto aos reajustes de outras categorias, pegue Senhor Arthur o quanto “as outras categorias” ganhavam em 2006 e quanto elas ganham agora e então verás o que é incompatibilidade frente aos salários dos servidores Poder Judiciário da União que estão há 9 anos sem reajuste.
    Por fim, o Senhor Arthur, demonstra ser um verdadeiro imbecil e insensível, não tem respeito nem pelos mortos, que dirá pelos vivos. Se o Senhor Arthur fosse 1% do guerreiro que era e que foi o nosso tão estimado amigo e pai de família e, claro, também servidor do PJU, certamente não estaria a dizer tanta imbecilidade num veículo público de comunicação e de respeito como este.
    Eu, agora, quero lhe dizer Senhor Arthur que nós servidores do PJU de todo o Brasil fazemos muito pelo País (com P maiúsculo) todos os dias, cumprimos nosso dever e fizemos 9 anos de sacrifícios sem recomposição salarial. Trabalhamos e orgulhamo-nos de sermos servidores públicos federais. E, certamente, não estaríamos em greve se o governo tivesse tido algum sopro de respeito pelo nosso trabalho. Ao contrário, nós incomodamos o governo, especialmente quando nós investigados mensalões, lava a jatos, etc., onde boa parte dos membros do governo estão envolvidos. Portanto, Senhor Arthur, o que interessa ao rei? Nesse caso à ‘rainha’? Um Judiciário fraco, incapaz de julgar e condenar os corruptos, as aves de rapina da Nação.
    Tenha um bom dia.

    Quando ao Senhor Denis, começa dizendo “esses funcionários do judiciário querem ganhar esse descabido percentual de aumento salarial”. Cabe a ele as mesmas considerações feitas acima ao outro Senhor. Descabido é ficar 9 anos sem reposição salarial. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
    Diz o Senhor Denis que “esses funcionários do judiciário… fazem greve como e quando querem prejudicando a população… Claro né não podem ser demitidos como os milhares da iniciativa privada”.
    Senhor Denis, quanto a fazer greve, se o Senhor não sabe é um direito constitucional que também lhe assiste, com certeza já tivestes ou terás alguém próximo nessa situação e deverias saber que não é como querem e como querem, mas a greve, em primeiro lugar, é a última ratio, o último recurso que tem o lado mais fraco da relação empregatícia e somente ocorre após passar por um colegiado e comunicado ao patrão, sem não antes, todavia, tentar um acordo. O prejuízo a população é de responsabilidade dos empregados e do patrão e nesse caso é o governo que pouco se importa com seu povo que somos nós mesmos. Estamos a 91 dias de greve e sabe Senhor Denis quantas vezes o Executivo (Dilma) e o Judiciário (Lewandovisk) convidaram os servidores e seus legítimos representantes para sentarem à mesa e conversarem? NENHUMA! Esse é o respeito que as pessoas que nos governam tem por nós.

    Quanto à demissão e iniciativa privada, é um assunto muito extenso. Há legislação, concursos, contratos, etc. etc. O servidor público pode ser demitido sim, desde que faça algo que prejudique o Estado. Isto é uma garantia da sociedade (inclusive sua) e do próprio Estado. Imagine se um governo (que de regra têm sido corruptos no Brasil), ao assumir uma Prefeitura, um Estado ou o Brasil, pudesse demitir? Já pensou que festa? Eles mandariam todos embora e colocariam a sua galera. Não podendo fazer isso eles já criam milhares de cargos em comissão para os apadrinhados. Os servidores do PJU são 120 mil no Brasil e no funcionalismo federal são 130 mil cargos em comissão, não é uma festança?
    Mas pergunto ao Senhor Denis, o porque o Senhor queria que o governo demitisse os funcionários públicos, para que um governo corrupto lhe desse uma vaguinha sem concurso? Se o Senhor quiser entrar é fácil, a porta da frente está sempre aberta, basta estudar. Não pense que o Senhor seria convidado do governo corrupto para uma vaguinha se fosse possível a demissão como o Senhor sugere, sabe porque? Porque se o Senhor fosse tão bom, tão inteligente, tão competente, esse(s) governo(s) corrupto(s) já lhe teria dado um cargo em comissão. Então, Senhor Denis, sinto lhe dizer, mas só lhe resta conformar-se, estudar para entrar pela porta da frente, ou puxar o saco de algum corrupto, ou ficar o resto da vida se lamentando e culpando alguém pela sua incompetência.
    Quanto ao desrespeito pelo nosso guerreiro falecido, cabe-lhe as mesmas palavras acima ditas por mim ao Senhor Arthur.
    Agora, para finalizar, gostaria de me dirigir aos cidadãos honestos e trabalhadores e ao grande Jornalista Moacir Pereira.
    Nós servidores do PJU, não temos, nunca tivemos e nunca teremos nenhuma intenção em prejudicar o Estado, o Poder Judiciário e a sociedade, o cidadão. Pelo contrário, sabemos da nossa responsabilidade e procuramos de todos os meios, mesmo agora em greve, não deixar perecer nenhum direito iminente.
    Nós trabalhamos na “Justiça” e auxiliamos os Juízes na dura e árdua tarefa de conseguir distribuir essa “Justiça”. Não obstante, estamos há 9 anos sem recomposição salarial. É a inJustiça instalada na própria casa da “Justiça”. Nós até podemos continuar cegos (vendados), mas não podemos mais ficar calados.
    O que apenas nós esperamos é bom senso da sociedade. Nós não jogamos o Brasil no atoleiro. Nós temos direito como qualquer outro cidadão e, portanto, estamos a exigir respeito do governo, o que até o momento, lamentavelmente, não tem acontecido.

  • Jairo Cardoso diz: 8 de setembro de 2015

    João de Bona Filho: não sou sindicalista, não sou nem filiado ao sindicato. Sou servidor da Justiça Federal, com 20 anos de serviço. Jornalista de formação, como informou o colega Moacir Pereira. O que está descrito acima é um fato, que teve o testemunho de vários servidores. O que você chama de oportunismo asqueroso, eu chamo de dever moral. O que aconteceu não pode ser ignorado. Seguindo a lição de Miguel de Unamuno, há momentos em que silenciar é mentir.

  • Max diz: 9 de setembro de 2015

    Nossa como tem algumas pessoas alineadas que só leem as três primeiras linhas de texto, e se informam pela veja e rede Goebbesl, os 70% para 10 Funcionários de carreira extinta nível 1º grau, 40 e poucos porcento em 4 anos, de reposição salarial pois não temos data base mesmo ela constando na constituição. Não confunda servidor da justiça com juiz, duas coisas bem diferentes. E alias um primeiro tenente em sc já começa ganhando mais que um analista judiciário em final de carreira. Mas é preciso pagar bem para manter na linha pessoas que não são Manipuladas e alienadas como o Sr Arthur.

  • Paulo Paiva diz: 9 de setembro de 2015

    O título “Salário congelado causa morte de servidor da Justiça Federal” é de um sensacionalismo barato ímpar! Lamento o falecimento do servidor e entendo que servidores do Judiciário merecem remuneração digna (assim como todos os servidores públicos), porém sugiro que o jornalista consulte um cardiologista para saber os motivos que levam uma pessoa a sofrer um infarto agudo do miocárdio antes de escrever tamanha bobagem!

  • Christiane diz: 9 de setembro de 2015

    Fácil falar quando se recebe, anualmente, correção pela inflação. Porque você, caro trabalhador, seja de qual categoria for, não precisa entrar em greve para receber recomposição da INFLAÇÃO anualmente (e muitas vezes até entra para receber reajuste real – que aqui nem é mencionado). Os servidores do Poder Judiciário, sim. E, ainda assim, há nove anos estão sem receber a justa (e constitucionalmente prevista) recomposição. Falamos aqui em arrocho salarial, em estar há nove anos com salário congelado, em ajuste fiscal antes mesmo de o termo ser tão popularizado. Muito importante mencionar aqui que os tais 78% de reajuste não existem. Iriam para uma carreira já em extinção, auxiliares (com ganhos de cerca de R$ 2mil). O reajuste médio é de 56%. O meu seria de 53%. Some a inflação dos últimos nove anos para verificar que falamos (praticamente) nos mesmos números. Ou, melhor, entre no site de uma categoria, aleatoriamente. Digamos os jornalistas do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, a soma das recomposições foi de 64%, se não me engano. Estamos falando em números altos? Sim. 56% em média continua um número assustador. Ainda mais em tempos de ajuste fiscal. Mas se o ajuste fiscal não tivesse sido feito nos últimos nove anos com os servidores do Poder Judiciário, nada disso estaria acontecendo. Lembremos também que o reajuste será escalonado, em várias e várias parcelas. Que nosso salário fica retido na fonte, que o Judiciário é superavitário, que recolhemos – e muito – para a União. Não é tão injusto assim. Os salários não são tão altos assim. Lembremos que servidores públicos são uma coisa, magistrados, promotores e procuradores, outra. Lembremos que não são os servidores que roubam. Aliás, nosso colega Élcio, que faleceu lutando pelo que que acreditava ser justo, era lá da Justiça Federal, aquela que está trabalhando para identificar quem de fato assaltou o país nos últimos tempos. Trabalhamos para isso. Mas é preciso dar um pouco mais de valor. Às pessoas que ali trabalham, à carreira. É preciso, sobretudo, empatia. Um pouquinho só. Colocar-se no lugar do outro e pensar em como poderia ser. Basta empatia para perceber que a situação a que fomos colocados é injusta. É ruim estarmos nessa situação neste momento? Sim. Mas há nove anos estamos nesta situação. A diferença é que o país, àquela época, não estava.

  • Paulo diz: 9 de setembro de 2015

    Prezado Devair, antes de ofender alguém, aprenda a respeitar uma opinião divergente da sua. Você, como um servidor público federal, nasceu, cresceu e sempre teve um sonho na vida: ser servidor público federal. Ou as circunstâncias fizeram você optar por esse caminho? Caminho esse que no início até tem salários interessantes, mas a busca pela estabilidade impede qualquer juízo de valor sobre o salário ou sobre o cargo a ser exercido. Você, como um servidor público, NÃO TEM DIREITO À GREVE. A greve é direito dos trabalhadores da iniciativa privada. Você faz greve com base em uma decisão do STF, que aplicou a lei de greve, por analogia, aos servidores públicos. Quer fazer uma grave? Largue mão da sua estabilidade e meta a cara no mercado de trabalho, em busca de salários infinitos e reconhecimento. Você, Devair, é um servidor público egoísta, que mesmo diante da situação catastrófica do país, insiste em receber um aumento salarial. Acorde! Você presta um serviço PÚBLICO e está prejudicando inúmeros jurisdicionados por seu egoísmo. Faça melhor, prezado Devair, procure um emprego na iniciativa privada e exija um salário compatível. Largue mão dessa sua estabilidade, largue…

  • Wellington Moreira diz: 10 de setembro de 2015

    Deprimente o comentário de Arthur. Primeiramente, quanto desrespeito ao trabalhador que se foi e a sua família. Trata o servidor morto de “cadáver” em tom de deboche. Isso mostra o quanto é materialista e leviano. Aquele servidor passou por forte emoção, tensão e indignação, após ver a manobra suja do governo, para impedir a votação no Plenário. (eu estava lá e vi: foi leviano). Até os parlamentares se indignaram com a sujeira feita naquele dia 2/9/2015. No mais, esses servidores não “ganham bem” não! Trata-se de trabalhadores que penam diariamente, tendo Metas do CNJ a cumprir , metas de Juízes e Corregedorias num cenário de crescimento galopante de número de processos. O último plano de cargos e salários foi em 2006. De lá para cá a inflação foi na ordem de 60%. Então não fale do que não sabe.

  • Aline diz: 10 de setembro de 2015

    Eu vi esse texto do Jairo no Facebook e compartilho das opiniões dele. Eu trabalhava com o Élcio no RH da Justiça Federal aqui em Curitiba e também escrevi um texto sobre o ocorrido! Obrigada por divulgar a morte do nosso amigo. Tenho a certeza de que ela não será em vão!
    Aline

    Segue o link do texto: https://blogdavaranda.wordpress.com/2015/09/06/o-sistema-com-sangue-nas-maos-homenagem-ao-colega-elcio/

  • Juarez Belém diz: 10 de setembro de 2015

    Arthur e Denis, espero que tenham entendido tudo quanto Devair escreveu e aproveito para recomendar aos senhores ler um artigo recém-publicado, de autoria de uma psicóloga americana chamada Pamela Rutledge, sobre comportamento agressivo na internet, como sendo lugar próprio para ser destilado veneno por impotentes e frustrados.

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2015/09/1677205-impotentes-e-frustrados-sao-os-mais-agressivos-na-internet-diz-psicologa.shtml