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Pacote do governo agrava recessão

15 de setembro de 2015 4
Logo após o anúncio dos cortes, Presidenta Dilma Rousseff recebeu governadores no Alvorada (Valter campanato/Agência Brasil)

Logo após o anúncio dos cortes, Presidenta Dilma Rousseff recebeu governadores no Alvorada (Valter campanato/Agência Brasil)

O anúncio do pacote do governo para buscar o equilíbrio fiscal estourou como uma bomba em diferentes segmentos da sociedade e foi recebido como uma pesada ducha de água fria pelo setor produtivo. Ao invés de cortar os gastos públicos, enxugar a máquina, cortar ministérios e adotar medidas de gestão eficaz, o governo partiu para aumento da carga tributária, mais restrições à atividade empresarial e avanço no bolso dos contribuintes.

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Quer dizer: a presidente Dilma gastou o que não tinha para se reeleger, provocou este rombo nas contas públicas, rebaixou o grau de investimento internacional e, na hora de buscar soluções definitivas, adota alternativas que devem provocar mais recessão na economia, mais desemprego e mais incertezas.

Pior: uma presidente impopular que perde credibilidade e até legitimidade pelas mentiras de campanha e pela desastrosa política econômica, repete o mesmo engodo da eleição e a mesma falta de rumo dos primeiros oito meses do segundo mandato. Numa semana, envia orçamento para o Congresso Nacional com um rombo de 30,5 bilhões de reais. Na seguinte, eleva a carga tributária, retira incentivos à produção, congela os salários do funcionalismo e pune o sistema S (Sesi, Senai, Senac, Senast, etc) com apropriação indébita. Num dia, anuncia a recriação da CPMF; no outro, nega o Imposto do Cheque; e, oficialmente, propõe mais um tributo.

Mais grave: a CPMF do PT não irá melhorar a saúde. Vai para cobrir o buraco da previdência, que há anos exige reforma estruturante, sem que governos populistas e demagógicos tomem qualquer providência.

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Comentários

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Comentários (4)

  • Wilson Miranda diz: 15 de setembro de 2015

    No ano passado – ano de eleição – para não rejeitar as contas o CN alterou a palavra superávit para resultado, e resolveu todo o problema sem a necessidade de criar novos impostos e nem reduzir gastos. A solução criativa – que deve ter sido altamente técnica – deveria ser usada agora e não necessitariamos de novo desgaste do governo aumentando ou criando novos impostos. Não entendo porque não utilizam o mesmo artifício se há menos de um ano era tão bom, defendido inclusive pelo lider do PT dep. Guimaraes.(aquele da cueca)

  • Carlos Henrique diz: 15 de setembro de 2015

    Incrível.

    O governo Dilma passou todo o seu primeiro mandato BAIXANDO impostos.
    As renúncias fiscais se elevaram à casa dos 100 BILHÕES, tudo isso para estimular a economia e o emprego.

    Mas todo mundo embarcou no clima de pessimismo a partir de 2013, a mídia deu força e o Brasil parou.

    Aí veio a queda das commodities, que afetou até a China (a China!!!) e querem que o Brasil escape ileso disso? Sendo que seus principais produtos de exportação, como soja e minério de ferro, foram diretamente afetados?

    E agora ela é crucificada por propor a volta da CPMF, o imposto perfeito do qual ninguém (do andar de cima) consegue fugir, e que ainda fornece à receita federal indícios para detectar sonegação?

    É a torcida pelo quanto pior melhor! Só pode ser isso…

  • JOÃO CARLOS DIAS – Epresário diz: 15 de setembro de 2015

    A conta tem que ser paga!
    Pouco Tempo atrás, petistas e aliados comemoravam mais quatro anos de poder, e o povo brasileiro nem tinha ideia da sujeira que ia aparecer e da conta que vinha pela frente. Assim é o que está nitidamente exposto na administração pública federal. Alguém terá que pagar a conta dos programas assistências e da roubalheira, que tinham um único objetivo, a “reeleição”. O dinheiro acabou e o pobre povo brasileiro mais uma vez iludido será rechaçado com mais um imposto a CPMF. Em outros países quando a economia vai mal, o governo cria mecanismos de incentivo para que as empresas cresçam e empreguem, no Brasil o governo cria impostos para que as empresas quebrem. Fico pasmo quando leio em seu blog pessoas defendendo este governo, para mim que chego na casa dos 50 anos de idade, nunca vi e ouvi falar que no mundo existisse uma ladroagem tão grande em um governo como aqui. Talvez os que defendem sejam ainda alguns poucos restantes dos bolsas da vida, ou alguns daqueles que foram para a Eletrosul e outros cabides.

  • Seloé Pacheco diz: 15 de setembro de 2015

    Caro Moacir Pereira
    Não seria melhor e digno, a presidente fazer um decreto e confiscar todos os bens dos corruptos: Dinheiro desviados e bens adquiridos durante o período de mandatos, bem como, de outros agentes indiciados pela PF.
    Favor de a sua opinião, sou leitor da sua coluna a muito tempo.
    Na minha opinião resolveria os problemas nacional, sem necessidade de arrocho.