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As greves e a omissão do Congresso Nacional

17 de setembro de 2015 5

A data base do acordo salarial da Celesc está fixada no dia 30 de setembro. Mas, antes de novas rodadas de negociação, outras propostas e contrapropostas da Diretoria da empresa para exame dos empregados, a assembleia geral dos eletricitários decidiu paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira, dia 21 de setembro. Portanto, nove dias antes da data fatal.
Os empregados do Correios também decretaram greve geral. Vão deixar de entregar correspondência para milhões de brasileiros. Prejudicando a comunicação e trazendo dificuldades para muitos negócios.
Os servidores técnicos da UFSC paralisaram as atividades por mais de 90 dias. Os salários foram pagos rigorosamente em dia, apesar dos enormes problemas criados para os estudantes, especialmente, os mais pobres, que ficaram sem o Restaurante Universitário, sem a Biblioteca Central e sem outros serviços essenciais.
No INSS ocorre situação mais grave. Há mais de 70 dias estão parados. E o governo Dilma não está nem aí. Nem adota medida de emergência para garantir pagamento de benefícios e assistência a que tem direito milhões de segurados da previdência, ou então negocia logo e acaba com a greve.
O governo federal, além de fraco e impopular, também é omisso. Mas a origem desse cenário caótico está no Congresso Nacional que, decorridos 27 anos, não regulamentou a greve no serviço público.

Correios ingressam com ação judicial para pôr fim à greve dos funcionários

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Comentários (5)

  • Rafael Dagostin da Silva diz: 17 de setembro de 2015

    Caro Moacir, convenhamos, a greve do INSS é uma dádiva ao governo visto que, por causa da paralisação está deixando de pagar quanto em benefícios?
    Essa é uma forma de “economizar” da Dilma…

  • leda diz: 17 de setembro de 2015

    Corte de salário e punições só para a Educação. Para esta categoria sempre funciona e rapidamente, além de perder direitos após as greves.

  • Jana diz: 17 de setembro de 2015

    Não estou entendendo o que a greve dos trabalhadores da CELESC tem a ver com o Governo Federal. A empresa é estadual e o governo Colombo é o principal culpado por ela. Vamos colocar cada um no seu quadrado. O governo Colombo não está muito diferente do desgoverno, também é fraco e impopular.

  • Cesar diz: 17 de setembro de 2015

    Interessante que o Conselho Nacional de Justiça mandou o judiciario dos Estados descontaresm dos grevistas os dias não trabalhados devido a greve. E quanto aos servidores da UFSC a mais de 90 dias em greve. Alem disso não se contentando fazem barricadas par não permitir a entrada ao Campus, prejudicando todas as vias ao redor da UFSC, incluindo assim quem não tem nada a ver com isto. E facil ganhar sem trabalhar , seja servidor da UFSC e desfrute todo ano de férias de 90 mdias, pelo menos, sem descontar das férias legais. Fazer greve todos tem direito e concordo, não concordo como seno o primeira atitude e prejudicando quem deseja trabalhar ou estudar com estas intervenções nos acessos a UFSC.

  • Luciano diz: 18 de setembro de 2015

    Olha, o direito de greve está assegurado, mas para que o serviços essenciais continuem funcionando com um mínimo de condições, antes de tudo tem que assegurar que os servidores não tenham salários congelados, achatados devido a incapacidade dos governantes de gerir com competência o dinheiro público.
    Os poderes executivos das prefeituras, estados e união falam em cortes de gastos, mas em nenhum momento pensam e diminuir o peso da estrutura que possuem. A festa de cargos comi$$ionados, continua, as viagens “à serviço” por conta do dinheiro dos contribuintes continua e a ainda por cima com pagamento de diárias e hospedagem. O cargo que muitos comissionados tem asseguram o direito de uso de celulares, mas os caras não querem celulares, exigem iPhones e o contribuinte pagando a conta. Excesso de ministérios em Brasília, Secretarias de Desenvolvimento Regionais “por toda Santa Catarina”, mas prefeituras mas não só nelas, um monte de comissionados com idoneidade questionável. E os governos “não” sabem como cortar despesas e as corta cosmeticamente.
    Falta os gestores dos três poderes do estado e nas esferas federal, estadual e municipal duas coisas que se ensina desde a infância a qualquer pessoa de bem: VERGONHA DA CARA e RESPEITO!