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Merísio e a extinção das Secretarias Regionais

18 de setembro de 2015 4

A extinção das Secretarias de Desenvolvimento Regional voltou a ser defendida em evento público. A última partiu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gelson Merísio, e registrou-se ontem (17) em Chapecó. Participando da Jornada de Debates da ADI, Merísio disse que votará a favor do projeto do governador Colombo que trata da transformação das Secretarias Regionais em Agências de Desenvolvimento, mas que tem posição pessoal pela extinção destas Secretarias. Argumentou que elas já cumpriram seu papel desde a criação no início do primeiro mandato do governo Luiz Henrique (PMDB), mas que hoje não se justifica sua permanência. A descentralização pode se dar de outras formas.
O presidente do legislativo enfatizou que a hora é de rever estruturas para buscar o equilíbrio fiscal do governo estadual. E, mesmo destacando que a situação catarinense é bem melhor e diferente de outros Estados do país, há necessidade de mudanças profundas. Uma delas seria a extinção das regionais. Outra, a reestruturação da previdência pública.

Assembleia discute três modelos para as secretarias regionais

As regionais teriam as atividades assumidas pelas prefeituras, que aplicariam recursos estaduais de acordo com suas prioridades e sem elevar os gastos públicos. Usou como comparativo o exemplo do Fundam- Fundo de Desenvolvimento dos Municípios, que canalizou 700 milhões de reais para todos os municípios catarinenses, valendo-se da estrutura existente no Estado e prefeituras, sem elevar o custeio.
A posição de Gelson Merísio é tornada pública 24 horas depois que o deputado João Amin (PP) formalizou emenda que propõe a extinção das Secretarias Regionais, citando que no ano passado, elas representaram uma despesa de 418 milhões de reais.

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Comentários

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Comentários (4)

  • Indignado. diz: 18 de setembro de 2015

    O Merísio não engana mais ninguém pois é o responsável pela indicação de inúmeros cargos nessas SDR.

  • Reinaldo diz: 18 de setembro de 2015

    O modelo é essencialmente político e dispendioso, criou paralelismo com escritórios regionais de empresas estatais, secretarias e proliferou em atividades meio com uma expressiva burocracia. Descentralização dos serviços não significa criação de atividades administrativas regionais, o que é necessário são atividades finalísticas e expansão do projeto de atendimento ao cidadão de forma ampla e eficaz.Uma despesa espatafúrdia, a nosso ver apenas como processo de distribuição de cargos e militância política para distribuição de “atendimentos” e benesses de forma mais acessível aos líderes políticos locais.O que precisava seria apenas reunir os escritórios de governo no mesmo local, empresas e secretarias, como saúde,educação,segurança, água, energia e outras atividades, cada qual na sua função sem ingerência política,reduzindo contas de aluguel, energia, água, manutenção com infraestrutura mínima e integração das ações, especialmente quando da elaboração do orçamento anual e plano de trabalho a ser analisado pela Secretaria de Planejamento estadual.

  • Emir diz: 18 de setembro de 2015

    Extinção já.SC sempre sobreviveu,se desenvolveu sem esses antros denominados de SDRs.Chega de retórica,governo honesto,responsável extingue já esse antro da preguiça,cabides de emprego,cabos eleitorais do falecido,criador dessas criaturas.Em tempos de crise extinção imatiata.

  • Paulo Couto Singer diz: 18 de setembro de 2015

    Seria prudente,que se feche essas Secretarias,temos relatos de pessoas que trabalham lá na SDR de Joaçaba,e nos informam que não tem absolutamente nada pra fazer,nem que inventem o que fazer..não dá pra enganar mais ninguem.