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Desembargador de SC critica omissões da OAB Nacional

26 de setembro de 2015 9

Convidado pelo presidente da OAB Nacional, Marcus Furtado, a participar do II Encontro Nacional dos Magistrados do Quinto Constitucional, o desembargador Fernando Carioni, do Tribunal de Justiça do Estado, respondeu negativamente, alegando que a atual direção da Ordem vem se omitindo em relação a graves problemas que afligem todos os brasileiros.
Ex-presidente do Conselho Estadual da OAB, Carioni faz outras procedentes críticas a direção nacional da Ordem. Veja a íntegra da resposta:

 
“Honrado pelo convite para participar do II Encontro Nacional dos Magistrados do Quinto Constitucional, venho à vossa presença para informar-lhe que não participarei deste evento, em vista da omissão, em defesa dos interesses da própria instituição e por extensão dos direitos do povo brasileiro. Apreciamos o descompasso reinante da representação dos advogados brasileiros, principalmente, por este órgão soberano de representação, incrustado na sua legislação de regência. A população brasileira observa passivamente o entre choque provocado pelos desmandos dos poderes executivo e legislativo da nação, constando a completa inanição deste Conselho, totalmente antagônicos com anos recentemente passados. A dignidade, a honradez empunhada pelos advogados brasileiros, em defesa dos interesses nacionais, encontravam ressonância e bradava ombro a ombro com a população civil brasileira, contra os desmandos hoje constatados diariamente. Infelizmente, Sr. Presidente, os interesses de caráter pessoal sobrepujaram os do coletivo. A OAB, no atual estágio de letargia em que se encontra, nada mais representa para os advogados e muito menos ainda para o população civil brasileira, pois permanece muda e calada, frente aos desatinos governamentais. É triste, muito triste, observarmos a passividade dos seus representantes, que nada dizem, nada ofertam em contradição ao que ocorre nesta nação. Constatamos, igualmente, que os interesses na distinção à representação do Quinto Constitucional, não mais guardam aqueles parâmetros utilizados há algum tempo, mas sim os interesses de determinadas agremiações políticas partidárias e/ou interesses unicamente pessoais, elegendo candidatos outros que não aqueles que por anos e anos dedicaram-se ao exercício profissional da advocacia nos fóruns e tribunais pátrios.”

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Comentários

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Comentários (9)

  • ivone Alborghetti diz: 26 de setembro de 2015

    Tive o prazer e honra,de ter tido o Ilustre Desembargador,como meu Presidente na Ordem dos Advogados do Brasil,de Santa Catarina..Em lendo sua posição e crítica á Ordem dos Advogados Nacional,reporto-me aos dias que o tivemos como nosso amigo,defensor das prerrogativas do Advogado.Somente quem advogou e,que esteve percorrendo os balções obscuros de nossos Foruns,teria a sensibilidade de uma”” Nobre Atitude”” como esta..Longe se vão os dias de lutas pela distinção da Politica de Ordem.. O interesse pessoal, a famosa Lei de Gerson ,adentrou em nossa Instituição,fazendo morada..Nossos Forun,principalmente do interior,reflete a politica Nacional.Nossa Instituição,esta de portas fechadas,sem que tenhamos onde recorrer,ante o descaso para com os profissionais,que na luta pelo seu cliente e, também seu sustento,tem ficado á deriva..Obrigada Ilustríssimo Dr,Carioni,seu desabafo ,é também o nosso..

  • Alberto Garbin diz: 26 de setembro de 2015

    Estou acompanhando com satisfação, a participação imparcial e democrática no senário politico nacional, da OAB, não se deixando levar por parte da mídia que, quer empossar quem quer, com votos ou sem votos, visando como sempre seus próprios interesses e, sempre com o mesmo discurso: O povo sofrido do Brasil. Esta desculpa já esta pra lá de esfarrapada.

  • Jose carlos da veiga lima diz: 26 de setembro de 2015

    Faço minhas as palavras foram ilustre Desembargador. Homens como ele que nosso país necessita e clama…
    Sds

  • José diz: 26 de setembro de 2015

    Omissão apenas OAB?

  • Darcy diz: 26 de setembro de 2015

    REALMENTE! OMISSÃO, OMISSÃO, OMISSÃO,…

  • Virgulino Lampião diz: 26 de setembro de 2015

    Terá sido alguma reprimenda em face da manifestação da diretoria do Conselho Federal da OAB que repudiou de forma veemente a atitude do então presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que expulsou da tribuna daquela Corte e pôs para fora da sessão do dia 11 de junho de 2014, mediante coação, o advogado de José Genoíno, Dr. Luiz Fernando Pacheco, que havia apresentado naquela oportunidade uma questão de ordem, no limite da sua atuação profissional, nos termos da Lei 8.906, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?
    Ou desejoso talvez, que a OAB Nacional (entidade que representa um universo imenso de profissionais dotados de posições políticas e ideológicas das mais variadas), procedesse a convocação de todos os seus inscritos a saírem às ruas, juntamente com os partidos de oposição ao governo, com o objetivo de promoverem a desestabilização das nossas instituições democráticas!
    A hipótese que vislumbro mais alvissareira seria a da sua participação no evento e, in loco, cobrar da direção superior da OAB todas as admoestações postas em sua nota.

  • Observador diz: 27 de setembro de 2015

    O momento é de reflexão.
    O Brasil precisa de uma limpeza geral em suas instituições.
    Os interesses individuais não estão só na OAB, estão na FIESC, SEBRAE, FCDL, CDLs, e TODAS as entidades representativas em SC e no BRASIL.
    A briga por cargos e mordomias (congressos, milhas , hotéis, diárias ) estão deteriorando as instituições.

  • Wilson Miranda diz: 27 de setembro de 2015

    O destino da OAB diante de suas omissões o conivencias será o mesmo de sindicatos fisiologistas que representam somente interresses de seus diretores, fazendo dos outrora conbativos sindicatos um simples sindigato onde eles se locupletam. Infelizmente a OAB está caminhando para o mesmo fim. Não vi uma nota da OAB criticando que magistrados indicados julgam as contas e ações por eles próprios defendidos. Uma imparcialidade duvidosa, onde a OAB silencia pensando no cargo do ministro do STF. Continuando assim será pequena igual as outras categorias.

  • Ricardo Telemberg diz: 27 de setembro de 2015

    É A SETEMBRADA: Não se podia esperar outra postura do Desembargador Fernando Carioni, pois o conhecemos pelo seu caráter, honestidade, dignidade e patriotismo. Assim é que se combate à corrupção e se faz justiça!!!