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PSDB, PSD e PMDB são contra o projeto de privatização da Celesc

07 de outubro de 2015 12
Foto: Marcio Becker/ Agência RBS

Foto: Marcio Becker/ Agência RBS

Moção apresentada pelo deputado estadual Dirceu Dresch (PT)  contra o Projeto de Lei 555/2015, em trâmite no senado,  recebeu forte manifestação de apoio das bancadas do PMDB, PSDB , PSD, PT  e de parlamentares de outros partidos, durante  votação no plenário, na tarde desta terça-feira (6). Conforme Dresch, o projeto abre o capital acionário de empresas públicas e pode possibilitar a privatização de empresas como a Celesc. A moção foi aprovada por unanimidade e será enviada ao presidente do Senado, solicitando a retirada da matéria de tramitação e sua rejeição.
O projeto 555/2015 tramita em regime de urgência no Senado Federal e pode ser votado nos próximos dias. Dispõe sobre a responsabilidade das sociedades de economia mista e empresas públicas nos estados, Distrito Federal e municípios.  Conforme Dresch, o projeto estabelece um prazo de dez anos para que as ações preferenciais, sem direito a voto, sejam convertidas em ações ordinárias, com direito a voto.  Na prática, a proposta abre o capital acionário das  empresas públicas e possibilita que acionistas hoje minoritários assumam a direção de empresas estatais como a Celesc.

Durante a votação da moção, os deputados Antonio Aguiar (PMDB),  Fernando Coruja (PMDB), Leonel Pavan (PSDB) e Darci de Matos (PSD) ocuparam o microfone de aparte para manifestar apoio à proposta em nome de suas bancadas.

“No caso da Celesc,  isso pode significar a privatização da empresa, já que o governo do Estado tem o controle da empresa  por ter a maioria das ações ordinárias. Se as ações preferenciais forem convertidas em ordinárias, os acionistas é que  vão assumir o controle.  A estimativa é que para manter o controle da empresa o governo teria que comprar um volume muito grande ações, em uma operação que pode ultrapassar  R$ 2 bilhões, algo impossível no momento”, explicou o deputado.

Além de transformar as empresas públicas em sociedades anônimas, o PL 555/2015 define que os conselhos de administração das estatais deverão contar com a presença mínima de 20% de membros independentes e seus integrantes serão impedidos de manter relações sindicais, partidárias ou de parentesco com pessoas no comando do Poder Executivo ou da própria empresa. “O projeto tem pontos positivos na questão de governança e da transparência, mas aumenta a interferência de acionistas nas empresas públicas. Iss significa ingerência do capital sobre ações de governo. O lucro vai prevalecer nas ações estratégicas de uma estatal e não mais o interesse público”, critica Dresch.

 

Comentários

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Comentários (12)

  • Cláudio diz: 7 de outubro de 2015

    No Brasil não querer privatizar empresa pública soa no mínimo estranho. Que interesse eles tem em querer manter a Celesc pública? Se está mais do que provado que o boi só engorda sob o olhar do dono.

  • fabio diz: 7 de outubro de 2015

    Não seria o caso de colocar principalmente o PT no título, até porque quem apresentou a moção foi um deputado do PT? Por que isso?

  • Gabriel diz: 7 de outubro de 2015

    Também, imagina o baita cabide de emprego e poço de dinheiro público para fazer politicagem que eles vão perder.

  • Rodrigo diz: 7 de outubro de 2015

    Depos dizem que o PSDB é de direita…
    Só no Brasil pra um partido como o PSDB ser rotulado como direita.

  • Lacustre diz: 8 de outubro de 2015

    A Celesc tá no vermelho faz bastante tempo.
    Funções gratificadas para mais de 400 empregados. Tem chefe dele mesmo.
    Horas extras pagas acima do permitido legal.
    Sobreaviso até para chefias amigas de ocasião.
    Insalubridade para o guarda.
    GESTAO ENCERADEIRA.
    Roda, roda, roda e nāo sai do lugar.

  • renaldo ax diz: 8 de outubro de 2015

    Enquanto isso, os políticos continuam indicando os ocupantes de cargos e nós consumidores, pagando os prejuízos…

  • Andaluzia Soares Vieira diz: 8 de outubro de 2015

    tem que privatizar para acabar as bocas e tetas do Sindicato Intercel. Só fazem a bagunça porque é uma empresa pública.

  • Klondike Raminescu diz: 9 de outubro de 2015

    Tambem, pagando so de gratification de funçào Mais de R$5.000,00. Povo catarinense, ta bom?

  • Empregada sindical diz: 11 de outubro de 2015

    Por que a empresa paga gratificacao comissionada para quase todos os empregados? Horas-extras de quase 150 horas por mes. E o BACANA fazendo cara de paisagem.

  • Geralda diz: 12 de outubro de 2015

    O clima celesquial está pra lá de contaminado. Os empregados estão desanimados e com a pulga atrás da orelha. Desconfiam que está em andamento um processo seletivo de desmonte levando a privatização dirigida. O novo PDV diz tudo. Quem tem conhecimento tem que que sair. É o famoso pé na bunda.

  • Fabrício B. Aguirre diz: 13 de outubro de 2015

    Cláudio, qual a vantagem de privatizar sem capitalizar com a venda das ações ?

    Lacustre, a Celesc está registrando os maiores lucros da história. Você anda mal informado.

  • Ricardo Ribeiro diz: 19 de outubro de 2015

    Se o Estado quiser manter o controle da empresa, que compre mais ações! Este é um argumento muito ridículo para ser contra o projeto de lei que melhora a governança e transparência das estatais.