O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, envia mensagem pelo e-mail com informações sobre as negociações entre o governo e os professores da rede estadual. Veja a integra:
"Prezado Moacir,
Sobre a nota emitida pelo Sinte, e publicada em seu blog, a respeito das negociações com o Governo, cumpre prestar alguns esclarecimentos:
1. Na retomada das negociações após o encerramento da paralisação foi manifestado por nós a informação de que o Governo garantirá aos alunos a reposição das aulas, sendo que gostaríamos que as mesmas fossem realizadas pelos professores responsáveis pelas disciplinas. Entretanto, em nenhum momento foi assumida a posição de não desconto dos dias parados. A forma de reposição e a consequente forma de pagamento pela reposição seriam de responsabilidade administrativa da Secretaria de Estado da Educação (SED). Quem levou esta discussão para a mesa de negociação sobre a carreira foi o próprio Sinte.
2. O desconto dos dias de paralisação está sendo feito em três parcelas para reduzir o impacto no salário dos professores grevistas e segue a legislação vigente em relação aos dias descontados.
3. A emenda dos dias 31 de abril e 1º de maio não ocorreu em todas as escolas, pois o dia 30 de abril não foi definido como ponto facultativo pelo Governo do Estado.
4. Ao realizarmos a reunião com as Gereds, no último dia 17, os gerentes nos informaram não ser possível a definição de um calendário de reposição único para todas as escolas que tiveram algum tipo de paralisação e que a forma de reposição deveria ser definida escola por escola com acompanhamento das Gereds e SED. Ao mesmo tempo os gerentes definiram conosco que, neste momento, as aulas devem acontecer normalmente e que a reposição deve ocorrer mais próxima do fim do semestre letivo, de acordo com calendário a ser definido por cada escola. Assim, o procedimento de reposição para garantir o disposto em lei aos alunos será definido nas próximas semanas.
5. Em resposta a uma manifestação por escrito do Sinte entregue ontem (22/05) pelos representantes da entidade, o Governo apresentou uma resposta por escrito entregue hoje e que segue em anexo para seu conhecimento.
Finalmente gostaria de expressar minha opinião de que o Sinte precisa definir qual seu objetivo na mesa de negociação, pois uma hora ele traz para a mesa a questão da reposição das aulas, em outro diz que não quer vincular este assunto com a discussão da carreira (assunto principal das negociações). Ao mesmo tempo, traz para a mesa questões específicas de escolas, as quais podemos tratar em outras instâncias.
A pauta do Governo é finalizar a questão da carreira o quanto antes para enviar o projeto de lei à ALESC e garantir o início da descompactação da carreira em agosto em respeito aos 97% dos professores que não paralisaram suas atividades.
Um abraço
Secretário da Educação, Eduardo Deschamps."