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Carta de desabafo de policial que exonerou-se da Policia Civil de SC

30 de outubro de 2014 0

Sindicato dos Policiais Civis- Sinpol – está divulgando Carta de Desabafo do policial Ícaro Kruger Stuelp, que pediu demissão da corporação com várias críticas e desencantos. Leia:

“Dois anos, sete meses, dezoito dias. Esse é o tempo que estou na Policia Civil de Santa Catarina. Este é o tempo que “estou policial”. Estou policial pois é uma condição que se aplica, não nasci assim e vim comunicar aos colegas que não mais assim serei. Hoje entreguei a arma, o colete, a algema e a funcional. Pedido de exoneração já foi encaminhado. Hoje encerro minhas atividades na Policia Civil de Santa Catarina.

Dois anos, sete meses, dezoito dias. Foi um tempo em que aprendi muito, evoluí muito, e do qual me orgulho pelo que fiz e pelas pessoas com quem convivi. Hoje eu sei que eu aprendi nesse período coisas da vida que não aprenderia em lugar algum. Estou saindo não por ter passado em outro concurso, não pelo dinheiro não fazer falta, nem por simples e pura vontade.
Estou saindo porque aprendi, nos últimos meses, que o que mais vale para o ser humano é ser tratado como tal, o que mais vale para o ser humano é a qualidade de vida e o que mais vale para o indivíduo é ter um objetivo.

Sairei sem ter passado em outro concurso, sem poder me sustentar por conta, sem algo em vista. Mas sairei. Não aguento mais as condições de trabalho na Policia Civil. Não aguento mais ver as nomeações políticas para certos órgãos. Não aguento mais ver as pessoas reclamando de salário quando o maior problema é que não realizamos a nossa função. Se nós fossemos policiais no sentido literal da palavra não estaríamos registrando boletins de ocorrência que não vão dar em nada. Estaríamos investigando. Mas isso é privilégio de poucos.
O Estado perde muitos policiais por não saber valorizar a mão de obra que tem. Conheço muitos policiais que querem ser policiais e se todos fossemos colocados para realizar nossas funções trabalharíamos e renderíamos inúmeras vezes mais do que o esperado. Se pudéssemos ser policiais nós investigaríamos, passaríamos dias e noites resolvendo casos e nem nos preocuparíamos com as horas trabalhadas. A paixão de muitas das pessoas que estão na polícia e a paixão de muitas pessoas que deixam a polícia é a polícia. Eu não gostaria de sair. Mas a última coisa que sou é policial. Eu sou “beólogo”.

E olha que só no tempo que estou na DPCAMI de Joinville realizei, com o apoio de incríveis policiais que por aqui passaram e que por aqui continuam, quase uma centena de cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, solução de casos emergenciais de “Maria da Penha” e prisões em flagrante. Infelizmente foram vários policiais que deixaram esta delegacia e que deixaram a Polícia Civil este ano. Comigo são seis pessoas a menos no efetivo da DPCAMI de Joinville, sem qualquer reposição.

Há policiais muito dedicados que estão saindo em busca de algo melhor. Policiais que fizeram muito pela polícia de uma forma geral. Dentre eles menciono a ex-policial Bia Alvarez, que trabalhou na DPCAMI de Joinville e que todos conhecem por sua notória garra, vontade e caráter. Ela fez muito pela polícia, mas infelizmente também nos deixou. Eu sinto a mesma coisa, não tive um terço da capacidade dela, mas me esforcei ao máximo para fazer o melhor, mas mesmo assim ouvi por algumas vezes que “prego que se destaca leva martelada”.

Desejo a todos que ficam uma boa sorte. Se quiserem continuar brigando por salário, continuem. Não vão melhorar nada e logo estarão brigando por salário novamente. Não é de dinheiro que somos feitos. É de objetivos. Se quiserem brigar a boa briga, se quiserem uma luta que valha a pena briguem para que a Polícia Civil possa cumprir sua função exclusiva, investigar e solucionar crimes. Aí a valorização do serviço será consequência necessária.

Desejo a todos a melhor das sortes. Obrigado a todos pelo tempo que passamos juntos.
Não se deixem usar. A vida é feita de decisões e decisões nunca são fáceis. Essa decisão não foi fácil pra mim, mas tenho certeza que foi a mais acertada. Gostaria de encerrar com a definição de Einstein para insanidade, que me fez muito sentido ultimamente. Para ele, insanidade é fazer repetidamente a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

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Blumenau sediará sexta edição do Simpósio Judiciário e Imprensa

30 de outubro de 2014 0

A sexta edição do Simpósio Judiciário e Imprensa reunirá, no dia 6 de novembro, às 19h30, no auditório do Senai (Rua São Paulo, 1147), em Blumenau, estudantes dos cursos de Direito e Jornalismo, operadores do Direito e profissionais da comunicação para debater o tema “O Jornalista, o Juiz e o Cidadão: anseios e perspectivas”. O evento é uma realização da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e Associação Catarinense de Imprensa (ACI)/Casa do Jornalista, com o intuito de oferecer um amplo debate sobre as relações entre o Poder Judiciário, a imprensa e a sociedade.

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O livro da Juiza Trabalhista Maria Tereza Vieira da Silva

30 de outubro de 2014 0

Juiza catarinense Maria Teresa Vieira da Silva, titular da 27ª. Vara do Trabalho de Porto Alegre, vai lança hoje, as 1930h, na Livraria Catarinense do Beiramar Shopping o livro “As sentenças nos direitos individuais do trabalho”. A obra tem o selo da editora LTr.

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Justiça proíbe rádios comunitárias de veicularem anúncios

30 de outubro de 2014 0

Rádios comunitárias estão proibidas de veicular anúncios de bens e serviços, mesmo em forma de apoio cultural. A decisão é da 6ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A desembargadora Denise Volpato manteve liminar que impedia uma rádio de Penha de veicular estas mensagens comerciais, mesmo sob a forma de apoio.

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Procurador Gilberto Callado lança livro hoje

30 de outubro de 2014 0

Corregedor Geral do Ministério Público Estadual, procurador Gilberto Callado, autografa hoje, as 19 h, seu novo livro, intitulado “Hermenêutica e Política do Direito”. Questiona decisões do Supremo Tribunal que o transformam em poder legislador. E sustenta que pelo princípio de “objeção de consciência”, os juízes não são obrigados a cumprir estes acórdãos. O lançamento será na sede do MP-SC, no hall de entrada da Casa do Barão.

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Magistrados homenageiam Salomão Ribas Junior

30 de outubro de 2014 0

O ex-presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, conselheiro aposentado Salomão Ribas Junior, receberá homenagem especial na abertura do Congresso Estadual de Magistrados, marcada para amanhã no Hotel Majestic, em Florianópolis. Fará a palestra inicial o economista Eduardo Gianetti.

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O Procurador e o Governador

30 de outubro de 2014 1

Do colaborador deste blog e Procurador Federal Georgino Melo e Silva, sobre a sessão solene da Assembleia comemorando o centenário de nascimento do Governador Jorge Lacerda, via e=mail:

“Caríssimo Amigo Moacir Pereira,
O Poder Legislativo de Santa Catarina, em feliz iniciativa dos Deputados Edson Andrino e Juarez Ponticelli, nos proporcionou um altíssimo momento cívico com a Sessão Especial em memória do Governador e homem de letras Jorge Lacerda.
O magnífico livro “Jorge Lacerda – Jornalista, Humanista e Estadista” de sua lavra de cronista da História política, cultural e social do glorioso Estado de Santa Catarina é um testemunho eloquente de que um país que tem entre os homens públicos, uma figura da estatura e da grandeza e da atualidade de Jorge Lacerda, não deve
nunca deixar que essa grandeza seja esquecida ou que essa atualidade seja ignorada.
Neste momento histórico que vivenciamos, carimbada pela desconfiança e pela desesperança ou pela suspeita de que nossos políticos sejam meros mistificadores, o seu lúcido e didático livro-depoimento nos revela que Jorge Lacerda é uma negação dessa obscura lenda com que se pretende desprestigiar, entre nós, a vida pública, a figura do político e a ação dos parlamentos que buscam realizar a vontade de seus representados.
Meu Caro Moacir, o seu livro evidencia que é uma falácia e uma superstição que a literatura enfraquece a atividade política. Aos que se apegam ao lugar-comum de que o exercício da política sufoca a
criatividade artística, Jorge Lacerda avulta-se como um grande intelectual, cronista, poeta e humanista.
Porque a verdade é que Jorge Lacerda é um escritor político, da mesma forma que é um político escritor. Político no amplo sentido em que atinge a abrangência aristotélica.
Na Literatura latino americana já não causa estranheza o fato de haver escritores que chegam à Presidência ou a altos cargos graças a seu prestígio humanista, ligado à capacidade de ultrapassar obstáculos. Jorge Lacerda é fruto dessa tradição de homens cultos, intelectuais habituados á lide política e faz essa ligação entre a
vida da intelectualidade e a ação da liderança política.
Este seu novo livro também é uma documentação de ação.
Jorge lacerda fez em Santa Catarina e no Brasil, o que os nossos maiores não conseguiram fazer. Mais do que isso: o que eles nem sonharam, nem ao menos ousaram sonhar. Tomo como exemplo a Usina Jorge Lacerda iniciada no governo do ilustre homenageado, esta obra é o sonho palpado com as mãos e convertido em realidade.
Lendo-se o seu lúcido e magnífico trabalho, contata-se com clareza, que Jorge Lacerda foi guiado por uma visão fáustica, em que Goethe pôs todas as forças dos ideais da civilização ocidental, “volúpia de agir e de beleza”, salvando o Fausto da desgraça pelo ato de semear,secar o pântano e erguer a cidade. Penso no que T.E.Lawrence escreveu: “Todos os homens sonham: mais não igualmente. Os que sonham noite adentro no poeirento recesso dos seus espíritos acordam de dia, para ver que tudo era vaidade; mas os sonhadores do dia são homens perigosos, porque
agem seus sonhos com os olhos abetos para fazê-lo possível”. Jorge Lacerda é desses homens perigosos. Feliz o nosso Estado de Santa Catarina que teve a sorte de tê-lo como Governador para fazer o sonho possível.
VIVA SANTA CATARINA! VIVA O BRASIL! VIVA JORGE LACERDA!
Receba o meu fraterno abraço maranhense e renovador.
Georgino Melo e Silva.”

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Amin propõe diálogo concreto a Dilma Rousseff

30 de outubro de 2014 2

Durante pronunciamento da tribuna da Câmara Federal, o deputado Esperidião Amin(PP) sugeriu à presidente Dilma Rousseff que colocasse em prática sua pregação pelo diálogo, negociando no Senado a votação do decreto que cria os Conselhos Populares, derrotado na Câmara. Destacou que o gesto poderia abrir outros canais de negociação no novo governo.

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FCDL inaugura nova sede em Florianópolis

30 de outubro de 2014 0

Presidente da FCDL, Sérgio Medeiros, inaugura amanhã, às 18h30m, moderna e confortável sede da Federação em Florianópolis. O projeto arquitetônico é do escritório Machetti & Bonetti. O prédio de 9 andares tem iluminação inteligente, prevê o reaproveitamento da água da chuva e concepções ecológicas inovadoras.

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Inquérito da Moeda Verde tem quatro situações

30 de outubro de 2014 1

Da coluna de hoje do Moacir Pereira:

Fato novo na tramitação do inquérito da Polícia Federal que indiciou 44 pessoas investigadas na Operação Moeda Verde, em junho de 2006. Os procuradores da República Eduardo Barragan Serôa da Motta e João Marques Brandão Neto requereram o arquivamento do inquérito em relação a 19 dos indiciados por constatarem de casos de prescrição dos crimes ou de sua inexistência. O documento tem 102 páginas.

Nota divulgada pela Procuradoria da República mencionou apenas o nome de Dário Berger, senador eleito do PMDB, como um dos beneficiários, por sua condição de homem público. Os demais que tiveram arquivamento por prescrição não foram divulgados.

Há quatro situações distintas: 1. Indiciados cujos crimes já prescreveram: 2. Inexistência de provas para formalização da denúncia pela prática de delitos; 3. Casos de competência da Justiça Estadual: 4. Requerimento de denúncia de indiciados por crimes configurados no inquérito.

O senador eleito Dário Berger estava reunido com os senadores Luiz Henrique e Casildo Maldaner, e deputado Mauro Mariani, quando foi informado da decisão do Ministério Público Federal pelo vereador Tiago Silva. Todos vibraram e comemoraram a notícia.
- Sou um injustiçado neste processo. Causa-me indignação e revolta. Não tenho nenhuma condenação criminal até hoje. Sofri com a Operação Moeda Verde um grande desgaste político – disse o ex-prefeito.
A Operação Moeda Verde teve uma grande repercussão em todo o Estado e até no resto do Brasil.

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