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Colombo e o jogo sucessório

19 de abril de 2015 0

Uma conversa depois de gravada a entrevista que o governador Raimundo Colombo concedeu ao jornal A Notícia-Grupo RBS, permitiu avaliações sobre os propósitos segundo mandato. A prioridade absoluta está no controle das finanças. Outra, na redução de gastos.
No plano político, constata-se que Colombo sentia-se grato e devedor ao PMDB no primeiro mandato. Abriu largos espaços no governo, prestigiou como pode seus líderes e manteve afinada a aliança. Agora, na nova gestão, surgiram fatores adversos. Eles começam com a decisão de Colombo de fazer o “seu governo”. A nova administração deverá ter a sua marca, indicam assessores mais próximos.
O PMDB terá candidato ao governo em 2018. O PSD de Colombo também tem a opção de projeto próprio. Para não ficarem a reboque de PSDB ou PP – outras duas forças aliadas por tradição – partiram para a ofensiva. A sede e o desempenho dos líderes do PSD sacudiu o PMDB, que se queixa de pouco espaço e até de não cumprimento de acordos politicos. O PMDB respondeu com votos na Assembleia e com intenso programa no interior.
Raimundo Colombo reprova a antecipação do debate sucessório. Mas os 100 primeiros dias sinalizam que o governador está mais para o PSD, que namora com PP, PSDB e até PCdoB, PPS e PSB, na perspectiva de 2018. O PMDB reage no legislativo e flerta com tucanos e nanicos. Ele considera um desrespeito tratar da sucessão com apenas tres meses de governo. Mas as articulações já estão nas ruas.
Os desdobramentos da greve dos professores indicará qual a intensidade dos descontentamentos no comando do PMDB.

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O Polo Náutico de Itajaí

19 de abril de 2015 0

Mais de 250 mil pessoas já passaram pela Vila Olímpica de Itajaí, que hoje deve receber o maior público, com a largada da ultima pena da Volvo Ocean Race, a mais desafiadora e famosa regata do mundo. Outras 50 mil pessoas estiveram no molhe na entrada do rio Itajaí-Acú. Inúmeras atividades esportivas, culturais, educativas e esportivas marcaram as duas semanas com intensa programação na Vila Olímpica.
Neste domingo será dada a largada da última etapa da competição.

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Rosin assume Associação de Brusque

18 de abril de 2015 0

A Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque tem nova Diretoria. Na presidência, o empresário Luiz Carlos Rosin, atual Secretário de Desenvolvimento Econômico.

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TIM: uma vergonha em SC. Corta os serviços sem qualquer aviso

18 de abril de 2015 1

A operadora TIM não tem mais jeito. Além de só vender telefones sem melhorar o sinal em Florianópolis e vários municípios, continua desrespeitando, afrontando mesmo seus clientes.
Hoje, desde as 8 h da manhã, o sinal desapareceu. Sem qualquer aviso prévio ou posterior da TIM. Fica, então, o usuário desesperado para se comunicar com familiares ou amigos, exercer sua profissão ou até fazer negócios, sem saber se cortaram a linha, se há problema técnico, enfim, alguma informação.
A TIM é uma empresa de comunicação que ganha zero em respeito e informaçao com seus clientes. Deixa todo mundo no escuro.
Em seu site oficial diz que na emergência pode-se ligar para *144. O telefone que avisa sem ao cliente “SERVIÇO INDISPONIVEL” fica literalmente queimado. Não há como acionar o número da emergência.
O usuário liga, então, para o 1056, outro número da TIM, de um telefone fixo. Fica, no mínimo, ums 15 minutos esperando. Dá sempre ocupado. Outra afronta da TIM.
Finalmente, depois de muito estresse, o usuário consegue uma comunicação com um atendente. Vem a informação de que “houve instabilidade” e todos os serviços estão fora do ar.
A TIM está trocando a antena.
Vergonha, falta de respeito, incompetência pura!

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Medalha do Mérito Industrial para 5 empresários de SC

18 de abril de 2015 0

Diretoria e Conselho da Fiesc decidiram conferir este ano a Medalha do Mérito Industrial a cinco empresários catarinenses. Serão agraciados Alcântaro Correa (in memorian), Édio José Del Castanhel, Genésio Ayres Marchetti, José Fernando Xavier Faraco e Osvaldo Moreira Douat. A outorga será no dia nas solenidades do Dia da Indústria, a 22 de maio.

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Grande Oriente de Santa Catarina comemora hoje 65 anos de fundação

18 de abril de 2015 0

Grande Oriente de Santa Catarina promove solenidade hoje, as 20h, no Golden Executive Hotel, em São José, comemorativa dos 65 anos de fundação, com entrega de comendas a maçons e personalidades que se destacaram em Santa Catarina.
O programa da cerimônia prevê entrega de prêmios aos vencedores do concurso literário de “O Prumo”, entre de de comandas da Ordem do Mérito Maçônico e palestra do Presidente da Confederação de Grandes Lojas dos Estados Unidos Mexicanos, Raúl Arturo Gomes Mariscal.
Com participação ativa em diversos movimentos da história do Brasil e do estado, a instituição foi fundada no dia 12 de abril de 1950 e nos últimos anos têm ampliado sua presença em diversas campanhas, como a de combate à corrupção e em projetos sociais.
– O GOSC possui uma história de união e respeito – afirma o Grão-Mestre João Paulo Sventnickas, que tem como Grão-Mestre adjunto Sergio Martinho Nerbass.
Uma das três Potências Maçônicas, o Grande Oriente de Santa Catarina tem como objetivos o progresso e o desenvolvimento da Maçonaria, a busca da verdade, a prática da união, da fraternidade e da tolerância, bem como o aperfeiçoamento moral e intelectual da humanidade.
A direção do GOSC emitiu nota sobre a data: “Os jornalistas Moacir Pereira, de Florianópolis e Karina Manarin, de Criciúma, recebem neste sábado, em solenidade da Maçonaria em Florianópolis, a Medalha da Grã Cruz. Será no evento em comemoração aos 65 anos do Grande Oriente de Santa Catarina, uma das três potências da Maçonaria. A medalha é destinada a Maçons graduados e não Maçons que prestaram serviços relevantes à sociedade, pela postura que adotam e os temas que abordam. A jornalista Karina Manarin é a primeira mulher a receber a Medalha, em 65 anos de história do Grande Oriente em Santa Catarina, quebrando paradigma sobre a importância da presença feminina na instituição.
Origens
O GOSC surgiu como Potência no dia 12 de abril de 1950, já que antes desta dada os trabalhos dos Maçons catarinenses eram normalizados por uma Delegacia do Grande Oriente do Brasil. “Uma Era ainda da caneta a tinta, da máquina de escrever”, lembra o ex-Grão-Mestre José Carlos Pacheco, que ocupou o cargo máximo da instituição de 1990 a 1996.
O ex-Grão-Mestre Miguel Christakis, o mais antigo ex-dirigente do GOSC em vida, ocupou o cargo por dois períodos, de 1969 a 1975 e de 1978 a 1981. Ele participou da “cisão” da Maçonaria brasileira em 1973, que decretou o surgimento de uma terceira Potência independente (Comab), a qual o GOSC passou a integrar. “Quando nós estávamos fazendo uma eleição para o Grande Oriente do Brasil, tínhamos uma corrente de oposição à direção nacional. As próprias autoridades nacionais estavam preocupadas com a conduta da Maçonaria, que não estava participando ativamente do desenvolvimento, do crescimento e do progresso da Nação”, observa Miguel Christakis. “Já nesta época – ressalta Christakis – a sociedade exigia uma participação efetiva da Maçonaria e de outros segmentos sociais que estavam surgindo”. O ex-Grão-Mestre Francisco Vady Nozar Mello (1987-1990) relata: “Nós saímos das discussões interna corporis e doutrinárias e passamos a discutir assuntos político-sociais brasileiros”.
Vem desta época o crescimento da participação da Maçonaria em ações sociais, entre elas o auxilio humanitário as vítimas de enchentes em Santa Catarina, a fundação de escolas e apoio a obras sociais, com destaque para a criação da Fundação Hermon – “o braço social das três Potências da Maçonaria Catarinense”, conforme define o ex-Grão-Mestre por três oportunidades Edelson Naschenweng (1993, 1996-1998 e 1999-2002).
Embora esteja organizada em três Potências autônomas e independentes, a Maçonaria Catarinense convive em união, compartilhando diversas campanhas e eventos públicos. “O GOSC sempre entendeu que a Maçonaria é una”, salienta Miguel Christakis. “A união da Maçonaria Catarinense é necessária”, acrescenta o ex-Grão-Mestre Alaor Francisco Tissot (2011-2014). Para o ex-Grão-Mestre Rubens Ricardo Franz (2008-2011) “temos que estar juntos, porque uma das maiores forças da Maçonaria internacional hoje é o Brasil”.
Na ótica do ex-Grão-Mestre Getúlio Corrêa (2005-2008), “Maçonaria não é só estudo de simbolismo. Maçonaria é permanentemente um braço político”. A participação da Maçonaria Catarinense na campanha de combate à corrupção se tornou pública com a adesão de cerca de 4.000 membros da instituição na marcha organizada no dia 15 de março de 2015 na capital. “Não pensei que iria chegar ao ponto que está hoje este problema da corrupção no país. A campanha contra a corrupção é uma de nossas grandes lutas”, explica Alaor Tissot.
“A grande bandeira da Maçonaria é a educação. Um dos grandes paradigmas a ser quebrado no século XXI – é uma pena dizer isso – é quebrar os grilhões da ignorância do povo brasileiro”, defende Ruber Ricardo Franz.
ho”, finaliza o atual Grão-Mestre João Paulo Sventnickas.”

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Eleições: Servidores da Ufsc denunciam golpe da Reitoria

18 de abril de 2015 0

Servidores que integram a chapa de oposição para as eleições na Universidade Federal de Santa Catarina publicaram nota denunciando “golpe” da Reitoria. Veja o inteiro teor:

“Fomos surpreendidos com a notícia do cancelamento da eleição para o Conselho Universitário da UFSC. Já estávamos e continuamos em plena campanha, difundindo nossas propostas e pedindo o voto, como é comum em todo e qualquer processo democrático.
Queremos deixar claro que somos totalmente contrários a este ato antidemocrático que muda as regras com o jogo em pleno andamento. Por tal razão decidimos entrar com um Mandado de Segurança a fim de garantir que eleição ocorra dentro das normas já estabelecidas.
Com a eleição suspensa, a Reitora da UFSC tende a prorrogar os mandatos dos atuais representantes dos técnicos administrativos (TAEs) que foram eleitos e apoiados pela atual Reitoria.
Será que em dois anos de mandato os atuais representantes dos servidores não tiveram tempo suficiente para atualizar a Resolução que rege o processo eleitoral publicada em 1997?
A quem interessa o cancelamento da eleição para o CUn? Certamente à Reitoria e à chapa de situação por ela apoiada na eleição passada com a publicação de uma Portaria liberando os mesmos para um suposto trabalho chamado “Reorganiza UFSC”.
Sentindo que nosso movimento ganha forte adesão da categoria e que cresce o anseio entre nossos pares de termos representantes independentes e verdadeiramente livres no CUn, setores contrariados levaram a Comissão Eleitoral a se reunir na manhã de 17 de abril, que por maioria decidiu cancelar o processo eleitoral, que já contava com o trabalho em campo e nas redes sociais de dois grupos com suas respectivas chapas inscritas. Registra-se que um dos membros da comissão votou contra esta manobra.
Conclamamos os técnico administrativos a se manterem unidos na defesa de uma Universidade mais transparente, democrática e que valorize a nossa categoria.
Juntos somos mais fortes!
Chapa INTEGRAÇÃO TAEs.”

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Risco de curto circuito: Giodani fica em SC

18 de abril de 2015 2

O ex-secretário de Governo das Prefeituras de Chapecó e Florianópolis, Eron Giordani, desistiu de assumir a Assessoria Especial do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. Ficou durante tres semanas em Brasilia para avaliar o quadro e decidir. Viu muito fio desencapado. Volta para Florianópolis onde vai montar uma consultoria.

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Colombo: "A crise atual é a pior que já vivi"

18 de abril de 2015 2

O governador Raimundo Colombo reconhece que Joinville, a cidade mais populosa do Estado, ficou à margem do alto escalão do segundo mandato, mas isso não significa que a cidade receberá menos investimentos. Pelo contrário. Colombo promete a realização de várias obras e serviços reivindicados pela população, como a instalação de 200 câmeras de videomonitoramento pela Ciasc e a execução de um novo projeto na avenida Santos Dumont.

Em entrevista que me concedeu, na estréia da coluna no jornal “A Notícia”, Colombo tratou dos principais problemas de Joinville e da região Norte do Estado nos setores de segurança, saúde e educação e anunciou a intenção de convocar joinvilenses para integrar a administração estadual.

Falou pela primeira vez sobre a crise e explicou porque a reforma administrativa demora tanto. Confira:
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A Notícia — Joinville e o Norte do Estado se ressentem de maior participação em seu governo. Por que isto ocorreu no segundo mandato?
Raimundo Colombo — Porque são circunstâncias na composição da equipe. Montamos uma equipe mais técnica, que já estava no governo. Procurei valorizar a região Norte trazendo o Chiodini (Carlos), de Jaraguá, e o Carlão (Carlos Adauto Vieira), de Joinville. Mas o que vai fortalecer são as relações com as lideranças de Joinville. Eu falo toda semana com o prefeito Udo. O importante é o resultado de obras que melhorem a infraestrutura e o desenvolvimento social da cidade.

AN — A curto ou médio prazo está em suas intenções levar nomes de Joinville para o governo?
Colombo — O governo tem vários momentos. Esta primeira etapa é de enfrentamento de crise, de consolidação de um modelo de gestão administrativa. Num segundo momento, eu sinto que devo encontrar mais pessoas do Norte, sobretudo de Joinville. Sinto que esta reivindicação tem procedência. E eu desejo encaminhá-la.

AN — Um dos maiores problemas de Joinville é a segurança pública. Tem o mesmo efetivo de 30 anos, apesar do aumento do número de assaltos e a promessa de instalação de câmeras. O senhor tem alguma notícia nova nesta área?
Colombo — Resolvemos hoje (quinta-feira) a questão das câmeras de vídeo. Elas estão compradas e prontas para serem instaladas. Fizemos uma primeira licitação, que acabou na Justiça, e levou um ano. A melhor solução foi fazer uma segunda licitação. Infelizmente, houve um novo recurso. Criamos um novo sistema, em parceria com a Prefeitura de Joinville. A Ciasc vai instalar um sistema de fibra óptica. Terá condições de implantar o sistema imediatamente. Na próxima semana, o sistema vai ser atendido pela Ciasc e pela Secretaria de Segurança Pública com 200 novas câmeras de monitoramento. Já a questão do efetivo é complexa. Nós conseguimos repor o efetivo que saiu. Há dois problemas: o concurso da PM exige curso superior e a demanda por mão de obra no Norte é alta. Sem falar que o número de inscrições fica abaixo do esperado. Inovamos no concurso que vai admitir mais 650 novos policiais, estabelecendo o direito do Estado de remanejar os aprovados. Vamos priorizar Joinville, o Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. Em quatro anos, nomeamos mais de 3 mil policiais. Mas há muita falta em todo o Estado.

AN — As obras da avenida Santos Dumont estão paradas. A Prefeitura não tem recursos para fazer as desapropriações. O governo estadual pode ajudar?
Colombo — Participei de muitas reuniões sobre a avenida Santos Dumont e outras vias importantes de Joinville. Ficou acordado que faríamos a obra, mas as desapropriações ficariam a cargo da Associação Empresarial e da Prefeitura, entrando em contato com os proprietários. Isto não se viabilizou. Da (rua) Tuiuti até o aeroporto, a obra será retomada em breve. Vamos fazer alterações na Santos Dumont e, com algumas desapropriações, vamos entregar a obra com outro modelo.

AN — Não haverá recursos do Estado para as desapropriações?
Colombo — Vamos fazer a avenida, mas não como no projeto original. Nenhum município catarinense recebeu tantos recursos para intervenções urbanas como Joinville.

AN — Na área da saúde, há apelos para a construção de um novo hospital público na zona Sul da cidade. Como o senhor vê esta reivindicação?
Colombo — A construção de um novo hospital não é prioridade. A prioridade é terminarmos as obras do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e concluirmos as obras no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante, que também está em curso. A ideia é ampliar o Regional, que terá um custo muito menor. Repassamos todo mês cerca de R$ 6 milhões para a manutenção do Infantil. A Maternidade Darcy Vargas tem custo de mais R$ 4 milhões por mês, e o Hospital Regional, de R$ 8,6 milhões. O custo mensal na saúde é de R$ 18,6 milhões. Ajudamos ainda o Hospital São José, via Prefeitura, com mais de R$ 14 milhões em investimentos.

AN — Alguma previsão do término das obras do Hospital Regional Dieter Schmidt?
Colombo — A previsão é de que a conclusão da primeira parte ocorra em maio e o restante em junho de 2016, com investimentos de R$ 10 milhões.

AN — E como está o pedido de recursos para a ampliação da Arena Joinville?
Colombo — Com o Joinville na Série A, eu disse que participaria da ampliação, a partir da informação de que o governo federal liberaria recursos. Da nossa parte, a liberação está garantida. Falta a confirmação da parceria do governo federal.

AN — O Deinfra tem planos para roçar e melhorar a sinalização da Serra Dona Francisca. A população apela por melhorias nos pontos que causam acidentes graves.
Colombo — Temos programa de recuperação de todas as rodovias, o que está sendo retomado agora com a limpeza e a sinalização. Reativamos a fábrica de placas do Deinfra e autorizei hoje (quinta-feira) as obras emergenciais. Mas não temos agora projeto de revitalização da SC-418.

AN — O senhor pode revelar algum projeto novo para a população de Joinville ou do Norte do Estado?
Colombo — Temos investimentos importantes para a melhoria dos serviços. Duas subestações de energia, uma unidade da Udesc e agora o Centro de Inovação Tecnológica. Joinville ficou fora por um erro de planejamento da secretaria. Corrigimos isso e, dentro de alguns dias, vamos liberar os recursos para a implantação (do Centro Tecnológico) junto à Univille. É um projeto importante e que corrige uma injustiça com Joinville.

AN — Por que a reforma administrativa atrasou tanto?
Colombo — As dificuldades são de ordem política. Há uma incompreensão da classe política em fazer os enfrentamentos. Percebi que não adianta jogar a bomba para dentro da Assembleia. No Congresso Nacional, estão até voltando atrás em avanços que precisam ser feitos. Estamos, assim, num caminho mais difícil e mais demorado, conversando com as pessoas envolvidas. Procuramos explicar que não se trata de reforma do governo e nem para ajustar contas do governo que, graças a Deus, estão controladas. Queremos fazer uma reforma para salvar o Estado, para prevenir gerações. Vamos reunir servidores públicos e setores do governo para mostrar as medidas que precisam ser adotadas e pedir a colaboração. Aí, mandar para a Assembleia mais ou menos harmonizadas e avançar. No caso dos professores, houve um equívoco, em nosso entender. Mandamos agora a compactação da Agesc e Agesan, reduzindo 47 cargos, sem prejudicar o processo operacional. Mesmo assim, há resistências. O problema é sempre político. Decidimos fatiar e fazer depois que as coisas amadureçam.

AN — O próximo projeto é a extinção de 500 cargos, alterações nas secretarias regionais ou a previdência pública?
Colombo — A previdência vai ser a mais demorada. Temos que conversar com todo mundo, explicar as necessidades e pedir a colaboração. Como disse, nada disso vai ter benefício nos três próximos anos. É questão de visão estratégica. A ideia é de modernizar, simplificar e reduzir os custos do governo.

AN — A mobilização do PSD de SC tem o seu aval? A estratégia visa a 2018?
Colombo — O movimento, pelo que sei, tem o objetivo de levar as ações do governo. Estamos realizando hoje o maior volume de obras de que se tem notícia em Santa Catarina em muitos anos, mas não há a devida compreensão. Combinamos que os líderes vão levar as informações à população. Santa Catarina vive um bom momento, mas o ambiente nacional não é bom. Queremos evitar diminuição na atividade econômica, na geração de empregos. Na minha visão, não tem nada de político ou eleitoral. Isto fica para depois. Seria um erro antecipar qualquer processo eleitoral. O governo tem três meses apenas. Seria um desrespeito para com a sociedade.

AN — O senhor já viveu uma crise (política) como a atual?
Colombo — Não, nunca vi na minha vida. É a mais grave que já vivi. Estou no processo político há mais de 30 anos e nunca vi uma crise tão grave. Pior porque junto há uma crise de representatividade e de credibilidade da classe política. As pessoas não confiam. Como não confiam, não ajudam. Você não consegue avançar. É tudo difícil.

AN — Corremos o risco de haver uma ruptura, então?
Colombo — Acredito que sim. As mudanças são absolutamente urgentes e necessárias. Você tenta fazer algo e não consegue executar. O ajuste fiscal se mantém só na boa vontade do governo. Não se consegue realizar nada. O Congresso Nacional hoje não colabora e isto é uma irresponsabilidade. É claro que o ajuste fiscal impõe sacrifícios a todo mundo, inclusive aos Estados e à arrecadação estadual. Mas não adianta Santa Catarina ir bem e o Brasil ir mal. O desafio é muito grande, e o momento extremamente difícil. Não é um cenário favorável. Há também coisas boas, como o povo indo às ruas para pedir mudanças. Isto nunca teve.

AN — Na sua avaliação, a presidente Dilma Rousseff corre risco de impeachment, de renúncia ou vai continuar “sangrando”?
Colombo — Não acredito em impeachment. Tenho certeza de que não há nenhum envolvimento pessoal dela. Também não acredito em renúncia. Não é característica dela e não vai entregar o cargo para o Michel Temer. Acredito que possa surgir, em algum momento, um envolvimento nacional de superação da crise que inclua todo mundo. Todo mundo percebe que neste momento não tem saída. Todo mundo pode falar mal de tudo, mas nós, gestores, temos que mostrar resultados. São muitos desafios, mas a economia brasileira está caminhando.

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Joinville terá mais voos diários

18 de abril de 2015 0

A cidade de Joinville passa a contar com mais dois voos diários, ligando pela Azul o aeroporto municipal a Porto Alegre(RS) e Guarulhos(SP).

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