
Foto: Eraldo Schnaider/Especial
Então... Ontem, participei de mais uma supercorrida em Blumenau: a 5ª Meia Maratona. E, mais uma vez, reafirmo: meu Deus, que cidade bonita. Olha... Eu adoro aquele lugar, mas confesso que fiquei com medo do calor que faz lá.
Acordamos hoje de manhã rezando para que na hora da corrida não estivesse tão quente e ensolarado quanto o dia anterior. Não estava. Maravilha. Ontem à noite, garoou bastante lá. E a noite ficou com a temperatura mais amena.
Então, era a hora de se preparar para chegar na Vila Germânica bem antes da largada. Olha... Eu ameeei a Vila Germânica. Mas fiquei preocupada quando avisaram que o começo dos trabalhos iria atrasar em meia hora: vai que o sol decide sair de rachar?
Mas parece que tudo conspirou a favor dos mais de 1,6 mil corredores que fizeram uma linda e colorida festa pelas ruas de Blumenau.
Às 7h30, largou a galera da meia maratona; pouco depois, foi a vez dos cadeirantes e deficientes visuais; em seguida, o povo da corrida rústica, eu, meu marido e um amigo nosso também estávamos neste grupo. Os dois, inclusive, estrearam oficialmente em corridas hoje. Após a nossa largada, foi a hora do pessoal da maratoninha largar, e depois o povo da marcha atlética feminina e da marcha atlética masculina.
Acho que de todas as provas das quais participei esta foi a que eu tive meu pior desempenho. As quase três semanas sem treino por causa da dor na minha canela fizeram uma diferença imensa no meu rendimento e, principalmente, no meu fôlego.
Corri os primeiros 3,5 km numa boa. Mas depois disso, tive problemas. Faltou fôlego, a canela fisgou um pouco, o joelho esquerdo doeu bastante. Mas o que mais me incomodou foi a tal da bolachinha que eu comi logo que acordei.. Bá... fez mal. Caminhei uns pedaços da prova, mas não pensei em desistir em nenhum momento. Fiquei feliz quando vi o Jefe, sempre ele, me dando a maior força quando passou por mim (ele já estava voltando enquanto eu ainda ia).
Depois, encontrei um senhor que era de outro país, não sei o nome dele, mas ele me fez correr muito só de estar do meu lado. Ele dizia: "Vamos devagar, eu vou com você. Diminua o ritmo, mas não pare." Um querido...
Mas me senti bastante orgulhosa quando vi os meninos (o Gerson e o Gabriel) passando por mim. Claro que fiquei desapontada com o meu desempenho, porque eu treino há mais tempo que eles, mas eu sei que eles estão se empenhando e mereceram ter terminado a prova antes de mim (fizeram em 55 min). Estou feliz por ter plantado neles o bichinho da corrida. E triste comigo, mas eu precisava deste tempo para tentar curar esta inflamação na canela. Tudo bem, é hora de voltar para os treinos.
Já na volta, depois do retorno em uma pracinha bem bonita, conheci um senhor chamado Almeida (este eu perguntei o nome), de São Paulo. Ele me contou que já foi "atleta" de correr uma prova de 10 km em 38 minutos, mas que, agora, estava contente em terminar os 7,3 km em uma hora. Disse que o importante era não desistir e que a corrida faz a gente viver melhor, ser mais feliz e amar melhor. Muito legal.
Lá mais para o fim da prova, encontrei mais uma moça. Fomos correndo de trotinho até o fim da prova e, juntas, terminamos. Acho que fiz a prova em 58. Péssimo. Mas me aguardem. Eu voltarei com tudo.
Mas tudo bem... Como já disse antes, é hora de voltar aos treinos e melhorar a cada dia.
P.S. Muito delícia a noite de massas oferecida pela organização da prova na noite de sábado. Além da comida boa, tinha muita gente animada e falando de uma das coisas que mais gosta de fazer: correr. Parabéns aos organizadores.
E vocês, como foram nas provas deste fim de semana? Mandem fotos e comentários para o nosso e-mail.