Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Três técnicas imperdíveis para ter novas ideias – parte II

15 de abril de 2015 0

Por Maximiliano Carlomagno*

No post anterior enfatizei que a capacidade de inovar é algo que pode ser aprendido. Também apresentei a primeira técnica para identificar novas ideias: o Job to Be Done, a lente na qual você deve analisar suas oportunidades de inovação. O Design Thinking é uma metodologia para solucionar problemas com foco especial no ser humano propagada mundialmente a partir dos trabalhos de Tom Kelley e da IDEO, na universidade de Stanford.

O Design Thinking ajuda você em COMO entender o Job. A metodologia segue um processo de 5 etapas. Vou buscar aprofundar a fase de EMPATIA na qual busca-se entender o problema (job) para definir limites, gerar ideias e fazer os protótipos.

As 5 etapas do Design Thinking

 

Segundo Luis Serafim, Head de Marketing da 3M, “um de seus maiores diferenciais é trazer a etapa de Empatia para o início do processo de inovação, incluindo técnicas de pesquisa antropológica para buscar identificar as reais necessidades das pessoas, mesmo quando elas não conseguem expressá-las”.

Veja o vídeo do Pergunte ao Consultor da 3M para saber mais sobre o tema.

Nesse post pretendo apresentar de forma sintética 3 técnicas fundamentais:

a) a entrevista;

b) a imersão;

c) a observação.

Para fazer isso vou relatar um caso de um cliente, uma indústria farmacêutica, que para fins de sigilo vou chamar de FARMA Co.
A FARMA Co., multinacional de produtos farmacêuticos, nos contratou para “identificar oportunidades de inovação no negócio de saúde para a terceira idade”. Para nos ambientarmos no tema fizemos uma série de coletas de dados por meio de desk reasearch via internet, ou seja, passando horas e horas na internet buscando entender o assunto.

Depois disso, fomos fazer a imersão, observação e entrevista. Para tanto, selecionamos uma casa de cuidados de terceira idade em SP. Preparamos 15 executivos da empresa para esse momento. Naturalmente, articulamos com a diretoria da casa previamente. Elaboramos roteiros de entrevistas, contendo os temas centrais que gostaríamos de abordar. Dividimos o grupo em sub grupos. Parte iria “vivenciar” o mesmo ambiente, enquanto que outra parte iria apenas observar e, um último grupo, iria entrevistar homens e mulheres de terceira idade que lá ficam diariamente.

Impressionante os insights que capturamos junto com a equipe da FARMA Co. A observação permite você atentar para detalhes importantes, algo que não ocorre quando você está imerso no contexto. Já a entrevista tem um poder fantástico se feita da forma correta. Enquanto que a imersão faz com que você viva a realidade do cliente em vez de ficar fazer teorizações.

Esses insights nos permitiram desenhar novas ideias. Gerar ideias inovadoras envolve saber O QUE analisar, COMO e ONDE  fazer.

Para aprofundar seu entendimento sobre Design Thinking acesse o site da escola de Design de Stanford.

Há dicas objetivas de como realizar entrevistas, observar e proceder a imersão.

No post da próxima semana iremos debater o conceito de Lead Users desenvolvido pelo Prof. Eric Von Hippel do MIT. Não perca!

Até a próxima inovação.

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação. Ele dará dicas e contará o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham. 

 

Envie seu Comentário