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Posts de maio 2015

Como erros de marketing podem abalar uma marca

30 de maio de 2015 0

* Por Fernando Naiditch

Bem às vésperas do Memorial Day — feriado comemorado no último dia 25 de maio, nos Estados Unidos, em homenagem aos homens e mulheres que morreram servindo como militares americanos –, uma nova controvérsia de marketing ocupou as redes sociais americanas. Tudo começou com uma camiseta posta à venda no site da fabricante de roupas Under Armour. Denominada “Band of Ballers,” a camiseta fazia referência à famosa cena de soldados americanos erguendo a bandeira americana no final da Batalha de Iwo Jima. Só que, em vez da bandeira, a camiseta ilustrava a silhueta de quarto jogadores erguendo um mastro de basquete.

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Imagem:UnderArmour.com

A explicita referência à imagem de uma das mais sangrentas batalhas da história americana foi considerada desrespeitosa por milhares de internautas que também utilizaram a página de Facebook da marca para expressar sua decepção. Muitos consideraram a comparação uma afronta aos soldados veteranos americanos.

Não demorou muito e a Under Armour retirou a imagem do site, cancelou as vendas da camiseta e ainda publicou um pedido de desculpas aos consumidores: “Nós sentimos profundamente e nos desculpamos por ter lançado uma camiseta que não reflete nosso compromisso em apoiar e honrar os heróis de nosso pais. A Under Armour tem o maior respeito e admiração pelos soldados, homens e mulheres, na ativa e veteranos que serviram nosso pais”.

De fato, a marca já doou mais de 3 milhões de dólares para um projeto que cuida de veteranos de guerra feridos e, inclusive, fabrica uniformes esportivos para times de futebol americano em universidades que estampam o apoio da marca a veteranos em suas camisas.

A imagem icônica chamada de “Raising the Flag on Iwo Jima” (erguendo a bandeira em Iwo Jima, em português) foi resultado do trabalho do fotógrafo americano Joe Rosenthal, vencedor do premio Pulitzer . Em fevereiro de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, suas lentes capturaram o momento em que soldados Americanos erguiam a bandeira nacional para celebrar a dura vitória.

A batalha entre os Estados Unidos e o Japão pela posse da ilha de Iwo Jima durou 36 dias. A imagem de Rosenthal se tornou um símbolo do fim de uma era; um fim vitorioso em uma batalha devastadora.

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Imagem: Joe Rosenthal, The Associated Press

Essa não é a primeira vez que a Under Armour se encontra envolvida em controvérsia. Na época dos Jogos Olímpicos de inverno em Sochi, na Rússia, a empresa, que patrocina atletas olímpicos americanos desde 2011, desenvolveu um material exclusivo em colaboração com os engenheiros da empresa Lockheed Martin. O tecido especial, conhecido como Mach 39, supostamente aumentaria a velocidade e ajudaria na flexibilidade de atletas ao praticarem esportes.

A ausência de atletas americanos no pódio acabou em críticas à Under Armour e muitos culparam a marca por não ter testado o novo material o suficiente e em condições iguais ou similares às de uma Olimpíada. A falha no design acabou prejudicando a performance principalmente do time de patinação americano.

NOTA: Para os interessados em história, a batalha de Iwo Jima é o tema central de dois filmes do diretor americano Clint Eastwood: “Flags of our Fathers” e “Letters from Iwo Jima,” ambos lançados em 2006. Eastwood planejou os dois filmes como sendo complementares e filmou um após o outro. O primeiro descreve a batalha do ponto de vista americano, enquanto “Letters from Iwo Jima” a relata do ponto de vista dos soldados japoneses.

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

O que diferencia as nações vencedoras?

30 de maio de 2015 0

 

Lançado este final de semana em Porto Alegre, o décimo livro do escritor gaúcho Felipe Daiello, ‘As Rodas da Fortuna‘, mostra as atitudes adotadas pelas nações vencedoras.  Por meio de pesquisas, ele mostra porque um povo cresce, progride e é feliz e outro não. A obra traz uma análise muito atual e contextualizada das razões dos problemas brasileiros, abrangendo desde aspectos sociais, passando pela política e, especialmente, econômia. O escritor investiga o DNA das crises, apontando o processo que leva um povo a sucumbir e conta como decisões erradas ao longo da história contaminam o futuro.

O autor questiona: “o que é preciso fazer para acompanhar a trajetória da fortuna e não ser esmagado por suas rodas?”

Capa do livro/Divulgação

Capa do livro/Divulgação

Daiello incrementa As Rodas da Fortuna com textos que exploram a pesquisa até 1622 com relatos ao longo dos séculos, mostrando indivíduos, sociedades e nações que se desenvolveram mesmo enfrentando dificuldades, superando obstáculos, guerras e catástrofes.

Para o escritor, a chama da liberdade, do conhecimento necessário, o desenvolvimento de novas técnicas e de ideias possibilitam alcançar o sucesso, os prazeres e as riquezas almejadas. A leitura sugere ainda uma meditação sobre como vencer a inércia e os contratempos.

Sempre amparado em fatos históricos, Daiello mostra as lições deixadas por pessoas que construíram o sucesso da sua família, da sua tribo e da sua pátria. “Que lições elas deixaram, pois a humanidade desenvolve uma cadeia de eventos capaz de criar sucesso e fortuna”, diz ele.

O autor lembra que, no interesse dos filhos e netos, é preciso mudar conceitos, vencer clichês ideológicos e sair do marasmo.

“As Rodas da Fortuna” terá um segundo volume que abordará temas a partir de 1622.

Editado pela AGE, o livro tem prefácio de Armindo Trevisan que revela que a obra “entrelaça textos ficcionais com detalhes turísticos, receitas culinárias com noções estéticas, dados locais. Tudo acompanhado por molhos e condimentos emotivos”.

 

Lei da biodiversidade vai estimular desenvolvimento de novos produtos

29 de maio de 2015 0
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foto: ultradownloads.com.br

Todos nós sabemos que o Brasil tem um dos maiores e mais ricos ambientes naturais do planeta. Essa riqueza natural pode auxiliar no desenvolvimento de cosméticos, medicamentos, alimentos, biocombustíveis e insumos para as mais diversas indústrias. Mas você sabia que, com a nova Lei da Biodiversidade, publicada este mês, a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos a partir do patrimônio genético brasileiro devem crescer muito?

É o que a especialista em Direito Ambiental, Juliana Stangherlin, do escritório Souto Correa Advogados, de Porto Alegre, explica ao Mundos dos Negócio. Ela conta que, desde 2001, uma medida provisória regulamentava o tema do acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento sobre as propriedades e usos dessa biodiversidade, muitas vezes transmitido por povos indígenas, populações ribeirinhas e agricultores tradicionais. A medida provisória previa a repartição dos benefícios obtidos com a exploração econômica de produto desenvolvido a partir de componentes do patrimônio genético e do conhecimento das comunidades locais sobre ele, por meio de pagamento de royalties a essas comunidades.

Conforme essa medida, as empresas, universidades e pesquisadores em geral, precisavam submeter um pedido de autorização ao CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), ligado ao Ministério do Meio-Ambiente, para desenvolver pesquisas com amostras da nossa biodiversidade. Além disso, era necessária prévia concordância das comunidades detentoras do conhecimento e para a utilização deste nas pesquisas de desenvolvimento de produtos e de outros procedimentos até que se pudesse comercializá-los. O maior problema da antiga medida provisória era o excesso de burocracia que redundava em custo de tempo e dinheiro para as empresas.

Segundo a especialista Juliana, a nova Lei, 13.123/2015, recém publicada, chega para desburocratizar o processo e incentivar o desenvolvimento tecnológico que esse acesso à biodiversidade e ao conhecimento tradicional podem proporcionar. As principais mudanças trazidas pela regulamentação definitiva do tema são:

- As empresas não vão precisar de autorização prévia do CGEN, apenas terão que se cadastrar pela Internet, preenchendo um instrumento declaratório sobre suas atividades de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento associado a ele, para fins de controle pela União. O funcionamento do cadastro será definido em regulamento próprio;

- Quando um produto for explorado comercialmente, as micro e pequenas empresas, os microempreendedores individuais e os agricultores tradicionais e suas cooperativas, estarão isentas do pagamento do percentual sobre o lucro líquido proporcionado pela venda do produto;

- A repartição de benefícios, citada acima, antes negociada para qualquer produto, agora só incidirá sobre o produto final. Ou seja, somente o fabricante do produto acabado estará sujeito à repartição de benefícios, ficando isento o de produtos intermediários ao longo da cadeia produtiva;

- Somente haverá repartição de benefícios com os povos indígenas e comunidades tradicionais quando o seu conhecimento for considerado elemento principal de agregação de valor ao produto desenvolvido.

A tendência é que investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos cosméticos, medicamentos e alimentos com base na nossa biodiversidade aumentem muito e que tenhamos mais produtos resultantes do nosso rico patrimônio genético“, diz Stangherlin.

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Juliana Stangherlin

 

Gerdau cria aplicativos para ajudar o consumidor

27 de maio de 2015 0

Já reparou como a indústria tem se preocupado muito em ajudar os consumidores a usar cada vez mais e melhor os produtos que fabricam? Você precisa colocar uma cerca na sua fazenda mas não sabe quanto arame é necessário, por exemplo. A Gerdau  lançou nesta semana, com exclusividade para o mercado brasileiro, um novo aplicativo que faz isso para o consumidor.

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Imagem: Divulgação Gerdau

O Gerdau Cálculo de Cercas indica a quantidade exata de produtos da marca que o cliente precisará para montar sua cerca, com base na metragem e nas características do terreno. O aplicativo também destaca os diferentes produtos e soluções da empresa voltados exclusivamente para a construção e manutenção de cercas, como arame ovalado, arame farpado, grampos, balancins, arame para arremete, alambrados, mourões de aço e outros componentes.

E tem mais: o cliente também poderá acessar o catálogo de produtos voltados para agronegócio, construção civil e indústria em outro aplicativo: o Gerdau Catálogo de Produtos. Com ele, o consumidor poderá acessar remotamente a linha completa de produtos oferecidos pela Companhia para os segmentos da construção civil, indústria e o agronegócio. A ferramenta também permite consultar especificações e aplicações, tabelas técnicas com pesos e medidas e manuais com instruções de uso que auxiliam nas busca das soluções mais adequadas para a demanda usuário.

Ambos estão disponíveis, gratuitamente, para plataformas Android e iOS e poderão ser usados em tablets e smartphones.

 

 

 

O líder é gestor de si mesmo

25 de maio de 2015 0

*Por João de Lima

“Cada qual é o mestre de si mesmo pela própria experiência! O eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir?” Sutta-Nipata

Gosto muito do sentido essencial desta frase. Sutta Nipata é uma das escrituras que contêm ensinamentos sagrados do Budismo primitivo. É uma fonte constante de inspiração e guia para os caminhos da vida. Como dizia Sócrates. o filósofo grego: Aquele que aspira governar a cidade, precisa aprender a governar a si mesmo”.

Criar organizações em que a liderança não seja exercida por meio da imposição e do controle de uns sobre os outros é o grande desafio que esta época de crise está a exigir. Para o homem descobrir esta nova maneira de se relacionar com os seus semelhantes e exercer uma liderança positiva, ele precisa dedicar boa parte do seu tempo a si mesmo, tem que aprender a administrar o eu. É o que sugere Dee Hock, fundador da VISA, um dos primeiros a defender a ideia de que todas as coisas são uma mistura homogênea de caos e ordem:

“A primeira e suprema responsabilidade de quem pretende administrar é administrar a si mesmo: integridade, caráter, ética, conhecimento, sabedoria, temperamento, palavras e atos. É uma tarefa complexa, interminável, incrivelmente difícil, muitas vezes evitada. A administração do eu é algo a que dedicamos pouco tempo e raramente dominamos, pois é muito mais difícil do que determinar e controlar o comportamento dos outros. Sem administração do eu, ninguém está preparado para ter autoridade, mesmo que a tenha.”

O sucesso de nossas iniciativas depende diretamente do conhecimento que cada um tem de si mesmo, principalmente do que tem de melhor e do que ainda pode melhorar. A busca da liderança começa dentro de cada um para descobrir quem é, o que deseja, o que o motiva e impulsiona e o que o limita. Dessa descoberta, nasce a confiança para liderar. Quem não se conhece o suficiente, não se sente dono de si, não pode se guiar e, menos ainda, tem condições de guiar outras pessoas.Os lideres que se conhecem bem, se sentem bem consigo mesmos, agem de maneira consistente em diferentes situações e conquistam a confiança dos superiores, colegas e liderados.

conheça-te

Veja abaixo alguns passos que tenho usado nos meus processos de coaching com executivos em formação:

1 – Analise suas próprias forças

Cecilia Bergamini, escritora, professora da FGV e consultora de empresas foi uma das pioneiras no Brasil em Avaliação de Desempenho e foi a introdutora do Método LIFO (Life Orientation), de Allan Ketcher e Stuart Atkins, para identificar as características motivacionais da liderança. Com ela aprendi que o uso excessivo de um ponto forte pode se tornar a própria fraqueza do individuo e, conclusão ainda mais importante, as pessoas basicamente não mudam. O passo inicial necessário para o autoconhecimento é a noção clara dos próprios pontos fortes, que podem se transformar em seu diferencial competitivo. Os pontos fracos não vão mudar. Basta administra-los para que não atrapalhem o todo. O esforço deve ser no sentido de fazer crescer os fortes e achar o lugar e as oportunidades para usá-los. Como identifica-los? Prestando atenção nos feedbacks dos chefes, tendo os ouvidos abertos às observações e criticas dos colegas e subordinados e analisando os resultados dos instrumentos de avaliação dos processos de RH. Assim, fica mais fácil definir o próprio diferencial competitivo que vai te possibilitar ser um profissional mais efetivo e mais realizador, com mais resultados, mais valorização e, desta forma, mais motivado e mais realizado.

 2 – Analise seus próprios Valores

Os valores nascem de suas crenças e convicções. Quando se tem o claro entendimento deles, é possível estabelecer os princípios de acordo com os quais você quer liderar. Estes princípios são seus valores traduzidos em ação. Somente se é feliz, realizado e motivado no ambiente onde os comportamentos e o jeito de ser se coadunam com os da gente. Isto acontece quando nossas crenças e valores estão em harmonia e combinam com os da empresa onde se trabalha. Nos momentos de duvida ou de insatisfação, é hora de olhar para dentro de si e fazer um balanço comparativo entre as coisas em que acreditamos e o que o ambiente da empresa e as praticas da liderança nos impõem. Se não estiverem em sintonia, melhor escolher outros caminhos.

3 – Encontre o lugar a que pertence

Busque um propósito que desperte sua paixão.

A área profissional em que atuamos, grande parte das vezes, não é resultado da própria escolha. É fruto do acaso ou por termos seguido a fila que estava à nossa frente. Sempre é tempo de para e refletir se é o lugar que te pertence, onde mais do que aplicar suas habilidade e competências, você vai realizar seus desejos interiores, sua vocação pessoal. Se desta reflexão resultar a necessidade de uma nova escolha, é momento de se definir um novo caminho e a estratégia pessoal para chegar lá, para não se arrepender depois.

4 – Descubra a contribuição que pode dar

Os passos anteriores vão definir o lugar e a posição onde sua contribuição vai fazer a diferença. Os lideres esperam que cada um dê o melhor de si, que contribuam e também se realizem. Não tenha dúvida de expor suas motivações e suas ambições. Impossível sabê-las se não forem ditas. Expresse-as dando as razões que convençam seu líder a analisar seus argumentos e reposicionar para onde sua contribuição vai ter mais valor e sua realização vai aumentar.

5 – Crie sua rede de relacionamentos

Desenvolver relacionamentos duradouros é a marca dos grandes lideres. O mundo hoje é uma grande rede e você faz parte dela. Saiba estar atento às pessoas ao seu redor, as que aparecem ou passam pelo seu caminho. Preste atenção e dê atenção, peça ajuda e ajude. Esta atitude aberta e solidaria, de relação ganha-ganha, vai gerar os vínculos que lhe servirão de apoio em algum próximo momento.

6- Busque o equilíbrio emocional

Lidere com os sentimentos e com a razão. A harmonia de corpo/mente/espirito resulta no equilíbrio emocional. Tenha os sentidos despertos para perceber em qual parte desta trilogia vital existe o ruído ou o desequilíbrio para atuar sobre ele com o recurso ou com a ajuda que for necessária.

7 – Peça ajuda profissional

Em momentos críticos, de duvida ou de desejo de revisão ou de mudança de rumo, não hesite em buscar conselho profissional, ou o apoio de sua liderança, para ajuda-lo a entender o quadro, analisar oportunidades e riscos e propor alternativas. Quem está de fora, consegue ver melhor as torres da aldeia.

8 – Sirva de Exemplo

O líder é o espelho onde todos se miram. Ele é o prisma irradiador do modelo a ser seguido em todos os campos, através de seu comportamento, suas atitudes, seus atos e, principalmente, suas decisões. Os americanos usam muito a expressão Walk the Talk, que você deve fazer o que você diz, praticar o que você prega. Seja consistente e será confiável e servirá de exemplo.

9 – Autodisciplina e Determinação

O líder é o modelo do modelo.

Todo modelo define padrões a serem seguidos. Assim sendo, padrões somente acontecem se seguidos metodicamente. Significa disciplina com autodisciplina. Líder deve ser este modelo. Este comportamento exige resiliência para se adaptar aos solavancos da estrada e determinação para alcançar o que se deseja, seguindo todos os passos do modelo, para chegar ao final do caminho. Não é coisa para pusilânimes.

10- Três Segredos

“Quanto mais alto você imaginar o muro, mais dificil será de transpô-lo”: Não menospreze o tamanho das dificuldades que vão surgir pela frente, mas também não as superestime.

“Quem olha para trás vira estátua de sal”: Remexer no passado, querendo buscar as explicações e justificativas para os insucessos, só nos prende e imobliza para as ações necessarias para irmos em frente.

“Transforme riscos em oportunidades”: O ideograma chinês para crise é risco+oportunidade. Os vencedores são os que enfrentam as situações sem receio e fazem a melhor escolha. O futuro é o resultado de nossas escolhas.

*João Aparecido de Lima é sócio-fundador da Fractal – Resultados, Consultoria especializada em Gestão, Pessoas e Liderança. Tem mais de 40 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional , em empresas como Gerdau e GP Investments. fractalresultados@gmail.com

 

Nascemos inovadores?

24 de maio de 2015 1
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imagem: creativebabyinc.com

Por Maximiliano Carlomagno*

Todas empresas querem inovar. Pelo menos, a maioria diz que quer. Bom, sendo essa uma prioridade estratégica, é necessário fazer com que as pessoas possam ser bons inovadores. Mas como formar melhores inovadores ou mesmo transformar a nós mesmos num inovador de primeira linha? Será que nascemos inovadores? Todos os inovadores são iguais? Os criativos são mais importantes para a inovação? Essas e outras perguntas tem dominado a nossa agenda nos últimos 10 anos assessorando empresas inovadoras. Consolidei um conjunto de aprendizados para responder essas questões baseados na nossa teoria das competências individuais 

1. Inovar envolve transformar novas ideias em resultado: As ideias não nascem prontas. É preciso uma ação deliberada dos inovadores para sua realização. (vídeo)
2. As habilidades individuais para inovar não são inatas; mais de 2/3 delas podem ser aprendidas: Essa é a parte boa. Todos podem aprender como inovar. Mentalidade, atitudes e ferramentas podem ser sistematizadas organizacional e individualmente. (video)
3. O processo de inovação tem quatro fases que demandam habilidades distintas: Os projetos inovadores passam pela cadeia de valor da inovaçãos: idealização, conceituação, experimentação e execução. Cada fase tem objetivos, enfoque e produtos distintos exigindo diferentes competências.
4. São 7 as competências fundamentais para inovar: Identificação de oportunidades, motivacão para mudança, tolerância às incertezas, adaptação durante projetos, comportamento com relação a desafios, gestão de projetos e foco em resultado.
5. São 4 os perfis dominantes para fazer a inovação acontecer: Criador, refinador, experimentador e executor. Cada perfil origina-se na combinação de um conjunto das 7 competências.
6. Os perfis Criador e Refinador são mais importantes no front-end e os perfis Experimentador e Executor são mais relevantes no Back-end do processo: Uma pessoa motivada a mudanças e boa em identificar novas oportunidades é mais criador do que executor e tenderá a apresentar melhor desempenho no front end. Por outro lado, alguem com capacidade de gestão de projetos e foco em resultados poderá ser melhor aproveitado na fase de implementação.
7. Inovadores e empresas podem otimizar o aproveitamento das pessoas no processo de inovação se conhecerem suas competências individuais para inovar: Essa é a parte mais legal de tudo. Se você, empresa ou indivíduo, conseguir aproveitar ao máximo as suas forças e do time, os resultados tendem a ser maiores.
8. O desenvolvimento de competências pode ser feito de forma prática: Não há melhor forma de consolidar suas forças e reduzir seus gaps do que vivenciar um projeto de inovação. É a formação no campo que naturalmente pode ser complementada por treinamento formal, benchmarking e mentoring.

Que bom que sabemos que a capacidade de inovação pode ser aprendida e que nem todos inovadores são iguais. Diferentes perfis, originados em determinadas competencias, são importantes para eficácia da inovação. Se você quer se tornar um inovador, pretende afinar suas competencias de inovação ou criar uma legião de inovadores é fundamental compreender essa conexão de perfis de inovadores, fases da cadeia de valor da inovação e desempenho das iniciativas inovadoras. Não basta falar. Tem que fazer.

Até a próxima inovação.

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

A cidade que nunca dorme vai ter que apagar

21 de maio de 2015 0

Por Fernando Naiditch*

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Imagem: The Associated Press

Um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores de Nova York está causando furor entre os nova iorquinos. A proposta do vereador Donovan Richards Jr. visa a economizar energia e atinge prédios que ficam vazios a noite, mas que mantêm suas luzes acesas até o amanhecer. A ideia é que prédios comerciais de mais de vinte andares desliguem todas as luzes a partir da meia noite, se não houver ocupantes.

Segundo o vereador, alem da conservação de energia, a medida tem também caráter ecológico, já que visa a ajudar as populações de aves migratórias que viajam à noite e ficam, muitas vezes, desorientadas com as luzes intensas da cidade.

O próprio governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, já estabeleceu uma regra parecida em prédios do governo, onde a ordem é apagar as luzes não essenciais a partir das 11 horas da noite durante a primavera e o outono, estações em que há um aumento forte na migração de pássaros.

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Imagem: Julie Jacobson, Associated Press

  A inspiração do vereador vem de Paris, conhecida como ‘Cidade Luz’, que tem uma lei parecida já em vigor. Nos últimos dois anos, prédios comerciais, escritórios e lojas da capital francesa, já mantêm suas luzes apagadas durante a noite.

  Turistas não precisam se preocupar. Os prédios famosos, considerados turísticos, não serão afetados se a lei for aprovada. Portanto, o Empire State Building, o Chrysler Building, e a região em torno de Times Square (leia-se Broadway) poderão manter suas famosas luzes coloridas a noite toda.

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Imagem: Shutterstock/blvdone

A preocupação dos que se mostram contra a lei é de que apagar as luzes à noite poderá deixar a cidade menos segura, a população mais vulnerável e afetar o famoso Skyline (Panorama urbano, como mostrado nas fotos), cartão postal de Nova York. Ainda não há previsão de quando a lei será votada.

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Imagem: Gary Hershorn/Reuter

                     Veja também: Toys ‘r’ us da Times Square fecha as portas em 2016

 

 

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

Maçãs e dólares estão em alta

19 de maio de 2015 0
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Foto: João Carlos Lazarotto

A RAR/Rasip, companhia do ramo de alimentos do empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, comemora os bons ventos que sopram da Europa e  da Ásia, para onde a empresa exporta a maior parte das maçãs produzidas em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra. O câmbio favorável fez com que as vendas externas do Brasil, de janeiro a abril deste ano, totalizassem quase 33 mil toneladas, avanço de mais de 13% sobre as 29 mil toneladas exportadas em 2014.

A Rasip Alimentos tem 35 anos de atuação e é uma das grandes responsáveis por este desempenho das exportações brasileiras de maçã. Começou com o cultivo de 130 hectares de macieiras. Hoje, são 1,1 mil hectares! Além da maçã, que lhe deu origem,  Randon coloca sua marca no queijo tipo Grana, no vinho, no azeite de oliva e, mais recentemente, no aceto balsâmico, ou seja, tudo que uma boa mesa precisa.

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foto: João Carlos Lazarotto

A iniciativa do empresário de Caxias do Sul  transformou a região dos Campos de Cima da Serra que já responde por 24% da produção nacional de maçãs. Isso faz do Rio Grande do Sul o segundo maior produtor, abaixo apenas de Santa Catarina. Na Serra Gaúcha, a RAR/Rasip comemora, neste ano, a colheita de 70 mil toneladas do grupo Gala e Fuji, além do clone Maxi Gala, o que lhe garante a terceira maior produção do País.

Vacaria também foi escolhida para sediar a primeira fábrica de queijo tipo Grana do Brasil e da América Latina —  e de seus derivados, como creme de leite, manteiga sob a marca Campos Gourmet e queijo ralado nas marcas Gran Formaggio e Campos de Vacaria. A marca RAR também comercializa queijos italianos importados Grana Padano, Parmigiano Reggiano e Pecorino Romano. As novidades são o aceto balsâmico Di Modena, sob a marca Campos Gourmet, e a produção nacional do Azeite Extra Virgem. Depois de um bem-sucedido projeto-piloto realizado em meio hectare, a área de plantio de oliveiras passou para 35 hectares. Nos próximas anos, começam a ser colhidos os primeiros frutos para a produção em Vacaria.

 

 

Reforçando a cultura de resultado

18 de maio de 2015 0

*Por João de Lima

Quando se fala de uma empresa que pratica a meritocracia, de imediato, vem à mente a ideia da seleção natural dos melhores, através de um ambiente interno de extrema competição, de uma quase hostilidade entre colegas.

Quando meritocracia é usada dentro de uma empresa, incluída entre outros valores e associada a regras claramente definidas e praticadas, onde a contribuição de cada um é parte essencial do todo e o resultado do todo define a parte de cada um, cria-se outro espírito: um por todos, todos por um. É o velho espírito de união dos três mosqueteiros.

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Claro que, até pelo desejo de alguns de serem incluídos no elenco dos melhores, há um aumento de competição e a melhoria da eficiência individual e coletiva. Vão ganhar mais e ter os melhores postos, os que se desempenharem melhor.

De outro lado, quando na avaliação do mérito, além do cumprimento das metas, entram fatores como prática do Sistema de Gestão e adesão aos Valores — entre os quais, “Espírito de Equipe”- , o equilíbrio naturalmente se impõe.

Quando se dá uma ênfase declarada à sua pratica, todos se sentem, de um lado, desafiados pelas metas ambiciosas negociadas, e extremamente adrenalizados; de outro, num estado de continuo alerta para os riscos e oportunidades, com muito foco e cuidando de cada detalhe, no seu trabalho e em seu processo, mas sempre de olho no trabalho e no processo do colega do lado, cuidando para que ele não pereça em sua missão e oferecendo ajuda, quando necessário.

Além do espirito de corpo, também se pode perceber um sentimento de pertencer a uma tropa de elite, onde a seleção natural faz permanecer os melhores, um declarado espirito de luta em busca das metas e um desejo impetuoso da vitória.

Para mim, meritocracia é uma pratica essencial no modelo de gestão, não somente pela justiça e pela maneira com que se propõe premiar os que melhor desempenham, mas por este espírito de corpo que pode criar. É um reforço extremamente forte á cultura de resultados!

 *João Aparecido de Lima é sócio-fundador da Fractal – Resultados, Consultoria especializada em Gestão, Pessoas e Liderança. Tem mais de 40 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional , em empresas como Gerdau e GP Investments. fractalresultados@gmail.com

 

Redes de fast food restringem refrigerantes nos Estados Unidos

17 de maio de 2015 0

* Por Fernando Naiditch

Está cada vez mais difícil para as crianças terem acesso a refrigerantes em restaurantes de fast food nos Estados Unidos. Seguindo o exemplo de seus competidores, McDonald’s e Wendy’s, agora foi a rede Burger King que anunciou a retirada de qualquer tipo de refrigerante de suas refeições para crianças (kids’ meals).

O chamado “BK menu for kids” vai passar a oferecer três opções de bebidas para as crianças: leite desnatado, suco de maçã integral, ou achocolatado com baixo índice de gordura. As alternativas foram pensadas “como parte de um esforço contínuo para oferecer a nossos clientes opções que reflitam seus estilos de vida”, afirmou Alex Macedo, presidente do grupo Burger King para a America do Norte.

Os refrigerantes seguem sendo vendidos, mas não nas refeições infantis. A mudança reflete uma tendência de consumo nos Estados Unidos e também é uma resposta a pressões cada vez mais fortes de grupos ativistas. Nessa onda de mudanças que vive a indústria de fast food, a rede McDonald’s ja anunciou um nova política para eliminar o uso de antibioticos humanos em seus frangos nos próximos dois anos. O Dunkin’ Donuts também prometeu retirar um agente quimico branqueador que é utilizado no açúcar de confeiteiro que envolve muitos de seus doces.

A previsão é de que, com o tempo, estas decisões afetem diretamente a industria de refrigerantes, a maior fonte de calorias nas dietas das crianças e que tem contribuido, de forma direta, no aumento de obesidade e diabetes infantil. Entre 1980 e 2012, a percentagem de crianças entre 6–11 anos consideradas obesas nos Estados Unidos cresceu de 7% para 18%. Nos adolescentes entre 12–19 anos, este numero cresceu de 5% para 21% no mesmo periodo, conforme dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças Americano (Centers for Disease Control and Prevention).

O jornal USA Today, que anunciou a mudança de cardápio no Burger King, publicou um gráfico comparativo de calorias nas refeições infantis das três principais redes de fast food nos Estados Unidos.

Veja abaixo:

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*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.