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Posts de junho 2015

Julho promete série de eventos no Rio Grande do Sul

29 de junho de 2015 0

 

Na próxima quarta-feira, dia 1º/07, o arquiteto Jaime Lerner, referência mundial em planejamento urbano, estará na reunião-almoço da Federasul. Lerner vai mostrar que é possível integrar moradia, trabalho, lazer, preservar a história e investir em transporte público. O ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná apresentará aos empresários gaúchos o tema “A cidade sustentável” e vai mostrar que ela é possível.

PALESTRANTE: arquiteto Jaime Lerner
TEMA: “A cidade sustentável”
QUANDO: quarta-feira, dia 1º de julho de 2015, 11h30
ENDEREÇO: Largo Visconde de Cairu, 17, no Centro de Porto Alegre

e-mail federasul@federasul.com.br

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No Shopping Praia de Belas, até o dia 26 de julho, você poderá conferir a feira ‘Volta ao Mundo’, com artesanatos típicos de 11 países e muita informação sobre a história das peças e da cultura de povos. O evento traz a expressão artística em peças produzidas em quatro continentes.
Cores, formas e texturas oriundas de Índia, Turquia, Tunísia, Paquistão, Peru, Itália, Espanha, Indonésia, Rússia, Chile e Brasil estão expostos na Praça das Artes, no 1º piso do shopping. Os produtos representam a cultura e a personalidade do povo e da região onde são elaborados e, durante a feira, são comercializados, em sua maioria, por representantes das próprias comunidades. São diversas opções com os mais diversos preços, com itens que custam de R$ 5,00 a R$ 5 mil.

Entre os artesanatos em exposição estão utilitários como bandejas, travessas, potes, talheres, pratos e cerâmicas. A mostra traz ainda peças decorativas para casa ou escritório, entre elas luminárias, estatuetas, esculturas, móveis entalhados, tapetes e colchas.

 

A feira ‘Volta ao Mundo’ também terá atrações especiais com mostras de itens diferenciados. Até o dia 10 de julho, os visitantes podem conferir os delicados damasquinados feitos em ouro e ferro em Toledo (Espanha) e variados acessórios femininos em cristais de Murano (Itália).

De 11 a 26 de julho, também estarão expostas as tradicionais bonecas matrioskas e as reproduções dos ovos fabergé vindos da Rússia.

O evento é aberto ao público, tem entrada franca e funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.

feira certa 2feira certa

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De 08 a 10 de julho, a capital gaúcha será palco da 3a Febravar, Feira Brasileira do Varejo, com novidades que prometem facilitar a vida de consumidores e lojistas. Paralelamente ao evento, serão discutidos temas de interesse do setor de varejo.

Você vai conhecer inovações como a vitrine interativa que possibilita que os consumidores que passam em frente ao ponto de venda tenham acesso a todos os produtos, mesmo antes de entrar no local ou até mesmo com o estabelecimento fechado. E um espelho mágico que utiliza a radiofrequência para identificar automaticamente a peça que o usuário aproxima. Após a identificação, o captador mostra a imagem do produto com cores e tamanhos disponíveis, composições, preço, etc. E tem ainda uma ferramenta que tem como objetivo filtrar os clientes de acordo com seus perfis e gostos e relacioná-los com o que é oferecido pela loja.

Essas são algumas das tecnologias que poderão ser conferidas no evento contará com mais de 40 expositores em 69 estandes em uma área de dois mil metros quadrados e vai apresentar as principais novidades, tendências e tecnologias para o setor. A expectativa deste ano é reunir um público de 6 mil visitantes, com projeção de obter um aumento de 72% na geração de negócios em relação ao ano anterior.

Os estandes da 3ª Febravar vão trazer novidades em tecnologia, e-commerce, automação, PDV, comunicação, entre outras áreas. O horário da visitação é das 10h às 20h30 com exceção do primeiro dia, em que inicia às 14h e encerra às 21h. A visitação na Feira é gratuita. Inscrições através do site www.febravar.com.br ou também é possível fazer o credenciamento na hora.

O encontro, promovido pelo Sindilojas Porto Alegre, será na capital gaúcha, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul (Av. Diário de Notícias, 300).

varejo

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De 02 a 26 de julho, acontece o tradicional Festiqueijo, em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha. A 26ª edição do evento ocorre no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Carlos Barbosa, às sextas-feiras das 18 às 22hs, aos sábados das 10 às 22hs e aos domingos das 10 às 17h.

A cidade é referência na elaboração de queijos nobres, com empresas centenárias e pioneiras na produção de derivados do leite. O Festiqueijo é um evento para celebrar a força e a pujança da cidade de Carlos Barbosa.

A farta gastronomia típica italiana, os melhores queijos, vinhos e espumantes elaborados na região fazem do Festiqueijo um dos principais eventos gastronômicos do Estado.

Durante o Festiqueijo é possível também conhecer as novidades das empresas expositoras. A RAR|RASIP, por exemplo, que há 35 anos atua no segmento do agronegócio, vai servir o seu mais tradicional produto: o queijo Gran Formaggio, tipo grana, com 12 meses de maturação. O Grana Padano é um queijo de textura granulada, com sabor suavemente frutado, indicado para gratinar e harmonizar com vinhos.

O Gran Formaggio segue toda a cultura clássica italiana de fabricação. Para atingir o ponto ideal de granulação e o sabor requintado que lhe é peculiar, o queijo grana requer desde o leite de altíssima qualidade, vindo de rebanho próprio de vacas holandesas com cuidados especiais até um longo período de maturação. São no mínimo, 12 meses, após um trabalho artesanal, que une antigos rituais à mais avançada tecnologia do setor. A empresa, do empresário Raul Anselmo Randon, também comercializa os queijos italianos Grana Padano, Parmigiano Reggiano e Pecorino Romano, além do Aceto Balsâmico e do Azeite de Oliva Extra Virgm, ambos sob a marca Campos Gourmet.

 

 

Veja também:

3a Feira Brasileira do Varejo traz novidades e negócios para o comércio

 

Renovação no varejo americano leva Gap a fechar 175 lojas e atinge outras marcas famosas

22 de junho de 2015 0

Por Fernando Naiditch*

Brasileiro adora comprar roupas na GAP. A Gap, Inc. é hoje uma companhia internacional que opera 3.300 lojas próprias, além de 400 franquias em 90 países através de todas as marcas do grupo, que incluem também a Old Navy, a Banana Republic, a Athleta, e a Intermix.

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Imagem: Kiyoshi Ota — Bloomberg via Getty Images

A Gap sempre acreditou na sua marca e na sua presença no mercado de roupas nos Estados Unidos, mas o crescimento e a expansão rápidas tanto na América do Norte como na Europa e na Ásia, porém, levaram-na a uma estagnação. A competição com outras lojas mais modernas e o crescimento, também rápido, da experiência de compras online acabou gerando conflitos numa empresa que não soube se modernizar e que ainda está aprendendo a mudar seus padrões para agilizar sua imagem e redefinir sua presença dentro de um novo panorama econômico e do próprio significado da atual experiência de comprar roupas.

Há um novo tipo de consumidor e de consumo descartável que se desenvolve e cresce nos Estados Unidos.

Nesta semana, a Gap anunciou que irá fechar um quarto de suas lojas na América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e demitir cerca de 250 funcionários do seu quadro corporativo, na busca de se renovar e de recuperar a fatia de mercado que vem perdendo constantemente nos últimos anos. A mudança não atinge as lojas de outlet malls ou as chamadas Factory Stores, que vendem mercadorias com descontos. A Gap seguirá operando com uma média de 500 lojas na América do Norte, além de outras 300 em outlets.

A verdade é que a Gap está lutando para seduzir novos consumidores em meio a uma competição acirrada com novas redes, principalmente as que operam pelo conceito de fast fashion, como a Forever 21, H&M, Urban Outfitters, American Eagle, Aeropostale, entre outras, que oferecem uma moda descartável que se renova rapidamente e que tem preços acessíveis para uma grande camada de consumidores.

As vendas da Gap nos primeiros quatro meses de 2015 caíram 10% em comparação ao desempenho da marca no ano passado. As vendas online também caíram em 2% comparado ao mesmo período de 2014.

A Gap bem que tentou se renovar criando, por exemplo, a marca Piperlime, uma rede que vendia roupas sapatos e acessórios exclusivos e que operava basicamente online. A experiência não deu certo e a Piperlime acabou fechando no inicio deste ano.

A decisão de fechar as lojas não vai sair barato para a Gap. A empresa calcula que deverá gastar cerca de $300 milhões de dólares devido ao fechamento das lojas e também aos gastos complementares envolvidos, como ruptura de contratos de aluguel, compensações trabalhistas e liquidação do estoque existente nessas lojas.

Mas, como diz Jeff Kirwan, presidente global da marca GAP, “nós estamos focados em oferecer coleções de produtos da marca que melhorem a experiência de nossos consumidores em todos os canais de vendas, o que inclui a criação de um grupo menor de lojas que sejam mais vibrantes”.

Nao é só a Gap que está sofrendo com a mudança no perfil de consumo e do consumidor americano. Outras marcas tradicionais como a Abercrombie & Fitch e a Best Buy também estão estudando mudanças radicais na tentativa de atrair consumidores e recuperar vendas. Os economistas apontam várias razões para a atual situação em que se encontra a Gap, mas duas delas parecem ecoar na análise de todos eles:

1. O fechamento de lojas da Gap é parte de uma tendência que está afetando esse tipo de loja que abre em shopping malls (shopping centers, no Brasil). Outras lojas que tradicionalmente operam em shopping centers também estão planejando fechar muitas de suas lojas. Entre elas, Macy’s, J.C. Penney, Deb Shops, RadioShack, Sears e Wet Seal. Essa tendência reflete uma mudança na noção de consumo nos EUA. Os americanos definitivamente mudaram seus hábitos de compras. Há lojas demais no país e muitas delas, na verdade, focam em atrair turistas do mundo inteiro ávidos pelas marcas e preços americanos. O shopping mall perdeu sua relevância e vários shoppings fecharam suas portas por todo o país. O consumidor cada vez mais busca os preços, a facilidade e a flexibilidade que comprar online proporciona. Comprar online também é considerado seguro e a mercadoria vem até você sem que você precise se deslocar. Qualquer problema, o consumidor sempre tem prioridade na cultura corporativa americana, ou seja, todas as lojas oferecem a possibilidade de troca ou devolução da mercadoria, o que também pode ser feito sem que o consumidor precise se deslocar.

2. Logos não são mais atrativo. Durante os anos 90, usar os famosos moletons da Gap eram considerado o máximo. A moda exigia que consumidores exibissem os logos e os nomes das marcas no peito, literalmente. Só que essa moda também mudou e os jovens evoluíram. Hoje, estampar logos ou marcas não é mais considerado chique. Só que a Gap continua apostando nos famosos moletons e casacos com seu logo estampado na frente. A empresa Abercrombie & Fitch está sofrendo do mesmo mal e também está planejando mudanças radicais para salvar suas marcas, que incluem também a Hollister e a australiana Gilly Hicks. Assim como a Gap, estampar a marca Abercrombie já foi o grito da moda, mas essa moda se foi. A nova é baseada no conceito de fast fashion. Isso significa que varejistas devem ficar de olho nas passarelas e traduzir o que é apresentado em uma Fashion Week, por exemplo, em peças acessíveis a todo o tipo de consumidor. A moda deve ir das passarelas para o armário dos consumidores o mais rápido possível e deve ser acessível também nos preços. Esse é o tipo de moda que se renova rapidamente, mas que permite que o consumidor possa sempre estar atualizado no que há de mais novo no mundo fashion.

Outras causas apontadas incluem a própria cultura da empresa e a reviravolta na administração do grupo. Nos anos 80 e 90, a Gap era sinônimo de inovação e suas roupas tinham um apelo a todas as idades. Além disso, a imagem era de uma moda causal que poderia ser usada desde o escritório até as baladas noturnas. A demissão de Rebekkah Bay, a diretora criativa da empresa, deixou o grupo criativo sem direção já que ela não foi substituida até hoje. O mesmo aconteceu no topo da administração da companhia. Art Peck recentemente substituiu Glenn Murphy como CEO da Gap. Murphy se aposentou depois de somente 7 anos no cargo.

A Gap ainda está em processo de definir quais as lojas que serão fechadas e quais os empregados que serão afetados, mas grandes centros urbanos como Nova York e São Francisco (sede da empresa) estão na mira da companhia devido ao alto gasto em manter escritórios nessas cidades.

Jessica Bornn, uma analista de mercado da empresa Merchant Forecast acredita que a decisão da Gap em fechar lojas será positiva para a marca, já que, segundo ela, há lojas demais no país e muitas delas não conseguem mais atrair o olhar do consumidor na vida corrida que levamos.

Em sua análise, ela afirma ainda que “o número de lojas que um varejista deve manter hoje em dia mudou” e que no caso da Gap, as mudanças podem servir como uma estratégia para reaproximar o consumidor da marca, já que “talvez ao aumentar a escassez de lojas, ela consiga aumentar o tráfego de gente nessas lojas e aumentar assim o interesse pela marca”.

Fechar lojas e reduzir o número de empregados certamente irá ajudar a Gap a se reorganizar e a se reestruturar. Porém, o mais importante para a marca agora é buscar sua nova identidade junto ao consumidor do século 21.

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Imagem: forbes.com

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Imagem: marcoufe.wordpress.com

 

 

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

 

 

3a Feira Brasileira do Varejo traz novidades e negócios para o comércio

21 de junho de 2015 0

Se você é varejista ou tem interesse no setor de comércio, não pode perder a 3a Febravar que acontece entre os dias 8 e 10 de julho no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Promovido pelo Sindilojas, o evento deve receber cerca de 6.000 visitantes nos 2.000 metros quadrados ocupados por 69 estandes com o que há de melhor e mais moderno no varejo. Segundo o presidente da Feira, Ronaldo Sielichow, a expectativa é que sejam fechados 72% a mais de negócios do que na edição passada.

“É um momento de reunir, em um só lugar, lojistas e fornecedores do varejo de todo País para conhecerem as tendências e discutirem as necessidades do setor. Aqui, trocamos experiências, ficamos informados das novidades e fomentamos negócios”, enfatiza Sielichow.

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O evento vai reunir nomes importantes do cenário econômico atual, como Pedro Janot, executivo que trouxe a Zara para o Brasil, fortaleceu a Richards e ajudou a criar a Azul Linhas Aéreas; Dony De Nuccio, jornalista, economista e âncora do programa Conta Corrente da Globo News; Marcelo Portugal, professor da UFRGS e consultor econômico da Fecomércio-RS; Dado Schneider, doutor em comunicação; Fred Alecrim, especialista em Marketing e Gestão Empresarial e autor dos livros “ UAUgoMais” e “Movimentação: como afastar a mesmice e melhorar os resultados”, e Eduardo Tevah, empresário e especialista em varejo.

A Febravar coloca num só lugar fornecedores, prestadores de serviço, empresários, comunicadores e grande público para trocar experiências, conhecer novos produtos e serviços e fechar negócios. É uma feira que oferece grandes oportunidades e traz muita inovação.

O blog Mundos dos Negócios estará presente e contará todas as novidades da Feira antes, durante e depois do evento.

 

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Hoje, começo a apresentar a programação para que o leitor possa se preparar e escolher as atividades e palestrantes de sua preferência.

O Congresso Brasileiro do Varejo, realizado durante a 3ª Febravar, vai trazer especialistas renomados que abordarão temas como economia, mercado, redes sociais, e-commerce e gestão. Para participar das palestras, é necessário efetuar inscrição prévia na página www.febravar.com.br/inscricoes-para-o-congresso.

Para essas atividades o valor para associado efetivo e colaborador do Sindilojas Porto Alegre é de R$ 50,00/dia e para o público geral R$ 100,00/dia (independente se o participante optar por assistir somente uma palestra. O valor dá direito a todas as palestras do dia).

Mais informações podem ser obtidas com o Sindilojas Porto Alegre pelo telefone (51) 3025.8300 ou no site www.febravar.com.br.

PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS:

Dia: 08/07

16h – Palestra “Conjuntura econômica: onde estamos e para onde vamos”, com Dony De Nuccio, jornalista, economista e âncora do programa Conta Corrente da Globo News.

20h – Palestra “Para onde caminha a economia”, com Marcelo Portugal, professor da UFRGS e consultor econômico da Fecomércio-RS.

Dia: 09/07

10h30 – Palestra “Digiriatria: seremos todos velhos digitais?”, com Dado Schneider, doutor em comunicação.

16h – Palestra “Novas tecnologias aplicadas aos negócios”, com Dra. Regiane Relva Romano, CIO da Vip-Systems Tecnologia & Inovação.

Dia: 10/07

10h30 – Palestra “Gestão de empresas em tempos de mudança”, com Eduardo Tevah, empresário, escritor e especialista em varejo.

13h30 – Palestra “O papel do líder na gestão corporativa”, com Pedro Janot, CEO da Contravento, executivo que trouxe a Zara para o Brasil, fortaleceu a Richards e ajudou a criar a Azul Linhas Aéreas.

18h30 – Palestra “MovimentAÇÃO: como afastar a mesmice e melhorar os resultados”, com Fred Alecrim, especialista em Marketing e Gestão Empresarial.

Como as grandes empresas podem inovar com startups?

18 de junho de 2015 2

Por Maximiliano Carlomagno*

Todas grandes empresas querem ser inovadoras. Mas consolida-se como verdade, um mito de que inovação é exclusividade de startups que são empresas ágeis, ousadas, sem paradigmas, prontas para o novo. Será que é possível replicar o contexto das startups nas grandes empresas? Antes disso, seria essa a melhor forma de transformar grandes empresas em inovadores seriais? Gostaria de abordar nesse post essas reflexões.

Nenhuma empresa dispõe de todos os conhecimentos necessários para solucionar seus desafios de negócios. Mesmo aquelas com altíssimo investimento em Pesquisa e Desenvolvimento aprenderam que podem potencializar seus resultados inovando além de suas estruturas. Inovar com agentes externos se tornou uma das principais estratégias de inovação para melhorar resultados, reduzir riscos e custos.

A inovação aberta transformou organizações e indústrias ao considerar que as empresas podem usar ideias externas para seus problemas internos bem como buscar caminhos externos para rentabilizar suas ideias.

Na Innoscience realizamos projetos de inovação aberta para vários clientes. Com a Zoetis, ex-Pfizer Saúde Animal, desenvolvemos um programa baseado na web para colaboração entre a empresa e veterinários selecionados. Assessorando a Coca-Cola realizamos um projeto denominado Abra Ideias, que conectou a empresa com seus consumidores. Em parceria com o Boticário, envolvemos as consultoras de loja dos fraqueados para inovar. Em conjunto com uma grande construtora, colaboramos com estudantes de graduação, mestrado e doutorado para gerar novas ideias para um processo interno. Clientes, parceiros e universidade são fontes atraentes para inovação aberta mas não são as únicas.

Grandes Empresas x Startups

Também temos tido a oportunidade de trabalhar com parques tecnológicos, incubadoras e, por consequência, startups. As startups não são cópias de menor porte das grandes empresas. Como disse Eric Ries, ‘‘Startup é uma instituição humana desenhada para entregar um novo produto e serviço em condições de extrema incerteza”. O foco da startup é descobrir um modelo de negócio que a viabilize. Já a grande empresa é, conforme nossa própria definição, ‘‘Grande empresa é uma organização desenhada para operar eficiente e lucrativamente um modelo de negócios vigente.’’

A má notícia é que as grandes empresas não irão se transformar em startups. Nem devem tentar. Esqueça essa ideia. Elas podem, contudo, aproveitar as startups para apoiar suas iniciativas de inovação.

A boa notícia é que cresce exponencialmente o ecossistema de empreendedorismo no Brasil e que grandes empresas tem necessidades que podem ser atendidas pelas startups e vice versa.

Grandes empresas querem… Startups querem…
 

-Acesso a novos conhecimentos e tecnologias;

-Redução do risco de inovar;

-Diminuição do tempo de desenvolvimento

-Nova mentalidade

 

-Acesso a recursos valiosos;

-Conexão com relacionamentos estratégicos;

-Alavanca para suas tecnologias

-Experiência de gestão

-Capital financeiro

Tendo trabalhado com grandes empresas e startups desenvolvemos um método para fazer com que grandes empresas possam aproveitar as startups em seus processos de inovação. Empresas como Samsung, Natura, Braskem, Tecnisa, Coca-Cola, entre outras têm percorrido com êxito esse caminho.

O método IAst – inovação aberta com startups é um roteiro para quem quer colaborar com startups.

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Estabeleça o Direcionamento Estratégico

Defina com clareza qual o desafio, problema ou oportunidade você quer resolver. O uso de uma nova tecnologia? Novos produtos para um mercado emergente? A solução de um problema no processo produtivo? Dessa forma você irá guiar o processo de busca de soluções de forma mais eficaz.

Realize o Planejamento da Execução

Com o tema definido é hora de estruturar os mecanismos de atração, filtro, funding, e tipo de negócio que você quer estabelecer com as startups. A Tecnisa realiza Fast Datings periódicos para que as startups se apresentem em pitchs de 15min.

Faça o Screening Estratégico

O screening consiste em uma ação proativa ou receptiva de identificação de potenciais startups que possam resolver o problema ou oportunidade priorizado. A XP investimentos utilizou a plataforma Startse para se conectar ativamente com os empreendedores.

Proceda o Filtro de Oportunidades

A identificação deve ser seguida do filtro daquelas que tem maior encaixe estratégico com a empresa e o problema definido. Para tanto é preciso preparar as startups para essa interação com a grande empresa e estabelecer os critérios de análise que possibilitarão essa priorização. Essa análise envolve aspectos mercadológicos, tecnológicos, financeiros e gerenciais. Algumas empresas realizam Demo Days (dias destinados a que as startups façam o pitch – apresentação – de suas soluções).

Desenvolva a Aceleração de modelo de negócio

Selecionada a startup a ser objeto de negócio é hora de desenhar a primeira fase do negócio que, muitas vezes, envolve um processo de aceleração das startups no qual executivos da grande empresa definem um horizonte de tempo no qual colaborarão para desenvolver a oportunidade da startup. Essa fase também serve como um namoro entre as partes antes que ocorra um casamento.

Integre as novas oportunidades ao negócio central da empresa

Quando a fase de aceleração é exitosa, o próximo passo é definir o negócio propriamente dito. Isso começa com a avaliação dos resultados da aceleração, a formalização de uma transação e a definição de como a grande empresa irá conectar a startup ao seu negócio e fazer a governança da mesma. O Facebook, por exemplo, preferiu manter o WhatsApp  em separado com total autonomia.

A nossa experiência indica que não é oportuno tentar replicar o contexto das startups nas grandes empresas. Melhor do que isso, a grande empresa pode colaborar com startups em processos de inovação aberta e ter a acesso a recursos valiosos. Por outro lado, as startups podem se alavancar com os recursos de grandes empresas e aumentar a chance de sucesso de sua nova ideia que sozinha tende a ter probabilidade bastante baixa.

Até a próximo inovação

Maximiliano Selistre Carlomagno

Quer saber mais sobre o tema? Assista a um webinar  gratuito que realizamos sobre inovação aberta com startups e veja a apresentação completa.

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

A febre Hello Kitty chega a restaurantes, empresas aéreas e até hospitais

16 de junho de 2015 0

Por Fernando Naiditch*

Atenção, fãs da Hello Kitty. O universo da personagem não para de crescer e de gerar lucros. Agora já é possível comer num restaurante temático de uma das bonecas mais famosas do mundo e também viajar de avião na sua doce companhia.

No dia 1 de junho, a Hello Kitty abriu o primeiro restaurante temático oficial da marca no mundo. O Hello Kitty Chinese Cuisine fica em Hong Kong e oferece 37 itens no menu que apresentam todos os traços característicos da personagem. Os preços variam de 5 a 30 dólares o prato.

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IMAGEM: HELLO KITTY CHINESE CUISINE FACEBOOK

Após anos de negociação com a Sanrio, a empresa japonesa dona da marca, o dono do restaurante, Man Kwong, finalmente conseguiu realizar seu sonho de criar um restaurante todo dedicado a Hello Kitty. Os items incluem os famosos dumplings (um bolinho recheado com vegetais) e os paezinhos chineses cozinhados no vapor conhecidos como steamed buns.

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Apesar do forte ser a comida asiática, há também pratos internacionais como sopas, saladas, sanduiches e até pizza para agradar o gosto dos turistas estrangeiros que visitam o local. Todos os itens são cautelosamente decorados com o rosto icônico da personagem e um cuidado especial é tido para atingir a forma, a proporção, e as cores exatas da Hello Kitty. Para tanto, os cozinheiros fizeram vários testes utlizando suco de beterraba, e tinta de lula para chegar nas cores e tons apropriados.

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Imagem: JetsoClub

O menu inclui também o macarrão chines (noodles), frutos do mar, carne, arroz e vegetais diversos; tudo acompanhado de detalhes que remetam à imagem da boneca. O processo para a aprovação do menu foi demorado e incluiu testes com os executivos da empresa Sanrio, que tiveram que aprovar cada item do cardápio. Pelo contrato firmado com a empresa, a Sanrio também teve a palavra final na decoração e nos detalhes do restaurante.

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Imagem: JetsoClub

Apesar do grupo alvo de consumidores ser feminino – mulheres entre 15 e 35 anos – os adultos em geral e muitos casais tem visitado o restaurante para jantares românticos. Segundo o gerente, Ted Chen, muitos homens têm escolhido o Hello Kitty Chinese Cuisine, como o local ideal para pedir suas noivas em casamento, e até agora, ainda segundo Chen, nenhuma mulher recusou o pedido. Para celebrar, que tal um bom vinho – da marca Hello Kitty, é claro!

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Imagem: Sophia Yan, CNN

Conhecer a história da Hello Kitty e aprender sobre o que ela gosta e faz, fez parte de um curso que funcionários tiveram que cursar para trabalhar no restaurante.

Durante o curso, os funcionários aprenderam, por exemplo, a jamais se referir a Hello Kitty como uma gatinha. Os executivos da empresa a descrevem como uma “pequena menina alegre e cheia de vida com um coração de ouro.” A Sanrio insiste em sempre apresentar a Hello Kitty em pé (e jamais de quatro, como um gato). Eles até admitem que ela se parece com um gato, mas afirmam que ela é uma menina e que é até dona de um gato de estimação, o Charmmy Kitty. A personagem tem história e família. Ela vive num subúrbio de Londres com seus pais e sua irmã gêmea, a Mimmy. Sua cor favorita é o vermelho, ela toca piano e adora assar biscoitos (cookies).

Apesar de ter celebrado seus 40 anos em 2014, a Hello Kitty não envelhece e segue agradando as novas gerações de crianças que compram de tudo – desde material escolar até roupas e utensílios domésticos, maquiagem, jóias, lancheiras, jogos de videogame, filmes e até viagens temáticas.

Este é o primeiro restaurante oficial da marca, mas na Coréia do Sul já existe uma franquia de um café Hello Kitty e nos Estados Unidos existe um caminhão de comida ambulante Hello Kitty que vende doces e sobremesas na Califórnia. Em Dubai, você pode passar uma temporada no spa Hello Kitty e um parque temático já está sendo construído a 220 kilometros de Shanghai ao custo de $200 milhões de dólares.

Em Taiwan, existe até um hospital Hello Kitty onde todos os leitos tem lençóis da boneca e as enfermeiras se vestem com uniformes a caráter.

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Imagem: Christine Lu/Reuters/Corbis

Mas a Hello Kitty também viaja e utiliza a empresa aérea Taiwanesa EVA AIR para rodar o mundo. Eva Air está criando uma frota de aviões temáticos Hello Kitty que já incluem 5 aviões das marcas Airbus e Boeing onde tudo – desde o cartão de embarque até o sabonete e o papel higiênico, e até mesmo os sacos utilizados para os passageiros que passam mal poder vomitar – remete ao universo Hello Kitty.
“Passageiros do mundo inteiro adoram os jets Hello Kitty desde que eles foram lançados. Todos os vôos têm uma média de 90% de ocupação, afirmou Liwen Liu, o relações públicas do grupo Evergreen, a empresa que controla a EVA Airways, “portanto, este ano EVA Airways discutiu com a Sanrio e decidiu lançar mais aviões para poder aumentar as rotas e servir mais passageiros,” explicou Liu.  “Muitas pessoas especificam que querem voar no jet especial da Hello Kitty,” diz Anna Wong, outra relações públicas da empresa em Hong Kong. “A resposta do público tem sido excelente até agora,” afirmou ela.

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Imagem: Christine Lu/Reuters/Corbis

A experiência de voar em aviões temáticos da Hello Kitty começa já no check-in, onde o cliente recebe o cartão de embarque e os tickets de bagagem já devidamente caracterizados. O portão de embarque no Aeroporto Internacional Taoyuan em Taipei é todo pintado de rosa e tem até um playground temático para as crianças brincarem enquanto aguardam o embarque. Dentro do avião, aeromoças devidamente caracterizadas oferecem tudo em forma de Hello Kitty e a decoração acompanha o clima da viagem.

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Os passageiros podem também comprar produtos duty free em edições limitadas como massa em forma de Hello Kitty, e as refeições são todas ligadas à marca. As crianças recebem tratamento especial e se entretêem até com a comida, que lembra uma refeição infantil dessas de restaurantes fast food. Quem precisar utilizar o banheiro, também entrará no clima da personagem. Cada avião da Eva Air oferece 30 assentos premium (a classe executive da EVA) e 279 assentos na classe econômica.

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É a Hello Kitty conquistando o mundo na terra e também no ar!

O PODER DE UMA MARCA

Hello Kitty é, sem dúvida alguma, um fenômeno global de marketing.
Os números da marca registram alta e não dão sinais de envelhecimento ou enfraquecimento. Ao contrário, a Sanrio conseguiu manter a marca permanentemente jovem e renovada. A empresa reluta sempre em divulgar números oficiais, mas estima-se que a indústria Hello Kitty movimente entre 5 e 7 bilhões de dólares ao ano.

“A Hello Kitty representa o desejo profundo de todos nós, independentemente de nacionalidade ou raça, de sentir alegria e felicidade, sem ter que definir esses sentimentos em um nível intelectual mais profundo”, explicou o relações públicas da Sanrio, Kazuo Tohmatsu, em entrevista à rede inglesa BBC. “A Hello Kitty não julga. Ela deixa você sentir o que você sente sem forçar ou questionar”, continuou ele.

Talvez tenha sido essa filosofia inspirada em ideais projetados de felicidade que os executivos da Sanrio utilizam para definir a Hello Kitty que a levou a ser considerada uma das marcas de maior sucesso em licenciamento no mundo pela revista americana Forbes.

A Sanrio fez fortuna licenciando a Hello Kitty para empresas de todos os tipos e produtos dos mais variados. Uma das licenciadas, Michelle Nguyen, da marca Chubby Bunny Accessories afirma que a Hello Kitty inspira facilidade de acesso aos produtos relacionados com a marca e que, portanto, é facil incorporá-la em nossas vidas diárias e até mesmo entrar neste espírito de “cute culture,” uma cultura bonita e estimada que a Hello Kitty projeta para as pessoas de todas as idades.

A Hello Kitty nasceu inspirada em um movimento cultural japonês da década de 1970 conhecido como “Kawaisa” (“cuteness, em inglês; beleza, em português). Jovens e adolescentes japonesas começaram a utilizar imagens de corações, arco-íris, e rostos sorridentes em sua escrita e até mesmo a desenvolver um fala que imitava a forma como bebês se comunicam. A mania virou moda e acabou sendo adotada por diversas empresas que viram na nova forma de expressão das adolescentes japonesas uma oportunidade de negócios e uma forma de se conectar com esse grupo de novos consumidores ao reporduzir sua língua e seus costumes. Hoje em dia, “Kawaisa” é parte integral da cultura japonesa e a Hello Kitty é resultado desse movimento.

Aos 40 anos de idade, Hello Kitty inspira também um sentimento de nostalgia, já que tanto mães quanto filhas podem se relacionar com a marca. A idéia é de que os consumidores, assim como a própria Hello Kitty, nunca envelhecem.
Até a pop star Lady Gaga se rendeu aos encantos da Helo Kitty.

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Imagem: Yoshikazu Tsuno/AFP/Getty Images

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

Fruki cresce e planeja nova fábrica

11 de junho de 2015 0

A Bebidas Fruki, com sede em Lajeado, no Rio Grande do Sul, tem 90 anos de história mas, nos últimos 10, cresceu incríveis 458% em faturamento e 269% em volume de produção. O desempenho tem sido tão bom, que a empresa projeta uma nova fábrica no estado até 2020. Segundo o presidente da empresa, Nelson Eggers, a intenção é aumentar o volume de produção e conquistar a liderança do setor. O empresário foi o convidado desta semana do “Tá na Mesa”, promovido pela Federasul e apresentou o tema “Fruki: do sonho a realidade, pronta para novos desafios”.

Linha de Produtos Fruki/ divulgação

Linha de Produtos Fruki/ divulgação

A nova unidade ainda não possui local definido para ser instalada, mas segundo Eggers, mais de 50 cidades gaúchas demonstraram o interesse em receber e incentivar a construção da fábrica. Para isso é preciso que critérios estabelecidos pela direção sejam contemplados. “Queremos ficar distante do centro da cidade para que seja possível construir os tanques de água e as demais estruturas de que precisamos”, adiantou.

Ao falar sobre as atuais dificuldades por que passa a economia do país, o presidente afirmou que “a Fruki cresce independentemente da crise” e que, após a expansão no Rio Grande do Sul, a empresa planeja chegar ao mercado de São Paulo. A ‘Água da Pedra’, marca de água mineral da companhia, já conquistou 32% do mercado gaúcho e o refrigerante guaraná Fruki 40%, o que garantiu ao produto a liderança de mercado na região metropolitana e Vales do Taquari e Rio Pardo.

Para 2015 a meta é crescer 8% em volume e 17% em faturamento. Com os investimentos previstos para os próximos anos, a expectativa é fabricar novas bebidas, entre elas: sucos, chás, energéticos, isotônicos e cervejas. “Já temos diversas marcas registradas e prontas para serem usadas a qualquer momento”, revelou o empresário.

A Fruki tem cerca de mil colaboradores e 30 mil clientes. Com a gestão voltada para a preservação do meio ambiente, na última década, obteve uma redução de 31,55% no consumo de energia elétrica e de 22,15% no consumo de água.

O bom líder é um descobridor de talentos

09 de junho de 2015 1

*Por João de Lima

Recursos Humanos são como os recursos naturais, muitas vezes, eles estão escondidos bem no fundo. Você tem que busca-los, eles não ficam nas superfícies. Você tem que criar as condições para que eles se apresentem… Bem abaixo das superfícies estão as sementes das possibilidades esperando pelas condições ideais… O papel da liderança na educação não deve ser de comando e de controle… O real papel da liderança é controlar o clima, criando um clima de possibilidades…”– Sir Ken Robinson – Educador Britânico

educador

Sir Ken Robinson é autor, entre outros, do livro “O Elemento”. Dá palestras pelo mundo sobre o poder criativo, onde explora conceitos inovadores na educação, principalmente quanto à relação educador/ educando. Ele valoriza a importância do respeito à individualidade e ao jeito de ser e à criatividade de cada um. Defende a ideia de que a grande função do educador é oportunizar aparecimento do talento de cada um e criar as condições necessárias para que ele floresça. Quando o assisti a um vídeo de uma palestra que deu, em 2006, num evento do TED Talks, em Monterrey, de imediato, me lembrei dos lideres nas empresas. O que são os bons lideres senão os mestres das organizações?

Lideres como mestres, foi a ideia que me surgiu. Mestre vem do latim, magister, que quer dizer o que manda, o que conduz, mas é também o que ensina. Mestre é o que sabe, o que domina o que sabe e que ensina. Hoje em dia, nada me emociona mais do que ser chamado por algum antigo colaborador como mestre, seja nos contatos pessoais, seja nas referencias à minha pessoa. Por certo, será alguém de quem, algum dia, descobri o talento diferenciador e para quem ofereci a oportunidade que estava esperando para florescer. Mestre é quem educa, a missão mais divina e realizadora da vida de uma pessoa.

A exemplo das propostas de Ken Robinson sobre a mudança do papel do educador nas escolas, a função do líder nas empresas também deve mudar, se isto ainda não aconteceu. A função do líder não deve ser de comando e controle, mas antes de descobrir os talentos individuais e de criar as melhores condições para que eles apareçam, se apresentem e floresçam. Deve fazer parte de suas preocupações diárias, a observação pessoal e o uso dos instrumentos de avaliação disponíveis nos processos de RH, o mapeamento das habilidades e competências dos membros de sua equipe, para, com os resultados obtidos, poder oferecer-lhes as melhores condições de desenvolvimento e de crescimento.

Ser líder, como educador, é respeitar a individualidade das pessoas, entendendo seus interesses e identificando seu talento, buscando o que têm de melhor e diferenciador, criando-lhes um ambiente de autonomia e de autocontrole, onde exista espaço para elas existirem e se expressarem. Esta maneira de pensar e conduzir as equipes vai resultar em maior nível de satisfação e de maior motivação para os indivíduos porque eles estarão usando o que possuem de melhor e que mais os realiza, levando-os ao seu melhor desempenho e aos melhores resultados para a empresa. Como qualquer educador, a função do líder é de descobrir o talento diferenciador, potencial de cada um, de criar-lhe as condições para que se desenvolva, de inspirar, de iluminar o caminho e de servir de modelo.

Depois disto, basta gerar os desafios, provocar a ação e obter os resultados, que virão superiores ao esperado. Tendo seus líderes agindo como “educadores”, a empresa pode se tornar uma autêntica “escola”, onde o exercício da liderança inteligente não acontece através do “comando e controle”, mas das praticas propostas pelo Sistema de Gestão e pela Gestão de Pessoas, principais alinhadores da Cultura Empresarial, principalmente, pela prática e cobrança dos Valores, através da negociação de metas claras e bem definidas, da prática consistente do PDCA e, por fim, através de instrumentos confiáveis de avaliação e da prática da meritocracia. Nestas condições, podemos pensar na empresa como uma “learning organization” onde é possivel:

– Dar autonomia aos indivíduos que executam o trabalho, para que se sintam e ajam como donos de proprio trabalho;

– Tratar cada um como o principal responsável pelo proprio desempenho;

– Identificar os talentos e os potenciais individuais;

– Oportunizar condições para o desenvolvimento das habilidades e competencias necessárias para este desempenho e para seu crescimento;

– Transformar a organização em um lugar onde as pessoas sejam desafiadas a aprender continuamente.

Desta forma, Empresas se transformam em Escolas, os Líderes em Educadores e os Individuos em pessoas realizadas. Estamos começando a pensar e a criar um mundo novo.

*João Aparecido de Lima é sócio-fundador da Fractal – Resultados, Consultoria especializada em Gestão, Pessoas e Liderança. Tem mais de 40 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional , em empresas como Gerdau e GP Investments. fractalresultados@gmail.com

Novo hamburger une três clássicos americanos em uma só mordida

07 de junho de 2015 0

*Por Fernando Naiditch

Na batalha acirrada dos restaurantes fast-food, agora foram as redes irmãs Carl’s Jr. e Hardee’s que decidiram criar o mais americano dos hamburgers. A receita é simples: misture hamburger, cachorro-quente e batata frita; tudo num só sanduiche e o resultado é o “Most American Thickburger.”

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Imagem: CKE Restaurants

Essa não é a primeira vez que os marketeiros da Carl’s Jr. decidem lançar um produto para causar curiosidade e sensação entre os consumidores. Outros hamburgers já apresentados pela rede foram o Hamburger de Pastrami, o Hamburger ‘Memphis BBQ Burger’ (com carne de porco) e até mesmo o chamado Monstro (Monster Thickburger), que incluia 2 bifes de hamburgers, quarto fatias de bacon e três de queijo.

Lançado no início do verão americano (e às vésperas do feriado de independência, o 4 de julho) o Most American Thickburger busca o apelo partriótico do consumidor: “Para nós este é um hamburger divertido, patriótico e indulgente” diz o responsável pelo marketing das redes irmãs, Brad Haley: “São dois sanduiches em um e ainda tem o acompanhamento”, disse ele referindo-se à combinação icônica de hamburger com batata frita.

Mas os nutricionistas alertam: Esse hamburger não é pra qualquer um, afinal são 1063 calorias, 64 gramas de gordura e 2350 mg de sódio, ou seja, um abuso gastronômico que pode causar indigestão.

O novo hamburger bate também um novo recore no preço. As redes Carl’s Jr. e Hardee’s sempre mantiveram os preços de seus sanduiches abaixo dos 5 dólares. Os donos das redes partiram sempre do princípio de que os consumidores não iriam pagar mais do que isso por um hamburger. A diferença não é grande, mas o Most American Thickburger sai por 5.79 dólares a unidade, sem contar os impostos locais (tax).

O hamburger e o hot dog não são apenas icônes de consumo nos Estados Unidos. Eles são parte forte da indústria e da cultura americanas. Por exemplo, os Americanos levam o seu cachorro-quente tão a sério que existe até uma organização dos produtores de salsicha, o Conselho Nacional do Hot Dog e da Salsicha (National Hot Dog and Sausage Council). O mês de julho, é o mês nacional do hot dog nos Estados Unidos e as estatísticas informadas pelo Conselho impressionam:

– Cada cidadão americano consome em média 60 hot dogs por ano.

–Em 2014, os consumidores americanos gastaram mais de $2.5 billhões de dólares em hot dogs em supermercados nos EUA.

– Los Angeles é a cidade que mais consome cachorro-quente nos EUA (mais de 39 milhões de unidades vendidas ao ano), estando a frente até mesmo de Nova York. Mas os nova iorquinos gastam mais dinheiro comprando hot dogs e Nova York continua sendo a cidade epicentro dos vendedores de hot dog com o maior número de carrocinhas de rua que vendem o lanche. A primeira carrocinha, em Coney Island, vendeu 3.684 hot dogs em seu primeiro ano de funcionamento em 1871.

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Imagem: wurstwisdom.com

– O Aeroporto Internacional de O’Hare em Chicago consome seis vezes mais hot dogs, (725.000 a mais) do que os aeroportos de Los Angeles (LAX) e o LaGuardia em Nova York juntos.

– No dia da Independência americana, o 4 de julho, os Americanos irão consumir 155 milhões de hot dogs.

– Na chamada época de alta no consumo de hot dog, durante o verão americano (entre os feriados de Memorial Day e Labor Day), os americanos comem 7 bilhões de hot dogs. Isso se traduz em um consumo de 818 lanches a cada segundo neste periodo.

– Os fãs do Los Angeles Dodgers (time de baseball) consumiram uma média de 3.077.537 de hot dogs em 2014. Os fãs de baseball em geral consumiram cerca de 21.4 milhões de hot dogs em estádios de baseball em 2014.

Os númerous do hamburger também impressionam. Apesar da origem alemã, foram os americanos que ficaram conhecidos por divulgarem mundialmente o hamburger, principalmente através das redes de fast food. Maio foi o mês nacional do hamburger (28 de maio é o dia nacional do hamburger).

burger

Imagem: dittysinthecity.com

De acordo com o Huffington Post:

• Os americanos consomem cerca de 50 bilhões de hamburgers por ano, o que significa três hamburgers por semana para cada residente dos EUA.

• Hamburgers correspondem a 40% de todos os sanduiches vendidos nos EUA.

• De acordo com a rede McDonald’s, seus restaurantes vendem 75 hamburgers por segundo.

• A rede de hamburgers mais antiga da América é o White Castle, que foi criado por Walter A. Anderson e E.W. Ingram em 1921. Na época, um hamburger era vendido por 5 centavos de dólares (5 cents) a unidade.

• Existe até um “Hall of Fame” para o hamburger, que fica na cidade de Seymour no estado de Wisconsin.

E um último detalhe: o criador do McDonald’s, Ray Croc, só começou a rede quando já tinha mais de 50 anos de idade, ou seja, ainda há tempo para você desenvolver seu negócio na área de alimentos e começar sua fortuna!

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Resíduos da uva viram adubo orgânico na Salton

04 de junho de 2015 0

Nesta sexta-feira (5 de junho) em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, conto um bom exemplo que vem da serra gaúcha. A Vinícola Salton se destaca pelo cuidado na destinação do material que não é aproveitado na elaboração de seus vinhos, sucos e espumantes.

uvas

uvas

Depois de utilizar o que há de melhor nos coloridos e apetitosos cachos de uva, restam aqueles cabinhos que os sustentam nos galhos e as cascas esmagadas e espremidas, o bagaço. Pois a Vinícola Salton encaminha esses dois produtos para uma empresa que elabora a compostagem e comercializa o adubo orgânico no mercado. Os resíduos correspondem a até 30% da produção. No total, de 3% a 7% da uva recebida são cabinhos e de 23% a 27% constituem o bagaço.

“É fundamental destacarmos o uso correto que a empresa dá a esses resíduos da uva, uma vez que o descarte inadequado no meio ambiente representa um risco de poluição . Por ser ácido, se cair em algum lençol de água, pode comprometer o nível de oxigênio do local”, esclarece o consultor agrícola da Salton, Maurício Copat.

COMO É O PROCESSO

De acordo com, Cleber Von Muhlen, técnico agrícola da Adubare, que recebe os resíduos desde 2007, alguns passos importantes devem ser seguidos. “É necessária uma mistura adequada, na qual precisamos adicionar carbono para que ela consiga atingir a temperatura ideal, entre 55° a 65°, e com necessidade de permanecer estável até o ciclo de decomposição e neutralização dos parâmetros poluentes terminar. Na sequência, utilizamos o revolvimento contínuo para aerar a pilha de resíduos e acelerar o processo. Todo o ciclo deve ser feito em área coberta sem a influência das chuvas e com o solo impermeabilizado para não infiltrar o chorume (líquido poluente originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos) que o material libera no decorrer do processo”, explica.

Copat, no entanto, ressalta que, ao final do ciclo de decomposição, é obtido um ótimo condicionador de solo, rico em matéria orgânica, que pode ser reutilizado em qualquer tipo de solo e de cultura, resultando em inúmeros benefícios ao ambiente. “Este produto resultante da compostagem evita a poluição e serve como fertilizante para as videiras, trazendo resultados positivos com um produto reciclado e reutilizado de maneira ambientalmente correta”, finaliza.

 

 

 

O que é e para quê serve o Capital Emocional de uma empresa

03 de junho de 2015 0

*Por João de Lima

Muito se fala de Capital Intelectual, mas pouco ou nada se fala de Capital Emocional das empresas. Durante muito tempo me incomodou este conceito cunhado por John Kenneth Galbraith. Ele define o Capital Intelectual como o valor intangível de uma companhia, medido pela diferença entre o valor dado a ela pelo mercado e o valor real de seus ativos tangíveis. Ou seja, ele se torna o fator diferencial do valor de mercado de uma empresa.

Dentro dele, Galbraith inclui o Capital Humano, entendido como tal, os conhecimentos, habilidades, know how e expertise dos empregados, aplicados para dar solução para os clientes e para gerar valor para o negócio; o Capital Estrutural, ou seja, os meios requeridos para compartir e transportar o conhecimento disponível, incluindo os sistemas de informação, de gestão, além da organização através da estrutura e dos processos e da propriedade intelectual, através de marcas, patentes e direitos autorais. Enfim todos os meios que podem alavancar capacidade dos empregados gerarem resultado e, por fim, o Capital Relacional, toda rede com clientes e fornecedores, inclusive a fidelidade resultante da qualidade desta relação.

Sentia falta de alguma coisa a mais neste conteúdo gerador de valor para a empresa. Não falava do ‘coração’ dos colaboradores. Pensava comigo, se existia a denominação de Capital Intelectual para os conhecimentos que possuem os empregados, representando a razão, o lado esquerdo do cérebro, seria lógico que houvesse a denominação de Capital Emocional, representando a emoção, o lado direito do cérebro, para o “afeto” que eles tinham pela empresa.

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Imagem: ultradownloads.com

Minha indagação por certo incomodava tantas outras pessoas pelo mundo. As descobertas, em qualquer campo, raramente são um ato simples e único, atribuído a uma única pessoa em um momento exato. As chamadas “descobertas simultâneas” podem ser explicadas pela convergência de diversos fatores presentes num certo momento histórico.

Esse meu incômodo teve fim em 2003. Neste ano, Steven Heyer, na época o presidente da Coca Cola, em uma apresentação para um pessoal de propaganda, cunhou o termo Capital Emocional Externo, em contraposição ao Capital Emocional Interno, referindo se ao capital acumulado pela marca, resultante da relação afetiva criada pelo clientes, que era o que ele esperava que eles cuidassem mais.  Foi algo tão impactante que repercutiu de imediato na mídia americana. Isto me pegou de surpresa mas me deu a resposta pela qual eu buscava há muito tempo.

Em seguida o tema Capital Emocional, antes absolutamente ausente das discussões, começou a pipocar nas pesquisas na Internet e autores começaram a lançar livros sobre o tema.

Se o Capital Intelectual é importante fator gerador de valor de mercado de uma companhia, outro importante ativo é o Capital Emocional. Pode-se defini-lo como o conjunto de sentimentos, crenças, percepções que as pessoas têm quanto à companhia, sua cultura e seus produtos. Este ativo emocional vai determinar o como as pessoas vão trabalhar, se comportar e se envolver com os desafios e objetivos da empresa. Este capital vai ser o grande definidor do grau de comprometimento dos colaboradores e clientes com o negócio.

A importância do Capital Emocional foi validada por recente pesquisa do Gallup, envolvendo 47.000 pessoas em 120 países. Este estudo concluiu que existe uma poderosa relação entre o bem estar emocional, o comprometimento dos empregados e a lucratividade. As empresas com altos índices bem estar emocional e comprometimento dos empregados, comparativamente aos seus concorrentes que não têm estes mesmos índices, apresentam índices ao redor de 30% superiores em market value, produtividade, rentabilidade, segurança, rotatividade e absenteísmo.

A constatação frustrante desta pesquisa é a de que apenas 11% dos empregados nas empresas são plenamente comprometidos.
Estes dados revelam a enorme oportunidade que a empresas têm de alavancar seus resultados e todos seus indicadores econômicos, cuidando de forma consciente e planejada de seu Capital Emocional. De maneira leviana, podemos afirmar que o Capital Emocional potencializa, por baixo, em 30% o Capital Intelectual pelo grau de comprometimento dos colaboradores. Positiva ou negativamente.

Comprometimento pode se resumir nos 3 Hs dos americanos: Head, Hands, Heart: Mente, Mãos e Coração! Comprometimento é a adesão e lealdade à empresa, é como o empregado vincula seus sentimentos à organização. Significa o quanto o individuo se identifica e se envolve com uma empresa. O comportamento de um empregado comprometido se caracteriza por:

- Forte identificação com os valores, politicas e praticas da organização: MENTE;
- Disposição de dar algo importante a mais em beneficio da organização: MÃOS;
- Forte desejo de continuar fazendo parte do negocio: CORAÇÃO.

Este comportamento é resultante do que ele quer como pessoa na realização de seu trabalho, da coerência de seus valores com os valores praticados pela empresa e do que a empresa lhe oferece de oportunidade para a plena realização de suas aspirações — em termos do trabalho em si, de sua remuneração, oportunidades de carreira, da maneira como é tratado pelas politicas de RH e por seu líder.

Como cuidar do Capital Emocional?

Para obter o comprometimento das pessoas, os lideres precisam conquistar profundamente seus corações e atrair para a empresa seu capital emocional. Como fazê-lo? Isto não é trabalho simples, intuitivo, sem planejamento. Exige da liderança, consciência, disciplina e dedicação.

Isto significa pensar nas pessoas, em suas politicas e praticas diárias, como um ativo e não apenas um recurso:

– Tratando as pessoas como investidores deste capital na empresa, remunerando-as com o reconhecimento e o reforço positivo;

– Oportunizando seu desenvolvimento pessoal e profissional ;

– Construindo e mantendo um relacionamento aberto e consistente;

– Providenciando oportunidades de trabalho que atendam o perfil e expectativas das pessoas,

– Descobrindo os pontos fortes das pessoas e os utilizando da melhor maneira, oferecendo lhes funções e tarefas que signifiquem desafios pessoais, com metas claras e com autonomia para sua execução;

– Reconhecendo a necessidade que todos têm de pertencer a um grupo, providenciando o trabalho em time;

– Criando um clima de confiança, comunicando com clareza e honestidade para todos como as coisas estão andando no negocio;

– Oportunizando desafios, mostrando os caminhos e oferecendo apoio para sua realização.

E, anualmente:

– Medindo o nível de comprometimento pelo Índice de Favorabilidade das Pesquisas de Satisfação junto aos
empregados;

– Tratando com seriedade e planejando ações para eliminar os gaps e tratar os problemas detectados;

– Acompanhando os Planos de Ação e reportando os resultados.

Quando falamos em algum tipo de Capital, sempre estaremos falando em determinado valor aplicado, do qual se espera algum tipo de retorno. No caso do Capital Emocional, quanto mais se investir para aumentar o seu valor , pela maneira de conduzir os colaboradores e os clientes, tanto maior será o retorno deste investimento na produtividade e na qualidade dos produtos e serviços e tanto maiores serão os resultados finais.

Exigindo apenas Politicas de Recursos Humanos inteligentes e uma Liderança cuidadosa, mas tendo um enorme potencial de retorno, pena ser o Capital Emocional um ativo ainda tão esquecido pelas organizações. Um dia, quem sabe, ainda se darão conta do valor inestimável deste ativo!

 

*João Aparecido de Lima é sócio-fundador da Fractal – Resultados, Consultoria especializada em Gestão, Pessoas e Liderança. Tem mais de 40 anos de experiência em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional , em empresas como Gerdau e GP Investments. fractalresultados@gmail.com