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Congresso do PGQP termina com apresentação da Orbe. Saiba o que é

19 de julho de 2015 0

O lançamento oficial da ferramenta colaborativa Orbe será em outubro deste ano, quando o PGQP comemora 23 anos, mas ele foi apresentado durante o 16º Congresso Internacional da Gestão. O secretário-executivo do PGQP, Luiz Ildebrando Pierry, explicou o conceito do aplicativo. A ferramenta é desenvolvida pelo PGQP, em parceria com a Joker e a Lung.

A Orbe tem como objetivo ampliar o engajamento, as experiências, os desafios e soluções das pessoas e empresas em torno da gestão de negócios, estimulando os usuários a resolverem desafios e compartilhar soluções já aplicadas em situações semelhantes e que deram certo, colaborando e compartilhando com a Orbe, métodos e experiências. “As empresas tinham uma cultura de segredo. E isto mudou. Hoje há um novo conceito, onde o conhecimento é transmitido em alta velocidade, e iniciativas apostam em fórmulas compartilhadas, sejam de problemas, ou sejam de oportunidades”, afirmou Pierry.

O executivo disse que a idealização da Orbe irá aumentar a qualidade e a produtividade das organizações. “Nossa iniciativa representa o mundo da qualidade disponível a todos. Sem limitação de uso ou de acesso”. Partindo do princípio de que a globalização exige qualidade, inovação, governança e sustentabilidade, Pierry explicou que um novo mundo está chegando: “Construímos este evento pensando em inaugurar este novo momento, em que grandes empresas priorizam o conceito de co-criação, e recebem conteúdos para auxiliar na tomada de decisão”, concluiu.

Ao final da apresentação, foi exibido um vídeo no telão, instalado no Teatro do Sesi, com o empresário e presidente do Conselho Superior do PGQP, Jorge Gerdau Johannpeter, convidando os presentes a aderirem a nova ferramenta do PGQP. “Gostaria de debater todos os problemas que possuímos sobre gestão, e toda a sociedade tem uma colaboração para propor”, finalizou.

 

Mathias Cramer / Temporealfoto.com

Mathias Cramer / Temporealfoto.com

O painel POA Digital abriu o último dia do 16º Congresso Internacional da Gestão do PGQP.  Thiago Xavier Ribeiro, jornalista e membro do grupo desenvolvedor de aplicativos e interatividade da prefeitura de Porto Alegre falou sobre suacriação, a plataforma que tem como objetivo interagir horizontalmente com a sociedade da capital gaúcha. A POA DIGITAL já é vista como referência nacional no mercado digital. Ela permite ações como o “POA TUITADA”, onde cidadãos de Porto Alegre foram convidados a fazer posts na rede social twitter sobre a cidade, o que se transformou em uma publicação distribuída gratuitamente em eventos como a Feira do Livro.

Lançada em 2013, a plataforma monitora o sentimento social da população de Porto Alegre através de Crowdsourcing e ações interativas, obtendo um resultado cada vez mais satisfatório d e inteiração urbana. Entre as ações desenvolvidas pelo grupo, podemos dar destaque também ao “POA Fotografada” e ao Projeto “Piano Livre”, que disponibilizou diversos pianos revitalizados pela cidade abertos ao público.

Com grandes parcerias no mundo digital como a empresa Google, IBM, o aplicativo WAZE e o aplicativo New York Digital, o POA Digital já desenvolveu diversos aplicativos que facilitam a vivência do cidadão, como o Porto Alegre App, que contém diversas informações sobre a cidade, o aplicativo do PROCON, que facilitou o acesso da população a dados e funções previamente resolvidas na sede do PROCON e também o aplicativo “Tarfia Táxi Poa”, que simula trajetos de táxi indicando os valores que seriam gastados pelo usuário.

O POA Digital também é responsável pelo DATA POA, site informativo que contém 68 conjuntos de dados sobre Porto Alegre. Com esta iniciativa Porto Alegre se tornou a primeira cidade brasileira a disponibilizar dados publicamente e a ter uma legislação sobre estes dados livres. POA DIGITAL é visto atualmente como referência nacional no meio digital e recebeu reconhecimento com prêmios internacionais como menção honrosa no World Smart Cities Awards, evento mundial que premia projetos inovadores em prol as cidades, sediado em Barcelona.

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Franklin Schargel, fundador da Schargel Consulting Group, chamou a atenção do público presente no último dia do evento que ocorreu na FIERGS: “Não falem que vocês estão mudando o Brasil. Vocês estão melhorando o Brasil”, disse ele, que falou sobre ‘Educação: Construindo a economia global do Brasil da escola ao local de trabalho‘. Schargel trouxe exemplos de empresas e países comparando com o Brasil, no sentido de propor soluções para melhorias no sistema educacional brasileiro e, consequentemente, para o ambiente de negócios nacional.

A Schargel Consulting Group promove o desenvolvimento pessoal nas áreas de liderança escolar, criando culturas educacionais positivas, estabelecendo salas de aula de alto desempenho e trabalhando com alunos em situação de risco. Para o norte-americano, é necessário questionar o que as escolas têm oferecido aos educandos para obter melhores resultados: “Precisamos de alunos que estejam engajados no seu aprendizado. A competitividade começa nas escolas e, por isso, precisamos questionar o método em que a educação tem sido aplicada”.

Schargel salientou que a educação é a solução para a maioria dos problemas que são encontrados na sociedade, como a violência, a pobreza, a falta de conhecimento e, dessa forma, a competitividade das empresas. Apesar da melhoria nas escolas como um todo, o palestrante afirma que há ainda um grande caminho a ser trilhado. “As escolas têm melhorado, mas não tão rapidamente quanto o mercado de trabalho precisa. A informação está diferente, as crianças estão diferentes. O mundo está mudando”, enfatizou.

O palestrante tem 33 anos de experiência lecionando em ensino médio, aconselhamento escolar e oito anos de supervisão e administração escolar. Segundo ele, a diferença de hoje para dez anos atrás é bastante evidente, e os graduados competem com o mundo todo, em um ambiente globalizado. Por isso, tanto o Brasil, como o resto dos países, precisam atuar em um processo de melhoria contínua. “Não precisamos de mudança contínua, mas de melhoria contínua. Quando perguntarem para vocês, não falem que vocês estão mudando o Brasil. Vocês estão melhorando o Brasil”, indicou.

Sobre a globalização, Schargel lembrou que é tão fácil beber um café brasileiro nos Estados Unidos, quanto uma Coca-Cola – de origem norte-americana – no Brasil. Também citou o exemplo da Gerdau, empresa sediada em Porto Alegre, mas que possui operações nas Américas, na Europa e na Ásia, criando, assim, uma reputação no mundo inteiro. “Precisamos entender que os negócios são globais, e a educação precisa ser também”, exemplificou.

Para Schargel, a educação pode ser melhorada em todos os países e isso trará benefícios individuais e gerais. “Precisamos fazer a diferença um por um. Precisamos ter a educação para a vida toda, ela precisa vir da base, e isso proporcionará mudanças em várias áreas”, concluiu.

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Richard Barret, fundador do Barret Values Center, debateu os valores importantes para uma boa liderança. “O Novo Paradigma da Liderança” foi um dos destaques internacionais do 16º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). Com uma abordagem dinâmica, Richard Barret mostrou que conceitos como a “apreciação” são fundamentais para uma liderança de sucesso.

Realçando a importância do Capital Cultural, Barret indicou que a habilidade de conexão entre os líderes e funcionários de uma organização é uma relação chave para o seu funcionamento. Com a frase “Culture eats strategy for breakfast” (cultura come estratégia de café da manhã), o palestrante mostra a importância de fundamentos culturais na estrutura de um negócio, que são mais relevantes que a própria estratégia usada para a criação deste.

Barret destacou a existência de valores positivos e negativos que são considerados pelos empresários atuais. Aspectos como a burocracia, a busca do poder e a reputação (quando aplicada apenas para sustentação do ego) são valores “limitantes” e acabam prejudicando o funcionamento empresarial, que deve se basear em valores como a honestidade, o coletivo e o retorno à sociedade para atingir o sucesso pleno. Com três perguntas, o palestrante propôs um exercício à plateia, que foi instruída a comentar com a pessoa ao lado sobre os valores que o motivam no trabalho, os valores que o motivam em sua casa e se é possível fazer uma conexão entre esses valores no seu ambiente de trabalho.

Com uma abordagem interativa, Richard Barret mostrou a importância da troca do “eu” pelo “nós”, onde o ego deve ser desconsiderado e substituído por ações em prol da comunidade ou dos funcionários de uma organização. O conceito “entropia cultural” – a sustentação de valores limitantes na base de uma empresa – foi discutido pelo palestrante, que mostrou dados que indicam que quanto maior a entropia, menor o engajamento dos funcionários perante sua empresa. Este resultado é criado diretamente da imagem e visões fundamentadas pelos chefes nas empresas.

“Podemos basear o sucesso de uma organização nos seguintes ‘mantras’, o capital cultural é a nova fronteira da vantagem competitiva e a cultura de uma organização é reflexo da consciência de seu líder”, sustentou Richard Barret na palestra, mostrando assim, que a conexão e a contribuição são as principais chaves para o sucesso.

 

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