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Até quando vai a crise?

27 de julho de 2015 1

A nova diretoria do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) do Rio Grande do Sul tomou posse há menos de dois meses, num cenário econômico ruim. Em encontro com esta blogueira, alguns dos jovens que estarão à frente do Instituto até meados de 2016, falaram sobre sua expectativa com relação ao momento difícil pelo qual passa o país.

Para o novo presidente, Ricardo Pechansky Heller, advogado e sócio do escritório Stifelman Advogados, só veremos, de fato, o final da crise quando houver uma mudança cultural. “Entendo que vai até o momento que mudamos nosso modelo de fazer política. Temos que abandonar as políticas assistencialistas e intervencionistas e abrir esse espaço de atuação para os indivíduos, para que cada um construa seu futuro e não tenhamos nosso caminho determinado pelo Estado. É uma questão de mudança cultural.”

O atual vice-presidente do IEE, Rodrigo Tellechea, também comentou a situação atual:

“Creio que a crise pode ser examinada sob dois ângulos distintos. Um deles pode ser tido como otimista e abrange as empresas capazes de enfrentá-la com ferramentas que a tornem uma oportunidade de investimento e ganho de eficiência. O outro é realista e examina as reais causas da crise, isto é, políticas econômicas equivocadas, com redução das liberdades individuais, cunho arrecadatório, sem a devida contraprestação de serviços púbicos para a sociedade. A pergunta, nesse caso, é para onde vão esses recursos? É hora de definir o que desejamos do Estado em termos de investimento em matérias básicas como saúde, educação, segurança e saneamento. Vivemos um capitalismo de compadrio, que privilegia o fisiologismo político, apoiando projetos de manutenção no poder ao invés de investimentos reais nas demandas dos indivíduos. De um lado, precisamos de maior participação individual e, de outro, redução do papel do Estado na vida das pessoas. Se analisarmos os dois lados da crise, da oportunidade com ganhos de eficiência e das mudanças no modo como vemos o Estado, conseguiremos avançar como cidadãos, amadurecer como sociedade e superar o momento de crise que vivemos.”

O Instituto de Estudos Empresariais é uma associação civil sem fins lucrativos ou compromissos político-partidários, fundada em Porto Alegre em 1984 por um grupo de empresários gaúchos, com o objetivo incentivar e preparar novas lideranças com base nos conceitos de economia de mercado e livre iniciativa. Pessoas que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais, subordinadas ao Estado de Direito.

Uma das principais atribuições do IEE é a formação de lideranças com capacidade empreendedora. Nesse sentido, o Instituto estimula o debate e a troca de experiências entre os seus associados, para que desempenhem suas funções na sociedade de forma ética e planejada, com persistência e motivação, para conquista do sucesso em suas áreas de atuação.

Ricardo Heller diz que a formação dos associados seguirá ocupando papel primordial nas atividades desempenhadas pelo IEE. “É necessário estar preparado para se posicionar e participar ativamente deste momento tão relevante pelo qual o Brasil passa, por isso, a formação dos associados mantém-se como prioridade na gestão”.

Conheça a nova diretoria:

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Foto: Fernando Conrado

Da esquerda para a direita: diretor de Eventos, Thobias Zamboni; diretora de Comunicação, Giovana Stefani; vice-presidente, Rodrigo Tellechea; presidente, Ricardo Pechansky Heller; diretora de Relações Institucionais e Fórum da Liberdade, Lys Lenhart; diretor de Formação, Paulo Costa Fuchs; e o diretor Financeiro, Mauro Zaffari.

Comentários (1)

  • Jurema diz: 28 de julho de 2015

    Quem desses não tem pai rico? Aí é fácil falar em assistencialismo, quero ver ser empreendedor passando fome.

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