Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de setembro 2015

A Posologia da inovação: Qual a dose certa de inovação?

30 de setembro de 2015 0

Por Maximiliano Carlomagno*

Todas empresas precisam inovar, transformar novas ideias em resultado. O grande desafio é definir o quanto de inovação é necessário para a SUA empresa crescer, não ser ultrapassada pelos concorrentes nem jogar fora recursos escassos.

O primeiro passo é identificar os fatores que impactam a necessidade de inovação. O segundo é avaliar o comportamento desses fatores na sua realidade. E, por fim, dimensionar o quanto você precisa inovar dado a situação desses fatores.

A sua dose de inovação não será a mesma do Google, Apple ou mesmo de um concorrente no seu setor de atuação. Inovação na quantidade errada pode ser ruim, afinal “a diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem” como enfatizava Paracelso, pai da química moderna.

remédio

Nossa experiência de pesquisa e consultoria em gestão da inovação, atendendo 10 das empresas mais inovadoras do Brasil, permitiu identificar um conjunto de 4 fatores que determinam sua necessidade de inovação. Para ilustrar os fatores a serem avaliados na dosagem de inovação, utilizemos o setor de Hospitalidade como exemplo.

Clientes
Quanto mais homogênea, estável e conservadora for a sua demanda menor será sua necessidade de inovação. Se você está num mercado onde surgem novos segmentos de consumidores de alto potencial (classe média em viagens internacionais), onde os clientes mudam seu comportamento e prioridades (compra de produtos e serviços pela internet) e no qual os clientes se predispõem a pagar mais por uma solução nova (impacto de reviews positivos no preço de hotéis) sua dosagem será maior e mais frequente.

Competidores
Se você atua num setor maduro, no qual os concorrentes estão definidos e são pouco competitivos, sua dosagem será menor ou mais esporádica. Por outro lado, se existem baixas barreiras de entrada (portais para venda de passagens na internet), startups atacam o seu setor (Airbnb  e Uber) e até empresas de outras setores pretendem virar novos competidores (Google), será necessário inovar mais e melhor.

Descontinuidades
As mudanças tecnológicas, econômicas, sócio-ambientais e legais geram instabilidade para todas empresas. Abrem oportunidades para os inovadores e ameaças para os retardatários. Quando esse macro ambiente é estável e avança evolutivamente, a dosagem pode ser menor. Por outro lado, quando essas transformações são intensas e frequentes, como o caso no caso do turismo com o surgimento das mídias sociais, mudança abrupta do câmbio, elevação da viagem como instrumento de status social, entre tantas outras rupturas recentes, a dosagem precisa ser maior.

Desafios internos
O quarto fator é o único que ao invés de analisar aspectos externos, foca na própria empresa porque mesmo empresas de setores iguais tem necessidades de inovação distintas. Quando seu negócio ainda tem espaço para melhorar performance “arrumando a casa” não é preciso tamanha inovação, contudo, quando você está no limite da melhoria, precisará de inovações para ter saltos de performance. Cada ambição uma necessidade de inovação. Quando você é uma rede como Accor  ou Hilton, fatura mais de 5 bilhões de dólares, e pretende crescer 10% ao ano será necessário inovar para gerar novos negócios de mais de 500 milhões de dólares todo ano.

Avaliar sua situação sob esses 4 fatores, permite definir a posologia da inovação, a dosagem ótima, frequência e duração que viabilize atingir seus objetivos sem correr risco de ficar para trás nem de desperdiçar recursos. Quando seus clientes mudam, surgem novos e perigosos concorrentes, descontinuidades continuamente atingem seu setor de forma intensa e sua ambição é grandiosa, será preciso tratar a inovação como algo frequente, estratégico e estruturado. Ou não vai funcionar.

Até a próxima inovação,

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

 

É hora de conhecer melhor a AMCHAM

27 de setembro de 2015 0

Em períodos como este, de crise econômica, moral, ética e política, muitos se perguntam qual caminho devem seguir, olham em volta em busca de orientação e da possibilidade de debater questões relevantes. Percebi recentemente, após visitar importantes instituições não governamentais, que muito tem se feito no país, fora da esfera pública, para melhorar as coisas por aqui. Só que pouca gente sabe disso. Por isso, decidi dedicar meu post de hoje a uma dessas entidades.

Ela pode ter nascido apenas com o intuito de proporcionar intercâmbios entre empresas brasileiras e americanas para fins de comércio, mas depois de mais de 90 anos de atividades no Brasil, a Amcham (American Chamber of Commerce for Brazil)  presta os mais diversificados serviços, realiza missões empresariais para os Estados Unidos e outros países , promove grandes eventos. Pouca gente sabe, mas a Câmara Americana de Comércio sempre procurou contribuir em áreas decisivas para influenciar políticas públicas, promover as melhores práticas empresariais e o melhor ambiente de negócios, incentivando comércio, investimentos e incorporação dos princípios de sustentabilidade à gestão corporativa.

Fundada em 1919 por nove empresas, a maioria americana — Brazaço-Mapre, Citibank, Esso, General Electric, Goodyear, Indústrias Matarazzo, Lion, Singer e Universidade Presbiteriana Mackenzie –, a Câmara funcionou inicialmente só na cidade de São Paulo. Hoje, a Amcham-Brasil é a maior Câmara Americana entre as 104 existentes em diversos países; a maior fora dos EUA, com cerca de 5.500 mil associados e presença em 14 cidades brasileiras. É a maior entidade empresarial não-sindical multisetorial do país.

A  ramificação pelo território nacional foi decisiva para o crescimento da Amcham. Depois de São Paulo, vieram Porto Alegre em 1998, Belo Horizonte e Recife em 1999, Curitiba e Brasília em 2000, Campinas em 2001, Goiânia em 2005, Uberlândia e Ribeirão em 2006, Salvador em 2009. Em 2012, foram abertas as unidades de Campo Grande, Joinville e Fortaleza.

Hoje, 85% dos associados são empresários brasileiros e 65% deles pequenos e médios. Segundo o Gerente Regional da Amcham Porto Alegre, Pedro Valério, a regional gaúcha é a maior fora de São Paulo, com 550 associados. “Um aspecto importante é que temos 95% de adimplência. Isto significa que as empresas investem na Câmara. Elas sabem da sua importância“, diz. “A Amcham está constantemente servindo seus membros, construindo pontes para negócios brasileiros ao redor do mundo e atraindo negócios estrangeiros para cá.

Revista VOTO promove debate entre convidados com destaque para o Ger. Regional da AMICHAM Brasil, Pedro Valério e Renato Ganhito, vice-pres. da CDN |

Pedro Valério – Divulgação

Na Amcham, surgiram ideias pioneiras no Brasil, como as que levaram à criação da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas, em 1954. A entidade também apoiou o estabelecimento da American Society, que sempre teve sede na Amcham-São Paulo. Lançou, em 1978, o American International Fellowship Program, que oferecia bolsas de estudo no exterior a jovens executivos brasileiros, e o Instituto Qualidade no Ensino, dedicado a aperfeiçoar a educação em escolas públicas de várias cidades do País. Hoje participa intensamente no Programa Ciência sem Fronteiras.

O papel da Amcham foi decisivo ainda para o início das atividades do Gife (Grupo de Institutos Fundações e Empresas), do Instituto Ethos, da Fundação Nacional da Qualidade e do Centro de Democratização da Informática em São Paulo. Foram iniciativas da Amcham, a criação do primeiro provedor de acesso à internet do Brasil (Amchamnet) e do Prêmio ECO, o mais antigo e respeitado reconhecimento a companhias que adotam práticas socialmente responsáveis e de gestão sustentável. Desde seu lançamento, em 1982, o Prêmio atraiu, entre outros, personalidades como Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Gro Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega e criadora do conceito de desenvolvimento sustentável.

Os eventos promovidos pela entidade são super concorridos e relevantes. Somente a Amcham Porto Alegre promove cerca de 15 eventos por mês! Nessas ocasiões, mais ou menos 20 mil empresários e executivos se relacionam.

amcham

Crédito: Giuliano Cecatto

O CEO Fórum, o maior do país em público, realizado em agosto em Porto Alegre, por exemplo, reuniu 1500 pessoas no teatro do Bourbon Country e ainda teve transmissão simultânea no espaço Itaú de cinemas para mais 150 pessoas. O evento trouxe palestrantes como David Ulrich, a maior autoridade em liderança e Recrusos Humanos da atualidade.  “Você precisa aprender com seus erros. Se você não erra, você não está tentando”, disse Ulrich.

No mesmo evento, o indiano Raj Sisodia, cofundador do Capitalismo Consciente, corrente que incentiva líderes a repensar porque as empresas existem. Segundo ele, só pensar em lucro criou um ambiente tóxico nas empresas. “A maior parte das pessoas morre sem conhecer a totalidade de suas habilidades, e isso acontece porque elas não têm liberdade suficiente para crescer.”

 

ceoforum

Crédito: Giuliano Cecatto

Na semana passada, a Amcham promoveu o workshop “Jeito de ser Disney“, mostrando como chegou ao sucesso esse líder mundial em serviços de entretenimento e também a master class com equipe da Hyper Island, um curso de três dias que explora o crescente e relevante impacto da tecnologia no mundo dos negócios a partir da expertise da escola sueca conhecida como a “Harvard digital”.

Visitas a fábricas, missões aos Estados Unidos e outros países, cafés da manhã, almoços, cursos, feiras, workshops, a Amcham é tudo isso. “Queremos mostrar o que está dando certo”, diz Valério.

 

Nova York declara guerra contra o sal

21 de setembro de 2015 0

Por Fernando Naiditch*

A Secretária de Saúde de Nova York, Mary Bassett, começou o dia 10 de setembro anunciando em alto e bom som: “Este é um grande dia para Nova York e representa um avanço real para a saúde pública”.

A frase da secretária, pronunciada em entrevista coletiva, se referia à aprovação de uma nova lei que entra em vigor até o final deste ano na cidade de Nova York e que vale para todos os restaurantes, bares e até mesmo teatros e cinemas que tenham pelo menos 15 lojas espalhadas pelo país. Ou seja, a lei vai atingir principalmente as chamadas lojas de fast food e redes nacionais.

Já no início de dezembro, estes estabelecimentos deverão utilizar um novo ícone que servirá para alertar o consumidor sobre o alto teor de sódio (sal) presente na comida prestes a ser consumida.

O limite estabelecido pela Secretaria de Saúde de Nova York foi o de 2300 miligramas de sódio. De acordo com os profissionais de saúde envolvidos na decisão, consumir uma quantia acima disso por dia aumenta o risco de doenças cardiovasculares e de derrames.
Resultado: Qualquer prato, comida, ou sanduiche que passar deste valor deverá estar acompanhado de um ícone de um saleiro dentro de um triângulo.

Este é o símbolo da nova campanha que os menus, quadros, e painéis gráficos que anunciem os alimentos no interior das lojas devem estampar:

sal

Imagem: New York Daily News

Bassett disse que estes ícones terão uma função importante, que é a de alertar o consumidor que muitas vezes desconhece o alto teor de sódio presente nos alimentos ou nem pensa nisso na hora de comer ou decidir que alimentos comprar.

Na entrevista coletiva, a secretária listou uma série de exemplos que surpreenderam até mesmo as pessoas que se julgam bem informadas. Por exemplo, a rede de fast food Red Robin vende um milk shake (o “Monster Salted Caramel Shake”) que contém 3448 miligramas de sal. Muitos consumidores nem imaginavam estar consumindo tanto sódio num copo de milk shake!

Mas como não há lei que não crie controvérsia, mais uma vez o debate tomou conta das ruas e dos noticiários da cidade. O prefeito Bill de Blasio tem sido claro. Assim como seu antecessor, o ex-prefeito Michael Bloomberg, ele também resolveu entrar na Guerra contra a Obesidade Americana começando por educar e alertar o consumidor para os riscos e as consequências de consumir principalmente alimentos com alto teor de açúcar, sódio e gordura.

Mike Bloomberg já tinha gerado polêmica ao tentar passar legislação diminuindo o tamanho dos copos de refrigerante disponíveis nos restaurantes de fast food, numa tentativa de diminuir o consumo de açúcar, principalmente por jovens e crianças.

Matthew Greller, advogado da Associação Nacional de Donos de Teatros está estudando a possibilidade de entrar com uma ação legal contra a prefeitura e a nova lei. Greller ficou conhecido quando conseguiu vencer o ex-prefeito Bloomberg na justiça na chamada “Guerra dos Refrigerantes”.

A batalha das calorias, porém, foi vencida por Bloomberg. Durante sua administração, os restaurantes foram obrigados a exibir as calorias dos alimentos nos cardápios e displays gráficos.

Nessas batalhas que parecem não ter fim, Greller disse que, dessa vez, a decisão da prefeitura pode fazer com que os teatros e cinemas simplesmente deixem de vender produtos ricos em sódio, como os famosos pretzels, que certamente deverão apresentar o novo ícone.
“Acho que eles irão preferir tirar certos ítens do que ficar mudando o cardápio a toda hora”, disse ele. A questão é também econômica. Os donos de bares e restaurantes afirmam que terão que gastar muito para se adaptar a nova lei como fizeram recentemente ao ter que exibir as calorias dos alimentos.

Além disso, o governo federal já estuda uma lei similar que deverá entrar em vigor no início de 2016. A lei federal estabelece novas regras para a apresentação de alimentos ao consumidor. O custo é grande para os restaurantes, que têm que se adaptar à todas essas novas regras.

Melissa Fleischut, presidente da Associação de Restaurantes de Nova York afirmou que ter que imprimir novos cardápios, refazer menus e displays gráficos para adicionar novos ícones a cada momento é muito oneroso. Ela se referiu ao fato de os restaurantes terem já gasto muito para se adaptar à lei da inclusão de calorias.

Ela afirmou também que a lei não é clara quanto à porções e alimentos que possam ser consumidos por um grupo de pessoas, como uma pizza. Por exemplo, uma pizza de 35 cm de diâmetro, como a “Original Stuffed Crust Pepperoni Lover’s” do Pizza Hut, tem 8560 miligramas de sódio, o que, segundo a lei requer a adição do ícone do saleiro. Porém, uma fatia desta pizza tem 1070 miligramas, o que não mais requer o ícone.

Apesar da confusão e da discussão pública entre a prefeitura, cidadãos, e os donos de restaurantes, que se dizem frustrados e que querem evitar custos adicionais, a lei segue adiante.

O prefeito de Nova York e sua secretária de saúde afirmam que seguirão lutando pelo direito de educar as pessoas e de apontar caminhos para uma vida mais saudável.

E uma vida mais saudável é o que deseja a Dra. Mary Travis Basset, a secretária de saúde de NY, que afirmou que as doenças cardiovasculares ainda são a maior causa de morte nos Estados Unidos. A estratégia da prefeitura de Nova York ao criar essas leis é reduzir a taxa de mortalidade prematura em 25% até 2040.

sal2

Imagen: foodfactsindex.com

A Associação Americana do Coração recomenda que as pessoas não consumam mais de 1500 miligramas de sódio por dia, e a Organização Mundial da Saúde recomenda menos de 2000 miligramas por dia.

Mais de três quartos do sódio que os americanos consumem vêm de restaurantes e de alimentos processados (aquela comida pronta à venda em supermercados).

Apesar do furor que a nova lei causou, um olhar mais atento aos cardápios dos restaurantes de fast food aponta que muitos deles nem têm com o que se preocupar, como mostrou uma reportagem do Wall Street Journal, que analisou alimentos de várias redes para compreender o efeito da nova lei.

Segundo a reportagem, a maioria dos alimentos nas redes de fast food ainda seguem abaixo do limite proposto de 2300 miligramas. Por exemplo, o famoso Big Mac do McDonald’s tem 960 miligramas de sódio, e o Bacon McDouble tem 1110 miligramas, ambos abaixo do limite requerido pela lei.

No Burger King, um Bacon Cheeseburger Deluxe tem 720 miligramas de sódio, enquanto o Triple Whopper Sandwich tem 1050 miligramas.

Mas não se iluda. A Associação Americana do Coração lembra que o valor estabelecido pela organização (abaixo de 1500 miligramas de sódio) é para o dia inteiro. Ou seja, quem decidir comer nesses restaurantes, deverá se privar de sal pelo resto do dia, já que, na maioria das vezes, um sanduiche somente já inclui o valor máximo de sódio permitido para o consumo diário.

 

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Semana Farroupilha tem menos pilcha e churrasco

17 de setembro de 2015 0

Recebi uma série de informações sobre a Semana Farroupilha e cheguei à conclusão que teremos menos gaúchos e prendas pilchados e menos carne na churrasqueira. A notícia boa é que  tem marcas se esforçando para garantir o churrasco, a cerveja e a diversão. Ah, e parte do comércio vai funcionar no feriado. O Sindilojas Porto Alegre informa que, no próximo domingo, 20 de setembro, dia em que é comemorada a Revolução Farroupilha, as lojas de rua e de shopping da Capital poderão atender com empregados.

prenda-e-gaucho
No entanto, para abrir seu estabelecimento, o lojista deve ter assinado a declaração de opção pelo trabalho em feriados e possuir a certidão de regularidade sindical emitida pelo Sindilojas Porto Alegre e pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre – SINDEC. Esta indicação vale para todos os feriados deste ano, exceto para o dia 25 de dezembro, Natal, conforme acordado na Convenção Coletiva de Trabalho.

Vem também do Sindilojas outra notícia importante. Essa, um pouco triste. Neste ano o mês de setembro, tradicionalmente bom em vendas para os comerciantes do varejo de itens tradicionalistas, não deve ser animador. Levantamento feito pela entidade com lojas do segmento indica que a maioria espera uma redução média de 29% nas vendas, na comparação com o mesmo período no ano passado. O atual cenário econômico, o parcelamento de salário dos servidores estaduais e até mesmo a apontados pelos comerciantes para a queda nas vendas.

Em 2015, o que tem saído mesmo são os complementos e acessórios, mostrando que o consumidor está reaproveitando a pilcha do ano passado em lugar de comprar uma nova. Outra curiosidade: alpargatas vendendo mais do que as botas, em função do inverno menos rigoroso.

alpargatas

E como não tá fácil pra ninguém, a tradicional marca de cerveja dos gaúchos, a Polar, tenta garantir um baita churrasco no dia 20 de setembro. A marca promove 40% de desconto em cerca de seis toneladas de carne em Porto Alegre e Pelotas, ou seja, o aumento no valor da carne em todo o estado não será desculpa para não assar uma carne no domingo.

A Polar irá bancar em 40% cerca de seis toneladas nos cortes de costela (3 ton) e vazio (3 ton) no açougue da Rua Felizardo, 465, em Porto Alegre, e General Osório, 1403, de Pelotas. No dia 19 de setembro, os estabelecimentos abrirão as portas de nova cara e terão nome diferenciado por um dia: #VaiterChurras Polar. A ação inicia às 08h, com descontos no valor da carne até às 20h ou enquanto durarem os estoques.

No dia da ação, os clientes ainda degustarão espetinhos de xixo. Os comunicadores da rádio Atlântida estarão por lá transformando a compra num verdadeiro “aquece” para a data mais esperada do ano para os gaúchos.

Viu, só, vivente? Apesar dos tempos difíceis para os gaúchos que, involuntariamente, estão revivendo os tempos dos Farrapos, tá todo mundo tentando salvar o 20 de Setembro.

As lojas do BIG, por exemplo, já estão caracterizadas para celebrar a Semana Farroupilha junto com os gaúchos. Em todo o Estado, a letra “I” do hipermercado BIG ganhou um revestimento de aproximadamente cinco metros de altura com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul. Além disso, a rede apresenta camisetas temáticas do Festival Farroupilha no departamento de têxtil e aumentou o mix de produtos típicos do período, como carnes para churrasco, carvão, sal grosso, batatas, cuia, erva mate, garrafas térmicas e bebidas em geral.

A ação na fachada da loja, em homenagem ao 20 de Setembro, também é uma forma de aproximar ainda mais a marca dos gaúchos, uma vez que foi em Porto Alegre que nasceu a primeira loja da bandeira. O Walmart Brasil está presente em 48 municípios gaúchos com 117 lojas das bandeiras BIG, Nacional, TodoDia, Maxxi e Sam’s Club.

O que eu posso dizer pra vocês? Esqueçam os problemas e bora lá festejar. Mas não esqueça: povo que não tem virtudes, acaba por ser escravo…

prenda

Evento discute Gerenciamento de Projetos em Porto Alegre

15 de setembro de 2015 0

Talvez você não conheça a associação que está promovendo o 12o Seminário de Gerenciamento de Projetos na capital gaúcha, evento que vai até a próxima quinta-feira no Centro de Eventos da PUC-RS. Mas deveria. O Project Management Institute (PMI) é a principal associação mundial de gerenciamento de projetos e está presente em quase 200 países. O PMI-RS faz parte da associação desde 2001 e conta com 660 filiados, sendo 170 deles voluntários. A instituição desenvolve e divulga as boas práticas de gestão de projetos.

pmi

Com o tema “Estratégia, agilidade e negócios: os novos desafios do gerente de projetos, o evento deve reunir mais de mil participantes. “O gerente de projeto tem constantemente o desafio de se reinventar. Ele não pode mais se ater apenas a cronogramas, manter os artefatos dos projetos atualizados e seguir processos. Ele precisa, cada vez mais, se envolver com as estratégias da organização, entendendo-a de maneira mais profunda e agindo ativamente para alcançar os objetivos do negócio“, diz Thiago Regal, presidente do PMI-RS.

Segundo dados da associação, atualmente 64% dos projetos, em nível global, tem os resultados atingidos. “Esses 36% que não atingem os objetivos custam mais, demoram mais tempo e, quando são entregues, têm má qualidade“, diz Regal. “Normalmente, são problemas fáceis de resolver, mas pecamos no básico: falta definir bem o escopo do projeto e gerenciar o cronograma e o orçamento. Existem ferramentas que, comdprovadamente ajudam, como a Estrutura Analítica de Projeto – EAP – que permite estimar esforço, risco e tempo.”

A seguir, quem são e o que pensam os principais palestrantes deste ano:

Ricardo Vargas

Principal nome do evento, Ricardo Vargas é diretor do Grupo de Práticas de Projetos do Escritório de Serviços de Projetos das Nações Unidas. Especialista em gerenciamento de projetos, portfólio e riscos, é responsável por mais de 80 projetos de grande porte em diversos países nos últimos 15 anos, com um portfólio de investimentos gerenciado superior a 18 bilhões de dólares. Ele vive em Copenhagen, na Dinamarca. Seu trabalho tem como foco a melhoria da gestão dos projetos humanitários, de construção da paz e de desenvolvimento de infraestrutura em dezenas de países, como Haiti, Afeganistão, Iraque e Sudão do Sul. Vargas escreveu onze livros sobre gerenciamento de projetos, publicados em português e inglês, com mais de 250 mil exemplares vendidos mundialmente. É professor de gerenciamento de projetos em diversos cursos de MBA, participando do conselho editorial de revistas especializadas no Brasil e nos Estados Unidos.

“É um prazer estar no Brasil apresentando o caso do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS), onde só lido com crises, atuando com algo que a iniciativa privada e ninguém tem interesse”, diz ele. “Uma visão míope financeira acredita que o melhor projeto é o que rende mais lucro, mas com uma visão prática e holística percebemos que essa não é a resposta”.

Ricardo Triana

Tem mais de 20 anos de experiência em gestão de projetos, através de trabalho realizado em multinacionais com atuação na América Latina, Europa e USA como presidente da Practical Thinking Group. Ex-presidente do conselho diretivo global do Project Management Institute (PMI), é diretor do conselho diretivo 2010-2015:

Apesar de cada país latino-americano ter características diversas, todos têm em comum o hábito de dar a desculpa de que podemos deixar de seguir regras, fazendo as coisas mais rápidas ou de forma mais tranquila. Isso abre precedente para a corrupção e o exercício de práticas que vão contra a excelência na entrega de obras e projetos públicos.

Além disso, questões culturais também contribuem para que instrumentos como a lei das licitações, por exemplo, não tenham a esperada eficácia. Um exemplo atual é a Copa do Mundo de 2014, que acabou há um ano e algumas das obras começadas ainda não ficaram prontas.
Todos os projetos deveriam ter um claro alinhamento estratégico com o plano público, os objetivos de um ministério e de um governo. Isso é fazer gestão de portfolios, que possibilita mais transparência e dificulta, por exemplo, o gasto sem controle em alguma obra pública.

O foco dos projetos deve ser nos benefícios e não somente nos objetivos de tempo e orçamento público, especialmente em caso de obras de infraestrutura. Apontando o que se quer atingir, fica mais fácil controlar os projetos durante e depois da entrega dos produtos.
Além de implementar processos, também é preciso implementar auditorias internas, investir em governança, garantir que todos os órgãos governamentais apliquem as mesmas leis e controles.

Quando se perde o foco nos resultados não é possível dar continuidade aos contratos, os contratos são gerenciados como linhas de orçamento e não de maneira holística associados a projetos. A falta de sinergia com outras áreas, dentro da entidade governamental, ou com outros órgãos governamentais leva a um baixo desempenho nos fornecedores e falta de eficiência e transparência.”

José Finocchio

José Finocchio é autor do livro “Fundamentos de Gerenciamento de Projetos”, adotado como livro texto na FGV- Fundação Getúlio Vargas, e palestrante dos congressos brasileiros de gerenciamento de projetos do PMI e do Brazilian Oil & Gas. Recentemente, trabalhou no processo de gerenciamento de Portfólio da Natura, Ambev, Bradesco, Cosan, Roche, Eurofarma e COB Comitê Olímpico brasileiro:

Este Seminário no Rio Grande do Sul é o evento brasileiro que reúne os melhores e mais reconhecidos profissionais da área, na minha opinião. É também o que atrai mais público, superando eventos nacionais ou em capitais maiores como São Paulo. Isso tudo nos leva a crer que é uma excelente oportunidade de networking e também aprendizado“.

Aos gestores de projeto eu digo: Seja arrojado, aprenda mais sobre o mundo ágil, principalmente com as metodologias Scrum e Kanban. Eu começaria desta forma, buscando cursos e certificações na área de agilidade“.

É hoje!

14 de setembro de 2015 0

Hoje é um grande dia para essa blogueira. Depois de dois anos de trabalho com um profissional que admiro muito, João de Lima, colaborador deste Mundo dos Negócios, está sendo lançado  “GESTÃO e CULTURA DE RESULTADOSO Modelo para Gerir e Liderar Pessoas Realizadas e Empresas Vencedoras“.

Capa do livro- divulgação

Capa do livro- divulgação

O livro foi escrito a partir da experiência do Lima, de mais de 40 anos, em Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional, na Gerdau e na Magnesita/GP Investments, e de pesquisas sobre as estratégias e as melhores práticas de empresas de referência mundial. Ele aborda os caminhos para a construção da tão sonhada Cultura de Resultados, razão de sucesso dessas empresas em seus processos de turnarounds e de transformação organizacional, através do Modelo Fractal de Gestão®.

triangulo2

A sinergia resultante da integração dos elementos — Estratégia do Negócio, Sistema de Gestão, Gestão de Pessoas e Liderança – pode alavancar de maneira exponencial os resultados das empresas.

Ronaldo Iabrudi, presidente do Grupo Pão de Açúcar, escreveu o prefácio do livro e também contribuiu no seu conteúdo, junto com Jorge Gerdau e André Johannpeter, Chairman do Conselho Consultivo e CEO da Gerdau, respectivamente, Fersen Lamas Lambranho, Chairman do GP Investments e Otto Levy, VP de Operações da Magnesita.

Esses grandes empresários e executivos comentam todos temas abordados. Esses comentários foram extraídos de entrevistas realizadas pelo Lima e por mim.

João de Lima teve como um dos principais desafios, na Gerdau e no GP, levar a cultura dessas empresas para as unidades que elas adquiriam no exterior, ou para novas unidades adquiridas de outras empresas no Brasil. Depois de errar algumas vezes, ele se dedicou ao tema e acabou criando o triângulo acima que apresenta o Modelo Fractal de Gestão, diferente dos modelos tradicionais, porque os 4 elementos principais (estratégia, sistema de gestão, gestão de pessoas e liderança) estão integrados e são interdependentes.

Para ele, não adianta fazer qualquer mudança em qualquer empresa apenas pelo Sistema de Gestão (como faz a maioria das consultorias hoje). Nesses casos, a gestão de pessoas se encerra na meritocracia.

Para Lima, a meritocracia como mola propulsora de desempenho,  é essencial,  entretanto, principalmente nos dias de hoje, é preciso ir além disso. A empresa tem que possibilitar às pessoas um ambiente onde elas se realizem, se sintam parte do todo e também sejam felizes e por isso se comprometam.

Ele acha que as empresas precisam fazer das pessoas co-sócias, para que elas tenham o sentimento de pertencimento. Por exemplo, se o orçamento é feito por todos, eles se sentem donos e responsáveis por ele. E mais, a missão das empresas, deve também se tornar o propósito das pessoas e dar-lhes sentido à vida. Os seus valores têm que ser os mesmos. Hoje, elas não querem somente dinheiro. Querem um ambiente que as faça felizes.

Pessoas realizadas são pessoas comprometidas. O comprometimento é o grande alavancador do desempenho das pessoas, fator potencializador dos resultados, gerando aí um circulo virtuoso de sucesso, das pessoas e das empresas.
* João de Lima
Profissional com mais 40 anos de experiência como Vice-Presidente de Recursos Humanos e de Desenvolvimento Organizacional em empresas de grande porte, como Grupo Gerdau e Magnesita/GP Investments, com atuação no Brasil e no Exterior.
Palestrante em Empresas e Universidades brasileiras e do Exterior sobre os temas “Virando O Jogo -Como Construir a Cultura de Resultados”, “Gestão Estratégica de Pessoas em Novos Tempos”, “Liderança Transformadora em Tempos de Criise”, “Relações Construtivas no Trabalho” e “Sucessão em Empresas Familiares”. Consultor em Gestão de Negócios, Gestão Estratégica de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional, Coaching Pessoal e Profissional, Processos de Sucessão Familiar e Desenvolvimento de Lideres. É Sócio-fundador da Fractal Resultados – Consultoria de Gestão

Haverá três eventos de lançamento:

- Porto Alegre – 14 de setembro – a partir das 19 horas – no Instituto Ling – R. João Caetano, 440 – Três Figueiras
Este evento, que tem apoio do Instituto de Estudos Empresariais, IEE, contará com a participação do jornalista e economista André Lahóz, diretor da revista Exame, que fará um bate-papo com o autor, seguido de sessão de autógrafos e coquetel. Também estão confirmadas as presenças de Jorge e André Gerdau Johannpeter.

- São Paulo – 23 de setembro – a partir das 19 horas – Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista
Nesta oportunidade, Ronaldo Iabrudi também estará presente para receber os convidados.

-Belo Horizonte – 06 de outubro – a partir das 19h00, no Auditório do Edifício Premier, sede da Kienbaum – Consultoria Empresarial, na Alameda Oscar Niemeyer, 119 – Vila Nova Serra – Nova Lima – - Belo Horizonte
Desta vez, o convidado é Otto Levy, vice-presidente da Magnesita, do Grupo GP Investments.

Inovação não é apenas desenvolver novos produtos

11 de setembro de 2015 0

Por Maximiliano Salistre Carlomagno*

A Apple lançou nessa semana um novo conjunto de produtos e serviços. Algumas melhorias e poucas inovações. Tem sido assim nos últimos anos, baseados na trilogia de blockbusters Ipod-Iphone-Ipad. Há inovações radicais que transformam mercados, criam novas categorias e mudam a base de competição de indústrias existentes, como esses 3 casos, e há inovações incrementais com menor grau de novidade e menor impacto nos resultados (tela retina, melhor camêra, siri).

Divulgação

Divulgação

Mas não se engane, a inovação não vem apenas em forma de produtos. O radar da inovação apresenta 12 dimensões de seu modelo de negócio que você pode inovar.

roda

Fonte: Sahwney et al (2006)

Temos utilizado o Radar da Inovação para: a) identificar o perfil de inovação atual de empresas; b) comparar com o perfil setorial e dos concorrentes; e c) desenhar uma estratégia futura explicitando onde a empresa quer inovar. Abaixo você encontra as definições de cada dimensão e exemplos nacionais e internacionais de inovadores.

Tipo Definição Exemplos Innoscience
Oferta  Desenvolvimento de novos produtos ou serviços Plástico Verde BraskemViagra
Plataforma  Utilizar a mesma plataforma tecnológica ou componentes para criar novos produtos. Utiliza a modulariedade como estratégia Net Combo
Soluções  Através da combinação de produtos, serviços e informação, cria-se soluções integradas para atender as necessidades dos público Gerdau Corte e DobraXP Investimentos
Clientes  Identificar públicos ou segmentos não atendidos  Tecnisa – prédios para pessoas de terceira idadeCirque du Soleil – circo para adultos
Experiência do Consumidor Repensar a interação da empresa com os públicos. Criar novas experiências e sensações ao público HSM – cursos de gestãoStartbucks – cafés
Captura de Valor  Redefinir como a empresa é remunerada por seus produtos e serviços Google – link patrocinadoPagSeguro Moderninha – venda x aluguel
Processos  Redesenho dos processos para aumentar eficiência Dell ComputersHospital Sírio Libanês
Organização  Mudanças na estrutura de funcionamento da empresa. Pode envolver a alteração do escopo de atuação ou da forma como ela está organizada. Banco SicrediPromon EngenhariaZappos – halocracia
Cadeia de Fornecimento Pensar diferente sobre fornecimento, movimentação e entrega dos produtos ou serviços EmbraerNatura – relacionamento com comunidades
Presença Criar novos canais de distribuição ou locais em que os produtos ou serviços podem ser oferecidos Nike TownChili Beans – quiosques e vending machines de óculos
Relacionamentos Criar uma nova ligação entre a empresa e seus clientes de forma a criar maiores benefícios ou aumentar a eficiência no atendimento Itaú – serviços web e mobileOtis – sistema de monitoramento remoto de elevadores
Marca  Utilizar a marca como alavanca para novas oportunidades em outros setores. Coca-Cola – roupasRed Bull – diversas categorias

Fonte: Innoscience, adaptado de Sahwney et al (2006)

Percebemos que essa visão ampliada de inovação aproxima o tema de profissionais de áreas que anteriormente eram excluídas do processo de inovação. A inovação pode vir do financeiro com uma nova forma de cobrar, ou em forma de uma nova experiência do consumidor desenvolvida pelo pessoal do marketing. Pode ainda ocorrer em uma nova configuração da cadeia de fornecimento proposta pela área de logística e supply chain.

A Apple não é a única referência em inovação mas, nesse momento, consolida-se como a empresa mais inovadora do mundo. Seu perfil combina inovações na oferta, na presença como as lojas conceito que mudaram o canal de venda de computadores e a loja online Itunes que redefiniu a forma de comprar músicas, vídeos e games. Ou ainda a AppStore que vende as aplicações (softwares) que turbinam os aparelhos. A capacidade de capturar valor das inovações (gerar e ficar com dinheiro) está ligada a dificuldade de imitação das mesmas. E isso não ocorre apenas desenvolvendo novos produtos.

Pense no seu negócio. Nossa vivência de consultoria mostra que muitas das inovações que tem transformado setores importantes como educação, saúde, comunicação, varejo não são inovações de produto. Desafiamos você a utilizar o radar da inovação e fazer a classificação de projetos de sua empresa e setor. Estaremos esperando esses casos para discutir com nossa comunidade de inovação.

Até a próxima inovação

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

Sabe onde é produzida a cerveja que você bebe?

08 de setembro de 2015 1

Por Fernando Naiditch*

Uma controvérsia envolvendo a brasileira InBev chegou aos tribunais americanos.Uma ação coletiva de consumidores conseguiu que a Anheuser-Busch/InBev, que produz a cerveja Beck’s, devolva o dinheiro gasto pelos consumidores que se sentiram enganados pelo rótulo e embalagem da cerveja.

A Beck’s pertencia a um grupo familiar na Alemanha, onde era fabricada até 2002, quando foi vendida a empresa belga Interbrew, que acabou se juntando à brasileira AmBev para, eventualmente, tornar-se InBev. A InBev acabou adquirindo a cervejaria americana Anheuser-Busch, famosa por produzir a cerveja Budweiser.

A produção da Beck’s foi transferida para a cidade de St. Louis, sede da Anheuser-Busch, em 2012. O problema é que, ao transferir a produção da cerveja da Alemanha para os Estados Unidos, a Anheuser-Busch não alterou totalmente as embalagens e dizeres como “cerveja de qualidade alemã” ou “original de Bremen” levaram o consumidor a crer que estava consumindo uma cerveja importada.

beck's

Imagem: wampumcornerliquors.com

Porém, a Beck’s agora é produzida em solo americano com água de St. Louis. A ação movida contra a Anheuser-Busch alega que os consumidores se sentiram enganados e pede que os mesmos sejam reembolsados pelo preço que pagaram ao consumir uma cerveja que agora é nacional como se fosse importada.

A InBev também deverá pagar a conta das firmas de advocacia que cuidaram do caso e os honorários legais. O valor estimado só em gastos legais pode chegar a $3.5 milhões de dólares e será dividido entre as empresas Kozyak Tropin & Throckmorton, sediadas na Flórida, e mais três outras empresas que também representaram consumidores.

Na ação coletiva, os advogados afirmam que “os consumidores da Beck’s sabiam que a única forma de se conseguir uma cerveja alemã de alta qualidade, como está escrito nas embalagens da Beck’s, era importar a cerveja da Alemanha”.

O acordo firmado na corte americana prevê que consumidores possam preencher um formulário online requerendo reembolso de até $50 dólares por família ou indivíduo que tenha consumido a Beck’s desde 2011 e que tenha como provar, isto é, que tenha guardado os recibos. Como muitos consumidores não têm o hábito de guardar recibos, a Anheuser-Busch concordou em pagar um valor de até $12 dólares para aqueles consumidores que não apresentarem nota fiscal.

Segundo o acordo firmado na justiça, a Anheuser-Busch concordou em alterar os rótulos da Beck’s e fazer todos os ajustes necessários para que a origem de cerveja fique clara para o consumidor.

beck's2

Imagem: austrianshop.com

Uma frase no rótulo das garrafas deixará claro que a cerveja agora é produzida nos Estados Unidos. As famosas embalagens verdes de 6 garrafas de Beck’s também serão alteradas para dizer que a cerveja é “made in America”.

A Anheuser-Busch aceitou o acordo na justiça, mas negou veementemente qualquer transgressão. “Nós chegamos a um acordo no caso das embalagens da cerveja Beck’s”, afirmou o vice presidente de marketing da Anheuser-Busch, Jorn Socquet, em uma nota divulgada pela empresa. “Mas acreditamos que os rótulos, as embalagens e o marketing da Beck’s sempre foram verdadeiros, transparentes e de acordo com todos os requerimentos legais.”

Esta não é a primeira vez que a Anheuser-Busch/InBev tem que se explicar na justiça. Uma ação judicial similar envolvendo o marketing da cerveja Kirin Ichiban também acabou sendo resolvida nos tribunais no ano passado. No caso da cerveja Kirin, os consumidores alegaram que acreditavam estar consumindo uma cerveja produzida no Japão.

A Beck’s e a Kirin não são as únicas cervejas produzidas nos Estados Unidos que muitos ainda acreditam estarem sendo produzidas em solo estrangeiro. A Kirin Ichiban é produzida na Virgínia e na Califórnia. Bass Ale, cujo slogan é “The original English pale ale,” (algo como “A cerveja inglesa original”) é produzida em Nova York. A Red Stripe, original da Jamaica, tem sido produzida em Wisconsin desde 2012. E a australiana Foster’s é feita no Texas.

beck's3

Imagem: hy-vee.com

 

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Já tentou registrar marca ou patente no Brasil?

03 de setembro de 2015 1

Se o Brasil pretende crescer e inovar, nem tudo está perdido, mas tudo tem que melhorar. No país do dólar nas alturas, da recessão, do aumento do desemprego, da corrupção, das falcatruas e da morosidade, não é raro que depois de uma notícia boa sempre venha uma ruim. Durante o “Tá na Mesa”, promovido pela Federasul, nesta semana, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Luiz Otávio Pimentel, revelou uma boa e uma má notícia.

A boa: o número de pedidos de registros de marcas e patentes que chegam diariamente ao órgão indicam para uma linha crescente da produção intelectual no Brasil.

A má: o grande desafio é acelerar o tempo para a concessão dos registros no Brasil, que dura em média 10 anos!!O atraso, além de colocar em perigo a inovação, representa um prejuízo para as empresas que investem tempo e recursos em pesquisas”, assumiu Pimentel, ao dizer que o ideal é que o tempo para a concessão fique entre 6 meses e dois anos e meio.

Setores de fármacos e cosméticos, mecânico e eletrônico lideram os pedidos de marcas e patentes no país.

cosméticos

Com 230 servidores especializados para realizar as análises, a cada ano são solicitadas 34 mil novas patentes e 120 mil marcas. No acumulado, o INPI precisa fazer a avaliação de 202 mil pedidos de patentes e 500 mil de marcas, enviados ao órgão ao longo da última década.

No Rio Grande do Sul, segundo levantamento do INPI, o perfil do depositante de patentes aponta que 28% das solicitações são feitas por empresas de médio e grande porte, 25% são pessoas físicas e 11% instituições de ensino e pesquisa. Por aqui, a maioria das patentes solicitadas é para a fabricação de produtos de metal, borracha e material plástico, veículos automotores, reboques e carrocerias e máquinas e equipamentos.

O maior destaque entre os depositantes de marcas fica para o microempreendedor individual com 51% das solicitações. O segmento de comércio varejista e a construção de edifícios lideram com o maior número de solicitações. Outro dado apresentado pelo presidente do INPI é de que o Brasil está na 10ª posição mundial em termos de registros de patentes nacionais e em entre os países com mais empresas no mundo.

Veja mais sobre marcas e patentes em www.inpi.gov.br

 

O rock tá na lata

01 de setembro de 2015 0

Você já percebeu que quem participa de grandes eventos, adora guardar um souvenir? Na verdade, até mesmo quem não vai pessoalmente gosta de ter uma lembrança pra chamar de sua. Pois você que está contando os dias para o próximo Rock in Rio, já pode escolher entre 30 latas comemorativas ao mega evento, recém lançadas pela PEPSI®, com frases que inspiram consumidores a viverem momentos inesquecíveis. As latas marcam o retorno da marca à cidade do Rock – 30 anos após a primeira participação no evento.

Divulgação

Divulgação 

A versão do refrigerante PEPSI® Regular ganhará nova roupagem e exibirá frases que ilustram situações e desejos típicos de quem costuma frequentar grandes festivais de música – como “Dormir três dias na fila só pra ‘colar na grade’ do show” ou “Terminar o show de roupa suja e alma lavada” – sempre terminando com a citação “Pode ser épico”, call to action que permeia toda a comunicação de PEPSI® para o Rock in Rio. Mas nem só os consumidores que prestigiarem o evento terão acesso às latas “épicas”: a edição comemorativa está disponível em todos os pontos de vendas do país desde a última semana de agosto.

 

Divulgação

Divulgação

De acordo com Daniel Silber, gerente de Music Plataform para PEPSI® no Brasil, as latas servirão como uma espécie de “gatilho” para toda a estratégia de digital da marca: “É nos canais e redes sociais da marca que iniciaremos os diálogos com nossos consumidores, estimulando-os a compartilhar suas próprias experiências. Vamos motivá-los a viver coisas novas, diferentes e fora do convencional. Temos várias ações pensadas para isso!”, diz Silber.