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Posts de fevereiro 2016

Para o Brasil crescer de forma sustentável, exportar deve estar no plano

27 de fevereiro de 2016 1

 

A partir de hoje, como forma de aprofundar a discussão de alguns temas econômicos atuais, o blog Mundo dos Negócios trará, periodicamente, artigos de especialistas convidados. E o primeiro deles é o diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, Hélio Henkin.
Por Hélio Henkin*

HH

Toda vez que a economia brasileira passa por dificuldades, as exportações representam uma fonte potencial para apoiar a recuperação da atividade produtiva. Entretanto, o momento atual é apropriado para refletir de forma mais ampla sobre a importância das vendas externas do Brasil, não apenas como uma necessidade emergencial e ocasional, mas numa perspectiva de longo prazo para a economia do país.

Em diferentes fóruns de que participo, como o Conselho do Prêmio Exportação do Rio Grande do Sul e o Conselho de Comércio Exterior da FIERGS, há uma persistente e histórica preocupação com a questão da exportação e das condições competitivas das empresas brasileiras para disputar o mercado internacional. Apesar de todo o esforço e atenção ao tema, o Brasil não conseguiu estabelecer ao longo do tempo uma visão estratégica e contínua capaz de ampliar o patamar de inserção externa da economia brasileira.

Por isso, quero realçar aqui a relação entre a desejada trajetória de crescimento do PIB e da renda nacional e o desempenho das empresas brasileiras no mercado externo. Mais do que isto, procuro enfatizar que uma melhor performance exportadora é condição para um crescimento econômico mais vigoroso e sustentável para a economia brasileira, sem que se gere déficit no Balanço de Pagamentos e alta volatilidade cambial.

Na série histórica das contas externas do Brasil, desde o início do século XX, há somente três períodos em que a balança de transações correntes teve superávit por mais de dois anos consecutivos: de 1930 a 1934, de 1941 a 1946 e de 2003 a 2007. De resto, ocorreram predominantemente resultados negativos.

Com relação ao Balanço de Pagamentos de países em desenvolvimento, como o Brasil, o déficit em conta corrente tem usualmente a cobertura nas contas de capital e financeira, incluindo o ingresso de investimento direto estrangeiro, os chamados investimentos de portfólio (de fundos estrangeiros) e os empréstimos internacionais. Em geral, considera-se este financiamento do déficit em transações correntes como um aporte de “poupança” externa: ao mesmo tempo em que contribui para os investimentos necessários ao desenvolvimento do país, evita a escassez de câmbio que pode advir do déficit em transações correntes. Contudo, os investimentos diretos estrangeiros, os investimentos de portfólio e os empréstimos internacionais têm como contrapartida futura as remessas de dividendos e o pagamento de juros sobre títulos de dívidas e contratos de empréstimos externos.

No caso brasileiro, estas contas tem sido persistentemente negativas, isto é, há remessas líquidas ao exterior. Mais do que isto, em valores absolutos, elas superam o saldo da balança comercial brasileira. O saldo negativo acumulado da remessa de dividendos e juros no período 2001-2014 foi 35% superior ao saldo positivo acumulado da balança comercial de mercadorias. Se a esta conta somarmos a de serviços, o saldo negativo acumulado no mesmo período atinge mais do que o dobro do saldo da balança comercial.

Um exemplo: no ano de 2014, o déficit na conta de serviços e rendas no Brasil alcançou 89 bilhões de dólares, diante de 225 bilhões de dólares em exportações. Isto significa que as exportações brasileiras tendem a ser comprometidas com o pagamento de quase 40% de serviços e rendas ao exterior. Sob este ângulo, apenas 60% das exportações podem ser destinadas a cobrir o valor das importações de bens (matérias-primas, insumos, máquinas, bens de consumo). O restante depende do ingresso de capital e empréstimos para a sua cobertura cambial.

Portanto, para um dado nível de exportações, o aumento das importações, que acompanha naturalmente o crescimento do PIB no país, requer uma ampliação do fluxo de capitais e de empréstimos na conta de capital, para que tal crescimento seja sustentável e não seja interrompido por escassez de divisas.

Só que, como os fluxos de capital e de empréstimos criam o já citado comprometimento futuro na forma de remessa de dividendos e juros, não é esta a melhor forma de assegurar a sustentabilidade do crescimento econômico sob o prisma do equilíbrio do Balanço de Pagamentos do país e de uma relativa estabilidade e disponibilidade de divisas (e sem comprometer a longo prazo um nível prudente de reservas internacionais, e adequado às recomendações do Fundo Monetário Internacional).

A melhor forma de assegurar a sustentabilidade do crescimento econômico sob o ponto de vista das restrições das contas externas é manter um crescimento vigoroso e relativamente estável das exportações, evitando assim déficits muito elevados na balança de transações correntes.

No caso brasileiro, a parte mais significativa do dinamismo das exportações tem sido proveniente das vendas externas de produtos básicos (agropecuários e de extração mineral). Em 2014, as exportações deste grupo de produtos foi 10 vezes superior às de 1995, enquanto as exportações de artigos industrializados atingiu em 2014 apenas 3 vezes o valor de 1995.

Entre 1995-2014, a proporção de produtos básicos e semimanufaturados nas exportações brasileiras aumentou de 43% para 61%, enquanto a proporção de industrializados caiu de 55% para 35%.

Se a performance brasileira nas exportações de produtos básicos já é dinâmica e responde bem à demanda externa, e se uma dependência muito alta de movimentos de capitais para financiar o déficit de transações correntes tem efeitos colaterais indesejáveis (como o aumento da remessa de lucros e dividendos e a volatilidade no mercado cambial), então cabe fazer as seguintes perguntas:

1. Como assegurar um crescimento econômico mais vigoroso para a economia brasileira, sem que se gere o déficit no Balanço de Pagamentos e a volatilidade cambial?

2. Como evitar que o ajuste externo no Brasil ocorra predominantemente através da redução das importações, com resultado da desaceleração ou recessão econômica, como tem ocorrido desde 2013 e se aprofunda no presente momento?

A resposta está na ampliação das exportações em geral, quer em termos de crescimento mais elevado do valor exportado (o que, por si só, já gera um estímulo à atividade econômica e à geração de renda e emprego), quer em termos da participação do Brasil nas exportações mundiais — enquanto a participação do Brasil no PIB mundial tem oscilado em torno de 3%, a participação das exportações brasileiras no total do fluxo mundial de exportações tem ficado pouco acima de 1% ao longo dos últimos dez anos.

No caso dos produtos agropecuários e dos minérios, em que as exportações do Brasil participam em torno de 2% das exportações mundiais, é necessário manter um ritmo de investimentos em infraestrutura para assegurar as condições competitivas que complementam a capacidade produtiva e organizacional já demonstrada pelas empresas, produtores e instituições de pesquisa ligados a esses setores.

O maior desafio para o Brasil, contudo, é ampliar as exportações de produtos manufaturados.

Tudo indica que há um espaço a ser ocupado. A participação das exportações brasileiras de itens industrializados tem caído ao longo dos últimos anos, oscilando em torno de 0,75% das exportações mundiais de manufaturados. Enquanto a proporção desses produtos nas exportações totais dos países mais desenvolvidos é próxima a 70%, no Brasil ela é próxima a 35% do total! (dados de 2014).

Não se trata de uma tarefa fácil. No front externo, há uma desaceleração do crescimento mundial. Todos os países buscam o mercado externo como alternativa e isso cria um desafio, em termos de concorrência, muito maior. No front interno, também há fatores que afetam a competitividade da indústria, desde a relação câmbio/custo salarial até os problemas de logística e transporte, entre tantos outros.

Além disso, existe a necessidade de um aprimoramento nas condições produtivas e organizacionais das empresas e das articulações ao longo das cadeias produtivas.

As exportações não podem ser uma reação temporária à queda da demanda no mercado interno.

 Ao contrário, elas devem integrar um plano de crescimento das fabricantes de produtos industrializados, que permita a elas atingir escala de produção mais viável economicamente e tornar-se, portanto, mais competitivas no mercado internacional. Além disso, é necessário posicionamento estratégico e continuidade do esforço exportador por parte dessas empresas.

O aumento das exportações não é uma resposta automática à desvalorização cambial, como mostra a experiência brasileira. Assim como é ilusão pensar que a intervenção estatal centralizada e baseada em subsídios propiciará o salto desejado na inserção externa.

Tampouco uma atitude laissez-faire possibilitará a superação dos desafios complexos presentes na competição internacional. Tal como ocorre na empresa contemporânea, o fomento às exportações exige planejamento, coordenação e monitoramento. Sem a coordenação contínua e eficiente entre a esfera pública e privada, que aprimore as condições de competitividade no país e, ao mesmo tempo, estimule decisões de investimento que combinem competência organizacional e persistência no esforço exportador das empresas, será muito difícil para o Brasil alcançar um nível de inserção internacional proporcional ao peso do país na economia mundial. E, sem isso, maiores serão os obstáculos para o Brasil atingir o ritmo de crescimento econômico necessário à melhoria do padrão de vida de sua população.

 

*Hélio Henkin é Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e Coordenador do Núcleo de Tecnologia, Indústria e Economia Internacional (NETIT/UFRGS). Foi Diretor Superintendente e Diretor Técnico do SEBRAE/RS. É membro do Conselho do Prêmio Exportação RS e do Conselho de Comércio Exterior da FIERGS.

 

 

Empresas se destacam no RS apesar da crise

26 de fevereiro de 2016 0

Nem só de más notícias vive a nossa sofrida economia.’Mundo dos Negócios’ procurou, e encontrou, boas novas de empresas que atuam no Rio Grande do Sul. A Vinícola Salton, por exemplo, ampliou sua participação no mercado brasileiro. Líder no segmento de espumantes há 10 anos, a empresa foi reconhecida nesta edição do Prêmio Líderes de Vendas 2016, concedido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), pelo empenho e avanço em diferentes regiões brasileiras, especialmente com seus rótulos de espumantes.

Além disso, no segmento de vinhos, a empresa comemora o avanço na colocação em cinco regiões classificadas no ranking da Abras (levantamento realizado pela AC Nielsen). “ Continuaremos em busca da conquista de liderança em novas áreas e também desejamos manter a excelência nas regiões que já conquistamos”, diz o diretor nacional de Vendas da Salton, Cleber Slaifer.

Primeira vinícola centenária do país (tem 105 anos), a empresa familiar firmou-se como líder no mercado de espumantes nacionais e expressiva produtora de vinhos. Em seu portfólio, apresenta linhas premium, de série limitada e garrafas numeradas. A unidade no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves/RS, é referência na elaboração de espumantes e frisantes no mercado brasileiro e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País. Além da sede na serra gaúcha, possui outras duas unidades: uma localizada em Jarinu (SP), na qual funciona uma planta piloto para desenvolvimento de produtos e aplicação de novas tecnologias – projeto que contempla a elaboração de produtos na categoria hard e soft drinks. E outra em Santana do Livramento (RS), onde se produz uvas Pinot Noir e Chardonnay.

Foto fachada - Site da empresa

Foto Fabiano Mazzotti

A Suspensys, empresa do Grupo Randon, de Caxias do Sul, reconhecida como uma das maiores fabricantes mundiais de suspensões e componentes para veículos comerciais acaba de ser distinguida pela Volvo com o Prêmio Internacional Supplier Awards 2016, mérito conferido pela empresa aos seus melhores fornecedores mundiais. A cerimônia de entrega dos certificados ocorreu esta semana, na Suécia, sede da Volvo. A  Suspensys,   fornecedora de suspensões, eixos, cubos e tambores para a Volvo, é a única empresa da América do Sul indicada à premiação. As demais fazem parte dos continentes Europeu e Asiático. “Nossa missão é evoluir constantemente, entregando produtos e serviços de excelência. Fornecemos soluções inovadoras e queremos avançar ainda mais no desenvolvimento de novas tecnologias e processos que nos mantenham no ranking das empresas de classe mundial”, diz Esdânio Pereira, diretor da empresa.

Suspensys

Da esquerda para a direita, Jair Storckmann (Sourcing Buyer da Volvo), Patrik Lunblad, (Vice President of Purchasing da Volvo Group) e Esdânio Pereira, diretor da Divisão Suspensões das Empresas Randon Crédito: Volvo Group

A Randon S.A. Implementos e Participações também recebeu um prêmio, o Top of Mind do Transporte, na categoria Implemento Rodoviário, outorgado pela Revista TranspoData, espcializada no segmento. A premiação tem por objetivo reconhecer publicamente as marcas preferidas pelos caminhoneiros do Brasil, em 15 categorias, a partir de mais de duas mil entrevistas realizadas ao longo do mês de dezembro de 2015, em diversas regiões do país. O levantamento foi realizado em parceria com o TruckPad, aplicativo para busca de frete em operação no território nacional, e os resultados foram apurados pela IPSOS, empresa de pesquisa e estudos de mercado do Brasil.

Maior fabricante de reboques e semirreboques da América Latina e entre os maiores do mundo, a Randon S.A., desde 1949, fabrica diferentes tipos de equipamentos entre semirreboques, reboques e carrocerias e vagões.

 

A Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem ,em Triunfo, comemorou recorde de produção em 2015. A produção somada de eteno, propeno, butadieno, gasolina e MTBE foi de 3.437.624 toneladas no ano, superando em 220 mil toneladas o recorde anterior.
O eteno, principal matéria-prima para a indústria do plástico, teve produção de 1.242.814 toneladas, superando a maior marca até então alcançada em 2006, de 1.209.903. A confiabilidade das plantas foi um dos fatores determinantes para a máxima performance. Em 2015, a taxa de ocupação das plantas na produção de eteno foi de 97,60%.

O desempenho ajudou a Braskem a registrar também um recorde na movimentação de petroquímicos básicos – como eteno, butadieno, solventes – e matérias-primas entre o Terminal Santa Clara, localizado próximo ao polo petroquímico de Triunfo, e o Porto de Rio Grande, tendo a Lagoa dos Patos como rota principal. No total, foram transportadas pela lagoa cerca de 750 mil toneladas de carga, o equivalente a mais de 20 mil caminhões fora da estrada. O último recorde, registrado em 2014, foi de 720 mil toneladas.

O transporte foi realizado por barcaças e navios de bandeira estrangeira que fazem operações exclusivas para a Braskem. O terminal da empresa em Rio Grande recebeu em 2015 mais de 450 atracações, outro recorde registrado neste ano. “Esse resultado se deve ao incremento das exportações, especialmente de eteno – 60 mil toneladas –, que registrou um aumento de cinco vezes ao normalmente exportado”, afirma João Batista Dias, responsável pela área de Logística da área de Petroquímicos Básicos da Braskem no RS.

A movimentação no volume de resinas plásticas também foi expressiva no período. Em 2015, 1,344 milhão de toneladas foram enviadas para todo o Brasil e outras 550,5 mil toneladas para o mercado internacional. Nesse caso, os modais utilizados foram o rodoviário, cabotagem e marítimo.

Planta Triunfo - Site da empresa

Planta Triunfo – Site da empresa

O caso da Grendene – uma das maiores fabricantes mundiais de calçados – que mesmo com queda de 1,4% na receita líquida registrou lucro operacional (EBIT) ajustado de R$ 454,7 milhões, crescimento de 13,7% versus o ano anterior, mostra que, com alguns ajustes, é possível manter um bom resultado mesmo em momentos de crise. Em ano desafiador para a economia, a companhia apresentou melhoras em todas as margens. “Continuamos batendo recordes de produtividade e controlando os custos e despesas de forma a nos tornarmos cada dia mais eficientes”, declara Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene.

De acordo com o executivo, estes resultados devem ser analisados tendo em mente que a empresa estima que o consumo de calçados no Brasil teve queda entre 8% e 10% e a Grendene apresentou uma queda no volume de pares vendidos de 12% – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita líquida de 1,4%.Nos últimos seis anos, o consumo aparente de calçados no Brasil caiu 1,6% ao ano, mas  a Grendene cresceu suas vendas em número de pares em 3,2% a.a., superando o mercado e apresentando importantes ganhos no market share em todas as linhas que atua.

O mercado externo segue contribuindo para os bons resultados e a Grendene se manteve na liderança das exportações do setor pelo 13º ano consecutivo, com 37% do volume total de pares de calçados brasileiros exportados (45,9 milhões de pares). Favorecida por taxas de câmbio melhores e com a estratégia de fugir da exportação de “commodities”, a empresa se deu bem.

O executivo avalia que em 2016 o aumento de margens terá que vir mais uma vez do aumento na produtividade e racionalização de custos uma vez que do aumento de volumes será difícil. O desafio será continuar a atender às expectativas dos consumidores com produtos que caibam em seu orçamento.

 

Ipanema, da Grendene - Site da empresa

Ipanema, da Grendene – Site da empresa

O último exemplo diz respeito ao comportamento do consumidor gaúcho, o que mais economiza sacolas plásticas no Sul do país. Pelo menos é o que apurou um levantamento dos supermercados Big e Nacional realizado nos últimos seis anos. Os gaúchos reduziram em quase 39 milhões o número de sacolas plásticas utilizadas em seus pontos de venda no Rio Grande do Sul. Com a ação, que oferece desconto de R$ 0,03 para cada sacola não utilizada, a rede concedeu, no Estado, um total de R$ 1.168.401,24 em descontos aos clientes.

Segundo o levantamento da rede, o Rio Grande do Sul foi o campeão na economia de sacolas plásticas na Região, à frente do Paraná e de Santa Catarina. Em nível nacional, o programa “Cliente Consciente Merece Desconto” concedeu R$ 6 milhões em descontos, o que representa um total de 211milhões de sacolas plásticas fora de circulação.

Quando doar ajuda a mover a economia

24 de fevereiro de 2016 0

Nas férias, tive a oportunidade de observar algumas práticas comuns nos Estados Unidos que seriam muito bem-vindas por aqui. Tenho um irmão que vive em Nova York e ajudei-o a fazer o que eles chamam de ‘spring cleaning’, uma limpeza geral que antecede a primavera, que lá inicia em março. Separamos sacos com roupas, objetos e sapatos. Aqueles que estavam em mau estado, levamos para a reciclagem (nos prédios, há espaço para diversos tipos de descarte: eletrônicos, roupas, papelão, vidro.

Os produtos em bom estado, levamos a uma loja que vende itens doados e, com a renda obtida, ajuda pessoas necessitadas. Tudo que você doa nesses locais, tem um valor estimado que pode ser descontado no Imposto de Renda! Fomos na Angels Street Thrift Shop, que  fica no Chelsea. É uma loja descolada. Nem parece um brechó. Para doar, é preciso fazer uma lista relacionando todos os produtos que você está entregando e especificar se trata-se de algo novo ou usado. Para cada item, é dado um valor médio correspondente. Você soma tudo, e coloca na relação o valor total de sua doação.

Imagem Google Maps

Imagem Google Maps

Fui com meu irmão até a loja, imaginando que perderíamos um tempão, já que alguém deveria conferir se os produtos declarados estavam realmente nas sacolas e em bom estado. “Por quê?” , ele me perguntou. “Se eu coloquei na lista é porque está tudo aí”. Acho que imaginei como seria se estivéssemos no Brasil. A pessoa que recebeu a doação simplesmente pegou a lista e carimbou. Aquele papel tornou-se um documento que ele vai anexar na próxima declaração de IR.

E o que tudo isso tem a ver com a movimentação da economia? Cada cidadão que leva produtos para doar — e não são poucos, acredite – sabe que pagará um pouco menos de imposto. É dinheiro que fica no bolso desse consumidor. E, tendo doado diversos itens que não têm mais serventia, ele vai voltar às compras, vai adquirir novos produtos. Simples, não é? Bons exemplos deveriam ser copiados. Já é mais do que hora de parar de acreditar que aumentar impostos é a panacéia para todos os nossos problemas.

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Empresas gaúchas comemoram aniversário com boas notícias

22 de fevereiro de 2016 0

O Mundo dos Negócios está de volta após duas semanas de férias dessa blogueira e começa com boas notícias, porque de ruins já estamos todos saturados. Neste mês de fevereiro, duas grandes empresas gaúchas estão de aniversário e têm bons motivos para comemorar. No último dia 14, a Vinícola Aurora comemorou seus 85 anos.  Maior e mais premiada vinícola do Brasil, ela foi fundada por 16 famílias de produtores em 1931 e tornou-se a maior cooperativa vinícola do país, com 1.100 famílias associadas, que produzem uma safra média anual de 65 mil toneladas de uvas, entre viníferas e de mesa, para a elaboração de 13 marcas, e mais de 200 itens do portfólio da empresa.

Vinícola Aurora - Fachada Noite - Créditos Roali Majola

Vinícola Aurora – Fachada Noite – Créditos Roali Majola

Presente em todos os estados do Brasil, a Vinícola Aurora possui produtos para todos os perfis de consumidores: do Aurora Millésime Cabernet Sauvignon aos rótulos de entrada, como Clos des Nobles e Saint Germain. É líder no mercado brasileiro em suco de uva integral, vinhos finos e coolers, e exporta para mais de 20 países. Mais premiada do Brasil nos concursos internacionais oficiais, a Vinícola Aurora já soma mais de 500 premiações, mantendo-se como a líder absoluta no ranking das vinícolas mais premiadas do Brasil.

Espumante Aurora Brut Chardonnay

Espumante Aurora Brut Chardonnay

A Fras-le, uma das Empresas Randon, comemora 62 anos de fundação neste mês de fevereiro com foco no processo de internacionalização da empresa, trabalhando estratégias que visam ampliar a prospecção de novos mercados e consolidar a parceria com seus principais clientes nos cinco continentes. Segundo Ricardo Reimer, CEO da empresa, a exportação representa uma oportunidade de crescimento para as companhias que precisam olhar e se preparar para o mercado externo em seus projetos de expansão. “Estamos na rota da internacionalização”, diz, lembrando que duas das quatro fábricas estão no exterior – uma na China (Pinghu, aproximadamente 90 km de Shanghai) e uma nos EUA (Prattville, Alabama), além de marcar presença em outros mercados através de centros de distribuição na Alemanha, Argentina e Dubai, mais os escritórios comerciais no Chile, México e África do Sul.

A fabricante de materiais de fricção, que oferece aos clientes mais de 10 mil referências em soluções no controle de movimento, também mantém uma estrutura comercial suportada pelos centros de distribuição no exterior e por uma equipe de colaboradores exclusivamente dedicados à logística e vendas no mercado externo a partir do Brasil e em diversas localidades no mundo.

Até setembro de 2015, as exportações somaram US$ 55,1 milhões. A fatia de exportações correspondente a 56,6% teve como destino os países do Nafta, enquanto 23,5% foram para países da América do Sul, e 10,8% para as regiões da África e da Europa, regiões que respondem por 90,9% do total exportado pela Companhia de janeiro a setembro de 2015. O mercado norte-americano se mantém como o principal destino das exportações da Fras-le, correspondendo a 44,4% do total exportado através do Brasil, dos quais 33,2% referem-se ao segmento de reposição e 11,2% montadoras.

Ricardo Reimer - CEO da Fras-le-

Ricardo Reimer – CEO da Fras-le-

No Brasil, a empresa concentra atenção especial no mercado de reposição, importante segmento alinhado aos objetivos da Companhia, e também no fornecimento para as montadoras, que buscam a qualidade e performance das marcas Fras-le e Lonaflex.

Para assegurar a excelência sempre renovada de seu portfólio, a Fras-le conta com a infraestrutura tecnológica de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, integrado por laboratórios Químico, Físico e Piloto, além do Campo de Provas das Empresas Randon, garantindo mais segurança, qualidade, competitividade e confiabilidade em seus produtos.

A empresa possui as principais certificações requeridas pelo setor automotivo e ambiental, além de receber anualmente premiações de seus produtos e processos outorgadas por fornecedores e entidades. Como prova de vanguarda e inovação, antecipou-se à nova legislação sobre materiais de fricção e já têm suas pastilhas e lonas para freio certificadas pelo Inmetro.

Dentre os principais destaques de 2015, foi campeã do setor Veículos e Autopeças, figurando entre as 250 melhores empresas do país, segundo o Anuário Época NEGÓCIOS 360º. Também esteve novamente no ranking das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, Guia Você SA, na categoria Siderurgia e Metalurgia, além de ser escolhida a melhor marca de pastilhas de freio no Prêmio Inova 2015 – Indústrias do Novo Varejo.

Para este ano, a empresa firmou parceria com a Vicar Competições Esportivas, tornando-se a fornecedora da pastilha de freio oficial da Stock Car, com itens desenvolvidos exclusivamente para as provas do campeonato, que inicia em março, confirmando sua capacidade de inovação e expertise do negócio.

Perfil – Uma das cinco maiores fabricantes mundiais de materiais de fricção, a Fras-le completou seis décadas com uma marca reconhecida globalmente. A Fras-le fabrica pastilhas e lonas para freios, revestimento de embreagens, produtos industriais e especiais para aplicação em caminhões, semirreboques, ônibus, automóveis, motocicletas, tratores, metrôs, trens, elevadores, aviões, máquinas industriais, sondas petrolíferas, entre outros, estando presente em todas as atividades que exigem materiais de fricção da mais alta qualidade. Desde 2012, com a aquisição da Controil também produz componentes para freios e embreagens e polímeros automotivos.

Fras-le - Produtos Créd. Magrão Scalco

Fras-le – Produtos Créd. Magrão Scalco

Saiba o que os lojistas gaúchos aprenderam na maior feira de varejo do mundo

05 de fevereiro de 2016 0

Entre os dias 17 e 20 de janeiro, uma comitiva da CDL Porto Alegre paritipou da 105a edição da NRF Big Show 2016, em Nova York, nos Estados Unidos. Esta semana, o evento Zoom do Varejo – Pós NRF,  em Porto Alegre, reuniu especialistas do segmento para compartilhar as experiências vivenciadas na maior feira do setor (National Retail Federation).

Banner-NRF-2016-New-York

 

Em tempos de crise e queda de vendas, o que o lojista pode fazer para trazer o consumidor para dentro de seu estabelecimento?  Atendimento personalizado, produto diferenciado, gatilho de curiosidade, opções de entretenimento, design mutante, intenção sustentável e conveniência digital são algumas das respostas trazidas pela comitiva da CDL Porto Alegre e compartilhadas no Zoom do VarejoPós NRF.

Este ano, a feira mais importante do segmento contabilizou 35 mil participantes, 9 mil estrangeiros de 80 países. Foram 1,1 mil brasileiros em busca de inspiração no comércio americano para superar as dificuldades em época de crise”, diz o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus.

Na apresentação “Como construir um grande 2016 para sua marca”, o fundador da consultoria Ponto de Referência, Edmour Saiani, falou sobre a importância de buscar sempre a inovação nos negócios. “Para captar novas ideias, porém, é fundamental dar voz aos seus colaboradores. São eles que estão dia a dia em contato com o cliente e, por isso, sabem quais são as necessidades daqueles que frequentam a sua loja. Compartilhe sempre, crie grupos de WhatsApp, valorize estes empreendedores voluntários”, sugeriu Saiani.

Em seguida, o diretor de Estratégia & Serviços Global de Varejo da IBM, Alejandro Padron, abordou a relação da computação cognitiva (capacidade de computadores pensarem como seres humanos) aplicada ao varejo. Para ele, será preciso lançar mão do conceito de ‘serendipidade’, uma técnica de desenvolvimento do potencial criativo que alia perseverança, inteligência e senso de observação. “Sabemos que 56% das interações com o cliente passam por multicanais. Mas precisamos entender como estas ferramentas tecnológicas poderão interagir com o consumidor e ajudá-lo na tomada de decisão de compra”, disse Padron.

O empresário e ex-presidente da CDL POA, Gustavo Schifino, abordou o tema “Novas maneiras de vender”. Para ele, a partir de um profundo conhecimento sobre o jovem consumidor, da chamada Geração Millenium, é possível se traçar estratégias focadas no mundo digital, mas que tragam este cliente para as lojas físicas também. “Em três anos, 75% da força de consumo do Brasil será composta por estas pessoas que hoje têm de 20 a 35 anos. E mais: além de nossos clientes, eles também formam nossas equipes. Precisamos ouví-los e entendê-los”, salientou o diretor de Expansão da Trópico.

O vice-presidente de Marketing da CDL POA, José Roberto Resende, trouxe a sua percepção sobre os 24 empreendimentos visitados pelo grupo em Nova Iorque: “O consumidor mudou, e a sua forma de interação com a loja também. Mais do que uma simples experiência de compra, ele busca uma conexão emocional com o ponto de venda. Vimos lojas que somaram café, restaurante, barbearia e floricultura ao seu negócio. Além disso, há também uma oportunidade de oferecer conveniências a este cliente, como biblioteca, áreas de convivência e de serviços”.

Um talk show com os palestrantes reuniu soluções práticas e executáveis — ações de baixo investimento e retorno rápido – para o mercado gaúcho. Não custa tentar:

1) Tenha algum petisco ou guloseima para oferecer ao cliente.

2) Seja útil ao consumidor. Crie uma maneira de informá-lo sobre ações legais que estão ocorrendo na cidade.

3) Use uma das unidades como “piloto de inovações”. Teste as novidades neste empreendimento primeiro e replique nas outras lojas o que der certo.

4) Destaque alguém da matriz para ser padrinho de loja.

5) Aproxime-se do seu cliente. Associe-se a algum evento que tenha a ver com o negócio.

6) Agrade ao cliente da primeira compra. Agradeça e dê-lhe um brinde ou um desconto valendo para a próxima compra.

7) Crie grupos de WhatsApp e compartilhe informações.

8) Escute a sua equipe, antes mesmo de escutar o cliente.

9) Comunique-se bem com o consumidor no ponto de venda. Deixe as informações à mostra, por meio de cartazes, paredes adesivadas ou vídeos instrutivos.

10) Pergunte sempre o nome do cliente, crie uma relação emocional com ele.

11) Libere o Wi-fi em sua loja com um nome da rede bem simpático.

12) Fale com o coração e não com o bolso do cliente.