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Posts de março 2016

Como age um 'presenteador'

31 de março de 2016 0

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A CDL POA e o Sindilojas Porto Alegre traçaram um raio-X diferente do consumidor gaúcho, sintetizando cinco pesquisas realizadas sobre a intenção de compra nas principais datas comemorativas do ano. As pesquisas, realizadas em 2015 pela Vitamina Pesquisas, abordaram a intenção e os hábitos de compras dos consumidores no Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia da Criança e Natal. Foram consultadas 1,5 mil pessoas, a partir dos 18 anos, das classes A, B, C e D. A compilação dos dados permitiu traçar o perfil do ‘presenteador’:

1. O Prático – ele não guarda ressentimentos. Apesar de toda a vontade de acertar, a maioria dos entrevistados (38%) apresenta um perfil ‘prático’ de consumidor e afirma não ter maiores ressentimentos se o presente tiver de ser trocado.

2. O Planejado – apenas um quarto dos consumidores se encaixam nessa categoria. Mas esses 25% que se organizam para a compra com mais antecedência ganham reforço na época de Natal, quando a média de ‘planejados’ sobe para um terço.

3. O Afetivo – quase 30% das pessoas dizem que querem comprar algo realmente especial quando o presente é para o Dia das Crianças. Nas outras datas, a média geral de ‘afetivos’ é de 18%.

4. O Projetivo – aquele que tem o espírito “confio no meu taco” do perfil denominado de ‘projetivo’ é o quarto colocado, com 14%.

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Para mim, mais interessante do que conhecer os tipos de ‘presenteadores’, foi descobrir como eles agem. Veja algumas descobertas das pesquisas:

1. Criança em primeiro lugar! O presente das crianças é prioridade para o consumidor gaúcho;

2. Mamãe vale ouro: as mães são as que ganham os presentes mais caros. São 35,9% dos consumidores que afirmam gastar de R$ 100 a R$ 200 para homenagear as progenitoras, sendo que, neste caso, o aumento do preço pode ser fruto da conhecida vaquinha entre irmãos (13% apontaram adotar o método nesta data)…

3. Papai nem tanto: os pais recebem lembranças entre R$ 50 e R$ 100. Além disso, a compra dos presentes dos papais acaba ficando para a véspera;

4. Amor em cima da hora e um consolo para os papais: os mimos para os namorados costumam ser adquiridos no próprio dia 12 de Junho;

5. Sem antecedência: na verdade, independentemente da ocasião, o fato é que, quase a metade dos entrevistados (45%) efetiva a compra do presente na própria semana em que se realiza a celebração;

6. Menos é mais: os tickets ficam mais altos em comemorações nas quais apenas uma pessoa será presenteada. Os valores ficam menores quando há mais de um contemplado, como nos casos do Dia das Crianças e do Natal;

7. Viva o Shopping: a busca por regalos para essas datas é mais intensa noso shoppings, a preferência de 61,2% dos consumidores, seguido das lojas de rua (29,4%) e da Internet (6,2%).

8. Devo não nego: 34,4% dizem desembolsar o valor à vista em dinheiro, 26,4% à vista no cartão débito, 11,4% no cartão crédito com uma parcela, 26,2% no cartão crédito parcelado e 1,3% prazo cartão/crediário da loja. Cheque pré-datado está em desuso (0,3%).

De acordo com o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, a pesquisa veio para instigar os lojistas, em meio à crise, a criarem e reinventarem novas táticas para venderem mais em cada uma das datas comemorativas. “Preparar o ponto de venda para atrair o perfil de cada consumidor e investir em opções diferenciadas de produtos são fundamentais para se destacar e aumentar as vendas. O lojista precisa usar essa informação a seu favor para traçar as melhores estratégias para conquistar o cliente”, afirma.

O presidente da CDL POA, Alcides Debus, observa que a pesquisa também confirmou que a mulher se destaca como tomadora de decisão na hora da compra. Ainda que a intenção fosse um equilíbrio proposital entre os gêneros durante as enquetes, a maioria das pessoas que se identificavam como presenteadores foram do sexo feminino. “Nós, lojistas, precisamos estar atentos às consumidoras, uma vez que a nossa pesquisa identificou que são mesmo elas que acabam decidindo sobre os presentes, na maioria das vezes, independente da ocasião. Além disso, já que sabemos que o Visual Merchandising também pode influenciar na venda, alertamos aos nossos lojistas que é imprescindível decorar a vitrine com um mês de antecedência e estar bem preparado para vender, especialmente, na semana que antecede às principais datas do varejo”, diz..

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'Pão de Queijo' conquista americanos

30 de março de 2016 0
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Divulgação

O pão de queijo da Forno de Minas, empresa integrante do Projeto Setorial Brazilian Flavors, da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (A.B.B.A.) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ficou entre os 15 produtos mais inovadores do International Restaurant & Food Service Show. O evento, realizado este mês, em Nova York, reuniu cerca de 16 mil empresas. A seleção dos produtos foi feita por um júri formado por jornalistas especializados convidados.

A seleção do pão de queijo, da Forno de Minas, entre os 15 produtos mais inovadores do evento representa uma distinção importante para a indústria brasileira de alimentos e um impulso para os negócios da Forno de Minas no mercado dos EUA.“A empresa já está presente em cerca de mil pontos de vendas no varejo norte-americano, em mais de 115 complexos de cinemas do Cinemark e, agora, expandindo a oferta para restaurantes e hotéis naquele país”, afirma Fred Rodrigues, responsável pela Forno de Minas nos Estados Unidos. “Este reconhecimento é uma grande honra para a Forno de Minas. Seja no cinema, no restaurante, na padaria ou no supermercado, o consumidor dos EUA está descobrindo o autêntico Pão de Queijo mineiro com a qualidade inigualável da Forno de Minas”.

Voltada aos segmentos de restaurantes, food service e hotelaria profissional, a feira exibiu inovações em tecnologia para as indústrias do setor e as tendências mundiais nessas áreas.

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O Projeto Setorial Brazilian Flavors foi criado há 10 anos com o objetivo de abrir oportunidades no exterior e de preparar para a atividade exportadora as suas associadas, que são empresas produtoras de alimentos e bebidas industrializados. O Projeto Brazilian Flavors conta hoje com 51 produtores (entre elas a Forno de Minas) de diferentes estados brasileiros.  Para se associar a esse projeto setorial, a empresa interessada deve entrar em contato com a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (A.B.B.A.), nos telefones: (11) 5082-3862 / 5571-7290.

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Sobre a Forno de Minas

A Forno de Minas Alimentos S/A, tradicional indústria de alimentos congelados e líder de mercado na comercialização de pães de queijo no Brasil, nasceu do sucesso da receita caseira de pão de queijo da Dona Dalva. Fundada em 1990, gerida pela própria Dona Dalva, pelos filhos Hélida e Helder, e pelo sócio Vicente Camiloti, é nacionalmente conhecida. Além do pão de queijo, a empresa tem um portfólio de mais de 20 produtos, que atendem tanto o varejo quanto o food service. Em 2009, foi readquirida pela família Mendonça, 10 anos depois de ficar sob controle de uma multinacional norte-americana.

A sede da empresa é em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Forno de Minas também tem uma Indústria de Laticínios própria, que produz o queijo e outros produtos para a fábrica. Com mais de 800 colaboradores e seis filiais (Contagem, São Paulo capital, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília), a empresa exporta pães de queijo para os Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, Chile, Uruguai, Peru e Emirados Árabes.

Lembra do 'boom' das pontocom nos anos 90?

27 de março de 2016 0

Por Maximiliano Carlomagno*

Nasdaq

É possível que você, que hoje vive o ecossistema brasileiro de empreendedorismo e inovação, possa não ter presenciado o seu primogênito, o boom das pontocom como foi chamado o crescimento e estouro da bolha das empresas de tecnologia aqui e lá fora nos últimos anos da década de 90.

Eu era um cara, na época com 21 anos, apaixonado por tecnologia e cheio de vontade de empreender. Trabalhava num banco de crédito imobiliário chamado Companhia Província, pioneiro na venda pela internet. Não tínhamos rede de agências, que era o modelo comercial padrão dos bancos, por isso, precisávamos de uma inovação para jogar o jogo.

Entre 97 e 98 conheci o Tarik Potthoff, fundador da PMWEB que fazia websites (hoje a empresa é líder em marketing cloud services na América do Sul). Juntos, com todo suporte da gestão da empresa, criamos um modelo de negócio para venda de crédito imobiliário pela internet. Lançamos um site que na realidade era um marketplace. Fizemos propaganda nos portais da época, especialmente no Planeta imóvel e no ImovelWeb que eram os líderes de então. Desenvolvemos simuladores para serem embarcados nos sites e gerar leads.

Nesses dias, a referência do empreendedorismo digital no Brasil era o Marcelo Lacerda que montara a Nutec que viria a se transformar no que é hoje, o Terra. Para estabelecer uma analogia, ele era o Romero Rodrigues dos anos 90. A NASDAQ bombava nos EUA com empresas como Webvan, Pets.com e eToys. Todos estavam envoltos naquela ideia de captar recursos junto a ‘venture capitals’ para crescer o negócio, vendê-lo e ficar milionário para sempre…..Doce ilusão!

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Grandes empresas, como o Pão de Açucar, montaram spin offs de suas operações digitais trazendo executivos tops de linha. Incrível, mas essa era a melhor prática na época. O Pão de Açucar montou o site Amélia e investiu milhões para explorar essa oportunidade, enquanto que nós estruturamos o Portal Creditoimobiliário.com.br. Montamos o nosso business plan. Fizemos um lean startup (ok, não sabíamos que era isso que estávamos fazendo) e lançamos o site. Fizemos uma primeira venda completa pela internet que foi muito comemorada entre todos nós, especialmente para um negócio como crédito imobiliário. Por sugestão do Tarik, nos inscrevemos e fomos selecionados para um open innovation do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Fomos até Boston fazer nosso pitch (apresentação curta)para investidores brasileiros e internacionais que se interessaram na proposta.

MIT

Antes de contar como acabou essa história quero relatar alguns dos principais aprendizados que acredito sejam ainda absolutamente úteis para quem é empreendedor ou inovador corporativo.

1) Se você não resolve uma dor relevante do cliente não vai ter sucesso: Não importa se você tem uma ideia diferente, tecnologicamente desenvolvida ou melhor do que as outras. O que define o jogo é o quanto mais eficaz e conveniente você é para resolver um “job to be done” de alguém. Se não há problema para resolver, não há ideia que resolva. Nós, aparentemente, tínhamos esse problema e acreditávamos ter desenvolvido uma forma superior de resolução.

2) Se você não tem um modelo de negócios para capturar valor, vai lhe faltar caixa. O nosso business plan gerava receitas a partir de um fee da transação cobrado do cliente e, marginalmente, de publicidade no portal. Ainda hoje percebo empresas que criam uma proposta de valor interessante mas não encontram um modelo efetivo de captura desse valor. Nós enfrentamos esse desafio. O cliente era muito sensível a pagar mais (2 a 3%) para tomar crédito mesmo que com toda conveniência.

3) Se você não tiver a capacidade de mudar do mode ‘descoberta’ para o modelo ‘execução’ e escalar o negócio, será sempre um player irrelevante. Ideias inovadoras têm duas fases distintas: a de encontrar a oportunidade e a de dar escala ao negócio. Se você escala antes de validar a ideia, amplia seu nível de risco. Se demora demais para escalar, depois de valida-la, perde tração e corre o risco de ver fast followers ocuparem seu mercado. No nosso caso, não fizemos uma coisa nem outra. A ideia não havia sido completamente validada ainda que tivéssemos feito uma venda.

4) Se você inovar incrementalmente contra grandes empresas, elas irão retaliar com sucesso. Nossa inspiração foi uma empresa chamada mortgage.com. Queríamos fazer no Brasil o que eles faziam nos EUA. Mas, infelizmente, o mercado local não era o mesmo. Aqui os Bancos não estavam dispostos a essa abordagem de marketplace que queríamos estabelecer. Em pouco tempo, responderam montando suas próprias operações de captura de leads de crédito imobiliário com simuladores iguais aos nossos e ainda com a força de suas marcas e redes de agência.

5) Se você não pensar em criar valor pra todos stakeholders vai ficar capenga. Um negócio depende de diferentes partes interessadas, dos funcionários e fornecedores, aos clientes e acionistas. O nosso negócio, como era um marketplace, dependia do cliente (demandante de crédito) e do fornecedor (banco que fornecia o funding para as operações). Ainda que com muita dificuldade, conseguimos criar uma proposta de valor para o consumidor mas não para o banco. Isso foi decisivo para não escalar o negócio.

Enfim, como você pode já estar imaginando, nós ficamos pelo caminho da mesma forma que tem acontecido, atualmente, com startups e negócios oriundos de corporate venture de grandes empresas. Chegamos a discutir term-sheets de potenciais negociações mesmo sem ter efetivamente um negócio. A queda abrupta da NASDAQ, em 2000, cessou o fluxo de recursos e, por consequência, a nossa condição de ir adiante com a ideia. Voltamos para dentro do banco para tocar a ideia como um canal de vendas complementar.

O cenário atual parece mais virtuoso. Mas aqueles que não resolverem um problema relevante com um modelo de negócio claro que atenda todos stakeholders, deverão, também, virar história.

Até a próxima inovação

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

Twitter faz 10 anos e coleciona curiosidades

24 de março de 2016 0
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Imagem: srilankamirror.com

Por Fernando Naiditch*

No último dia 21 de março, o Twitter comemorou exatos 10 anos de existência. Um aniversário especial para o serviço que revolucionou a forma como as pessoas se comunicam impondo um limite de 140 caracteres por mensagem e que rapidamente transformou a comunicação no planeta, já que o Twitter se tornou a plataforma mais utilizada por políticos, jornalistas, pessoas do mundo do entretenimento, celebridades e ativistas, entre outros.

A data reflete uma trajetória de sucesso que celebra uma plataforma que une 320 milhões de pessoas numa média de 500 milhões de tweets por dia.

Fundado por Jack Dorsey, Evan Williams e Noah Glass em 21 de março de 2006, esta plataforma de comunicação que estimula mensagens curtas se tornou um verdadeiro fenômeno de mídia social e uma ferramenta crítica para movimentos sociais e notícias.

Vários eventos marcaram a data em todos os escritórios do Twitter ao redor do mundo, desde Sydney, na Autrália, até São Francisco, sede da empresa. O site Venture Beat aproveitou os 10 anos do Twitter para ressaltar 10 fatos que marcaram a história da empresa:

1. O primeiro “tweet” foi do co-fundador e atual CEO Jack Dorsey:

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2. O nome original era “twittr”. Nos tempos iniciais do movimento Web 2.0, as pessoas achavam que evitar colocar vogais ou simplesmente tirá-las das palavras daria um tom “hip” ou “cool” para um serviço de mídia social. Como se vê, esse movimento teve vida curta.

3. O Twitter viu sua receita crescer de $28.3 milhões de dólares em 2010 para $2.22 bilhões de dólares em 2015.

4. Em 10 anos, o Twitter também perdeu dinheiro: um total de $2.09 bilhões de dólares (dado de Dezembro de 2015).

5. A empresa teve 4 CEOs em seus 10 anos de existência: Jack Dorsey, Evan Williams, Dick Costolo, e agora novamente Jack Dorsey.

6. Dados do final de 2015 mostram que o Twitter tem 3.900 funcionários.  Desses, 3.700 pessoas foram contratadas desde 2010. Em seus primeiros 5 anos de existência, a empresa contava com somente 200 funcionários em seu quadro pessoal.

7. A famosa foto tirada por Ellen DeGeneres durante a cerimônia do Oscar em 2014, quando ela foi a anfitriã, é a foto mais “re-tweeted” e com mais “likes” até hoje na história do Twitter:

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Ellen DeGeneres escreveu a seguinte legenda na época: “If only Bradley’s arm was longer. Best photo ever #oscars”. (Se o braço do Bradley Cooper fosse mais longo… Melhor foto de todos os tempos).

8. Noah Glass, co-fundador da empresa, foi quem escolheu o nome “Twitter” depois de consultar o dicionário para conferir palavras que começavam com “tw” em inglês.

9. Katy Perry é a pessoa com o maior número de seguidores no Twitter, com 84.9 milhões. A lista segue com Justin Bieber (77.6 milhões de seguidores), Taylor Swift (73.3 milhões de seguidores), e Barack Obama (com 71.5 milhões de seguidores).

10. Em Novembro de 2008, o Facebook tentou comprar o Twitter por $500 milhões de dólares, o que na época era muito dinheiro. Hoje, porém, o valor estimado do Twitter é de $11.7 bilhões de dólares (o valor do Facebook é estimado em $36.3 bilhões de dólares).

Confira agora outros números do Twitter, num gráfico publicado pelo jornal The Daily Mail – e note que São Paulo é a cidade mais “tagged” (marcada) no Twitter:

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*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Indústria gaúcha tenta driblar a crise

22 de março de 2016 0

Em meados do ano passado, quando a crise dava sinais de agravamento, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Produtivo e da Indústria Gaúcha e Brasileira, com a presença histórica de empresários e dirigentes de associações representativas do setor produtivo e autoridades dos três poderes.

Na ocasião, foi destacada a enorme queda na competitividade do setor industrial nos últimos anos, lembrando que em 2014 a indústria de transformação representou apenas 10,9% do PIB brasileiro, uma redução de aproximadamente 50% de participação no PIB, em uma década. É o oposto do que ocorre em países industrializados e em crescimento. É na indústria que se agrega maior tecnologia, desenvolvimento, pesquisa, onde estão os melhores empregos e os melhores salários.

O então presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Carlos Alexandre Geyer, apresentou números que, segundo ele, comprovam o declínio do processo industrial no RS, nos últimos 20 anos. “Aumentar impostos não é a solução para a retomada do desenvolvimento, pois seria como dar mais analgésico ao paciente sem cuidar da patologia”, comparou. Ele citou iniciativas como Fundopem, a renegociação da dívida do Estado com a União e a cobrança das compensações da Lei Kandir, como medidas factíveis para tirar o Estado da crise, lembrando que muitas decisões do parlamento tem o poder de aumentar ou diminuir a competitividade do setor industrial.

O objetivo da Frente Parlamentar era trabalhar para resolver os gargalos e destravar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Até agora, muito pouca coisa mudou. E a crise política e econômica se agravou.

Esta semana, oito meses depois de seu lançamento, a Frente abriu as atividades de 2016, com uma palestra do diretor presidente do Movimento Brasil Competitivo, Cláudio Gastal, para um grupo de deputados e seus representantes e empresários. A grande mensagem do evento foi a importância da atuação do setor privado junto ao público na busca de uma reforma do Estado. “O setor público está envolvido na movimentação de cerca de 40% do PIB brasileiro. Para que o país se desenvolva, precisamos aumentar a capacidade de investimento. Iniciativas público e privadas precisam discutir juntas as alternativas de retomada de crescimento”, afirmou Gastal.

Frente

Reunião Frente Parlamentar – Palestra Claudio Gastal Crédito Samella Moreira

 

Ele destacou a necessidade de realizar reformas estruturantes, caso contrário, a única saída para o setor público aumentar a receita, é através de aumento de impostos. O diretor presidente falou sobre o trabalho que o MBC está fazendo com 17 Estados e que inclui o estímulo da participação do setor produtivo nas questões públicas. O chamado Pacto sobre a reforma do Estado foi firmado com governadores de estados como SP, RS, PR e Goiás no final do ano passado em busca da renovação da gestão pública e para contribuir com a ampliação da produtividade.

Em resumo, é preciso entrar num círculo virtuoso para poupar, investir, obter crescimento econômico e gerar empregos. “A capacidade de um país investir para crescer e está diretamente ligada a sua capacidade de poupança. Para crescer 2% ao ano, é preciso reinvestir 20% do que se recebe”, afirmou. O trabalho está sendo realizado com seis grupos temáticos compostos por secretários de estado e empresários.
Conforme Gastal, a grande lacuna existente é a falta de governança, capacidade de dar rumo de longo prazo. “Que estados queremos daqui a 30, 40 anos? Se não tivermos de capacidade de pensar em longo prazo, não conseguiremos resolver os problemas”, disse. Para ele, esse momento em que se discute alongamento da dívida dos estados poderia ser mais rico se houvesse a preocupação de se discutir questões estruturais para sanar este problema histórico, e não só as conjunturais. Para Gastal, deve partir do Estado a discussão dessas reformas especialmente por não possuírem capacidade de se auto financiarem.

As assembleias legislativas têm um papel importante nessa mudança, especialmente no momento de planejar e cobrar resultados. Uma das formas de se buscar esse objetivo é fazendo orçamentos de longo prazo.

Além do trabalho do pacto, o MBC tem ajudado a Sala de Governança do RS. “Nesse um ano de governo Sartori, evoluímos muito na parte de metas e processos de gestão das autarquias. No entanto, considero a estrutura do estado do RS a mais crítica em termos de financiamento, custos, e despesas. Para melhorar, é preciso reavaliar com urgência pontos como a idade mínima para aposentadoria, eficiência, parceria públicos privadas e concessões”, opinou o palestrante.

Após a explanação, o presidente da Frente Parlamentar, deputado João Fischer, afirmou que buscará assinatura dos demais colegas da Frente para começar um debate pensando em mudar leis que possam ser alteradas para destravar a economia e formas de aproveitar melhor o trabalho do MBC.

Empresas devem fazer a sua parte

Termino este post, citando o exemplo de uma empresa de Caxias do Sul que está, efetivamente, conseguindo superar as dificuldades e se mantém na rota do crescimento. Apesar da grave crise política e econômica do Brasil, em especial no setor automotivo que, segundo a Anfavea, teve sua produção reduzida em 22,8% e suas vendas em 26,6% em 2015, a Fras-le apresentou evolução na maioria dos seus indicadores no último exercício: as receitas tiveram desempenho superior às estimativas para o ano, por conta, principalmente, da valorização do dólar frente ao real.

Enquanto a receita bruta total cresceu quase 15% sobre 2014 e chegou a R$ 1,2 bilhão (estimativa de R$ 1,1 bilhão), a receita líquida consolidada avançou 14,4%, chegando a R$ 875 milhões, ante uma estimativa inicial de R$ 820 milhões.

O mercado interno foi responsável por 49% do total das receitas, representando evolução de 5,5% sobre 2014. A Companhia destaca que o reposicionamento parcial nos preços de alguns produtos no segmento de reposição foi fundamental para a manutenção da competitividade e maior resiliência diante do atual cenário nacional. Quanto ao desempenho no segmento de montadoras foram absorvidos os impactos da redução da atividade industrial.

As receitas no mercado externo representaram 51% do total. Na distribuição global da receita líquida, o segmento de reposição representou 85,0%, enquanto montadoras responderam por 15,0%.

Durante todo o ano de 2015 as taxas cambiais se comportaram favoravelmente ao perfil exportador da Companhia, sendo um importante fator para o crescimento do lucro da companhia. O EBITDA consolidado de 2015, de R$ 122,5 milhões é 17% maior que o de 2014.
“A crise é inegável, mas optamos pelo crescimento superando as adversidades”, diz Ricardo Reimer, Diretor Superintendente e de Relações com Investidores da Fras-le.

 

Entidades se posicionam frente à situação do país

18 de março de 2016 0

A atual crise política que paralisa o país tem sido motivo de preocupação de diversas entidades. Algumas delas, como Fiergs, Federasul, CDL e Sindilojas já se manifestaram publicamente com relação ao que está acontecendo no Brasil e convocam reuniões emergenciais. Outras, como a Amcham-POA, preparam eventos para discutir o futuro.

 

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A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul,  FIERGS, pede uma solução rápida para a crise no País. Segundo a entidade, a “economia não pode esperar”. O presidente Heitor José Müller convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Representantes, formado pelos Sindicatos Industriais filiados à entidade, para a próxima terça-feira (22). “O Brasil chegou a um impasse político que precisa ser resolvido com urgência, respeitando as possibilidades legais, entre elas o processo de impeachment previsto na Constituição. Do equacionamento da crise política depende a retomada da economia, hoje em forte declínio”, afirma a FIERGS, em nota assinada por Müller.

Para a Federação, é necessário serenidade neste momento e pensar primeiramente nos interesses do Brasil. “É preciso harmonia e entendimento dos Poderes Constituídos, acima de partidos e de ideologias, e dentro da ordem jurídica, em nome dos objetivos maiores da Nação. O Brasil não pode esperar. A indústria não pode parar”, diz o presidente da FIERGS.

A FEDERASUL, juntamente com a Associação Comercial de Porto Alegre, ACPA, emitiu a seguinte nota, assinada pelo presidente das entidades, Ricardo Russowsky:

“A gravidade da crise política brasileira que afeta diretamente a economia e põe em xeque as Instituições exige urgentes soluções que passam, obrigatoriamente, pelo apoio integral às autoridades judiciais legalmente constituídas. Pela garantia da segurança nacional e pela liberdade de empreender dentro de um ambiente favorável – político e econômico – a Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) e a Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (FEDERASUL) reunirão suas diretorias, na próxima quarta-feira (23/3), para tomar uma posição oficial das Entidades representativas do comércio e serviço gaúchos. De antemão, reafirmamos nossa convicção de que é com um Poder Judiciário forte que se faz uma Nação íntegra e próspera.”

O Sindilojas Porto Alegre, que tem por missão representar e defender a classe lojista, coloca-se ao lado da população que saiu às ruas nas últimas manifestações. “Entendemos que este governo não tem mais credibilidade. A renúncia da atual presidente se faz necessária para que o País possa sair, o mais rápido possível, desta crise sem precedentes. Defendemos o fortalecimento das nossas instituições, o estado democrático de direito e a constituição do País. Esperamos que a Polícia Federal e o Judiciário continuem fazendo um bom trabalho e consigam investigar e punir todos os criminosos que estão corrompendo nossa democracia. A ética deve predominar na política e a corrupção tem que acabar. O Brasil deve ser devolvido aos brasileiros.”

O Comunicado Oficial da CDL Porto Alegre, que há 55 anos representa o comércio varejista da Capital e do Rio Grande do Sul, diz em seu comunicado que, ao longo de sua trajetória, já vivenciou importantes crises no País, vem acompanhando este novo período de amadurecimento e superação que vive o Brasil. “A entidade, assim como os demais brasileiros, nunca viu uma crise nesta proporção e com tamanho impacto no grau de confiança da população e na produção econômica nacional. Assim, a CDL Porto Alegre manifesta a sua preocupação com o cenário brasileiro e defende que haja uma retomada urgente da estabilidade política e econômica, confiando no trabalho das instituições brasileiras para que a justiça seja feita e que os fatos sejam esclarecidos. A entidade espera que o País esteja próximo à conclusão desta fase tão instável, para que o setor do varejo possa retomar o seu papel de proporcionar o acesso aos bens de consumo da sociedade gaúcha. Desta forma, acreditamos que a economia voltará a girar, o País voltará a crescer e será retomada a confiança de toda uma nação.”

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A AMCHAM, Câmara de Comércio Americana, maior associação empresarial não sindical do país, que reúne 5 mil empresas de 40 nacionalidades, 85% brasileiras, e que tem 70.000 executivos e mais de 2000 palestrantes por ano trocando conteúdo e informações, vai dar início, no próximo dia 23 de março, em Porto Alegre, ao ciclo de eventos Mosaico. O primeiro encontro trará a debate, justamente o cenário político nacional.

O seminário Riscos e Possibilidades no Cenário Político Nacional traz Thiago Aragão, Diretor de Estratégia da Arko Advice para analisar o impacto que as atuais mudanças provocam na economia. Projeções para 2016 e eleições municipais também serão abordados no evento que ocorre na próxima quarta-feira, a partir das 08h30, no Centro Cultural Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223 – e é restrito para sócios da Amcham.

A Arko Advice, fundada em 1982, é a principal empresa brasileira de análise política, estratégia e public affairs. Com sede em Brasília e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Nova Iorque e Londres, temos em nosso portfolio mais de 100 clientes, incluindo dezenas de empresas Fortune 500 dos mais diversos setores e indústrias.

 

'Quem move o mundo?'

15 de março de 2016 0

A pergunta será feita a todos os participantes do 29° Fórum da Liberdade que será realizado na PUCRS, em Porto Alegre, nos dias 11 e 12 de abril. Grandes nomes nacionais e internacionais, como o presidente do Conselho de Administração da Localiza, Salim Matar,  e o ex-ministro de Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, partiparão desta edição do evento promovido anualmente pelo Instituto de Estudos EmpresariaisIEE.

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Lys Lenhart (diretora de Relações Institucionais e do Fórum da Liberdade), Ricardo Heller (presidente) e Rodrigo Tellechea (vice-presidente). (Foto: Cláudio F. A. Bergman)

O tema  “Quem move o mundo?”será uma questão para pensadores e lideranças políticas e empresariais, como o diretor-geral da Uber Brasil, Guilherme Telles,  o diretor-presidente da Lojas Renner, José Galló, e os ex-presidentes da Bolívia e do Uruguai, respectivamente,Jorge Quiroga e Luis Alberto Lacalle Herrera.

As incrições já estão abertas e podem ser realizadas no site e no aplicativo do evento, disponível nas lojas virtuais da iOS e Android.

A realização de eventos como o Fórum da Liberdade é absolutamente essencial porque ele tem o papel de promover debates sobre os acontecimentos relevantes da nossa sociedade. Ao trazer palestrantes de renome , sejam brasileiros ou estrangeiros. o Fórum ajuda a oxigenar as ideias que estão em circulação no Brasil, especialmente com relação às questões políticas. Este ano teremos alguns palestrantes estrangeiros que vão poder olhar para a situação que estamos vivenciando no país hoje de uma forma mais isenta, livre dessa polarização tão comum nos debates, e nos indicar, talvez, alguns caminhos a serem seguidos daqui para a frente”, afirma Ricardo Heller, presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

A escolha do questionamento “Quem move o mundo?”, de acordo com ele, também instiga o reconhecimento de que cada sujeito deve ser livre para almejar os seus objetivos e a sua própria felicidade, pois é somente por meio desses empreendimentos pessoais que os indivíduos podem transformar a vida daqueles que estão ao seu redor.

O tema deste ano é inspirado na obra “A revolta de Atlas”, de Ayn Rand, considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso. O romance, escrito em 1957, é atemporal, mas a ideia da autora era retratar um cenário no qual o excesso de burocracia e regulação acarretam severas restrições à atividade empresarial, causando efeitos como eliminação discricionária da concorrência, êxodo das mentes brilhantes e, finalmente, recessão econômica e aumento da pobreza, dentre tantos outros.

A 29ª edição do evento terá sete painéis, além de duas palestras especiais (keynotes) que acontecerão no segundo dia. São keynotes desta edição o coautor e diretor de comunicação do The Seasteading Institute, Joe Quirk, e o cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro Arnaldo Jabor.

Os painéis terão nomes inspirados em importantes obras literárias cujos títulos remetem à temática das apresentações, como Definindo a Liberdade, TerraBrasilis, Admirável Mundo Novo, Competição e Atividade Empresarial, Por que as Nações Fracassam, Anatomia do Estado e Quem É John Galt?. Outros nomes que estarão presentes no Fórum da Liberdade são Anthony Watson, Bruno Garschagen, David Coimbra, David Nott, Eduardo Lyra,Guilherme Afif, Guilherme Fiuza, Joe Quirk, Leandro Narloch, Marcos Lisboa, Marcos Troyjo, Rodrigo Marinho, Sérgio Maia, Stephen Hicks eYaron Brook.

PRÊMIO LIBERTAS

O Prêmio Libertas é concedido aos empreendedores que se destacam no trabalho pela valorização dos princípios de economia de mercado e de respeito ao Estado Democrático de Direito. Em 2016, José Galló é o escolhido para receber a premiação. Com mais de 30 anos de experiência no varejo, José Galló é o diretor-presidente da Lojas Renner e membro do Conselho de Administração do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), da SLC Agrícola S/A e da Localiza Rent a Car S/A. Também é vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre. Entre os reconhecimentos conquistados, Galló foi escolhido um dos cinco melhores executivos do Brasil, em 2015, segundo pesquisa da revista Época Negócios com 70 presidentes das maiores empresas do país. Também recebeu o título de melhor CEO do setor de varejo e consumo nas últimas quatro edições do Latin America Executive Team Ranking, da Revista Institutional Investor.
PALESTRANTES DO 29º FÓRUM DA LIBERDADE

Anthony Watson – ativista de direitos humanos e LGBT e ex-diretor da Nike
Arnaldo Jabor – cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro
Bruno Garschagen – mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa
David Coimbra – jornalista e colunista de Zero Hora
David Nott – presidente da Reason Foundation
Diego Casagrande – jornalista e apresentador na Band AM/FM
Eduardo Lyra – empreendedor social
Filippos Sachinidis – ex-ministro de Finanças da Grécia
Guilherme Afif – presidente do SEBRAE Nacional
Guilherme Fiuza – jornalista e escritor
Guilherme Telles – diretor-geral da Uber Brasil
Joe Quirk – autor e diretor de Comunicação do The Seasteading Institute
Jorge Quiroga – ex-presidente da Bolívia
José Galló – diretor-presidente da Lojas Renner
Leandro Narloch – jornalista e escritor
Luis Alberto Lacalle Herrera – ex-presidente do Uruguai
Marcos Troyjo – diretor do BRICLab na Universidade Columbia (NY)
Rodrigo Marinho – presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN)
Salim Mattar – presidente do Conselho de Administração da Localiza
Sérgio Maia – presidente da ADVB/RS
Stephen Hicks – professor de filosofia na Rockford University (Illinois, EUA)
Yaron Brook – diretor-executivo do Ayn Rand Institute

PROGRAMAÇÃO DO 29° FÓRUM DA LIBERDADE

11 de abril – segunda-feira
17h – 1º Painel: Definindo a Liberdade
18h30 – Solenidade de Abertura
Prêmio Libertas – José Galló
Prêmio Liberdade de Imprensa – Diego Casagrande
19h30 – 2º Painel: Terra Brasilis

12 de abril – terça-feira
9h – 3º Painel: Admirável Mundo Novo
10h30 – 4º Painel: Competição e Atividade Empresarial
14h – 5º Painel: Por Que as Nações Fracassam?
15h30 – Palestra especial
Palestrante – Joe Quirk
16h – 6º Painel: Anatomia do Estado
17h30 – Palestra especial
Palestrante – Arnaldo Jabor
18h – Painel de Encerramento: Quem é John Galt?

CROWDFUNDING

Para que a edição deste ano seja ainda mais especial, foi lançada uma campanha que visa arrecadar recursos para a construção de uma obra de arte que simboliza os valores propagados pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). A escultura representará o globo que o gigante Atlas foi condenado por Zeus a sustentar sobre os ombros. A imagem, inspirada na obra de Ayn Rand, remete aos indivíduos que sustentam com seus esforços o peso do Estado.

Sendo a campanha bem-sucedida, a escultura estará na entrada do Fórum da Liberdade – na PUC-RS – nos dias 11 e 12 de abril, e todos os participantes terão a oportunidade de tirar uma foto sustentando o globo nas costas, transmitindo a mensagem de que todos nós movemos o mundo.

Para realizar doações, o participante deve acessar www.catarse.me/vocemoveomundo.

 

 

 

Quanto dinheiro uma fonte de água consegue juntar?

11 de março de 2016 0

*Por Fernando Naiditch

Todo mundo em algum momento da vida já jogou uma moeda em alguma fonte na esperança de ver seus desejos realizados. Mas você já parou pra pensar para onde vão essas moedas todas e o que é feito desse dinheirão jogado em fontes públicas?

Uma pesquisa do BuzzFeed no início do mês revelou algumas surpresas tanto em termos de renda (quanto dinheiro essas fontes conseguem juntar) como em termos de local (como o tipo de fonte e a localização delas afetam quanto dinheiro as pessoas jogam).
Na maioria dos casos, o dinheiro coletado é doado à instituições de caridade ou destinado à projetos sociais.

É o caso, por exemplo, da famosa piscina d’água do Hotel Bellagio em Las Vegas, onde o público pára várias vezes ao dia para conferir um show de dança das águas acompanhado de música. A piscina do Bellagio consegue juntar $12.000 dólares por ano e, segundo os donos do hotel, todo dinheiro é doado à instituições de caridade.

 

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O Bellagio – Imagem: David Mcnew/Getty Images

O mesmo acontece no famoso Mall of America, o maior shopping center dos Estados Unidos, que fica em Bloomington, no estado de Minnesota. O Mall of America coleta $24.000 dólares ao ano e também reverte a renda a caridade.

Mas nem todo mundo acredita no poder dos shopping centers. O King of Prussia Mall na Pennsylvania é o segundo maior shopping center dos Estados Unidos e em 2011 suas fontes coletaram somente $3.564 dólares. Aqui, o fator principal parece ser localização.

Há casos em que a renda é destinada a melhorias no local onde a fonte se encontra. É o caso da Buckingham Fountain em Chicago. Famosa mundialmente por aparecer na abertura da série Married with Children ao som da canção Love and Marriage na voz de Frank Sinatra, a fonte só consegue juntar $200 dólares ao ano.

A fonte de Buckingham é uma das maiores do mundo e isso, segundo especialistas, explica o motivo de ela não receber tanto dinheiro. Psicólogos explicam que, por ser uma fonte de larga extensão, as pessoas nem sempre conseguem ver onde suas moedas vão parar e parte do efeito psicológico de fazer um pedido em uma fonte é ver onde a moeda fica e se ela caiu de cara ou coroa.

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Buckingham Fountain – Imagem: Jeff Haynes/AFP/Getty Images

Há, inclusive, estudos sobre os efeitos de se jogar moedas em fontes. Segundo a psicoterapeuta Fran Sherman, quando “você joga uma moeda numa fonte e faz um pedido, você está colocando pensamentos positivos em sua cabeça” e “quando se coloca pensamentos positivos na cabeça, estamos soltando endorfinas e combinações químicas que nos dão uma sensação de bem estar.”

Deve ser esse o motivo de algumas fontes conseguirem juntar verdadeiras fortunas.

No topo da lista está a Fontana de Trevi em Roma, que coleciona um número impressionante: $3.200 dólares por dia!!. É tanta moeda que os funcionários têm que retirá-las diariamente. Em 2011, a fonte de Trevi colecionou mais de um milhão de dólares só em moedas jogadas por turistas.

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Fonte de Trevi – Imagem: Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images

Tamanho, porém, nem sempre é documento. A Centennial Flame Fountain , localizada na entrada do Parlamento Canadense, é pequena, mas consegue juntar $6.000 dólares ao ano. Os funcionários do parlamento retiram uma média de $15 dólares por dia da fonte.

A fé das pessoas, ás vezes, não escolhe nem localização. A rede de restaurantes americana Rainforest Cafes (24 restaurantes nos EUA) coleta cerca de $25.000 dólares ao ano em suas fontes. Seguindo o tema do restaurante, o dinheiro é revertido à entidades que desenvolvem projetos ambientais.

Os parques da Disney também juntam as moedas jogadas pelos visitantes. Em 2014, as fontes de um deles, a Disney World, juntaram $18.000 dólares. O dinheiro foi revertido a uma causa específica: o sistema de assistência social a crianças em processo de adoção ou que vivem em lares infantis.

Em Nova York, o entusiasmo dos turistas ao jogarem suas moedas em fontes públicas nem sempre é bem recebido. A fonte em Bryant Park, por exemplo, coleta uma média de $3.400 dólares ao ano. De acordo com o New York Times, porém, esse dinheiro que é revertido ao parque, é utilizado na limpeza da própria fonte, ou seja, não sobra nada para investir em outras áreas do parque. Além disso, segundo os funcionários do serviço de parques de NY, essas moedas ficam com um cheiro tão ruim, que só para limpá-las se gasta mais do que elas valem.

Nova York também está enfrentando um outro problema nas piscinas de água criadas no Memorial do 11 de Setembro (9/11 Memorial Fountain). Apesar dos diversos avisos e vários pedidos para que as pessoas não joguem moedas nas piscinas, em 2014, as pessoas jogaram moedas no valor de $2.735 dólares.

Os administradores do Memorial avisam que as moedas podem afetar o sistema de drenagem das piscinas e que o dinheiro coletado não é suficiente caso eles tenham que consertá-las.

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9/11 Memorial Fountain – Imagem: Timothy A. Clary/AFP/Getty Images

 

De acordo com Darcie Goldberg, diretora de organizaões não-governamentais, gasta-se muito tempo e muita criatividade limpando essas moedas: “Nós já tentamos até utilizar uma mistura de cimento, bicarbonato de sódio e Coca-Cola.”

Além disso, mesmo depois de limpá-las, muitas dessas moedas ainda sofrem o efeito da clorina utilizada em muitas dessas fontes e ficam tão descoloridas que não se pode nem reconhecer o valor delas.

Portanto, pense bem na próxima vez que você for jogar moedas numa fonte e decida onde você deve ou não fazer seus pedidos.

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

 

Presença feminina cresce 250% em canteiros de obras da MRV

08 de março de 2016 0
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Mulheres em canteiro de obras da MRV, em Porto Alegre Foto de Alice Sonntag Kuchenbecker

No Dia Internacional da Mulher, o blog Mundo dos Negócios quer homenageá-las, mostrando que as conquistas femininas estão em todas as áreas. Até mesmo na construção civil, setor onde tradicionalmente há quase que apenas homens trabalhando, especialmente nos canteiros de obras, isso está mudando. A MRV Engenharia, maior construtora do “Minha Casa, Minha Vida”, emprega hoje 3.210 mulheres no país, uma participação 250% maior que seis anos atrás – em 2009, eram 1.285 mulheres na empresa.

O mais interessante é que elas não ocupam apenas funções administrativas, mas estão cada vez em maior número nos canteiros de obras. São engenheiras, serventes, ajudantes de obra e pedreiras. Dos 14.728 funcionários da MRV no Brasil, 21,8% são do sexo feminino.

Entre os motivos do aumento da participação feminina na MRV, destacam-se a expansão das atividades da empresa a partir de 2007, com a abertura de capital; a escassez da mão de obra qualificada neste período, que abriu oportunidades para mulheres ingressarem no setor de construção civil e o processo de primarização pelo qual passou a empresa. “Percebemos que em algumas atividades, como no rejunte de azulejos e na pintura, as mulheres têm tido destaque maior por serem mais habilidosas para executar estas tarefas”, explica Ralf Haddad, Diretor de Produção na Regional Sul da MRV Engenharia.

A encarregada de assistência técnica da MRV em Porto Alegre, Joana Aparecida de Souza Custódio, 46 anos, é uma das funcionárias que tem crescido profissionalmente dentro da empresa. O curso de azulejista promovido pela MRV, em parceria com a Prefeitura, frequentado há mais de três anos, foi sua porta de entrada como auxiliar de produção na construtora. Joana é técnica contábil, mas sempre se interessou em atuar em obras. “A oportunidade apareceu e eu me apaixonei. Queria sempre fazer de tudo um pouco: pintava, fazia rejunte, cerâmica, gesso. Eu gosto de estar no dia a dia da obra”.

 

O 'brinde' que te leva para o SPC

06 de março de 2016 2

A história que vou contar aqui hoje seria cômica se não fosse trágica. Está acontecendo com duas tias minhas, ambas com mais de 80 anos. Há pouco tempo, elas venceram a resistência e começaram a usar celulares, ambos pré-pagos e pré-históricos.

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Os aparelhos não comportam Internet, mas isso não faz falta. Elas nunca usaram a Internet. Nem têm computador em casa. Mal usam os seus celulares. Eles servem mais para os parentes telefonarem para saber notícias delas do que o contrário. Quando são elas que telefonam, na maior parte das vezes, usam o telefone fixo.

Há alguns meses, chegaram na casa das tias duas caixas enviadas pela operadora Claro. Abaixo, reproduzo o conteúdo delas:

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A nota que acompanhava o modem 4G e os quatro chips dizia ‘Doação/Brinde’. Como sequer sabiam o que era e para quê servia aquilo, fecharam as caixas e guardaram. Pouco tempo depois, começaram a chegar faturas da Claro, cobrando pelo uso de Internet e elas passaram a receber telefonemas da empresa ameaçando colocar o nome delas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

As duas ficaram apavoradas e tentaram telefonar para a empresa para entender o que estava acontecendo. Mas imaginem a seguinte situação sendo vivida por duas senhoras idosas: elas discam o número e, do outro lado da linha, uma voz mecânica diz ‘disque um para tal situação, disque dois se quiser não sei o quê, disque três para discar quatro…’. Elas, obviamente, desistiram.

As primeiras faturas que chegaram na casa das tias, cobravam a utilização de Internet entre agosto e setembro de 2015. O mais interessante é que os valores eram diferentes nas duas faturas (vai ver que uma usava mais que a outra, não é?). E elas continuaram chegando. Até que um dia, veio uma correspondência diferente: uma intimação do SCPC. Elas estavam com o nome sujo na praça.

As duas entraram em pânico e bateram no apartamento da vizinha, cuja filha, Simone Furtado, é advogada. Ela imediatamente ajuizou uma ação contra a companhia Claro e conseguiu uma antecipação de tutela (antecipação da retirada do nome delas SCPC/Serasa), demonstrando ao juiz a presunção de inocência. “Elas presumivelmente não sabem usar Internet, tentaram ligar para a empresa e não entenderam o sistema de atendimento eletrônico e, além disso, como se trata de uma relação de consumidor, a empresa precisa provar que elas assinaram aquele serviço ou que utilizaram o modem”, diz Furtado.

O prejuízo das minhas tias não é apenas financeiro — a dívida soma pouco mais de mil reais. Elas não conseguiam mais dormir à noite desde que souberam que seu nome estava no SCPC. Por isso, a advogada está pedindo também que a empresa pague um valor para indenizá-las pelo dano moral. Afinal, elas não procuraram a empresa, não compraram nada, não assinaram nada. Estavam em casa e receberam as caixas de cujo conteúdo sequer sabiam a serventia.

O que as empresas ganham enviando aos consumidores algo que eles não pediram e cobrando por serviços que eles não querem utilizar? Porque não usam esse dinheiro melhorando o serviço para aqueles que o contrataram? A telefonia celular no Brasil é cara e ruim!

Enquanto o consumidor continuar a ser tratado dessa maneira, ações na Justiça vão se multiplicar. E, em vez de atrair clientes, as empresas que agirem de má fé vão vê-los sumir.

Encerro essa triste história com a frase que ouvi de uma das tias, lamentando o acontecido: “E nós nem compramos esses celulares. Eram de um sobrinho que não queria mais…”