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Posts de abril 2016

Como formar times inovadores

28 de abril de 2016 0

*Por Maximiliano Carlomagno

Você quer inovar? Lembre-se inovação é um esporte coletivo e não individual. Para tanto você precisa montar um time para inovar com você. Sintetizamos a experiência de mais de 200 projetos que realizamos na Innoscience para apoiar aqueles que querem inovar. Nossa abordagem também se inspirou no trabalho dos professores Clayton Christensen, Jeffrey Dyer e Hal Gregersen, que observaram três mil executivos durante seis anos para identificar as principais competências de inovação, e, ainda, no trabalho do professor Robert Sutton sobre times de inovação.

barco

 

 

 

 

Depois disso tudo aprendemos que:

1) A gestão de projetos inovadores difere da gestão de projetos operacionais

2) Os projetos inovadores passam por diferentes etapas com atividades variadas 

3) As pessoas tem competências mais e menos desenvolvidas para inovar

4) As pessoas são propensas a um dos quarto perfis que mapeamos: idealizador, refinador, experimentador ou executor.

5) Há a possibilidade de aprender técnicas, atitudes e comportamentos para desenvolver competências para inovar

6) Times com mais de cinco pessoas tendem a apresentar piores resultados, pois demandam maior tempo dedicado à gestão das relações e da política interna do grupo

Legal, e como isso pode ser útil para você?

Acredito que você deve estar vivenciando um dos dois desafios abaixo:

1) Negócio inovador: Você pode estar montando uma startup de tecnologia, uma nova empresa, um negócio social.
2) Projeto inovador: Você pode estar gerindo ou participando de algo novo dentro de uma empresa estabelecida de médio ou grande porte.

O conteúdo a seguir será útil nas duas situações. Veja com atenção!

1º Passo: Identifique seu perfil
Para montar seu time e explorar ao máximo as suas competências é preciso auto-conhecimento. Você tem perfil idealizador, refinador, experimentador ou executor? Com esse entendimento será possível selecionar as pessoas mais adequadas para complementar o seu perfil.

2º Passo: Perfil do seu time
Depois de conhecer o seu perfil é hora de identificar as competências e perfis do seu time. Não importa se elas são de marketing, vendas ou finanças. Se todos forem executores será difícil criar algo novo e questionar as ortodoxias existentes.

3º Passo: Equilibre a formação do time
Conhecendo o seu perfil e dos demais integrantes do time ficará mais fácil montar um time equilibrado, que esteja preparado não apenas para identificar uma oportunidade mas para dar escala a uma nova ideia.

4º Passo: Aloque as pessoas onde elas rendem mais
Tendo um grupo equilibrado você poderá destinar as pessoas certas para cada desafio. O desempenho de cada um é potencializado quando ele atua onde suas competências e seu perfil dominante são mais frequentemente aproveitados.

5º Passo: Desenvolva as forças e reduza os gaps
O melhor de tudo é que as forças e gaps assim como o perfil dominante não são definitivos. É possível fortalecer suas competências mais e menos desenvolvidas. É pouco provável que você transforme alguém que seja predominantemente executor no melhor idealizador mas poderá desenvolve-lo de forma que possa ser útil e não comprometa essa fase do projeto em função de sua tendência a “ir direto ao ponto”.

Para ajudar aqueles que querem saber mais sobre o tema desenvolvemos, em conjunto com a Endeavor, um mini curso , rápido, gratuito e fácil, por email, para fortalecer suas competências e do seu time para inovar.

Quisera eu ter, na época, das minhas experiências iniciais de gestão de times, um conteúdo de suporte como esse desenvolvido com a Endeavor. Em termos de inovação muito tem sido falado sobre ferramentas como lean startup, business model canvas e design thinking. São todas questões muito importantes, contudo, abordam praticamente nada a respeito das pessoas a serem selecionadas e como organiza-las para fazer a inovação acontecer.

Um bom time sem as melhores ferramentas faz alguma coisa enquanto que um time ruim com as melhores ferramentas não vai longe.

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

 

Extensão do Iguatemi mostra tendência à especialização

27 de abril de 2016 0

Fui conferir as novidades da ampliação do Iguatemi Porto Alegre, inaugurada nesta terça-feira, com festa para lojistas e convidados. Entre os empreendimentos que abriram as portas na parte nova do shopping mais antigo da cidade, chama a atenção o crescimento de uma tendência: a da segmentação.

Há lojas e quiosques cujo diferencial é ser super especializados em apenas um tipo de produto. É o caso da ‘Le Petit Macarons’, que faz uma enorme variedade de macarons, docinho delicado, tipicamente francês, crocante por fora e macio por dentro. Ele é composto por dois biscoitos feitos com clara de ovos, açúcar e farinha de amêndoas, recheados com diversos tipos de cremes.

Foto Suzana Naiditch

Foto Suzana Naiditch

Para quem gosta de presentes culinários, a ‘Oil & Vinegar’ tem um vasto sortimento de azeites, vinagres, molhos, pastas, ervas e azeitonas. E o cliente pode experimentar quase todos os produtos na loja. Há um quiosque especializado em comidinhas para bebês, a ‘Empório da Papinha’, cujos produtos são orgânicos.

Tem também a primeira loja-conceito da ‘Lego’ no Brasil. A unidade ajuda a explicar essa tendência de segmentação. Assim como o brinquedo, o estabelecimento é colorido, estimulante e investe na experiência do consumidor. As crianças (ou adultos, por que não?) podem montar seus famosos tijolinhos coloridos ali mesmo. Numa loja de brinquedos tradicional, multimarcas, é mais difícil, para algumas marcas, mostrar todo seu mix de produtos e permitir que o cliente os experimente.

Foto Mariana Naiditch

Foto Mariana Naiditch

E, entre tantas especialidades, decidi experimentar os cafés da ‘Origem Coffe Co.’ que era um pequeno quiosque antes da expansão e agora ocupa um espaço de 100 metros quadrados. O crescimento da empresa, criada há três anos pelo administrador Felipe Guerra Hauck, de 26 anos, ilustra bem a adesão das pessoas aos produtos e serviços especializados. Felipe estudou na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, onde conheceu alguns estabelecimentos que o inspiraram. Depois, viajou por diversos países para conhecer diferentes formas de trabalhar com o café,

Quando abriu a Origem Coffe Co., optou por usar apenas cafés brasileiros, da região Alta Mogiana, no nordeste do estado de São Paulo, onde, segundo ele, há os melhores cafés do país. Mais que isso, ele utiliza apenas cafés orgânicos produzidos por fazendas específicas, que recebem acima de 80 pontos. Para que você entenda o que isso significa, Felipe explica que os cafés pontuados de zero a 70 são comuns. Entre 70 e 80 pontos, são cafés gourmet. Acima disso, são cafés especiais, que vêm de um único lote de uma única fazenda.

O empreendedor também se empenhou em oferecer seu café de forma artesanal, elaborado por diferentes métodos, na mesa do cliente. “Estamos saindo da era do ‘fast food’ para a do ‘slow food’. As pessoas querem ter uma experiência completa, querem entender porque seu café ficou com determinada textura, está mais ou menos encorpado”,diz ele. Mas se você preferir, pode tomar apenas um expresso.

Veja também: Vem aí o novo Iguatemi

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Foto Mariana Naiditch

Maior feira de supermercados do mundo terá lançamentos gaúchos

25 de abril de 2016 0
apas

APAS 2015

Entre os dias 2 e 5 de maio, acontece na Expo Center Norte, em São Paulo, aquela que é reconhecida como a maior exposição do setor supermercadista da atualidade: a Feira Internacional de Negócios em Supermercados, promovida pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). O evento reúne toda a cadeia do segmento do Brasil e do exterior, com expositores de diversos países. Além de ser um encontro para relacionamento e negócios, é uma grande oportunidade para ver lançamentos de produtos, as últimas novidades tecnológicas e de gestão e conhecer as tendências do mercado. A expectativa é de gerar negócios na ordem de R$ 6 bilhões e receber mais de 600 expositores nacionais e internacionais, vindos de diversos países.

A 32a edição abordará o tema Perspectivas e Oportunidades’, visando antecipar os desafios para o setor neste ano tão conturbado.
O tema se concretiza como o fio condutor de todas as palestras que ocorrerão durante o evento, comandadas por nomes como Marcos Troyjo, da Universidade Columbia, que irá explorar como as empresas brasileiras deverão ajustar suas estratégias e garantir vantagens competitivas diante dos desafios provocados pelas novas megatendências desse início de século, e diante da crise de credibilidade que o país atravessa.
A expectativa este ano é superar alguns números de 2015, quando a feira teve quase 74 mil inscritos de 56 países, sendo que mais de três mil deles participaram do Congresso que acontece durante a APAS.

Empresas Gaúchas estarão entre os expositores

Queijo Grana Padano importado - fracionado

Queijo Grana Padano RAR/ RASIP – Foto Magrão Scalco

A RAR|RASIP, que atua há mais de três décadas no segmento do agronegócio, marca presença na APAS com novidades em sua ampla gama de produtos. Entre os destaques estão os lançamentos dos novos formatos do já consagrado queijo Gran Formaggio, queijo tipo grana, que passa a ser comercializado também nas versões em cubos e em lascas, cortadas em tamanhos proporcionais, práticas para o consumo imediato ou para a preparação de pratos, ambas em embalagens de 300g.

Os produtos, que passam por um processo de 12 meses de maturação, saem das instalações da empresa, situada em Vacaria (RS) e de propriedade do empresário Raul Anselmo Randon. As novas versões somam-se aos formatos já consolidados no mercado: ralado, forma inteira e frações de diferentes pesos.

Na ocasião, a RAR|RASIP apresentará ainda os queijos de origem italiana Grana Padano, Parmigiano Reggiano e Pecorino Romano, além do Azeite de Oliva Extra Virgem não filtrado – Blend, que integram a linha de importados da marca.

 

CUVEE-NILVA - Zorzo Design Estratégico--

Cuvee-Nilva / Foto Magrão Scalco

Outra grande novidade que poderá ser conferida pelos lojistas que passarem pelo evento é o lançamento do Espumante Cuvée Nilva Brut Rosé, elaborado em parceria com o Miolo Wine Group, pelo método Champenoise. Envelhecido por 12 meses em caves subterrâneas, o espumante é resultante de um corte exclusivo de uvas 100% Pinot Noir, cultivadas a 1.000 metros de altitude nos vinhedos de Raul Anselmo Randon, situados na região dos Campos de Cima da Serra/RS. O novo produto foi lançado em comemoração aos 60 anos de casamento de Raul e Nilva Randon.

RASIP azeite de oliva campos gourmet

RASIP azeite de oliva campos gourmet/ Foto Magrão Scalco

Produzido a partir de uma mistura das variedades Arbequina, Picual e Frontoio, o Azeite de Oliva Campos Gourmet Não Filtrado é 100% extra virgem e possui acidez máxima de 0,2%.

Já a Docile, que está comemorando 25 anos no mercado de candies, além de levar para a APAS seu portfólio com mais de 200 itens, vai apresentar novidades. A empresa gaúcha é a maior produtora de pastilhas e a segunda no ranking de balas de goma no Brasil, com uma produção mensal de 2,2 milhões de quilos, distribuidos no mercado nacional e em outros 50 países dos cinco continentes. A Docile comercializa seis linhas que contemplam diversos segmentos: balas de goma, chicles de bola, refrescos em pó, pastilhas, balas de gelatina e marshmallows.

A empresa de Lajeado (RS) apresentará na feira um novo formato exclusivo da sua linha de balas de gelatina: a Gelatines Pezinho e Pezão, lançamento lúdico que vai ao encontro da proposta da linha de misturar sabor e brincadeira. O produto está disponível nos sabores banana, morango, tangerina e tutti-frutti, com solado de baunilha, em embalagens de 300g e 80g.

 

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A linha de marshmallows também vem com novidades. Popular no exterior, o produto caiu no gosto dos brasileiros, tanto para consumo como decoração. Na APAS, será apresentada a versão Twist Verde e Branco, no sabor baunilha. A empresa gaúcha é a única fabricante nacional a produzir seus próprios marshmallows.

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Outra novidade da Docile é a nova fábrica da empresa que entrou em atividade em Vitória de Santo Antão (PE). Fruto de um investimento de R$ 9 milhões, a unidade amplia a capacidade de atuação da Docile no Nordeste, quadruplicando a presença da marca na região.

É muito simbólico para a Docile poder comemorar 25 anos de história participando de uma feira tão relevante quanto à APAS. Muito do que aprendemos e colocamos em prática nos nossos projetos vem da nossa vivência e observação de mercado, e, como maior feira supermercadista do mundo, a APAS tem papel fundamental nos relacionamentos e nos negócios que prospectamos e firmamos não só durante o evento, mas também ao longo do ano”, comenta o diretor comercial da Docile Alexandre Heineck.

Vem aí o novo Iguatemi

24 de abril de 2016 1

No próximo dia 27 de abril, quarta-feira, o primeiro shopping center de Porto Alegre, o Iguatemi, abre suas portas com 100 novas lojas, algumas delas inéditas no Estado, como Zara Home, Lego, Madero Steak House, Souq, Paola da Vinci, Nespresso e Sephora.

O novo Iguatemi também terá escritórios boutique no quarto pavimento, com vista interna para o mall, além de uma torre comercial com 14 andares. A área bruta locável passará de 39.300 m² para 64.606 m², o que representa um aumento aproximado de 65%.

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Outras marcas que estarão presentes no Iguatemi são Reserva, Farm, Lez a Lez, Daniel Cassin, Riachuelo, Tok&Stok e o restaurante Mamma Mia. O shopping ampliará seu serviço de wi-fi livre e oferecerá mil novas vagas de estacionamento. Após a inauguração da área de expansão, o Iguatemi passará a contar com 373 operações, que incluem sete restaurantes – três deles com área externa -, seis salas de cinema e duas praças de alimentação com capacidade para 1.600 pessoas. “Temos um carinho especial com a capital gaúcha. E, 33 anos depois, a história prova que nossa aposta em investir no primeiro shopping do Rio Grande do Sul foi um sucesso. Com a expansão, reafirmamos nosso compromisso de longo prazo com Porto Alegre e região, que é de grande importância para a companhia”, afirma Carlos Jereissati Filho, presidente da Iguatemi Empresa de Shoppings Centers.

Um dos destaques do novo projeto arquitetônico é o investimento em skylights, estrutura que valoriza a iluminação natural, seguindo as tendências dos shoppings internacionais. A figueira, um dos símbolos do empreendimento desde a sua inauguração, em 1983, foi mantida durante as obras.

NOVO

Para Marcelo Carvalho, co-presidente da Ancar Ivanhoe e empreendedor do Iguatemi Porto Alegre, a expansão é uma consolidação da liderança do shopping na região. “Apostamos no mercado do Rio Grande do Sul e investimos em uma ampliação que renova o shopping, transformando-o em um complexo multiuso, que oferece à população o que há de mais inovador e sofisticado. Buscamos reforçar o pioneirismo e atender cada vez melhor os gaúchos com novas marcas e tendências e também com opções de lazer, alta gastronomia, um novo centro de negócios contemporâneo, escritórios boutiques, além de facilidades de serviços”, diz.

Novos números

Após a reestruturação, a expectativa é receber, em média, 2 milhões de pessoas por mês e aumentar o fluxo em 30% este ano. Com o incremento de novas lojas, as vendas devem aumentar em 30%. O Iguatemi foi o primeiro shopping no Estado e faz parte da essência da marca se reinventar sempre. A expansão é um presente para a cidade e para os gaúchos que, mais do que um lugar de compras, ganham um local de acolhimento”, afirma Nailê Santos, gerente geral do Iguatemi Porto Alegre.

Ao longo de 2016, o Iguatemi continuará enriquecendo o seu mix, trazendo novidades em artigos esportivos, moda e gastronomia.

As Novatas

Zara Home: A espanhola Zara Home é especializada em artigos para casa e traz as últimas tendências em design e decoração.

ZARAHOME

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Lego: Líder em brinquedos de montar e presente no imaginário de crianças e adultos, a dinamarquesa Lego inaugura uma loja-conceito no Iguatemi, a primeira da região sul. O nome Lego é uma abreviação de duas palavras dinamarquesas “leg godt”, que significa em latim “eu monto” ou “eu junto”. As peças estimulam a imaginação, criatividade, diversão e o aprendizado.

LegoBricks

Souq: Liderada pelos mesmos empreendedores da Le Lis Blanc, a operação é inspirada em mercados árabes, trazendo mais de cem mil itens, entre peças de decoração, roupas, papelaria e acessórios garimpados pelo mundo.

Madero Steak House: A história do restaurante começou em 2005, com o chef Junior Durski. Hoje são mais de 60 restaurantes em diversas cidades brasileiras. Em 2015, a marca começou seu processo de expansão internacional com o lançamento do Madero Steak House em Miami, nos Estados Unidos. Para 2016, a expansão continua com a abertura de duas unidades em Sidney, na Austrália, e uma em Doha, no Qatar. O Cheeseburger Madero é reconhecido por conter apenas ingredientes selecionados, de alta qualidade e sem conservantes.

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Coco Bambu: O premiado Restaurante Coco Bambu possui um amplo cardápio, com comidas e bebidas diferenciadas, feitas com os melhores ingredientes. Originário do Ceará, o estabelecimento tem um cardápio variado, com destaque para a culinária brasileira, especialmente nordestina. A abertura de uma unidade em Miami, nos Estados Unidos, está prevista para setembro de 2016.

Paola da Vinci: A marca oferece produtos para bebês, crianças e, ainda, uma linha para a casa. Seus produtos destacam-se pela modernidade, luxo e conforto. A marca alia a produção artesanal com tecidos naturais ao design contemporâneo.

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Sobre o IGUATEMI Porto Alegre

O Iguatemi foi o primeiro shopping do Rio Grande do Sul. Inaugurado em abril de 1983, trouxe um novo conceito de lazer e entretenimento para a cidade. Em 1993, o shopping passou por uma revitalização e inaugurou 60 novas lojas. Quatro anos depois, o empreendimento contava com 75 lojas. Em pouco mais de três décadas, o Iguatemi Porto Alegre contribuiu para modificar o cenário da capital e hoje faz parte da história de urbanização e do crescimento da cidade. Clique aqui para mais informações.

Fachada

Fachada Antiga Iguatemi Porto Alegre/ Foto: Edison Vara

As contrapartidas solicitadas ao shopping pela Prefeitura foram:

- Alargamento de uma faixa de tráfego da avenida João Wallig, entre a avenida Nilo Peçanha e a rua Tulio de Rose.

- Implantação de uma ciclovia de 700 metros ao longo da avenida Nilo Peçanha e João Wallig (tornando o local um espaço de convivência, não apenas de passagem).

- Adequação da intersecção geométrica e funcional entre a rua Plínio Brasil Milano e Francisco Pettuco;

- Implantação de sistema adaptativo de controle de tráfego na Av. Nilo Peçanha em todos os semáforos do trecho entre a Av. Sociedade Libanesa e Gen. Barreto Viana.

 

Conheça uma empresa gaúcha que cresce com produtos e gestão inovadores

18 de abril de 2016 1

 

HIGRA SOBRADINHO

Higra – Barragem de Sobradinho – Divulgação

Essa empresa, da qual você, talvez, nunca tenha ouvido falar, é a HIGRA, especializada em soluções para captação de água para irrigação, saneamento básico, usinas, mineração e indústrias. Conheci seu fundador, o empresário Silvino Geremia, nos anos 90, quando eu comandava a sucursal da revista Exame na região Sul e ele era dono da Bombas Geremia, também uma fabricante de bombas, como a Higra, mas para a extração de petróleo.

Na época, ele se via envolvido numa situação bizarra: desde 1988, a Geremia, localizada em São Leopoldo, tinha um programa que custeava a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, fosse ele um varredor ou um técnico. Até que um belo dia, em 1996, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que a fabricante pagava aos estabelecimentos de ensino frequentados por seus funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Pedi a ele que escrevesse um artigo para a revista, contando sobre a absurda situação. Leia aqui a íntegra do artigo, de outubro de 1996.

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/619/noticias/sou-um-fora-da-lei-m0049688

Pouco depois desse episódio, a Geremia foi vendida. Hoje, faz parte do grupo americano Weatherford, uma das companhias líderes no fornecimento de produtos e serviços para a indústria petrolífera mundial, presente em mais de 100 países.

A HIGRA

HIGRA

Higra – Divulgação

Mas seu Silvino, com 54 anos, não conseguiu descansar. Olhou mais de 20 empresas à venda em busca de um novo negócio para a família. Não gostou de nenhuma. No final do ano 2000, decidiu fazer o que sabia: bombas. Mas ele queria algo novo e diferente e viu uma oportunidade no mercado de irrigação. Nesse setor, trabalhava-se desde sempre com dois tipos de bombas: tradicionais ou submersas (dentro dágua). Geremia comprou um prédio em São Leopoldo, enfiou-se ali durante um ano, e desenvolveu a bomba anfíbia, que funciona dentro e fora da água. Com um novo produto em mãos, criou a Higra Industrial Ltda., junto com dois filhos: Alexsandro e Lisiane e um sócio, Dilceu Elias de Moura.

Hoje a Higra é referência mundial no segmento de Bombas Anfíbias e Aeradores com mais de 120 produtos para soluções nos setores de captação de água, irrigação, saneamento básico, usinas, mineração e indústrias, nas mais diversas aplicações. De acordo com a necessidade do cliente, os produtos podem ser customizados para atender a projetos específicos.

Chefe Zero

Fui conhecer a fábrica e confesso que me surpreendi. Fui recebida pelo Alexsandro Geremia, filho de Silvino. No cartão dele, sua função na empresa: Guardião da Cultura. E é uma cultura muito peculiar. Alexsandro não tem mesa fixa, como muitos dos 60 funcionários. Vive circulando pelos diferentes setores, todos integrados. Não há salas — apenas a da foto abaixo, para reuniões.

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Visita à Higra com Alexsandro Geremia

Também não há chefes nem organogramas. A hierarquia é técnica, ou seja, para cada atividade ou processo, há alguém com mais conhecimento qu responde pela função. O treinamento é intenso: uma hora por semana por pessoa! “Se não tem chefe, precisa ter muita orientação”, diz Geremia. “Aqui qualquer um pode participar dos projetos, o engenheiro e o torneiro mecânico”. Com esse sistema de gestão peculiar, a Higra atingiu o maior faturamento por funcionário do Brasil: 55 mil reais por funcionário. O segundo colocado no setor em que eles atuam, fatura 26 mil por colaborador. A média da indústria em geral é de 20 mil reais/funcionário.

Os empregados não batem ponto. Eles sabem o horário e o tempo que precisam dedicar ao trabalho que lhes cabe. Spencer Picolo, em cujo cartão está escrito ‘Empreendedor de Marketing’, se precisar, aperta botões e pega no pesado.

A Higra atende todos os setores que exigem movimentação de água, desde grandes fazendas de cana-de-açúcar, arroz e laranja — os maiores produtores de laranja do mundo, por exemplo, têm bombas fabricadas em São Leopoldo –, até indústrias siderúrgicas, de papel e celulose, têxtil, de mineração, passando pelo saneamento básico. Com a crise hídrica e energética, a empresa gaúcha desenvolveu produtos com baixo consumo de energia. Tem projetos, por exemplo, desenvolvidos para a Sabesp, em São Paulo.

Barragem de Sobradinho

Em novembro de 2015, a empresa de São Leopoldo colocou em teste as bombas que seriam instaladas no mês seguinte na Barragem de Sobradinho, no Vale do Rio São Francisco. A operação fazia parte do esforço da fabricante de bombas para entregar, em tempo recorde, um sistema de bombeamento de água para sanar o problema de irrigação que aquela região vem sofrendo. “O nível de água baixou demais e as bombas que estavam lá não funcionavam naquele nível. Desenvolvemos bombas que consomem menos energia e aumentamos o volume de água para irrigação, não em 4 meses como prometemos, mas em 2 meses”, diz Alexsandro.

A empresa desenvolveu um sistema de bombeamento do Canal da Barragem de Sobradinho que manterá o abastecimento de água de milhares de pessoas, principalmente os pequenos e grandes agricultores daquela região. A Higra também é responsável pelo projeto elétrico da obra, tanto dos geradores como os quadros elétricos e demais acessórios.  Todas as áreas de engenharia (aplicação, simulação e de produtos e processos), de produção e de administração trabalharam em regime integral para produzir e entregar as bombas especialmente customizadas para aquela obra. Também foi criada uma grande operação da empresa em Petrolina, no Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC).

CANTEIRO BARRAGEM

Canteiro de Obras – Barragem Sobradinho – Divulgação

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho compreende 23 mil hectares de área irrigável que se entendem desde o município de Casa Nova (norte da Bahia) até Petrolina (sudoeste de Pernambuco), sendo que 20% da área está no estado baiano e 80% em Pernambuco. Serão beneficiados mais de 2,3 mil agricultores e  356 pequenas, médias e grandes empresas que dependem da água do DINC, considerado o maior sistema de irrigação da América Latina.

O sistema de irrigação permite que sejam cultivadas, em pleno agreste, culturas como uva, manga, goiaba, acerola, melancia, entre outros. A fonte hídrica vem das águas do reservatório da barragem de Sobradinho (BA). Seu funcionamento teve início no ano de 1984

Assista ao VIDEO DE SOBRADINHO e conheça mais sobre esse projeto da gaúcha Higra.

Colômbia

Outro grande projeto em andamento fica na Colômbia, onde três bombas anfíbias serão instaladas no aqueduto de El Bagre, no estado de Antioquia. A operação tem gosto especial, pois os equipamentos estavam aguardando a certificação RETIE – Regulamento Técnico de Instalações Elétricas (regulamentação semelhante a exigida pelo INMETRO no Brasil), que indica que as bombas atendem às exigências do governo colombiano quanto à eficiência energética, segurança do usuário, e preservação do meio-ambiente. “Foram executados vários testes com o acompanhamento de um auditor de um laboratório credenciado pela ONAC – Organismo Nacional de Acreditação da Colômbia”, explica Silvana Altenhofen, do departamento de mercado externo da Higra. Apartir de agora, a empresa tem passe livre para exportar para aquele país produtos nesta categoria. As bombas anfíbias permitem a captação de água tanto em áreas alagadas como em regiões de seca, sem danos aos motores — a tecnologia é patenteada pela Higra em nível mundial.

É o Brasil que passa a ser reconhecido como um fornecedor de equipamentos de alta qualidade e que atuam na redução de desperdício de energia e são ecologicamente sustentáveis”, diz GeremiaO embarque destes equipamentos é resultado de três anos de negociações entre o governo colombiano e o canal de vendas local. “A Higra investe muitos recursos, tanto financeiros quanto de inovação, sabendo que o retorno será em longo prazo”.

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Bomba Anfíbia – Divulgação

OBS: Ficou curioso para saber o que aconteceu depois da publicação do artigo de Silvino Geremia na Exame? Em 1998, foi aprovada uma lei determinando que os valores gastos com a instrução dos funcionários não seriam mais levadas em conta para o cálculo da contribuição social. Mas uma coisa não mudou: o empresário continua apoiando a formação de seus funcionários. “Eu nunca desisti da educação”, diz.“Aqui na Higra só não estuda quem não quer”.

 

Você, lojista, está preparado para os novos tempos?

15 de abril de 2016 0

Essa foi a pergunta do sócio-diretor da GS&BW, Luiz Alberto Marinho, a um grupo de varejistas gaúchos, durante evento que apresentou um resumo do que de mais interessante aconteceu no NRF Big Show 2016, maior feira de varejo do mundo, no começo deste ano, em Nova Iorque (EUA). O “Pós Big Show 2016″ ocorreu esta semana no Teatro do CIEE em Porto Alegre, promovido pela Gouvêa de Souza em parceria com a EKF Participações.

millenials

Millenials

A GS&BW, empresa de Marinho, produz, pesquisa e monitora informações sobre o mercado e o comportamento do consumidor para a indústria de shopping center. Segundo ele, só está preparado para os novos tempos, o empresário que entender os ‘Millenials‘, a geração nascida entre 1980 e 2000 (pessoas que hoje tem entre 15 e 35 anos). Eles são nada menos que 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, representam 30% da população. E o mais importante: influenciam os mais velhos, acima de 35 anos, que querem, cada vez mais, se parecer com os millenials e também os menores de 15 anos, que já nasceram num mundo digital. Para o consultor, esse é o fenômeno da ‘millenização‘. “Estamos todos nós consumidores viciados em celulares e tablets, viciados em distração“, diz Marinho. “Ser ignorado por esse novo consumidor é terrível para qualquer marca”.

Luiz Alberto Marinho dá uma dica para os lojistas se aproximarem desses consumidores, lembrando as três palavras que, para ele, os definem: NOWWHYME

1. NOW – O ‘millenial’ é imediatista. Cerca de 80% abandonam uma loja se não forem atendidos rapidamente. Esse imediatismo também faz com que não precisem possuir as coisas. Para eles, usufruir é melhor que possuir. Eles se perguntam: ‘quanto tempo eu fico num carro? Uma hora por dia? Então eu posso alugar ou compartilhar um com outros consumidores’. Eles estão dispostos a alugar em vez de comprar. E isso vale para qualquer produto, inclusive roupas.

2. WHY - Ter um produto não é mais suficiente. É preciso ter uma causa! Os millenials buscam empresas que defendam as mesmas coisas que eles. Marinho deu um exemplo: recentemente, a cliente de um supermercado de São Paulo, chamado Mambo, mãe de um menino com necessidades especiais, foi ao concorrente Pão de Açúcar e encontrou um carrinho adaptado para cadeirantes e para pessoas como seu filho. A mãe, Luciana Francez, postou a foto abaixo na fanpage do supermercado Mambo, contando sobre o carrinho do concorrente. O Mambo respondeu que gostou da sugestão e que assim que conseguisse o carrinho adaptado, avisaria a cliente. Em seguida, o Pão de Açúcar se colocou à disposição para passar os contatos do fornecedor do modelo de carrinho para o Mambo. Para Marinho, esse exemplo confirma essa tendência da busca por um propósito que faz com que ‘a colaboração seja a nova competição’.

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3. ME – Vivemos a era do EU. Não faz muito tempo, as pessoas compavam um relógio da marca X para pertencer ao grupo das pessoas que consomiam X. Hoje, elas querem o contrário, ou seja, que as marcas se pareçam com elas. Um caso emblemático recente é o da boneca Barbie, da Mattel. Durante quase 60 anos, o modelo de cabelos loiros e corpo violão era um sonho de consumo de todas as meninas que sonhavam ser iguais a ela. Agora, a Brabie tem diferentes tons de pele, pode ser magra ou gorda, alta ou baixa, tem estilos e texturas diferentes de cabelo e roupas. “Agora, as empresas precisam oferecer o que o cliente quer e não fazer o cliente querer determinadas coisas”, diz Marinho.

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O consultor também lembrou aos varejistas que, atualmente, as lojas precisam oferecer mais que produtos. “As lojas são pontos de experiência e não lugares de comprar coisas”, diz.  Ele contou que há até uma palavra em inglês, muito em voga, para definir o que os clientes buscam nas lojas: serendipity, que significa algo como encontrar algo que você não esperava.

29º Fórum da Liberdade apresenta cidades flutuantes e outras ideias liberais

13 de abril de 2016 0
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As cidades flutuantes não serão iguais as cidades que temos hoje, elas darão oportunidades de renovar os conceitos”, afirmou o diretor de Comunicação do The Seasteanding Institute, Joe Quirk, em sua palestra especial no 29º Fórum da Liberdade. Quirk apresentou os ideais de um novo modelo habitacional que oferece a oportunidade de viver a outra metade do mundo: os oceanos.

O Instituto foi fundado em 2008 por Peter Thiel e por Patri Friedman. O termo Seasteanding significa o conceito da criação destas cidades flutuantes que independem do Estado. Como contraponto à governança que está sendo exercida, atualmente, a criação deste modelo têm como base a “inovação e a tecnologia do século XXI, sem as leis do século XX”, conforme justificou Quirk.  “Quem desenvolveria as formas de governança são as pessoas inseridas na plataforma. Se a sua terra flutua, é possível moldar a realidade. Caso um político me pedir voto, eu, simplesmente, me desconecto e vou em busca de outras conexões”.

Segundo o especialista, seria possível inaugurar a primeira cidade flutuante com autonomia política significativa em 2020. “Porém, precisamos de ajuda com nossa organização. Tanto aliados políticos para ter suporte, quanto de investidores e aquaempreendedores para contribuir com nosso projeto”, disse Quirk. Defendendo a sustentabilidade, o negócio de cidades flutuantes ajudaria o ecossistema: “A agricultura, em certos momentos, pode prejudicar o meio ambiente. Já a aquiculturacontribui para recuperar o meio ambiente”, afirmou.

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Joe Quirk – Foto: Fernando Conrado

“Com ou sem impeachment, já houve uma vitória”

A declaração é do jornalista, cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, dramaturgo, escritor  e comentarista Arnaldo Jabor, responsável pelo momento mais descontraído do 29º Fórum da Liberdade que aconteceu nos dias 11 e 12 de abril no Centro de Eventos da PUCRS. Durante dois dias, as ideias liberais foram o centro das discussões e houve muito pouco contraditório. Em parte, como dizem os organizadores do evento, pela recusa de defensores de ideias contrarias em participar das discussões.

Jabor, que em diversos momentos arrancou risadas da platéia, começou sua palestra, afirmando que nunca viveu um momento como esse que, para ele, ‘não se caracteriza exatamente como de crise, mas de mutação’. “É como se tudo estivesse se desmanchando no ar“, diz, “problemas seculares e vícios, como a corrupção e o clientelismo, estão implodindo. Vem coisa nova aí”.

Em 30 minutos, Jabor resumiu o que acontece hoje no país, revisando a história recente do Brasil. “Quando veio a democracia, depois de anos de ditadura, já começou com uma tragédia: a morte de Tancredo Neves, seguida da posse de José Sarney, cuja função foi mostrar que todos os vícios continuavam existindo no país pós governo militar. Vimos que não bastava a democracia, precisávamos de uma República, com uma administração decente. Sarney terminou seu governo com uma inflação de 1800% ao ano. Aí veio o Collor, primeiro presidente realmente eleito, tido como salvador da Pátria. E foi um desastre, uma chanchada trágica. Tivemos no PC Farias, o Gilberto Freire da corrupção. E, mesmo tendo desviado cerca de 1,2 bilhão de reais, perto do que ocorre agora, ele era um cleptomaníaco e hoje seria julgado num tribunal de pequenas causas.” O cineasta concluiu, dizendo que é hora de ‘democratizarmos a nossa frágil democracia’, o que vai acontecer, seja qual for o resultado do julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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Arnaldo Jabor – Crédito: Fernando Conrado

Índice de Liberdade Econômica

O Índice de Liberdade Econômica, produzido pela Heritage Foundation, foi apresentado durante a 29ª edição do Fórum da Liberdade. O estudo relaciona a forte conexão entre a prosperidade e a liberdade econômica, com dados que envolvem gestão pública, livre comércio e estado de direito. O trabalho destaca que os países com altos níveis de liberdade econômica obtêm desempenho superior aos demais em áreas como saúde, crescimento econômico, educação e redução da pobreza.

O Brasil caiu quatro posições em relação ao ano passado e agora ocupa a 122º posição da lista de 186 países avaliados, liderada por Hong Kong , que se manteve no topo do ranking, e Cingapura. O Índice de Liberdade Econômica de 2016 é a 22ª edição da Heritage Foundation em conjunto com The Wall Street Journal.

Desde 2007, o Brasil tem perdido posições. Entre as causas estão a extensa presença do Estado e a pesada interferência na economia, que continua a limitar o desenvolvimento; a corrupção sistêmica e a fraca proteção aos direitos de propriedade; a alta carga tributária e o enfraquecimento do Estado de Direito.

Regionalmente, o Brasil está em 21º lugar entre 29 países. Seu escore é de 56,5 pontos. De acordo com o presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Ricardo Heller, “a liberdade econômica se traduz em prosperidade. Para se atingir ampla liberdade, é necessário reconhecer o indivíduo como centro das atenções da sociedade”. A responsável técnica pela divulgação do estudo no Brasil é a pesquisadora em políticas públicas e associada honorária do IEE, Margaret Tse.

O índice avalia 186 países em 4 grandes áreas da liberdade econômica: estado de direito, eficiência regulatória, limitação de governo e mercados livres. No total são 10 categorias de liberdade no cálculo do índice: direitos de propriedade, corrupção de governo, liberdade fiscal, tamanho de governo, liberdade empresarial, liberdade trabalhista, liberdade monetária, liberdade de comércio, liberdade de investimento, liberdade financeira.

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Ricardo Heller, presidente do IEE – Crédito: Felipe Gaieski

Empreender no Brasil

A discussão sobre o cenário para empreender no Brasil também esteve presente na programação do Fórum, com o painel Competição e Atividade Empresarial. O debate contou com a participação do presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif, do empresário Alexandre Birman e do filósofo Stephen Hicks. A mediação do painel foi realizada pelo diretor Financeiro do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Mauro Zaffari.

O diretor-presidente da Arezzo & Co, Alexandre Birman, apresentou os diferenciais do seu grupo – que engloba as marcas Arezzo, Schutz, Alexandre Birman, Anacapri e Fiever – para manter-se competitivo e inovando, mesmo em um período de crise. A companhia, que vendeu em 2015 mais de 10,4 mi de pares de sapatos e mais de 897 mil bolsas, credita na inovação um importante pilar de desenvolvimento. “A Schutz foi a primeira marca no Brasil a criar um perfil no Instagram, esta é uma referência fundamental em um mercado tão concorrido como o atual”, relata Birman. Para ele, o e-commerce é uma grande tendência no mercado e sua empresa investe neste segmento desde 2011. “Logo que iniciamos este negócio, faturamos R$ 1 milhão no primeiro ano. A meta para 2016 é lucrar, aproximadamente, R$ 100 milhões”. A empresa também abriu uma loja da Schutz em Nova Iorque, em 2012, com um aluguel superior a 1 milhão de dólares por ano. “Com o crescimento, a companhia pode inovar e expandir ideias. No fim deste mês, inauguraremos outra loja nos Estados Unidos, desta vez em Bervely Hills”, informou.

Defensor da micro e pequena empresa, o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif fez um apelo. “O futuro daqueles que não apreciam a política é obedecer aos que gostam, por isso destaco a importância da juventude assumir o protagonismo”. Para ele, democracia política só se sustenta mediante democracia econômica. Para finalizar, o responsável por apoiar a criação do Micro Empreendedor Individual (MEI) reiterou que o sonho do brasileiro, atualmente, é ser dono do seu próprio negócio, mesmo que este seja micro ou pequeno. “ Quase 40% da população brasileira está ligada ao empreendedorismo, e este é um alto índice”, concluiu.

Coube ao filósofo e professor na Rockford University, Stephen Hicks, buscar explicações práticas para justificar o cenário conturbado da economia brasileira e latino-americana. “A variação entre o país com a maior produção de riqueza na América Latina e os Estados Unidos e o Canadá é muito grande. Enquanto o Uruguai, que desenvolveu-se bastante nos últimos anos, produz 16,8 mil dólares per capta, os Estados Unidos produz 54,6 mil dólares per capta”, disse. “A liberdade econômica é uma hipótese prática. Aqueles no topo do ranking de liberdade econômica também lideram a lista de países mais ricos”. O filósofo atribui à corrupção também a culpa pelo não desenvolvimento dos países, e diz que quanto maior a sujeira na política, mais pobre o país é.

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Crédito: Fernando Conrado

Novas Tecnologias

O Fórum também teve debates com foco nas novas tecnologias e como elas estão afetando a vida moderna e garantindo mais liberdade de escolha para as pessoas. O painel “Admirável Mundo Novo” teve a participação do diretor geral da Uphold Mexico, Tim Parson, do general manager da Uber no Brasil, Guilherme Telles, e do co-fundador e CEO do Superplayer, Gustavo Goldschmidt.

Parson disse que são as instituições financeiras mundiais, que aprisionam o dinheiro conquistado através do trabalho. “Trocamos a coisa mais valiosa que temos, o nosso tempo, pelo dinheiro, através do trabalho. Os bancos e instituições financeiras acorrentam nosso dinheiro e nos deixam enjaulados”, afirmou. Para ele, o sistema financeiro mundial torna as pessoas cada vez mais pobres e menos livres. Parson explicou que a Uphold permite que as pessoas coloquem ali o seu dinheiro e ele seja convertido em qualquer forma (ouro, prata, alguma outra moeda, etc.) e seja enviado para qualquer lugar do mundo, o que aumenta a liberdade das pessoas de fazerem o que quiserem com ele.

O diretor da Uphold também lamentou perceber que muitos brasileiros estão deixando o país, fechando seus negócios ou se aposentando cedo em virtude da falta de liberdade . “Muitos estudantes estão abandonando seus sonhos e indo para outros países em busca de melhores oportunidades, trabalhando em empregos menos significativos. É uma pena o desperdício de potencial”.

Goldschmidt compartilhou com o público três tendências que ele acredita que devem ganhar cada vez mais espaço na vida das pessoas e impactar na relação entre a maneira como as empresas lidam com seus públicos. “Muitos experimentos vem sendo feitos que terão impacto direto nas nossas vidas. As máquinas estão ficando cada vez melhores e mais inteligentes”, destacou. A inteligência artificial é uma das tendências apontadas pelo empresário como irreversível para os próximos anos, já que diversas empresas estão investindo em tecnologia de ponta. “Nossa preocupação é que não consigamos controlar as máquinas, cada vez mais inteligentes e capazes de tomar decisões e aprender sozinhas”.

Embora o messaging (troca de mensagens de maneira instantânea) já seja bastante difundido no Brasil, o empresário destaca que uma nova tendência vem ganhando espaço no oriente, com a possibilidade de compras, trocas de informações e reservas, o que torna o aplicativo também um Market place. Este novo formato deve impactar diretamente na relação entre as empresas e seus clientes, pois será preciso estar adaptado a este novo modelo de relacionamento.

A realidade virtual (ou aumentada) já é conhecida, mas também deve ganhar cada vez mais espaço no dia-a-dia das pessoas, com empresas como Google, Microsoft e Facebook, fazendo pesados investimentos em estudos na área. Goldschmidt diz que acreditamos que esta é uma tecnologia que ainda está muito distante devido ao elevado custo, mas em alguns países já está disponível a um preço bastante acessível ao público. “Não existe realidade, existe uma percepção de realidade”.

A experiência de quase dois anos da Uber no Brasil foi lembrada por Guilherme Telles: “a forma como a Uber enxerga a liberdade começa pela escolha do usuário, mas também do motorista que, com um clique do botão, pode escolher como gerar renda para a sua família”. Telles disse que, em média, os carros ficam 93% do tempo parados na garagem e, dos 7% restantes, a maior parte do tempo tem apenas um usuário. O objetivo da empresa, segundo ele, é otimizar o uso do carro, tirando-o do papel de vilão e permitindo que a cidade seja mais verde, com uma melhor ocupação do espaço público. “Estamos trabalhando com as administrações públicas para criar uma regulamentação para o serviço, pois não adianta ter liberdade se não há confiança. O papel do poder público é pensar no que é melhor para todo mundo, para a cidade, e criar uma regulamentação que suporte isso”, assegurou.

A empresa também vem trabalhando em diversas áreas para atender a demanda do público, como o UberELA, que promove a inserção da mulher no mercado de trabalho; o UberBIKE, que permite que ciclistas transportem suas bicicletas em veículos Uber; e o Uber Imigrantes, que promove inserção de imigrantes no mercado de trabalho. Porém, toda novidade acaba gerando um pouco de confusão inicial. “Não tem como ter mudanças sem ter um pouco de barulho. Mudança é sempre um desafio”, declarou Telles.

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 “Por que as nações fracassam?”

O painel “Por que as nações fracassam?” contou com a participação do economista e político, Filippos Sachinidis, do cientista político e escritor Bruno Garschagen, e do ex-presidente da Bolívia, Jorge Quiroga.

Sachinidis trouxe sua experiência como ex-ministro de Finanças da Grécia para explicar o motivo do país europeu estar na atual crise financeira. No entendimento de estudiosos e políticos da década de 90, seria muito positivo para o país fazer parte de um bloco econômico e não foi levado em consideração se havia estrutura para tanto. “A elite política e os economistas não entenderam os impactos da globalização sobre o país. Nosso déficit foi aumentando ano após ano”, explicou o economista. O problema do país, segundo ele, era estrutural, com instituições que se tornaram extrativistas e que concentravam o lucro na mão de poucos. Os programas de ajustes e controles que a Grécia precisou adotar tinham demasiado foco na austeridade e pouco no crescimento, o que retarda a saída desta situação crítica em que o país se encontra.

Para Garschagen, um dos principais problemas no Brasil é que as pessoas olham para o Estado e para as ações do governo e não vêem o que ele é, mas o que deveria ser. “Temos um problema que também é cultural que constitui no Estado intervindo em diversos aspectos sociais”, salientou. Como exemplo, o escritor citou que raramente fala-se em economia no país sem que estejam envolvidas questões políticas por trás. “Não estamos acostumados a falar em economia devido a cultura intervencionista do governo aqui”, explicou. A mentalidade estatista combinada com a cultura da política intervencionista que vem marcando a política brasileira é um dos grandes problemas para Garschagen.

O escritor argumentou ainda que se continuarmos transferindo a responsabilidade de diversas questões para o governo, vamos continuar sempre lamentando e debatendo os mesmos problemas. “Para mudarmos o que está aí, precisamos parar de acreditar no governo e amar o Estado”, concluiu.

O ex-presidente da Bolívia optou por fazer uma análise crítica do desempenho da América Latina nos últimos anos. Segundo ele, não foram apenas as nações que fracassaram, mas a região como um todo. Para Quiroga, o Brasil move a América Latina e o atual cenário político-econômico do país preocupa todos os vizinhos, já que são impactados pelo seu desempenho negativo. “Desperdiçamos o melhor cenário externo para os países sul-americanos. Nunca tanta gente com tanto dinheiro e em tanto tempo fez tão pouco por um país”, lamentou. Quiroga destacou que o forte crescimento da China, nos últimos anos, demandou muitas matérias primas da América do Sul e que dificilmente um cenário de tanta demanda deve se repetir no futuro.

Os últimos 150 dias são destacados pelo ex-presidente como um marco, já que há diversos sinais de que o atual modelo populista de governo não agrada mais as pessoas (eleição de Macri na Argentina, operação Lava a Jato no Brasil). “A Venezuela passou de uma posição de liderança e força política para um país destroçado, com uma inflação absurda. A única coisa que o país produz é petróleo e é controlado pelo governo”, destacou. Em relação ao Brasil, Quiroga fez uma comparação com a Seleção Brasileira, que não está em uma boa fase. “No futebol, quando a Seleção perde, alguém ganha. Na democracia, quando o Brasil está paralisado, todos perdemos”, afirmou. O ex-presidente disse, ainda, que para haver democracia é preciso que haja eleições justas, livres e transparentes, instituições independentes, imprensa livre, uma oposição com liberdade para criticar, fiscalizar e sugerir mudanças, e um governo que siga a constituição.

Anatomia do Estado

A Anatomia do Estado foi debatida pelo ex-presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Herrera, pelo professor de Ciência Política do IBMEC-MG, Adriano Gianturco, e pela advogada e professora da Unifor/UFC, Uinie Caminha.

O ex-presidente do Uruguai afirmou que é preciso recuperar o conceito de liberdade da nossa civilização ocidental fundamentado no livre arbítrio. “Estamos vivendo um tempo de materialismo sem precedentes. A sociedade do ocidente vive uma crise de valores muito forte onde tudo se compra, tudo se vende e tudo se negocia”, afirmou Herrera. O lucro é necessário, são e move o mundo, defende ele, mas também pode ser um risco quando os valores são deixados de lado. “Há tanto centro de poder que o Estado está débil. Em alguns países há centros de poderes ilegítimos. Todos estes centros de poder exercem a liberdade?”, questionou.

Herrera acredita que é preciso eliminar a tentação que o dinheiro exerce nas campanhas eleitorais para que o foco seja nos planos de governo e nas propostas de cada candidato. “Hoje as empresas tem pequenos monarcas com fortunas enormes. Executivos conseguem mudar o rumo de uma economia mediana com seu dinheiro e nem sempre isto é positivo”, destacou. O ex-presidente salientou ainda que a responsabilidade é companheira inseparável da liberdade e que, portanto, devemos voltar aos valores que se ensinam através do exemplo. Para isto, é preciso que se recupere o sentido da participação das pessoas. “Só há renovação quando as pessoas participam e se envolvem. A indiferença é um pecado contra a democracia”, concluiu.

Para a professora Uinie, grande parte da má qualidade que vemos hoje nos diversos setores da economia vem do nosso sistema caótico, que inclui leis conflitantes e com muito espaço para interpretações. “Quando você entra no direito logo aprende que o que não é proibido está permitido. Nós conseguimos inverter esta lógica devido ao excesso de intervenção do Estado nos negócios”, disse. Hoje, empreendedores encontram muita dificuldade em abrir e manter seu negócio devido ao excesso de burocracia que são obrigados a enfrentar, o que tem um reflexo negativo na economia: com menos empreendedores há menos concorrência. “Leis não resolvem problemas, são pessoas que resolvem. Elas ajudam e podem criar incentivos positivos e negativos em relação a certas condutas”, destacou. Com o objetivo de melhoras para o setor produtivo, foi encaminhado para a Câmara um Código Comercial que reduza a interferência do governo e desburocratize os negócios.

O professor de ciência política afirmou que se assombra com o choque que as pessoas tem em relação a política nacional. “Não se vira santo em política, pelo contrário. Existem muitas escolas que nos permitem pensar a política, mas em muitas se fala do que deveria ser e não do que é. Se acreditamos que a política é feita de baixo para cima, então nós somos os responsáveis por tudo de errado que vemos acontecendo. Mas o Estado não somos nós, o Estado são eles”, disse Gianturco. Para ele, a corrupção é apenas o sintoma de um sistema que não funciona, e a doença se chama intervencionismo político. O sistema é burocrático e regulamentado, com muita centralização do poder. Isso favorece o uso privado da máquina estatal em benefício próprio. “Se na raça humana nascemos, crescemos e morremos, as estatais surgem, roubam e fracassam”, brincou.

O professor afirmou que este sistema favorece a corrupção e os diversos escândalos que tem ganhado as manchetes nos últimos anos. Porém, ele ressalta que não existe mágica quando se trata de política, já que todos votamos conforme nossos interesses e não apenas pensando no bem geral. “Em qualquer época, para formar um governo sempre foi necessário fazer negociações, trocas de favores e alianças. Política é um jogo de poder, traição, alianças e favores”, concluiu.

Quem é John Galt

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Crédito: Felipe Gaieski

O painel de encerramento da 29ª edição do Fórum da Liberdade reuniu para o debate o economista, fundador e diretor geral da Junior Achievement Argentina, Eduardo Marty; o jornalista David Coimbra; e o diretor-executivo do Ayn Rand Institute, Yaron Brook.

Para Yaron Brook, “John Galt é qualquer um que escolhe viver a sua vida de verdade, com seus próprios valores, luta por sua liberdade, por sua vida, com autonomia. Nossa habilidade de avaliar, a razão, a análise é que dão liberdade de ter sua própria vida”. E complementou: “Você não é um escravo, um servidor da sociedade. Liberdade é uma consequência dos valores de cada um de nós como indivíduos. Um sinal de que o Estado brasileiro não é competente em seu sistema de gestão é não podermos andar a salvo nas ruas”.  E enfatizou: “O que o Brasil precisa é de um exército de John Galts”.

Economista, fundador e diretor deral da Junior Achievement Argentina, Eduardo Marty falou das pessoas que abandonam seus países em busca da liberdade para produzir e crescer. Marty usou exemplos como Venezuela e Cuba, que por meio de suas políticas assistencialistas, criaram cidadãos dependentes e parasitas. Ele mostrou o quanto políticas liberais incentivam a produção e contribuem para o crescimento econômico. Para o palestrante, a interpretação das mudanças na Argentina tem sido positiva. “Estamos eliminando subsídios, reduzindo a inflação, barrando o gasto público e retomando o crescimento do país. O momento é de retomada de posição para sair da crise”, esclareceu.

Para o jornalista David Coimbra,“a diferença entre Estados Unidos e Brasil é que no país norte-americano, o empresário concentra seu esforço para aprimorar o produto desenvolvido, levando ao consumidor um resultado mais completo. Valoriza profissionais que visam a qualidade, por meritocracia. Harvard, por exemplo, tem 47 prêmios Nobel. Já no Brasil, se coloca água para adulterar o leite das crianças visando lucro”.

David Coimbra reiterou estar otimista com os rumos da Lava Jato. “Pela primeira vez se tem punição no Brasil. Com o trauma da ditadura, criamos mecanismos que asseguram em excesso os direitos, por pena. Precisamos responsabilizar com justiça as pessoas também. Para que assumam suas ações”, disse. “Serem punidas pelos seus erros é um grande passo para o Brasil começar a funcionar. A Lava Jato é uma benção”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"A crise econômica é causada pela crise política e a culpa é nossa, dos brasileiros de bem"

12 de abril de 2016 0

A declaração foi dada na abertura do 29º Fórum da Liberdade pelo executivo José Galló, que falou para uma plateia que lotou o Centro de Eventos da PUCRS. Galló recebeu o prêmio Libertas, concedido pelo Instituto de Estudos Empresariais, IEE,  organizador do evento, aos empreendedores que se destacam no trabalho pela valorização dos princípios de economia de mercado e no respeito ao Estado de Direito democrático. “É inaceitável o nosso silêncio.  Nós deixamos de exercer o nosso protagonismo para cair no imobilismo”, disse o CEO da Lojas Renner. “As entidades empresariais precisam trabalhar mais. Conclamo todos a exercer o protagonismo”. Galló lembrou que, em 2015, 5 mil indústrias e fecharam as portas somente no estado de São Paulo, além de 100 mil lojas no país e há 9 milhões de pessoas buscando trabalho, enquanto ‘o Estado está grande, inchado e ineficiente’.

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O presidente do IEE, Ricardo Heller, destacou que, no cenário atual, quem moverá o mundo são os indivíduos que empreendem e inovam.

O primeiro painel do Fórum teve a participação do jornalista e escritor, Guilherme Fiuza, o jornalista e escritor, Leandro Narloch, e o presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN), Rodrigo Marinho e discutiu o que é liberdade.

 

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Crédito: Fernando Conrado

Guilherme Fiuza defendeu a tomada de decisão individual e a capacidade de confiar no próprio discernimento como uma definição fundadora de liberdade. “Precisamos assumir este risco para podermos definir o valor de liberdade. Eu posso até estar errado, mas tenho que ter convicção na minha opinião. Meus pontos de vista serão tão mais firmes conforme a minha convicção”, argumentou. Para ele, o problema não são as opiniões distintas, mas as falsas bandeiras levantadas supostamente em prol das minorias. Para combater esta situação e garantir as liberdades, Fiuza aponta o discernimento como “pai absoluto da capacidade de fortalecer uma democracia”.

Leandro Narloch ressaltou que há pelo menos 200 anos se discute a importância das garantias das liberdades individuais, mas que, em todo este tempo, ocorreram incontáveis desrespeitos em relação a liberdade. “A liberdade individual é o nosso bem coletivo mais importante”, destacou.

Rodrigo Marinho encerrou o primeiro painel afirmando que o Brasil passa pela sua mais grave crise e que ela não diz respeito apenas ao âmbito político, mas se estende a todos os campos. “O nosso problema não é a esquerda contra a direita, o nosso problema é o Estado contra você. Toda vez que alguém decidiu o que era melhor para você, isso resultou em mortes”, afirmou.

Sobre o IEE

O Instituto de Estudos Empresariais foi fundado em Porto Alegre há 30 anos por 20 integrantes. A entidade tem como intuito a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais e orientado à defesa e manutenção dos valores da economia de mercado e da livre-iniciativa. Desde 1988 o IEE promove anualmente o Fórum da Liberdade – consagrado nacionalmente e considerado o maior evento liberal da América Latina.

Brasil ocupa 64ª posição no ranking de Propriedade Intelectual

11 de abril de 2016 0

O Índice de Direitos de Propriedade 2015, elaborado pela Property Rights Alliance, aponta que o Brasil ocupa a 64a posição num ranking de 112 países. O ambiente político do Brasil influenciou diretamente nos resultados registrados, segundo o diretor-executivo da empresa em Washington, Lorenzo Montanari, que participou da primeira edição do “Café Negócios & Propriedade Intelectual”, promovido pela Câmara da Propriedade Intelectual (CAPI) da Federasul, em Porto Alegre, nesta segunda-feira.

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Montanari apresentou dados do Índice de 2015 – Foto: Itamar Aguiar

Realizada a cada dois anos, a pesquisa levanta os avanços dos estudos, discussões e a execução das legislações que tratam do direito à Propriedade Intelectual pelo mundo. Para Montanari, a corrupção dificulta a implantação da legislação brasileira. Segundo ele, apesar dos registros estarem em alta no país, as proteções de patentes e a pirataria comprometem os avanços reais da lei. “Na América Latina, o Uruguai é o país que está melhor posicionado na nossa listagem. Atribuo isso ao ambiente legal e político muito forte”, diz.

O Property Rights Alliance também levou em consideração aspectos como a relação da propriedade intelectual com direitos humanos, desenvolvimento regional e populacional, com questões de gênero e com o Produto Interno Bruto (PIB). “Constatamos que economias avançadas zelam mais pela proteção intelectual”, afirma. O executivo revelou que, enquanto a média obtida pelo Brasil foi de 5.1 pontos, Noruega, Japão e Canadá estão no topo da listagem com médias acima dos 8 pontos.

O presidente da Câmara de Propriedade Intelectual (CAPI) da Federasul, Paulo Afonso Pereira, lembrou que a legislação no Brasil foi sancionada há 20 anos e hoje necessita de ajustes. “O que falta mesmo é a aplicação da lei”, diz. “A estrutura do INPI,  órgão do Governo Federal responsável por atender as demandas empresariais, é muito frágil”.

 

Fórum da Liberdade terá grandes nomes e debates

08 de abril de 2016 0

Quem move o mundo? Está é a pergunta-tema do 29º Fórum da Liberdade, evento promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), que acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O Fórum terá a presença de pensadores e lideranças políticas e empresariais nacionais e internacionais, como o diretor-geral da Uber Brasil, Guilherme Telles, o presidente do Conselho de Administração da Localiza, Salim Mattar, o ex-ministro de Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, o diretor-presidente da Lojas Renner, José Galló, e os ex-presidentes da Bolívia e do Uruguai, respectivamente, Jorge Quiroga e Luis Alberto Lacalle Herrera.

O Fórum tem o papel de promover debates sobre os acontecimentos relevantes para a nossa sociedade. Construímos o tema visando a instigar os participantes a pensar quem são os verdadeiros agentes de mudança do mundo e como as suas ações impactam para melhor a vida de quem está ao seu redor. Acreditamos que os empreendedores devem assumir de fato o papel de transformação na sociedade”, afirma Ricardo Heller, presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

Fórum da Liberdade

Peça de divulgação – figura do empreendedor – agência Paim

A escolha do questionamento “Quem move o mundo?”, de acordo com Heller, instiga o reconhecimento de que cada sujeito deve ser livre para almejar os seus objetivos e a sua própria felicidade, pois é somente por meio desses empreendimentos pessoais que os indivíduos podem transformar a vida daqueles que estão ao seu redor. O tema é inspirado na obra “A revolta de Atlas”, de Ayn Rand, considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso. O romance, escrito em 1957, é atemporal, mas a ideia da autora era retratar um cenário no qual o excesso de burocracia e regulação acarretam severas restrições à atividade empresarial, causando efeitos como eliminação discricionária da concorrência, êxodo das mentes brilhantes e, finalmente, recessão econômica e aumento da pobreza, dentre tantos outros.

EVENTO

A 29ª edição do evento terá sete painéis, além de duas palestras especiais (keynotes) que acontecerão no segundo dia. São keynotes desta edição o coautor e diretor de comunicação do The Seasteading Institute, Joe Quirk, e o cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro Arnaldo Jabor.

Os painéis terão nomes inspirados em importantes obras literárias cujos títulos remetem à temática das apresentações, como Definindo a Liberdade, Terra Brasilis, Admirável Mundo Novo, Competição e Atividade Empresarial, Por que as Nações Fracassam, Anatomia do Estado e Quem É John Galt?.

Outros nomes que estarão presentes no Fórum da Liberdade são Adriano Gianturco, Alexandre Birman, Bruno Garschagen, David Coimbra, David Nott, Eduardo Lyra, Guilherme Afif, Guilherme Fiuza, Joe Quirk, Leandro Narloch, Marcos Lisboa, Marcos Troyjo, Rodrigo Marinho, Sérgio Maia, Stephen Hicks, Tim Parsa, Uinie Caminha e Yaron Brook.

ABERTURA

Na solenidade de abertura, no final da tarde do dia 11, serão entregues os prêmios Libertas e Liberdade de Imprensa. O diretor-presidente da Lojas Renner, José Galló, será agraciado com o Prêmio Libertas, concedido aos empreendedores que se destacam no trabalho pela valorização dos princípios de economia de mercado e de respeito ao Estado de Direito democrático.

Com mais de 30 anos de experiência no varejo, José Galló é o diretor-presidente da Lojas Renner e membro do Conselho de Administração do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), da SLC Agrícola S/A e da Localiza Rent a Car S/A. Também é vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre. Entre os reconhecimentos conquistados, Galló foi escolhido um dos cinco melhores executivos do Brasil, em 2015, segundo pesquisa da revista Época Negócios com 70 presidentes das maiores empresas do país. Também recebeu o título de melhor CEO do setor de varejo e consumo nas últimas quatro edições do Latin America Executive Team Ranking, da Revista Institutional Investor.

Já o jornalista e apresentador da Band AM/FM Diego Casagrande será homenageado com o Prêmio Liberdade de Imprensa, conferido aos profissionais que preconizam a liberdade de imprensa e que se dedicam ao desenvolvimento do pensamento crítico.

PALESTRANTES 

Adriano Gianturco – professor do IBMEC-MG
Alexandre Birman – Alexandre Birman é diretor-presidente da Arezzo & Co e fundador da marca Schutz
Arnaldo Jabor – cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro
Bruno Garschagen – mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa
David Coimbra – jornalista e colunista de Zero Hora
Diego Casagrande – jornalista e apresentador na Band AM/FM
Eduardo Lyra – empreendedor social
Filippos Sachinidis – ex-ministro de Finanças da Grécia
Guilherme Afif – presidente do SEBRAE Nacional
Guilherme Fiuza – jornalista e escritor
Guilherme Telles – diretor-geral da Uber Brasil
Joe Quirk – autor e diretor de Comunicação do The Seasteading Institute
Jorge Quiroga – ex-presidente da Bolívia
José Galló – diretor-presidente da Lojas Renner
Leandro Narloch – jornalista e escritor
Luis Alberto Lacalle Herrera – ex-presidente do Uruguai
Marcos Troyjo – diretor do BRICLab na Universidade Columbia (NY)
Rodrigo Marinho – presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN)
Salim Mattar – presidente do Conselho de Administração da Localiza
Sérgio Maia – presidente da ADVB/RS
Stephen Hicks – professor de filosofia na Rockford University (Illinois, EUA)
Tim Parsa – Tim Parsa é diretor-geral da Uphold Mexico
Uinie Caminha – professora da Unifor/UFC
Yaron Brook – diretor-executivo do Ayn Rand Institute

 

CAMPANHA

A campanha criada pela  agência Paim para o 29º Fórum da Liberdade destaca a figura do empreendedor e também foi inspirada no livro no livro “A revolta de Atlas”

No livro, pensadores, inovadores e indivíduos criativos suportam o peso de um mundo decadente, enquanto são explorados por pessoas que não reconhecem o valor do trabalho e da produtividade, usando a corrupção e a burocracia para impedir o progresso individual e da sociedade.

As peças criadas para esta edição, que segue a temática “Quem move o mundo?”, colocam a figura do empreendedor em primeiro plano e incentivam o profissional a se posicionar desta maneira. Além disso, destacam todas as funções que ele exerce simultaneamente para chegar a soluções que mobilizem o mundo. (Figura no início deste post)

Assim como a campanha, o evento propõe alternativas para a construção de uma sociedade com mais liberdade econômica, política e individual. A Paim trabalha em parceria com o IEE e apoia o Fórum da Liberdade desde a 26ª edição do evento, realizada em 2013. A agência ainda participa ativamente da elaboração de temas junto à diretoria do Instituto, com o propósito de desenvolver peças atrativas e questionadoras para o público-alvo (estudantes, empreendedores, pensadores e formadores de opinião).

PROGRAMAÇÃO 

11 de abril – segunda-feira

17h – 1º Painel: Definindo a Liberdade
Palestrante – Guilherme Fiuza
Palestrante – Leandro Narloch
Palestrante – Rodrigo Marinho
Mediadora – Lys Lenhart

18h30min – Solenidade de Abertura
Prêmio Libertas – José Galló
Prêmio Liberdade de Imprensa – Diego Casagrande

19h30min – 2º Painel: Terra Brasilis
Palestrante – Salim Mattar
Palestrante – Marcos Troyjo
Palestrante – Sérgio Maia
Mediador – Ricardo Heller

12 de abril – terça-feira

9h – 3º Painel: Admirável Mundo Novo
Palestrante – Eduardo Lyra
Palestrante – Guilherme Telles
Palestrante – Tim Parson
Mediadora – Giovana Stefani

10h30min – 4º Painel: Competição e Atividade Empresarial
Palestrante – Stephen Hicks
Palestrante – Guilherme Afif
Palestrante – Alexandre Birman
Mediador – Mauro Zaffari

14h – 5º Painel: Por Que as Nações Fracassam?
Palestrante – Filippos Sachinidis
Palestrante – Bruno Garschagen
Palestrante – Jorge Quiroga
Mediador – Thobias Zamboni

15h30min – Palestra especial
Palestrante – Joe Quirk

16h – 6º Painel: Anatomia do Estado
Palestrante – Luis Alberto Lacalle Herrera
Palestrante – Adriano Gianturco
Palestrante – Uinie Caminha
Mediador – Paulo Fuchs

17h30min – Palestra especial
Palestrante – Arnaldo Jabor

18h – Painel de Encerramento: Quem é John Galt?
Palestrante – Yaron Brook
Palestrante – Eduardo Marty
Palestrante – David Coimbra
Mediador – Rodrigo Tellechea

PENSAMENTOS LIBERAIS

Para divulgar de forma mais efetiva as ideias debatidas e defendidas pela entidade, o IEE publica, desde 1994, a série Pensamentos Liberais, livro composto de artigos escritos por seus associados sobre temas relevantes no Brasil e no mundo.

Para destacar a 20ª edição do Pensamentos Liberais, neste ano o livro será lançado durante o evento. Esta edição especial também contará com artigos de autores convidados, como Leandro Narloch, Gustavo Franco, Yaron Brook, Marcel Van Hattem e Walter Lídio Nunes.

Lançamentos de Livros – durante o Fórum da Liberdade, os palestrantes Bruno Garschagen, Guilherme Fiuza e Leandro Narloch farão o lançamento de seus respectivos livros.

CROWDFUNDING

Para que a edição deste ano seja ainda mais especial, foi lançada uma campanha que visa arrecadar recursos para a construção de uma obra de arte que simboliza os valores propagados pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). A escultura representará o globo que o gigante Atlas foi condenado por Zeus a sustentar sobre os ombros. A imagem, inspirada na obra de Ayn Rand, remete aos indivíduos que sustentam com seus esforços o peso do Estado.

Sendo a campanha bem-sucedida, a escultura estará na entrada do Fórum da Liberdade – na PUC-RS – nos dias 11 e 12 de abril, e todos os participantes terão a oportunidade de tirar uma foto sustentando o globo nas costas, transmitindo a mensagem de que todos nós movemos o mundo.

Para realizar doações, o participante deve acessar o site .

SERVIÇO

O quê: 29° Fórum da Liberdade
Tema: Quem Move o Mundo?
Quando: 11 e 12 de abril de 2016
Onde: Centro de Eventos da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 41)
Mais informações: (51) 3335.1588

As incrições estão abertas e podem ser realizadas no site  e no aplicativo do evento, disponível nas lojas virtuais da iOS e Android.