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Posts de junho 2016

Comércio sai confiante de encontro com Temer

30 de junho de 2016 0
Comércio quer retomar crescimento

Comércio quer retomar crescimento

Mais de 500 representates do comércio de todo o país ouviram acenos positivos em relação a tributos e falências, dois temas que tem tirado o sono dos empresários do setor. Eles saíram otimistas do maior encontro já realizado pelo governo Michel Temer com empresários no Palácio do Planalto, em Brasília. “O presidente estava muito tranquilo, sereno, prestando atenção em tudo”, disse o representante da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), conselheiro Norton Lenhart, que representou o presidente da entidade, Paulo Afonso Pereira.

O presidente da República disse, no seu pronunciamento aos empresários, que “a Constituição Federal prestigia a iniciativa privada na convicção mais plena de que se a produção aumentar por força da indústria, do comércio, dos serviços, da agricultura e, em consequência, o consumo igualmente aumentar, forma-se um círculo virtuoso, em que o consumo acaba aumentando a produção.” Ele também declarou que empresas faliram “por causa do sistema econômico anterior; no sistema econômico atual, ninguém irá à falência”, afirmou.

Também participaram do encontro, que durou aproximadamente duas horas, os ministros Henrique Meireles (Fazenda), Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), Eliseu Padilha (Casa Civil) e o interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira. Para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Meireles avalia que, com ajuste fiscal, a carga tributária pode ser regressiva.

O presidente da CACB, George Pinheiro, reforçou a confiança dos empresários no governo para a retomada do crescimento. Na avaliação do representante da ACPA, “o setor marcou posição. Pediu as reformas fiscal, trabalhista, política e do Estado, de forma serena, mas positiva”.

Colaboração é a alma do negócio

29 de junho de 2016 0

 

CEO Fórum - Divulgação

CEO Fórum – Divulgação

A primeira edição do CEO Fórum 2016 teve como tema Colaboração é a Nossa Natureza, mesclando a sabedoria da natureza e a necessidade da colaboração para o sucesso das instituições. A questão da ética, tão debatida no Brasil, atualmente, também foi um dos pontos abordados pelo filósofo Clóvis de Barros, painelista que encerrou a primeira edição do CEO Fórum, promovido pela Amcham Porto Alegre na terça-feira (28/06), no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. O evento recebeu mais de mil participantes.

O oitavo CEO Fórum reuniu o executivo de um grande evento de massa, Luis Justo, do Rock and Rio; o responsável por uma empresa que é sinônimo de criatividade e racionalização de mobilidade urbana, Guilherme Telles, da Uber; o criador de uma empresa inovadora de meios de pagamentos digital, José Renato Hopfa, da GetNet, hoje em outro projeto; e o CEO da B.blend, empresa inovadora no ramo de máquinas de bebidas especiais,  Omar Zeyn e o filósofo Clóvis de Barros. O gerente regional da Amcham Porto Alegre, Marcelo Rodrigues, que assumiu o comando da unidade gaúcha da Câmara de Comércio Norte-Americana em abril deste ano, disse que o evento era um ‘catalisador de novas parcerias e visões para a sociedade, inspiradas na sabedoria da natureza e da colaboração no ambiente empresarial’.

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O CEO do Rock in Rio, Luis Justo, compartilhou as expectativas e experiências propostas pelo festival de música, um dos maiores do mundo. “Normalmente, o pessoal quer saber curiosidades, quantas toalhas brancas o Prince pede. Quero falar sobre experiências e como tornar um evento relevante”, disse. Ele destacou como um único empreendedor pode impactar a vida de milhares e, até, milhões de pessoas, como é o caso de Roberto Medina, fundador do Rock In Rio. Atualmente, o festival é transmitido para 200 países e assistido por mais de um bilhão de pessoas. “Colaboração, para mim, é empreender com um sonho em conjunto. Temos que ter um propósito nos negócios. As pessoas me perguntam como eu coordeno 16 mil colaboradores. É lógico que não se coordena tanta gente, o que se faz é ter um negócio com missão e propósitos compartilhados e claros entre todos que trabalham no Rock and Rio”, explicou Justo.

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Guilherme Telles, CEO da Uber nacional comentou a variedade de serviços oferecidos pela empresa, todas focadas em melhorar a qualidade de vida das cidades e os problemas de mobilidade urbana. Em alguns países, o serviço já oferece transporte de compras, comida ou documentos. Entre as propostas, dar mais utilidade aos veículos que acabam ficando nas garagens ou ainda impossibilitando uma mobilidade urbana mais racional e compartilhada. Telles comentou as inovações do Uber e o foco na experiência dos colaboradores e usuários. “A Uber é uma empresa de tecnologia que quer transformar o carro, que é um grande vilão, numa solução”, disse.

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José Renato Hopf, fundador da Get Net,falou sobre novas tecnologias e a revolução do New Digital, mas ainda é fã da velha receita: organização, trabalho e trabalho. Nesta nova era em que se tem tecnologia na palma da mão, pessoas, lideranças, empresas e cidades se tornam cada vez mais colaborativas, conscientes e hiperconectadas. José Hopf enfatizou que colaboração e inovação andam de mãos dadas. Em seguida, Omar Zeyn, CEO da B.blend, primeira plataforma de bebidas em cápsula que uniu numa joint venture dois grandes players do mercado, defendeu que as instituições que desejam inovar precisam entender os processos e estarem cientes de que o êxito não vem de um dia para outro.

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Clóvis de Barros, filósofo e professor da USP,  fez a última palestra do dia.“Fazemos parte do Cosmos, assim como acreditava o Pensamento Antigo. E neste momento surgirá a primeira grande ideia de colaboração. Sim, colaboração porque nós, ao viver e ao existir, fazemos parte de uma máquina que, sem nós, não funcionaria. Razão pela qual somos mais que convidados, somos incitados a fazer com que o Comos funcione adequadamente”, diz. Ele comparou os favores entre os Deuses mitológicos com os cedidos por governantes aos aliados após uma eleição. O filósofo falou sobre a necessidade de conhecer o seu lugar na natureza, o que garantiria melhores escolhas e mais acertos aos indivíduos. Daniel Levy, Diretor de Negócios da Natura das Regiões Sul e Sudeste, intermediou o debate entre Luis Justo, Guilherme Telles, José Renato Hopf e Omar Zeyn. O filósofo Clóvis de Barros Filho encerrou o evento junto com Daniel Levy e foram ovacionados pelo público. O próximo encontro do CEO Fórum 2016está marcado para 25 de Outubro.

Clóvis de Barros - Divulgação

Clóvis de Barros – Divulgação

 

 

Associação Comercial aproxima empresas com Exponegócios

27 de junho de 2016 0

 

Prédio da Associação Comercial de Porto Alegre - divulgação

Prédio da Associação Comercial de Porto Alegre e Federasul – divulgação

A Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) promove amanhã, terça-feira, a 10ª Exponegócios, um encontro anual, onde as empresas inscritas têm espaço para divulgar/apresentar suas atividades, serviços e produtos, através de rodadas de negócios. A programação acontece das 14 às 18 horas, no Palácio do Comércio, Visconde do Cairu, 17, Centro Histórico.

Para o presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira, os benefícios são visíveis. “Já foram realizados vários bons negócios que começaram nas mesas. Muitas empresas têm um bom produto, mas não sabem os caminhos a percorrer”, afirma. O diretor da ACPA, Cláudio Inácio Bins, complementa que o evento sempre é uma excelente oportunidade de relacionamento com um custo acessível.

Além de ser uma oportunidade para expandir mercado, os participantes também trocam conhecimento. O evento também possui a finalidade de estender as redes de contatos. A Exponegócios utiliza o formato de rodízio. Em cada rodada de negócio, os integrantes das mesas podem utilizar um tempo pré-definido para apresentar a empresa, expor a área de atuação, além de divulgar os seus produtos/serviços aos demais participantes. A estrutura do evento está preparada para receber representantes de 50 segmentos empresariais.

Veja abaixo alguns depoimentos de quem já participou da Exponegócios, que tem patrocínio do Sebrae-RS:

“Experiência de rodadas de negócio oportuniza o contato direto com os empresários. Conseguimos passar informação do que temos para oferecer e identificar como podemos auxiliar a gestão das empresas”. Alessandra Faria – Sebrae-RS

“A experiência na Expo foi enriquecedora. Conheci ótimos profissionais, trocamos informações e tendência de mercado. Foi ótimo estar aqui com representantes de outros 49 diferentes setores”. Luciane Atti – Rede Plaza de Hotéis

“O ambiente foi agradável, leve e com bons contatos. Tanto para oferecer serviços quanto para levar para a minha empresa boas indicações e sugestões de serviços inovadores”. Janice Penadez – ESPM

Para gente o resultado foi excelente no aspecto no network. Estreitamos contatos e relações”. Conrado Fonseca – CIEE-RS

“Nunca havia participado de uma rodada de negócios. O positivo é a interação e a troca de informações e serviços. Muitos não conheciam o sistema cooperativista, por isso, saiu daqui na certeza de que teremos bons negócios”. Gabriela Dias Antunes – Sicredi-RS

Muito oportuna a participação da Junta Comercial do Estado. Tivemos a possibilidade de divulgar atos e inovações que estamos implantando para a agilizar o registro público. Estamos saindo do patamar do documento físico para o digital. É a Junta do futuro que vai facilitar a vida dos empresários e da comunidade em geral”. Jorge Diehl – Junta Comercial

“A Exponegócios é um lugar para os empresários trocarem informações do mercado de maneira informal e descontraída. Aqui consegui intensificar os nossos relacionamentos e perceber vários possíveis clientes”. Moisés Costa – Ondaweb

Exponegócios do ano passado - divulgação

Exponegócios do ano passado – divulgação

Programação

13h30 – Chegada na Sede da Associação Comercial de Porto Alegre

Início das rodadas de negócio

Intervalo

Continuação rodadas de negócio

Happy Hour

18h – Encerramento

 

Mulheres da Restinga aprendem a trabalhar em obras

26 de junho de 2016 0
Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Nesta segunda, começa uma oficina profissionalizante muito legal, que pode ajudar a mudar a vida de muitas mulheres moradoras do bairro Restinga, em Porto Alegre. Trata-se de uma capacitação na área da construção civil que visa dar uma oportunidade para melhoria da qualidade de vida das mulheres em vulnerabilidade social. Com a capacitação, elas podem fazer reformas na própria casa, trabalhar como autônomas e conquistar emprego em canteiros de obras. O curso tem o sugestivo nome de  Cimento e Batom.

A iniciativa de ensinar mulheres a trabalhar em obras é da ONG Mulher em Construção”em parceria com o Fundo Fale Sem Medo, da Avon, e apoio da OSC Themis.

É uma oportunidade para que as mulheres em vulnerabilidade social, muitas delas chefe de família, conquistem mais qualidade de vida própria e para seus dependentes.

As aulas teóricas e práticas de alvenaria, cerâmica, pintura, hidráulica e elétrica, vão até 15 de julho, sempre de segunda a sexta, e serão realizadas nas sedes da Associação de Mães Rita Yasmin (AMRY) e Associação de Moradores da Vila Restinga (AMOVIR), ambas localizadas no bairro Restinga. As alunas vão praticar fazendo melhorias nas dependências internas e externas das duas associações, incluindo a creche da AMOVIR.

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

As aulas teóricas e práticas, sempre das 13h às 17h, ocorrem simultaneamente nas duas entidades, AMRY e AMOVIR (Rua Engenheiro Oscar de Oliveira Ramos, 1411 – Restinga).

Mulheres que trabalham em canteiros de obras já foram tema aqui no Mundo dos Negócios. Relembre, clicando aqui.

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Luxo ganha espaço no mercado imobiliário

24 de junho de 2016 0

Um jantar no Instituto Ling na noite de sexta-feira – com menu assinado pelos chefes Lúcio Moraes e Marco Behar — vai marcar o lançamento de mais um empreendimento de luxo em Porto Alegre, com presenças anotadas a dedo por Vitor Raskin, editor da coluna ‘Deu o Chic’, do jornal Zero HoraOs irmãos Eduardo e Paulo Dib, donos da Construtora Dib & Dib, que já lançaram o exclusivo prédio IMPERADOR, também no bairro Bela Vista, convidaram a DJ, modelo e princesa Paola Bourbon de Orleans e Bragança, tetraneta de Dom Pedro II e trineta da Princesa Isabel, para o lançamento do IMPERATRIZ.

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Paola Bourbon de Orleans e Bragança – Divulgação

Projetado num dos bairros mais nobres da capital, o IMPERATRIZ segue uma tendência do mercado imobiliário: a opção pelo luxo, um mercado que exibe força diante da crise econômica que atinge o país. Enquanto grande parte das empresas do ramo projeta redução nas atividades e no número de pessoal para os próximos meses, quem constrói empreendimentos de alto padrão não tem do que reclamar.

Os valores podem ser tão superlativos quanto o tamanho dos empreendimentos, variando entre R$ 1,5 milhão e R$ 30 milhões – dependendo da localização e metragem. São apartamentos esculpidos para um público que não sofre com a crise e que quer opções de investimento cada vez mais rentáveis e seguras. “Os consumidores de serviços e produtos de luxo conseguem manter reservas financeiras, independentemente dos altos e baixos de mercado. Clientes com maior poder aquisitivo também enxergam a crise como oportunidade, ótimo momento para investir, comprar bem, projetando rentabilidades acima da média no médio longo prazos”, diz o engenheiro Reinaldo Gabardo, da equipe da Dib&Dib, responsável pelas vendas do IMPERATRIZ. “Investimentos imobiliários são rentáveis, mas não possuem liquidez de curto prazo, portanto investir na crise para colher muitos frutos no futuro, faz parte das estratégias do consumidor de alto luxo”.

Imóveis de luxo viraram marca registrada da Incorporadora Dib&Dib após o lançamento do IMPERADOR. Mesmo com uma velocidade de giro menor do que em vendas de produtos voltados à classe média, a decisão de produzir imóveis de luxo já faz parte das decisões estratégicas da empresa. “Giro maior não significa rentabilidade maior, desde que a empresa possua ferramentas de gestão e construção de última geração como é o caso da nossa”, diz Gabardo. 

O empreendimento

O IMPERATRIZ  será construído em terreno de 3.383 m2, com fachadas para as ruas Tito Lívio Zambecari e Artur Rocha, e amplas áreas verde e de lazer. São duas torres — com plantas diferenciadas para receber um apartamento por andar com espaços privativos com mais de 300 m2–, ambas com vista panorâmica para o Rio Guaíba. A empresa investe num conceito residencial que privilegia segurança, inovação e qualidade de vida. A sofisticada construção terá fachada em granito nobre, pele de vidro fumê e plaquetas de revestimento Marca Gailé estruturada com a tecnologia canadense de painéis com sistema Building Shell.

Empreendimento Imperatriz - Divulgação

Empreendimento Imperatriz – Divulgação

Os apartamentos terão quatro amplas suítes, sendo que a suíte máster contará com espera para dois closets e banheiros individuais. A planta das 27 unidades conta com gabinete, living para três ou quatro ambientes, área gourmet com churrasqueira, isolamentos acústico e térmico, piso aquecido nos banheiros, tubulações de água quente e fria tipo PEX, usualmente utilizadas no mercado europeu e que garantem qualidade, conforto e diminuição de problemas pós-instalação, além de esquadrias PVC e vidros duplos nos dormitórios, proporcionando qualidade visual e vedação. Portas blindadas nos apartamentos e sistema de elevadores com biometria buscam mais segurança aos proprietários. Todos os apartamentos têm quatro vagas para carros e depósito. E, de olho no futuro, há espera individualizada de energia para carros elétricos.

A área de lazer do empreendimento foi planejada com circuito interno para caminhadas, piscinas externa para adultos e crianças, piscina térmica com raia semiolímpica, saunas úmida e seca, fitness center, espaço zen, quadra esportiva, bicicletário com compressor de ar, brinquedoteca, salão de festas, playground, espaço gourmet, salão de jogos, entre outras estruturas desenhadas para satisfazer toda a família. A segurança também foi planejada à área comum e o empreendimento oferece gerador de energia condominial, monitoramento total por câmeras e sensor infravermelho no gradil, entrada restrita para entregas, espaço para funcionários, escadarias a prova de fumaça, sistema de vedação fire stop e outras exclusividades.

Piscina do empreendimento - Divulgação

Piscina do empreendimento – Divulgação

Fundada em 1993 pelos engenheiros Eduardo Spieker Dib e Paulo Spieker Dib, a Construtora Dib & Dib tem foco em projetos exclusivos e sofisticados e administra e acompanha as obras de todos os empreendimentos lançados. Um pool de investidores faz parte do modelo de negócio da empresa, que busca facilitar as vendas, estudando opções de negociação que compreendem como parte do pagamento até o financiamento com a próprio. Em breve, a empresa vai lançar o terceiro empreendimento de luxo, o IMPÉRIO.

UMA TAMBÉM APOSTA NO LUXO

Outro exemplo dessa tendência do luxo no mercado imobiliário da capital é o recente lançamento de um empreendimento da UMA Incorporadora junto a uma das mais belas casas do bairro Moinhos de Vento. Projetada pelo arquiteto espanhol Fernando Corona, no início do século passado, agora levando o nome Paço Santo Inácio, esse marco da história do Moinhos será restaurado e aberto à comunidade. O casarão, que pertenceu à família Bica, será mantido junto ao empreendimento e abrigará um charmoso café bistrô, salas de reuniões, salas de exposições e ainda um memorial do bairro Moinhos de Vento.

Já o prédio, terá 27 exclusivos apartamentos de 77 a 255 metros quadrados, todos com alto padrão de construção e acabamentos. A fachada do prédio, em linhas retas, foi idealizada com materiais contemporâneos, com o objetivo de não contrastar com a arquitetura histórica do casarão.

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Paço Sto.Inácio – Divulgação

Todo o projeto foi pensado para que as características de uma mansão familiar sejam mantidas. Os moradores do residencial poderão sentir o espaço como uma extensão de suas casas.

Com sede em Porto Alegre, no bairro Moinhos de Vento, em um revitalizado imóvel da década de 40, a UMA nasceu com uma proposta de atuação diferente, focando seus empreendimentos em projetos de arquitetura arrojada, construídos com produtos e materiais inovadores, e sempre mantendo a alta qualidade nos acabamentos. Tudo isso em excelentes localizações, dentro de bairros nobres da capital gaúcha.

 

 

É hora de diversificar seus mercados

22 de junho de 2016 0
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44º Prêmio Exportação RS – Foto: Fabiano Panizzi

Aqui no blog, temos mostrado o que as empresas brasileiras estão fazendo para driblar a crise econômica do país ou, pelo menos, diminuir seus efeitos sobre os negócios. Internacionalização e exportação fazem parte da receita que muitas empresas gaúchas estão seguindo à risca. Algumas foram bastante eficientes e acabam de receber aquele que é considerado o principal reconhecimento na área de comércio exterior no Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS, promovido pela Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). Em sua 44º edição, o prêmio valoriza empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos e desenvolveram estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado internacional. Este ano, o tema foi “Vence quem pensa longe”.

É o caso da STHIL Brasil, líder no mercado brasileiro de ferramentas motorizadas, portáteis que recebeu o Prêmio Exportação RS 2016, na categoria Diversificação de Mercados, destinada às companhias que se destacaram pelo número de países-alvo para os quais exportam seus produtos. “Ser reconhecido pelo Prêmio Exportação RS é muito gratificante, pois é um reflexo de todas as ações que a STIHL vem realizando para se fortalecer cada vez mais nos mercados em que atua. Para ampliar as vendas no mercado externo, a STIHL conta com a competência, flexibilidade e criatividade de sua equipe no Brasil, somada à experiência e tecnologia inovadora da matriz, que fica na cidade de Waiblingen, na Alemanha. Este reconhecimento prova que estamos no caminho certo para nos consolidarmos a cada dia mais como referência entre nossos clientes“, afirma o vice-presidente de Marketing e Vendas da STIHL, Romário Britto.

Dentre os principais produtos exportados pela fábrica da STIHL no Brasil, 47,5% são cilindros, principal componente comercializado para as unidades produtivas do Grupo, 16% são motosserras, 13% são roçadeiras e 12,1% são pulverizadores e 11,5% outros produtos. Em 2015, 51% da produção da fábrica no Brasil foi vendida no exterior e a empresa registrou receita líquida de R$ 1,2 bilhão.

“A diversificação da exportação para a STHIL do Brasil é muito importante porque gera para nós um equilíbrio econômico na empresa. Nós estamos presentes há 43 anos no Brasil e exportamos para mais de 60 países. As exportações representam 51% do nosso faturamento”, diz Cláudio Guenther, presidente da empresa.

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Vice-presidente da STHIL Brasil, Selina Stihl Foto: Andre Pasquali

Sobre a STIHL

A STIHL lidera o mercado brasileiro de ferramentas motorizadas portáteis. Com produtos destinados ao mercado florestal, agropecuário, construção civil, de jardinagem e doméstico, a empresa oferece uma ampla linha de ferramentas motorizadas portáteis que podem ser encontradas em mais de 3 mil pontos de venda distribuídos pelo Brasil. A fábrica está localizada em São Leopoldo (RS), onde trabalham aproximadamente 2,2 mil colaboradores. A matriz do grupo fica na cidade de Waiblingen, na Alemanha. Reconhecida pela sua liderança tecnológica, inovação e qualidade de seus produtos, a empresa está presente em mais de 160 países por meio de canais de distribuição formados por mais de 40 mil pontos de vendas no mundo. Para atender ao mercado global, a STIHL conta com unidades produtivas na Alemanha, Brasil, EUA, Áustria, Suíça e China. Desde 2008, a STIHL Brasil é certificada com a ISO 14001 e a OSHAS 18001, ambas recertificadas em 2015. O Grupo STIHL é certificado com a ISO 9001.

PRÊMIO EXPORTAÇÃO RS – ADVB

A 44ª edição do Prêmio Exportação RS homenageou as 37 empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos e desenvolveram estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado internacional. Além de valorizar as atividades exportadoras e a comunidade empresarial gaúcha, o Prêmio Exportação RS é o reconhecimento à competência de mercado e à visão de negócios das empresas que buscam novas fronteiras e contribuem para o fortalecimento socioeconômico do Estado e do País.

O Prêmio foi concebido e apresentado pela ADVB/RS em 1973, na gestão do presidente Günther Staub. Após 1980, com a evolução do cenário econômico no Estado, mais empresas receberam destaque a cada edição. A partir de 2000, novas categorias foram criadas.

O mais tradicional prêmio exportador do País ampliou ainda mais sua representatividade em 2008, graças a reformulações como o aperfeiçoamento dos critérios seletivos e a criação de um Conselho Consultivo, composto por representantes das mais importantes instituições relacionadas ao comércio exterior.

Assim, o Prêmio Exportação RS transformou-se em uma iniciativa não só da ADVB/RS, mas de todas as entidades que fazem parte do Conselho e do cenário econômico do Rio Grande do Sul.

Fazem parte do Conselho as seguintes instituições:

• Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil – ADVB/RS
• Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil
• Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento – AGDI
• Agenda 2020
• Badesul
• Banco do Brasil
• Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul
• Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE
• Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL
• Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul – Federasul
• Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul – Fecomércio-RS
• Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS
• Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul – FEE
• Movimento Brasil Competitivo – MBC
• Porto do Rio Grande
• PwC
• Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade – PGQP
• Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – SDECT
• Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

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44º Prêmio Exportação RS Foto: Andre Pasquali

Este ano, a distinção especial “Exportador Diamante”, foi uma homenagem às vencedoras em dez edições  (CMPC Celulose Riograndense) e o troféu “Exportador Ouro”, às empresas vencedoras nas últimas cinco edições (Keko Acessórios).

Uma das principais distinções do Prêmio – o Troféu Destaque Exportador – foi conferida à companhia que alcançou a primeira posição no ranking das maiores exportadoras gaúchas em 2015, a Braskem, que ostenta o título desde 2012. Somente no ano passado, a receita com o mercado externo representou 43% da receita total da empresa, ou seja, R$ 10,2 bilhões advindos das exportações.

O título de Personalidade Competitividade Internacional 2016  homenageou o empresário Alexandre Grendene, presidente do Conselho de Administração da Grendene S.A, principal exportadora de calçados do Brasil, com 11 fábricas no País e exportações para mais de 100 países em todos os continentes.

Nestas quatro décadas de prêmio, atravessamos crises e desencontros, mas nossos empresários souberam vencer os desafios do comércio com outros países e, com impressionante obstinação, abriram fronteiras, rasgaram horizontes e deram exemplo de como expandir mercados”, diz Renato Malcon, presidente do Conselho do Prêmio Exportação RS.

 

VENCEDORES DO 44º PRÊMIO EXPORTAÇÃO RS

 

CATEGORIAS QUANTITATIVAS:

1.Trajetória Exportadora Master

Celulose Riograndense (Guaíba)

 

2.Destaque Exportador

Braskem S/A (Porto Alegre)

 

3.Diversificação de Mercados

EPCOS do Brasil (Gravataí)

STHIL (São Leopoldo)

CONSERVAS ODERICH (São Sebastião do Caí)

AGROPECUÁRIA SCHIO (Vacaria)

EXICON TRADING (Porto Alegre)

 

4. Dinamismo Exportador

AEL SISTEMAS (Porto Alegre)

FENICIA IMPORTADORA E EXPORTADORA LTDA (Rio Grande)

 

CATEGORIAS QUALITATIVAS:

1.Dinamismo Exportador Trading

WALLAUER (Santa Rosa)

STARVISION (Porto Alegre)

DBServer (Porto Alegre)

2. Destaque Setorial

Autopeças

Priority Componentes Automotivos Ltda. (Caxias do Sul)

Keko (Flores da Cunha)

Maxiforja Componentes Automotivos(Canoas)

Alimentos

PAMPAFOODS (Porto Alegre)

Olfar S/A (Erechim)

Bebidas

Miolo Wine Group (Bento Gonçalves)

Vinícola Aurora (Bento Gonçalves)

Móveis

Móveis Kappesberg (Tupandi)

TREBOLL MÓVEIS (Flores da Cunha)

Químico

FONTANA S/A (Encantado)

Madeira/Derivados

FLOSUL MADEIRAS (Capivari do Sul)

Maquinas e Equipamentos

STEMAC Grupo Geradores (Porto Alegre)

Metalúrgico

MARCOPOLO S/A (Caxias do Sul)

Têxtil

BASE TECIDOS E MALHAS LTDA (Novo Hamburgo)

Plástico

Empresas InBetta (Esteio)

 

3. Destaque Mercadológico

BIA BRAZIL (Porto Alegre)

CALÇADOS BIBI (Parobé)

SIERRA MÓVEIS (Gramado)

 

4. Destaque Serviços de Suporte à Exportação

Euro-América International Freight Forwarders (Novo Hamburgo)

CONEXO (Novo Hamburgo)

Termasa (Rio Grande)

TECON Rio Grande S.A. (Porto Alegre)

KUEHNE + NAGEL SERVIÇOS LOGÍSTICOS LTDA. (Porto Alegre)

 

5. Pequeno Desbravador Internacional

NG DE FRANCE (Porto Alegre)

APIARIOS ADAMS (Taquara)

Constantine Beachwear (Porto Alegre)

 

DISTINÇÕES ESPECIAIS:

1.Exportador Ouro

Keko Acessórios

 

2.Exportador Diamante

CMPC Celulose Riograndense

 

3. Personalidade Competitividade Internacional 2016

Alexandre Grendene

Empresas brasileiras buscam internacionalização contra a crise

21 de junho de 2016 1

Algumas empresas brasileiras estão expandindo sua atuação para o mercado americano para fugir da crise local.

A rede de tortarias gaúcha Bella Gula, com  32 lojas espalhadas em 5 estados do Brasil, é uma das que pretendem fincar sua bandeira nos Estados UnidosBernardo Thomaz, franqueador e fundador da marca, está reunindo investidores interessados em participar do processo de internacionalização da marca que vai começar pelo estado da Florida.

Quatro franqueados brasileiros já se dispuseram a investir numa das 10 cotas de US$ 50 mil dólares cada para viabilizar o processo de expansão. “Fizemos uma primeira apresentação do nosso processo de internacionalização e o resultado foi positivo. Vimos que possíveis investidores reconhecem os diferenciais da Bella Gula, como os produtos exclusivos e artesanais de altíssima qualidade, como ferramenta para conquistar o consumidor norte americano”, diz Thomaz. “Se tudo correr como o plano, até agosto de 2017 a Bella Gula estará com a primeira loja própria em Miami e, em 3 anos abrirá mais três lojas próprias na cidade”. Durante esse período será criada a franqueadora americana para vendas de franquias a partir de 2019.

Segundo o franqueador, o valor total (US$ 500 mil dólares) é o investimento necessário para a pesquisa e a implementação da primeira loja e da fábrica.

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Bernardo Thomaz – Divulgação

A escolha da Florida

- se fosse um país, seria a 15ª economia do mundo

- é um dos estados americanos que cresce mais rapidamente, com um mercado consumidor em veloz expansão e um mercado de trabalho aquecido

- atrai milhares de visitantes todos os anos, seja dos Estados Unidos como do mundo todo, e serve igualmente como polo de atração para negócios nacionais e internacionais

- além do desenvolvimento econômico próprio, este estado serve de plataforma para o comércio internacional e para todas as Américas

- a localização geográfica, combinada com a estabilidade econômica e política, coloca a Florida no centro das atividades comerciais (exportação e importação) e financeiras no hemisfério.

A escolha de  Miami

- nessa cidade existe uma grande quantidade de estrangeiros, seja por razões de turismo de lazer como turismo de negócios

-  visibilidade mundial para as marcas, associada à possibilidade de se levar seus conceitos para outros países – trata-se de uma excelente “janela para o mundo”

Etapas do Projeto (até abertura de loja piloto):

- Pesquisa de mercado

- Posicionamento de entrada

- Plano de Negócio

- Implementação

- Abertura da Loja Piloto

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Doce da Bella Gula Foto Johny Partos / Moca Estúdio

Os motivos para acreditar no sucesso da Bella Gula nos EUA:

- Incentivo de órgãos competentes (ABF e APEX);

- A Bella Gula é uma franquia referência no mercado nacional, e possui as condições ideais para trabalhar novos mercados;

- Aceleração do processo de internacionalização;

- Difícil momento político e econômico no Brasil;

- Retomada da economia Americana;

- Mudança de foco.

- Êxito intensificado de várias marcas nacionais do franchising no mercado Internacional;

- 2015: 134 marcas em 53 países com mais de 1080 unidades instaladas;

- 2016: Estimativa de 160 marcas exportando seus conceitos e seus produtos.

A empresa em 2015:

- Faturamento de 27,3 milhões

- Crescimento de 14% em relação a 2014, considerando o aumento do faturamento total

- Com a mesma base de lojas o crescimento foi de 10%

Projeção para 2016 :

- Crescimento de 10% no faturamento

- Abertura de 7 lojas.

Além da marca Bella Gula, com seus dois formatos de franquia – “Tortaria & Café” e “Restaurante & Tortaria” – Bernardo Thomaz administra uma segunda marca, a Balanceado, uma rede de alimentação saudável. “É essa experiência no mercado de varejo de alimentos que pretendemos aplicar no potente e promissor mercado dos EUA”, diz Thomaz.

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A Florida também foi o estado americano escolhido para o primeiro empreendimento internacional da Lancelot Incorporações. Mas a cidade eleita foi Orlando, também uma das que mais crescem nos Estados Unidos. A empresa está investindo 40 milhões de dólares no Summerville Resort.

De acordo com a National Association of Realtors (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis), os brasileiros representam 9% dos compradores internacionais no estado da Florida. Já ocupam o lugar no hanking de estrangeiros que mais compram imóveis nos Estados Unidos. Orlando, Miami e Los Angeles são os destinos mais procurados por 33% das pessoas que buscam uma residência de lazer ou para obter uma renda extra com o aluguel.

De olho neste potencial de mercado, a Lancelot Incorporações, grupo empresarial com sede no Rio de Janeiro, está lançando em Orlando um empreendimento residencial para brasileiros. É o primeiro da empresa no exterior. Das 98 unidades, 20% já foram comercializadas. Os investidores gaúchos se destacam entre os que procuram imóveis na Florida.

Ao contrário do que se possa imaginar, o momento econômico e político do Brasil tem estimulado os brasileiros a procurar mercados com moedas mais fortes do que o Real, como o Dólar Americano, buscando maior segurança para seus investimentos”, diz o CEO da Lancelot, José Roberto Vasconcelos.É a forma mais barata e eficaz de investir dinheiro fora do Brasil”.

Segundo ele, os brasileiros também são atraídos pela qualidade de vida, estabilidade e a possibilidade de conseguir renda extra através de locações temporárias, como é o caso do empreendimento que está sendo lançado. A possibilidade de financiamento com juros baixos também contribuem para a definição da Florida como destino. “A localização privilegiada do Summerville Resort – a 3,2 km da entrada dos parques temáticos da Disney e próxima de shoppings e restaurantes- é outro grande diferencial na decisão de compra”, diz Vasconcelos.

Com investimento de U$ 40 milhões, o Summerville Resort é um condomínio de 98 casas duplex e triplex, no estilo colonial americano, com 3, 4, 5 e 6 suítes e áreas de 151 m²; 166 m²; 200 m² e 280 m², respectivamente. Todas as plantas contam com uma suíte no piso térreo, além de lavabo, churrasqueira, hot tub e estacionamento.

Com uma moderna infraestrutura de resort, o Summerville tem um clubhouse (piscina aquecida, playground, fitness center, sala de reuniões, coffee bar etc.) e serviços de concierge, permitindo o conforto e a segurança das famílias e dos hóspedes em geral. O custo de condomínio gira em torno de US$ 400 por mês, para os serviços de manutenção, administração, TV a cabo e internet.

Os valores dos imóveis começam de US$259 mil, com 3 suítes. “Com 35% de entrada, há possibilidade de financiamento pelo Banco do Brasil Américas, amortizando em até 30 anos”, diz o execuitivo. A taxa de juros na Florida Central varia de 4,25% a 5,5%, dependendo do programa de empréstimo.

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Piscina do empreendimento – Divulgação

Sobre a empresa

A Lancelot atua na área de construção civil e incorporação imobiliária, com empreendimentos que se diferenciam pelo padrão de qualidade, do projeto até o acabamento. Atuam no mercado de residências de alto padrão. Após 10 anos de sucesso no mercado do Rio de Janeiro e, sentindo a necessidade dos clientes em buscar investimento em mercados fora do país, a empresa se voltou para os Estados Unidos, onde o setor imobiliário apresenta forte valorização em função da recuperação da crise imobiliária de 2008.

 

 

A grande empresa pode ser uma startup fracassada

14 de junho de 2016 0

Por Maximiliano Carlomagno*

Eu estava num voo da TAM, as 15:33 da tarde de uma sexta feira, voltando de Vitória no Espírito Santo para São Paulo. Decidi abrir a Revista Exame de 27 de abril, com o Temer na capa – ‘O Pós Dilma’. Lembrei que já havia lido a revista, especialmente a matéria que fala dos Hackathons, mas não me lembrava da reportagem sobre a VIVO. A matéria tratava dos passos do presidente da companhia, reconhecido pela criação e scale-up da GVT e posterior venda e atuação como CEO da empresa compradora para transformar a VIVO numa empresa ágil, desburocratizada e inovadora. A analogia usada pela revista e compartilhada por muitos “especialistas” é de que, para tanto, é necessário se transformar em uma startup.

Definitivamente, discordo dessa ideia. É uma perigosa simplificação.

Não há nenhum mal em querer ser uma grande empresa inovadora, pelo contrário, é cada vez maior a necessidade das grandes empresas de equilibrarem seu foco no hoje ao mesmo tempo em que criam o amanhã. O equívoco está em acreditar que a solução para isso está em se transformar numa startup.

A pior forma para inovar numa empresa estabelecida é tentar copiar uma startup. Para entender essa inadequação é preciso saber o que é uma grande empresa e o que é uma startup. A partir disso, podemos compreender como inovar em grandes empresas.

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Quem é quem?

Uma startup é uma organização temporária, dedicada a criar novos produtos e serviços sob condição de extrema incerteza, enquanto que uma grande empresa é uma organização dedicada a operar com eficiência e previsibilidade um modelo de negócio existente. A VIVO é uma organização temporária? Não. Nem ela, nem qualquer outra das grandes empresas brasileiras. A VIVO opera sob condições de extrema incerteza? Sim e não. Há partes de seu negócio que não enfrentam essa circunstância. Essa é a grande diferença das grandes empresas.
Startup não é um modelo de gestão, mas um período na vida de um novo negócio. Confundir isso poderá gerar dois impactos absolutamente negativos:

a) fragilizar a operação existente, que exige uma abordagem de gestão tradicional

b) não turbinar a inovação, que exige uma abordagem de gestão empreendedora

Há grandes empresas que perceberam que é cada vez mais necessário criar seu futuro antes do que o necessário. Essas grandes empresas têm obtido bons resultados ao compatibilizar uma abordagem ambidestra de gestão, aplicando eficiência naquilo que precisa de previsibilidade e experimentação onde demanda inovação.

O grupo Telefônica é uma dessas organizações que, por meio da Aceleradora Wayra e do programa Global Open Future, tem conseguido relevantes evoluções. A Coca-Cola, por exemplo, tem nos EUA uma estrutura chamada de VEB – Venture Emerging Business, totalmente dedicada a desenvolver novas oportunidades, adquirir startups e estabelecer relação com agentes do ecossistema empreendedor.

Essa estrutura não é responsável pela venda da Coca-Cola no restaurante em Vitória no Espirito Santo, onde eu havia almoçado antes de pegar o voo de volta a SP. Da mesma forma, a unidade de negócios de refrigerantes não tem como responsabilidade desenvolver uma nova tecnologia de esfriamento de latas para ser usada na beira da praia de Ipanema daqui a 15 anos.

Pensemos agora nas startups. Há milhares delas que não são modelo para a VIVO, Itaú, Natura ou qualquer empresa de grande porte brasileira. Por um único motivo. Nunca alcançaram qualquer impacto. Para ser mais preciso, 90% delas não chegam a lugar nenhum. Não têm produto, receita, clientes ou funcionários. Tenho a oportunidade de conhecer algumas, como mentor da Endeavor e investidor na aceleradora WOW onde, junto a outros investidores, adquiri participação em 20 startups.

A despeito do ótimo trabalho de nosso time de gestão, já é possível identificar aquelas que irão, logo, ficar pelo caminho. Uma delas tem tido dificuldades de identificar qual o real problema do cliente que está tentando resolver. Assim, não tem conseguido elaborar uma proposta de valor única para ganhar tração e adquirir novos usuários. Mas elas não foram ágeis, abertas e pouco burocráticas? Sim, tudo isso e mais um pouco. E atingiram resultados extraordinários? Não.

Cada contexto uma abordagem

Onde há alta incerteza, a abordagem empreendedora, mais ágil, flexível e experimental tem melhores resultados. Nos contextos onde a escala, eficiência e aversão a erro são necessários, a abordagem tradicional de análise, execução e controle tem resultados superiores.
Não se trata de grande empresa ou startup, mas de alta ou baixa incerteza. Na startup não há baixa incerteza, pois quando isso ocorre ela deixa de ser uma. Por outro lado, na grande empresa há ambos contextos e o desafio é gerenciar cada um a sua maneira de modo a sua coexistência.

Não é preciso ser uma startup para inovar. Até porque, a preponderante maioria delas, ou quase sua totalidade, não são sinônimo de inovação. Não deveriam ser benchmark para ninguém. Se você é gestor de uma grande empresa, cuide bem dos modismos e faça uma análise crítica das prescrições gerenciais, especialmente aquelas baseadas em simplificações. A gestão é uma ciência contextual. A vontade de encontrar benchmarks universais já fez de Enron, OGX, Circuit City, Kodak, Peixe Urbano exemplos pouco úteis para potenciais inovadores.

Acredito firmemente que o time da VIVO – e de outras grandes empresas brasileiras – pode ser ágil e inovador. Questionar os paradigmas, buscar novas tecnologias, entender os problemas e necessidades não reveladas dos clientes e desenvolver soluções novas e economicamente viáveis. Isso não é exclusividade de startups ou de grandes empresas, mas daqueles que entendem as precondições necessárias para inovar dadas as SUAS circunstâncias.

Pense nisso!

Até a próxima inovação.

Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

 

Vinícola usa resíduos para alimentar ovelhas

13 de junho de 2016 0

 

Estância Guatambu - Divulgação

Estância Guatambu – Divulgação

O Departamento de Biologia da UFPel, em parceria com a Vinícola Guatambu, GPEP (UFRGS) e projeto PECUS da Embrapa, desenvolveu durante todo o ano passado, uma pesquisa envolvendo a alimentação de ovinos com  resíduos provenientes do processo da vinificação – sementes e cascas de uva. Os 40 animais selecionados para amostra são do plantel da Estância Guatambu, de Dom Pedrito, RS, onde fica a vinícola.

Um dos resultados mais legais dessa pesquisa veio da avaliação das emissões de metano pelos animais, gás que contribui para o aquecimento global e vem despertado diversas discussões sobre a produção e o consumo de carne.  As ovelhas que tiveram incluído o bagaço de uva nas dietas apresentaram uma redução das emissões de gases, indicando não somente a aceitabilidade pelos animais de um produto antes utilizado como adubo, como também as vantagens ambientais e sua utilização como fonte nutricional.

Pesquisa Ovinos - Divulgação

Pesquisa Ovinos – Divulgação

A pesquisa, realizada com recursos provenientes do CNPq, desenvolveu estudos para avaliar técnicas de reaproveitamento de resíduos gerados no processamento de alimentos da maneira mais eficiente possível.  De acordo com a pesquisadora coordenadora do projeto, Profª Drª Fernanda Medeiros Gonçalves, os resultados obtidos refletem a necessidade de desenvolver pesquisas aplicadas e em parceria com a indústria: “Este projeto mostra como podemos ampliar ganhos em todas as áreas, em especial a preservação ambiental. O êxito na resposta implicará na concepção de novos projetos com diferentes coprodutos da indústria”.

O bolsista de mestrado da Capes- Embrapa, Rodrigo Chaves Barcellos Grazziotin, mediu as emissões de metano e revela que o intuito foi conciliar dois problema ambientais em uma única solução. “Nosso objetivo era encontrar maneiras de aproveitar o alto volume de bagaço de uva gerado no processo de vitivinificação, uma grande preocupação das indústrias atualmente, e a questão das emissões de metano pela pecuária”, conta.

A utilização de coprodutos da vitivinificação na alimentação de ruminantes possui, ainda, um grande apelo em relação à redução de custos com alimentação e, adicionalmente, atende normas ambientais referentes ao descarte de resíduos. A pesquisa abre espaço para novas investigações que procurem aproveitar resíduos agroindustriais na alimentação animal, em especial, na de ruminantes, que possuem a capacidade de aproveitar fontes ricas em lignocelulose para produzir carne e leite.

Detalhes da Pesquisa

O projeto envolveu a análise nutricional dos coprodutos gerados durante o processamento da uva e seu potencial de utilização na alimentação de ruminantes. O bagaço da uva possui algumas propriedades que são benéficas para esses animais e, portanto, auxiliam na sua digestão, fazendo com que liberem menores teores de metano na atmosfera.

Foto Pixabay

Foto Pixabay

O estudo também proporciona a divulgação do potencial de utilização de alimentos alternativos aos concentrados nas dietas abrindo uma nova frente em termos de nutrição animal sustentável. Considerando a tropicalidade do Brasil, o estudo ainda agrega o caráter de inovação tecnológica, envolvendo a pesquisa de métodos para a conservação destes coprodutos que permitam a utilização dos mesmos nas épocas de escassez alimentar.

Segundo o médico veterinário e proprietário da Estância, Valter José Pötter, o projeto vem de encontro com a busca pela sustentabilidade em todas as atividades da estância e da vinícola: “A parceria com universidades é uma das características da história da Guatambu. Sempre proporcionamos o diálogo entre a produção e a pesquisa. Além disso, encontrar alternativas sustentáveis para nossas atividades é uma de nossas maiores metas”, declara.

Sobre a Guatambu

Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais. Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos. Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas.

Desde maio de 2016 a vinícola funciona com 100% de energia solar, tornando-se o primeiro empreendimento da área na América Latina movida através de energia limpa.

 

Novo presidente do IEE quer 'menos estado, menos ideologia e menos esperteza'

08 de junho de 2016 0
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Thobias Zamboni, Tiago Tellechea, Ramon Crivellaro, Rodrigo Tellechea, Joanna Maldonado Renner, Paulo Fuchs e Júlio Lamb. Crédito Tiago Trindade

Mais de 200 pesssoas prestigiaram a cerimônia de posse da diretoria 2016/2017 do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) esta semana, em Porto Alegre, entre elas, o vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli. Rodrigo Tellechea Silva, 35 anos, advogado, doutor em direito comercial pela USP e sócio do escritório Souto Correa Advogados, assumiu como presidente do Instituto no lugar de Ricardo Heller.

O ex-presidente do Banco Central do Brasil e ex-Ministro da Fazenda, Pedro Malan foi o convidado especial e reforçou a importância de um compromisso firme com a política fiscal no Brasil: “A conta chegou e agora temos que lidar com isso”, disse. Para ele o debate político traz novas evidências para a atual conjuntura político-econômica e as pessoas mudam, sim, de opinião e podem rever seus conceitos. Segundo Malan, há três valores essenciais para realizar as mudanças necessárias na sociedade. “Se há um valor que vale a pena viver é a liberdade”. O ex-ministro destacou, ainda, a busca por mais justiça social, com igualdade perante a lei e igualdade de oportunidades; e como terceiro ponto, citou a eficiência e a produtividade, “imprescindíveis para criar um ambiente propício para evoluir”, destacou.

O Instituto de Estudos Empresariais foi fundado em Porto Alegre há mais de 30 anos. A entidade tem como objetivo a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático voltado para a defesa das liberdades individuais, da economia de mercado e da livre-iniciativa. Além do presidente Rodrigo Tellechea, a nova diretoria é composta pelo vice-presidente, Paulo Costa Fuchs; e os diretores Joanna Maldonado Renner, Tiago Silva Tellechea, Ramon Bastos Crivellaro, Thobias Zamboni e Júlio César Bratz Lamb. Também foram empossados os integrantes do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo para a gestão 2016/2017.

Rodrigo Tellechea destacou o compromisso do instituto em formar líderes empresariais: “O IEE tem um papel protagonista na formação de lideranças para contribuir para um país com pessoas e instituições fundadas nos valores da liberdade, da eficiência e da meritocracia. Um indivíduo solidamente formado tem consigo um arsenal bem definido de valores e de argumentos necessários para garantir sua honestidade intelectual e continuar sua caminhada em direção a própria felicidade”. Tellechea enfatizou a importância da iniciativa privada no cenário atual do país, “A reinvenção do país passa por mais iniciativa privada e menos estado. Mais empreendedorismo e menos ideologia. Mais ética e menos esperteza”, defendeu.

Gestão do Instituto de Estudos Empresariais – 2016/2017

Diretoria: Presidente: Rodrigo Tellechea Silva

Vice-Presidente: Paulo Costa Fuchs

Diretor de Formação: Thobias Zamboni

Diretor Financeiro: Ramon Bastos Crivellaro

Diretora de Comunicação: Joanna Maldonado Renner

Diretor de Eventos: Tiago Silva Tellechea

Diretor de Relações Institucionais e Fórum da Liberdade: Júlio César Bratz Lamb

30 Anos de Fórum da Liberdade

Um dos principais desafios da nova diretoria do IEE será a organização do Fórum da Liberdade que, em 2017, completa 30 anos de existência. Consagrado nacionalmente e considerado o maior evento liberal da América Latina, o Fórum já recebeu diversos ganhadores de Prêmio Nobel de Economia, ministros de Estado, escritores, políticos e jornalistas consagrados. Há, portanto, uma grande expectativa sobre as novidades e personalidades que serão apresentadas nas comemorações de três décadas do principal evento da entidade.