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Sinais de retomada do crescimento ainda geram cautela

30 de março de 2017 0
Imagem Pixabay

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Num evento realizado pelo Sindilojas Porto Alegre na quarta-feira, 29, reuniu lojistas na Fundação Iberê Camargo para discutir a retomada do crescimento econômico. Afinal, já há sinais animadores? “Analisando os dados do ponto de vista econômico, o PIB caiu mais que o emprego no Brasil”, afirmou a economista Patricia Palermo, palestrante do evento. Embora exista um alto índice de desemprego no País, a grande questão, segundo ela, é que as empresas não estão recontratando para repor seus quadros de funcionários justamente por uma economia retraída e uma queda do Produto Interno Bruto que atingiu percentuais, em 2015 e 2016, de mais de 3% negativos.

De acordo com a economista, a crise foi muito profunda e chegou em empresas que não estavam preparadas para enfrentar este tipo de situação. “Em alguns casos, por exemplo, um gestor de expansão teve que se tornar um gestor de crise, algo que requer outra competência e experiência”, diz. Aos poucos, a curva da queda já apresenta sinais de retomada. “É um processo lento e gradual. A retomada do crescimento é garantida, mas de uma maneira muito frágil, fraca e devagar. Para esse ano já estimamos um crescimento de 0,48%, o que depois de dois anos de queda é um sinal positivo”, explica.

Além de uma retomada do crescimento em ritmo lento, a incerteza gerada pelo cenário político (tanto interno como externo do Brasil) é algo que está refletindo nesse cenário. Conforme Patricia, a economia está fragilizada devido às constantes mudanças no campo político. E o medo de ficar desempregado pela instabilidade brasileira gera a desconfiança do consumidor e isso reflete diretamente no seu poder e vontade de comprar.

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Um processo de desinflação também começa a ser percebido no País. Embora os preços não estejam caindo (o que geraria um processo de deflação), a elevação dos valores em um ritmo menor possibilita que, aos poucos, a economia consiga se equilibrar garantindo que o reajuste de remuneração dos trabalhadores acompanhe esse crescimento. Assim, quando a renda dos consumidores for igual ou superior que o índice da inflação, aumentará o poder de consumo. “O crescimento virá do consumo, ou seja, virá do momento em que as pessoas tiverem segurança em seus empregos”, diz Palermo.

A economista-chefe da Fecomércio-RS incentivou os lojistas a buscarem soluções que podem realizar dentro da loja e medidas que podem ser tomadas independentemente da situação econômica do País. Ela garantiu que a lição começa dentro das lojas, quando se consegue identificar os fenômenos de curto (que estão relacionados à crise) e longo prazo (relacionados a uma estratégia inadequada) e engajar, reconhecer, desafiar e remunerar adequadamente a equipe e, por último, ao revisar os custos de operação.

Sobre o Sindilojas Porto Alegre

Fundado em 1937, o Sindilojas Porto Alegre é o representante legal dos comerciantes de Porto Alegre e Alvorada e reúne aproximadamente 18 mil estabelecimentos nas duas cidades. Além de atuar na representação e defesa da categoria, desenvolve ações que promovem o fortalecimento das empresas. O Sindicato realiza pesquisas no setor, qualificação profissional e oferece uma série de serviços voltados aos lojistas.

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