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Posts de abril 2017

Prima Horta traz hortas urbanas a Porto Alegre

20 de abril de 2017 0

 

Imagem Pixabay

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Hoje o blog vai falar de um projeto inédito que está chegando a Porto Alegre e no qual eu tenho a honra de estar envolvida. Somos três sócios nesse novo negócio: eu, a engenheira agrônoma Helena Shanzer, do blog Jardim de Helena, e o publicitário Gustavo Fávero. Empresas, universidades, shopping centers e construtoras que querem tomar a dianteira numa ação de grande impacto ambiental, social e de marketing,  agora podem contar com a ‘PRIMA HORTA’.  Nós desenvolvemos projetos de compostagem e produção de alimentos, dando destino ecologicamente correto ao lixo orgânico, um dos grandes problemas das grandes cidades em todo o mundo. Qual o nosso conceito básico? – definição de um local, com base na produção de lixo; – reciclagem, com aproveitamento dos resíduos orgânicos; – plantio de verduras, hortaliças, temperos, frutas, chás etc; – consumo otimizado de água e energia.

Shopping Eldorado SPO - divulgação

Shopping Eldorado SPO – divulgação

A ‘PRIMA HORTA’ faz projetos inspirados em casos como o do Shopping Eldorado, que existe desde 2012. Ali, é reciclada cerca de 1 tonelada de lixo orgânico gerada diariamente em suas praças de alimentação. As sobras de alimentos são transformadas em adubo usado em uma horta no telhado do empreendimento, onde são produzidos legumes e verduras livres de agrotóxicos e destinados aos próprios colaboradores do Eldorado. A horta, construída na parte superior do shopping, também pretende deixar a temperatura interna do local mais amena, reduzindo assim o desperdício de água utilizada nos equipamentos de refrigeração de ar. No espaço são produzidos legumes e verduras, como berinjela, jiló, cebola, pimentões, pimentas, salsinhas, alfaces, gengibre, tomates, manjericão, morango, pepino e abobrinha. E também há o que eles chamam de ‘Farmácia Viva’, onde são plantadas capim-cidreira, hortelã, erva doce, carquejo, malva, sálvia, alecrim, bálsamo e poejo.

No coração de Tel Aviv, em Israel, uma horta orgânica capaz de produzir cerca de 10 mil maços de folhas verdes por mês, é uma verdadeira fazenda urbana no telhado de um shopping da capital israelense e virou uma das grandes atrações do local. Batizado de Green in the City, a fazenda urbana conta com duas estufas, que somam 750 metros quadrados de áreas de cultivo, onde são plantados 17 tipos diferentes de vegetais e ervas em rotação. O sistema garante que todos os meses a colheita seja de mais de 10 mil “pés”. Todos os alimentos são produzidos de forma orgânica, sem que sejam usados pesticidas ou fertilizantes artificiais. Para garantir a demanda, toda a produção é hidropônica. Apesar da grande quantidade de alimentos produzida, o principal intuito do projeto é a conscientização. O espaço recebe workshops, oficinas educativas e projetos de sensibilização. A maior parte da produção é vendida a restaurantes locais e aos moradores da região, que recebem os alimentos em casa, através de entregas feitas em bicicletas. horta1

Quer saber mais sobre a PRIMA HORTA? Entre em contato através do primahorta@gmail.com.

Imagem Pixabay

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Conheça o primeiro clube de queijos e vinhos do Brasil

18 de abril de 2017 0

Depois de mais de 37 anos atuando na produção e comercialização de queijos nacionais e importados, produtos lácteos (como manteiga e creme de leite), azeites, aceto balsâmico, além de vasta trajetória na área da fruticultura, a RAR/Rasip, , de Vacaria (RS), está lançando o Clube RAR Queijos e Vinhos (iniciais do fundador Raul Anselmo Randon).

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Já há diversos clubes de vinhos no país, mas o Clube RAR é o primeiro a oferecer um rótulo em harmonização com queijo. O clube começará a operar no final da primeira quinzena de abril e será apresentado durante a APAS SHOW 2017, em São Paulo (que ocorre 02 a 05 de maio). “Trata-se de mais um canal que amplia o contato com os consumidores que buscam uma experiência gastronômica customizada e completa e que, para isso, contam com a extensa linha oferecida pela RAR/Rasip”, diz o diretor-superintendente, Sérgio Martins Barbosa.

Inicialmente, serão oferecidos aos assinantes dois kits: um contendo um vinho ou um espumante e um queijo (R$ 99,00 mensais) e outro com um vinho ou um espumante, mais um queijo e outros produtos RAR ou de parceiros que complementarão a experiência gastronômica (R$ 145,00 mensais). RAR/RASIP  também lança linha de presunto e salame italiano, queijo, vinhos na APAS A nova linha será, inicialmente, composta por três itens: Prosciutto Identico Di Parma, Prosciutto Crudo e Salame Milano, todos em fatias extrafinas.

O Prosciutto Identico Di Parma é produzido exclusivamente na Província de Parma e recebe cuidados especiais desde a criação do suíno até o processamento, que passa por um longo período de cura de 1 a 2 anos, resultando em uma carne tenra e de aroma característico. Para o Prosciutto Crudo, a desidratação da carne se dá, em média, em 11 meses. É ideal para o preparo de lanches, pizzas, bruschettas e saladas e pode ser degustado com aspargos, legumes grelhados, e harmonizado com os vinhos e espumantes .

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Prosciutto Identico Di Parma Arte Isla design estratégico

Já o Salame Milano Fatiado é obtido a partir da moagem do pernil, da paleta e da gordura suína, recebendo uma condimentação específica mais apurada. Em média, são necessários de 90 a 120 dias de amadurecimento do salame que tem coloração vermelho rubi pálido.

O vinho Reserva Merlot e o Espumante Brut Reserva são os mais novos integrantes da família RAR, o que eleva para 10 o número de rótulos produzidos nos vinhedos de Raul Anselmo Randon em Muitos Capões (RS), nos Campos de Cima da Serra, uma das mais altas vitícolas do Brasil, com 1000 metros de altitude. O terroir que vem da combinação do solo e do microclima contribui para o nascimento de um tipo de uva de qualidade e tipicidade especiais resultando em um vinho diferenciado.

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Vinho Reserva Merlot Crédito foto: Arquivo Rasip/Lote75

Aproveitando o palco da APAS 2017, a RAR/RASIP, já reconhecida pela fabricação do primeiro queijo tipo Grana no Brasil (Gran Formaggio), amplia seu portfólio e faz o pré-lançamento do Parmesão RAR Gourmet. O Parmesão, que será apresentado aos visitantes da Feira, tem chegada prevista nas prateleiras para julho, e se somará à manteiga e ao creme de leite que já fazem parte da linha RAR Gourmet. O novo produto será comercializado nos formatos fracionado, ralado – seco e fresco – e forma inteira, de, aproximadamente, oito quilos e estará disponível em pontos diferenciados do varejo, como empórios, delicatessens, restaurantes e supermercados.

Para a fabricação desse novo produto, a empresa investiu mais de R$ 1,5 milhão em máquinas e equipamentos e, ainda, na modernização do parque fabril, com a construção de novas câmaras de armazenamento. A produção inicial do Parmesão RAR Gourmet será de 50 toneladas/mês. O parmesão é um dos queijos mais consumidos no mundo. Entre seus diferenciais estão o sabor acentuado, ligeiramente picante, textura consistente e rico em cálcio, conquistados graças ao tempo mínimo de maturação de seis meses. A marca RAR também comercializa queijos italianos importados Grana Padano, Parmigiano Reggiano, Pecorino Romano e Parmesano.

Saiba o que foi discutido no 30º Fórum da Liberdade

12 de abril de 2017 0

Para quem não pode participar do 30º Fórum da Liberdade, considerado o maior evento liberal da América Latina, o blog publica um resumo do que foi discutido no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre nos dias 10 e 11 de abril. Mais de 5 mil pessoas se inscreveram para participar do evento. O Fórum é promovido elo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), entidade que tem como intuito a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais e orientado à defesa e manutenção dos valores da economia de mercado e da livre-iniciativa.

O presidente do IEE, Rodrigo Tellechea, deu as boas-vindas aos participantes e defendeu que é preciso limitar o poder do Estado e aumentar o poder do cidadão. Destacou que a gestão pública vem acumulando responsabilidades, gastos e dívidas ao assumir controle de atividades que poderiam ser demandas da iniciativa privada. Também enfatizou que a democracia no Brasil precisa ser reinventada, transferindo mais poder ao indivíduo. “A democracia não é um fim em si mesmo; não é apenas um conceito e, sim, uma conduta”, diz.

Abertura do 30º Fórum da Liberdade - foto

Abertura do 30º Fórum da Liberdade – foto Tiago Trindade

Na abertura, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu que as pessoa apoiem as reformas em discussão no Congresso. “Vocês têm de apoiar a reforma da Previdência de forma clara, a reforma trabalhista, senão a minoria ruidosa vai se sobrepor à maioria silenciosa. Vocês têm de ir a Brasília. Gritem, se articulem”. Para ele, sua administração até agora tem tido sucesso devido à adoção de técnicas modernas de gestão, a partir da composição de uma equipe competente e sem indicação partidária.

Palestra de João Dória - foto de

Palestra de João Dória – foto de Tiago Trindade

Voto distrital e reforma política

O ex-ministro Pedro Malan, presidente do Conselho Consultivo Internacional do Itaú Unibanco, e Eduardo Giannetti, PhD em economia pela Universidade de Cambridge, apresentaram o painel Perspectivas para o Brasil e defenderam a reforma política, redução do número de partidos existentes, inserção no mercado internacional e o voto distrital. E destacaram que é urgente a mudança do sistema de redistribuição de arrecadação atual.

Eduardo Giannetti acredita que, tendo a União controle total sobre a distribuição dos recursos, estados e municípios ficam prejudicados, recebendo menos do que deveriam. “O dinheiro deve ficar próximo do local onde é arrecadado. Atualmente tudo vai para Brasília para depois ser distribuído, não permitindo ao cidadão o controle desses gastos”, diz. Ele destaca que o papel do Estado é fundamental na criação de capital humano. Por isso, deve oferecer ensino fundamental e básico de qualidade. Mas, segundo Gianetti, as privatizações são necessárias em outros setores. Para ele, a sociedade deve ter mais liberdade econômica e saber para onde vão os recursos arrecadados. “No modelo atual, o Estado está onde não devia e deixa de estar onde se faz necessário”, diz.

Para Pedro Malan, o grande número de partidos políticos enfraquece a coesão do congresso. “No Brasil, ganhar a eleição não garante governabilidade. É preciso uma reforma política que fortaleça o Congresso”, diz. Ele destaca que, desde 1988, o país já passou por cinco grandes momentos de recessão, mas a crise atual está sendo a mais longa e mais difícil da história. “A reforma da previdência é urgente neste momento do país para equilibrar as contas que não fecham no INSS”. Malan e Giannetti alertam para a necessidade de inserção do Brasil nos mercados internacionais. Ambos destacam que as maiores economias mundiais solidificam relações com outros países.

Pedro Malan - foto Tiago Trindade

Pedro Malan – foto Tiago Trindade

Mudanças sociais e políticas

Com a presença do coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre) e vereador de São Paulo, Fernando Holiday; do diretor do Instituto de Inovação & Governança (INDIGO), Diogo Costa; e do jornalista e comunicador Luciano Potter foram debatidas as mudanças sociais e políticas necessárias ao Brasil.

Holiday ressaltou a força das redes sociais no ativismo e seu poder de pressão em processos políticos, como no caso mas manifestações pró impeachment. Contudo, para o vereador, a principal mudança que precisa acontecer é convencer uma sociedade acostumada a ser levada pelo governo com inúmeros benefícios de que ela é capaz de alcançar o sucesso pelos próprios méritos: “A liberdade econômica é o melhor caminho, mas a grande massa, que elege os políticos, precisa entender isso. A Dona Maria, precisa se interessar em saber como o vereador, em que ela ajudou a eleger, vota nos projetos da Câmara”, diz.

Diogo Costa falou sobre a ordem da economia compartilhada e ordem policêntrica, onde as decisões estão dispersas no público. O diretor deu como exemplo, a rede social Reddit, que disponibilizou, durante 72 horas, uma tela em branco que poderia ser colorida em pixels, um de cada vez a cada cinco minutos, o que resultou em diversos desenhos, símbolos e bandeiras de países e de grupos que se uniram para montar suas identidades na tela. “Mais de 1 milhão de pessoas cooperaram em ordem espontânea para algo que fazia sentido. Isso que deve inspirar os novos rumos” ,afirma.

Para Luciano Potter, não existe mais a possibilidade de um governo revolucionar: “O governo deve se comportar como um pai atento que deixa seu filho crescer”.O jornalista exemplificou as mudanças na comunicação através de gifs, que interferem no jornalismo como meios de contar histórias e a necessidade que a imprensa e os profissionais têm de se adaptar a mudanças, que acontecem até em empresas novas: “A Netflix entregava Dvds pelo correio. Se adaptou a mudanças e hoje produz entretenimento de qualidade, ou seja, até os negócios mais novos já estão sofrendo mudanças”. Segundo Potter, a única coisa que não muda, é a paixão que as pessoas sentem por seres humanos que deram certo.

Empreender, Criar, Inovar

O vereador Felipe Camozzato, de Porto Alegre; a diretora Geral da Ticket Benefícios e Grupo Edenred, Marília Rocca; e o vice-presidente de Programas Internacionais da Atlas Network, diretor do Centro para Promoção de Direitos Humanos e da Cato University, Tom Palmer, debateram o tema “Empreender, Criar e Inovar”.

Felipe Camozzato afirmou que o futuro do país está nas mãos dos empreendedores. O vereador apontou que as pessoas que decidem ir pelo caminho de abrir seu próprio negócio enfrentam diversas dificuldades burocráticas, que muitas vezes resultam em desistência. “O papel do governo e dos políticos em geral é derrubar os muros que dificultam a vida de quem quer iniciar sua empresa. Precisamos nos colocar no lugar dos empreendedores e abrir caminhos”, diz. Camozzato enfatizou que o empreendedorismo ocasiona a criação de novos produtos e modelos de negócios, assim como a maior oferta dos mesmos, o que proporciona um ganho econômico e moderação nos gastos dos consumidores.

Já Marília Rocca defende que empreender não é só abrir uma empresa – as pessoas podem e devem ter atitudes empreendedoras em qualquer situação. “Podemos nos descobrir empreendedores na medida em que é melhor pra nós, na situação em que vivemos. Não tem receita nem certo ou errado. Empreender é uma atitude perante a vida”, diz. Ela defendeu a ideia do empreendedorismo corporativo, uma maneira de ter atitudes inovadoras dentro de sua própria empresa. “Empreender é, acima de tudo, uma maneira de pensar. As organizações precisam de pessoas assim”. Segundo Rocca, o empreendedorismo corporativo passa por propor novas formas de negócio em cima de modelos já existentes, como a Netflix, que propôs algo diferente num mercado onde já havia a Blockbuster; ou mesmo o Uber, que chegou onde já existiam os táxis. Sobre o papel da política neste cenário, Marília acredita que os governantes devem estudar as especificidades de suas cidades e Estados, e mais importante do que isso, ouvir os empreendedores. “É papel dos políticos apoiar a criação, sustentação e desenvolvimento de novos negócios, assim como nossa legislação não pode ficar estagnada e acompanhar as mudanças no mercado de trabalho”, afirma.

Segundo Tom Palmer, o objetivo do trabalho é gerar valor, não só manter as pessoas ocupadas. “O crescimento econômico passa por mais geração de valor. Esse é o caminho para o fim da pobreza e para que a população viva da melhor forma”, diz. Palmer defende que o Brasil deve trabalhar para que fique mais fácil empreender. “As políticas devem ser baseadas não na questão emocional e, sim, em raciocínios”, diz. O palestrante apontou um caminho para a melhoria do cenário do mercado de trabalho: a inovação. Segundo ele, inovar é apresentar melhorias. Assim como Marília Rocca, ele também acredita que o empreendedorismo pode acontecer dentro das organizações. “Cada funcionário pode ser empreendedor em sua empresa, propondo novas soluções e formas de realizar processos”, explica. Tom finalizou sua palestra fazendo um pedido: “Tornem o Brasil grande de novo, pois o mundo vai precisar de vocês fortalecidos”.

Prosperidade

James Robinson, economista e cientista político, apresentou o painel As Origens da Prosperidade. Ele explica que a diferença entre países mais prósperos e os menos desenvolvidos é a forma como a economia está organizada. “Existem países que adotam uma economia extrativa, deixando de oferecer oportunidades às pessoas; e outros com economias mais inclusivas, que incentivam as ideias e, com isso, crescem mais”, disse. O autor do livro Porque as Nações Fracassam  falou que para um país ter uma economia inclusiva é preciso, antes, adotar uma política inclusiva. “A Política inclusiva é aquela mais aberta às novas ideias, incentiva o empreendedorismo, oferece mais oportunidades e infraestrutura para as pessoas crescerem”, explica. Robinson enfatiza que o Brasil está ainda entre os países com economia extrativa e que a sociedade precisa se organizar e exigir um Estado que ofereça melhor infraestrutura e bens básicos. Segundo ele, embora seja um processo difícil, é possível mudar de uma economia extrativa para uma economia inclusiva. “Um exemplo bem sucedido dessa transição é a China: o país permitiu que produtores rurais decidissem o que plantar e a quanto vender. Eles começaram a se beneficiar com seu próprio esforço e passaram a se esforçar cada vez mais”, conta. Robinson declarou que democracia não é apenas voto. “Democratizar a economia é investir no capital social. Dar oportunidade para as pessoas”, conclui.

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Liberdade ou intervenção?

O presidente da Foundation for Economic Education (FEE), Lawrence Reed; o fundador-presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão e o presidente do Partido Social Liberal (PSL), Fábio Ostermann, debateram “Economia: Liberdade ou Intervenção?”. Na mesma oportunidade, foi lançado o documentário Poverty.Inc.

Lawrence utilizou três exemplos de países que usufruem de economia livre. O primeiro deles foi Hong Kong, onde, segundo ele, há um judiciário eficiente, um sistema não burocrático e a economia mais livre do mundo. “As taxas do Brasil são sete vezes maiores do que as de lá”, informou. Ele também comentou sobre o excesso de números e estatísticas em que são baseadas decisões econômicas. “Onde termina a matemática é onde começa a economia. Em Hong Kong, estatísticas não substituem pensamentos sólidos”, diz Reed. Outro exemplo trazido pelo palestrante foi a Alemanha pós Segunda Guerra Mundial. “Este país teve uma recuperação econômica milagrosa, fruto da liberdade econômica. Quanto mais o Estado planeja, pior fica para a população”, destaca. O terceiro país trazido por Lawrence foi a Nova Zelândia. Ele explicou que o país teve uma melhora significativa depois de adotar uma economia livre. “A liberdade econômica faz diferença no mundo. Quanto mais livres os países, mais ricos eles estarão. Eu voto pela liberdade”, afirmou. “Indivíduos livres não são iguais; e indivíduos iguais não são livres”.

Somos diferentes, e é exatamente isso que um ambiente de liberdade nos permite”, declarou Hélio Beltrão. Segundo ele, cada indivíduo deve buscar ser feliz e viver bem com as suas condições, e não recebendo benefícios, de acordo com ele, ilusórios. “O governo só pode dar dinheiro para alguém tirando de outro”, salientou. O empresário explica que o intervencionismo também passa pelo sistema em que vivemos onde as coisas são proibidas ou obrigatórias e não livres. “De certa forma, essa intervenção é invisível para o consumidor, mas muito visível para o empreendedor, que enfrenta burocracia e regras enquanto tenta tocar seu negócio”, comentou. Ele também mostrou-se contra o controle do governo sobre os preços dos produtos. “O empreendedor brasileiro faz milagre para sobreviver, mas a liberdade vai vencer, basta mantermos nossos princípios”.

Fábio Ostermann também concorda que um dos grandes problemas do Brasil é a intervenção do governo. “A afirmação que o Brasil é um país de livre mercado é falsa. Nosso país é o 140º no ranking dos países livres economicamente”, informou. Segundo Ostermann, o livre mercado beneficia muito mais aqueles com menos recursos do que os próprios empresários. “Quanto mais influência política em algo, maior a chance de termos corrupção”, afirmou. Outro ponto abordado por ele, foi a forma com que os governantes ‘quebram nossas pernas e depois oferecem muletas’. “Como exemplo disso, podemos falar sobre a saúde, que é um direito de todos. Antes de nos oferecer algo, o governo cobra impostos absurdos dos hospitais e remédios. Da mesma forma com a educação, que também é um direito constitucional em que também são cobradas taxas abusivas das escolas e do material escolar”, explica Ostermann. O político também defendeu que qualquer pessoa pública deve pensar em diminuir impostos. “O tamanho do governo deve ser limitado a qualquer custo”.

O diretor do documentário Poverty.Inc., Michael Matheson Miller, explicou que a produção é uma crítica humanitária completa à maneira com que ajudamos os pobres e a falta de acesso dessa parte da população à justiça. “Temos tratado as pessoas pobres como objetos e problemas que temos que resolver”, afirmou. O documentário está disponível no site http://www.povertyinc.org/, onde há um link especial para participantes do Fórum da Liberdade.

Documentário - foto Tiago Trindade

Documentário – foto Tiago Trindade

A cultura da democracia

Ricardo Gomes, secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre; Eduardo Wolf, secretário adjunto da Cultura de Porto Alegre; e Luiz Felipe Pondé, filósofo e colunista do Jornal Folha de São Paulo discutiram a intervenção do Estado e as fragilidades da democracia brasileira.

Ricardo Gomes critica a intervenção do Estado e a permanência de serviços estatais. “Nosso desafio é limitar o poder do Estado. Não há estado que se mantenha tendo correio, banco, petroleiro, empresa de TI, laboratório”, diz. Gomes argumenta que a sociedade precisa de mais espaço, e que isto hoje é ocupado pelo Estado. O secretário defende que a real democracia se faz respeitando os direitos individuais. “Só pode haver democracia quando há igualdade perante a lei”, fala. O ex-presidente do IEE ainda reprova a criação de leis voltadas para determinadas representatividades coletivas e diz que o país não é democrático. “Nunca vivemos numa plena democracia. Vivemos oligarquia, ditadura, populismo e, recentemente, a precisiocracia – onde quem precisa mais tem mais direitos do que quem precisa menos”, declara.

Eduardo Wolf questiona se a democracia seria uma ameaça à liberdade e diz que esta, no Brasil, fica enfraquecida por causa da adoção de medidas sociais coletivas. “Graças a uma política definida pela raça, etnia, sexo, padrões de comportamento, ou seja, o estado passou a ocupar os espaços que vinham sendo ocupados pela democracia”, enfatiza. Wolf fala que o poder do Estado de intervir no comportamento das pessoas atrasa a democracia.

Luiz Felipe Pondé diz que o pensamento liberal precisa ir além da política e da economia. “Para poder pensar no futuro da democracia é urgente ampliar o repertório cultural”, fala. Pondé declara que os principais responsáveis pela economia do país não se interessam por novos projetos. “Grande parte da elite econômica do Brasil não acredita nas ideias porque não investe dinheiro nelas”, constata. O filósofo critica a esquerda política no Brasil. “É um fetiche da sociedade contemporânea e uma questão cultural. Precisamos nos debruçar sobre este debate”, argumenta.

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Luiz Felipe Pondé – foto Tiago Trindade

 

Maior rede de sorveterias do Brasil faz parceria com a Nestlé®

09 de abril de 2017 0

Nessa época, é comum entrar nos supermercados e se deparar com uma montanha de ovos de chocolate. Este ano, os lançamentos da Páscoa não se restringem a esse modelo tradicional de doce. Com cinco lojas no Rio Grande do Sul – duas delas em Porto Alegre, além de Santa Rosa, Ijuí e Santo Ângelo –, a Chiquinho Sorvetes, maior rede de sorveterias do Brasil uniu-se à Nestlé® para apresentar lançamentos com conhecidos chocolates da empresa. A partir dessa parceria inédita, neste mês de abril, os consumidores começam a degustar novos produtos que serão disponibilizados nas mais de 400 lojas da rede em todo o país, unindo a tradicional receita dos sorvetes Chiquinho com os mais conhecidos chocolates da Nestlé®.

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Nova linha de sorvetes – divulgação

 

Entre os lançamentos, estão os sabores da linha Novo Mix, compostos por sorvete Chiquinho e chocolates Nestlé® Charge® e Chokito®, além do famoso biscoito Negresco®. “A parceria era um desejo de ambas as empresas. Por quase um ano, negociamos essa união e, agora, conseguimos firmá-la. Quem ganha com isso são os consumidores”, afirmou Isaias Bernardes de Oliveira, presidente da Chiquinho Sorvetes.

A rede de sorveterias, que até hoje usa a receita do fundador para a fabricação de seu sorvete, tem um mix de produtos bastante variado. Oferece mais de 100 opções no cardápio, como Casquinhas, Milk Shakes, Sundaes, o exclusivo Shake Mix e o recente lançamento Chiquinho no Pote, que tem 980 ml e cinco sabores, que podem ser levados a qualquer lugar.

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A parceria entre Chiquinho Sorvetes e a empresa suíça foi efetuada via Nestlé® Professional®, divisão de produtos para uso profissional da Nestlé®, que oferece opções de culinários, chocolates, sobremesas, lácteos, além de bebidas e máquinas. Dentre as marcas de produtos que compõem o portfólio de Nestlé® Professional® estão Maggi®, Moça®, Nescafé®, Suflair®, Negresco®, Alpino®, Nescau®, Charge®, entre outros, desenvolvidos em formatos e embalagens ideais para atender estabelecimentos de alimentação e gastronomia, além de transformadores informais.

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Sobre a Chiquinho Sorvetes:

A empresa começou na década de 80, quando “O Chiquinho” abriu uma modesta sorveteria na cidade de Frutal-MG para seu filho Isaias Bernardes e o sorvete produzido por ele, caiu nas graças dos moradores e visitantes da cidade. Após 5 anos, inauguraram a filial na cidade de Guaíra, interior de São Paulo e, nos anos seguintes, a rede cresceu ao ser compartilhada com familiares.

Em 1996 o sorvete tipo soft virou hit no país e a Chiquinho Sorvetes não ficou de fora. A empresa desenvolveu uma fórmula para a base do sorvete, que representa, até hoje, o grande diferencial da marca. Em 2010, já com 80 lojas, a companhia entrou para o segmento de franchising e ganhou o Brasil com a CHQ Companhia de Franchising, empresa criada para gerir a marca Chiquinho Sorvetes.

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Lojistas estão mais otimistas com vendas de inverno

05 de abril de 2017 0
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Pesquisa realizada pelo Sindilojas Porto Alegre com lojistas da capital indica a retomada da confiança para os próximos meses. Cerca de 45% deles acreditam que as vendas de produtos de vestuário para as estações outono e inverno irão aumentar neste ano, em comparação a 2016. Os produtos que serão mais vendidos no período são casacos, calças, blusas, botas, jaquetas e moletons. A expectativa dentre os lojistas é de que o aumento atinja quase 6%. Menos de um mês depois do início do outono, 94,6% dos lojistas do setor já percebem que há clientes comprando itens para as estações mais frias do ano. Veja abaixo alguns dos motivos citados pelos empresários para esse comportamento: – a crise não é tão grande, – a venda de pijamas aumenta nesta época, – as lojas estão fazendo ações específicas para atrair o consumidor, – as lojas já estão com coleções masculinas completas.

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De acordo com o vice-presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o Rio Grande do Sul é favorecido pelo clima. Com estações mais definidas, há maior necessidade de adquirir diferentes peças de vestuário. “As pessoas precisam se aquecer e o nosso comércio conta com roupas que suprem esta necessidade – o que acaba aquecendo também as vendas. Temos uma expectativa muito boa para este ano”, diz.

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Acordo de cooperação une criadores de búfalos gaúchos e argentinos

03 de abril de 2017 0
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Nesse momento em que se discute a qualidade da carne produzida no Brasil, acordos como o recém firmado entre criadores gaúchos e argentinos de búfalos são muito bem vindos. A carne de búfalo é uma excelente opção de proteína animal  e tem recebido muito cuidado da cadeia produtora. Poucos sabem, mas a carne de búfalo é mais magra e mais saudável que a carne bovina. E, apesar de terem sabor semelhante, a de búfalo ainda é pouco consumida no país. Estudos publicados pelo USDA (United States Department of Agriculture), demonstram que a carne de búfalo, em relação aos bovinos, tem 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura; 55% menos calorias; 12% a mais de proteína; e 10% a mais de minerais.

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Divulgação Ascribu

Nesse contexto favorável à carne de búfalo, criadores gaúchos e argentinos firmaram convênio de cooperação que envolverá integração de produtores e atividades e trocas de informações científicas e comerciais de interesse comum. O acordo foi assinado no sábado (1º/4) pela Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu) e Associação Argentina de Criadores de Búfalos (AACB), por meio do presidente Delfino Beck Barbosa e do diretor Carlos Maria de Llano, respectivamente.

A assinatura ocorreu durante dia de campo da Ascribu em São Borja, na cabanha Santa Bárbara, onde se reuniram cerca de 60 criadores, com a presença de representantes das províncias (estados) argentinas de Corrientes, Formosa e Chaco, diretamente comprometidas com o convênio intitulado Programa Búfalo Gaúcho.

O tema do dia de campo foi “A experiência do campo até o varejo de carnes”, com apresentação do produtor Pedro Costa, que atua em toda a cadeia e chega ao mercado com a marca Búfalo Nobre. O abate na propriedade de Costa gira em torno de 600 novilhos por ano.

Em abril, acontecem o remate com búfalos em Glorinha (dia 6) e a Feira de Búfalos de Corrientes (de 21 a 23). O próximo dia de campo da Ascribu está marcado para 17 de setembro, na Fazenda São João, de João Amantino, em Passo Fundo.

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Divulgação Ascribu

 

Empresa conquista mercado com ritmo sertanejo

01 de abril de 2017 0
Show de Chitaozinho e Xororó

Show de Chitaozinho e no Wood’s – Divulgação

Hoje o blog conta um ‘case’ de empreendedorismo que ilustra bem como enxergar com antecedência uma tendência de mercado pode fazer diferença na hora de criar um novo negócio. A história do Wood’s Bar, maior rede de casas de shows do país, começou em 2005, na cidade de Curitiba (PR), aproveitando a ascensão da música sertaneja para apostar em uma opção de entretenimento totalmente dedicada ao gênero.

Hoje, o Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior presença do Wood´s. São três casas: uma em Atlântida, no Litoral Norte, e duas em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o  grande destaque é o Wood´s Arena, projeto da rede voltado para shows maiores, que teve início justamente aqui no estado.

Você pode gostar ou não, mas tem que admitir que a música sertaneja, seja romântica, universitária ou de raiz, definitivamente invadiu rádios, festas e programas de televisão no Brasil e não pára de crescer. No ano passado, o IBOPE fez um estudo nas principais capitais e regiões metropolitanas do país durante  sete dias. No período, 73% da população havia escutado rádio. Alem de traçar o perfil dos ouvintes brasileiros, o instituto divulgou os ritmos de música que são mais tocados no país. Adivinhe: a música sertaneja ficou em primeiro lugar, com 58% das preferências.

O grupo WDS é um dos maiores exemplos nacionais de estruturação de plano de negócio, difusão de conceito e consolidação de marca. Doze anos depois da inauguração do primeiro Wood’s, a empresa alcançou um feito inédito: é a única rede de casas de shows presente nas cinco regiões brasileiras. São 16  unidades distribuídas em dez estados (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Pará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte).

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Wood’s – divulgação

O Wood’s surgiu no mesmo ano em que o sertanejo universitário começava a ganhar força no país, com duplas como César Menotti & Fabiano, João Bosco & Vinícius e Fernando & Sorocaba alcançando os primeiros lugares nas rádios de todo o Brasil. Inspirados por modelos de casas noturnas de sucesso em outros segmentos, a ideia de quatro jovens empresários era investir em uma estrutura inédita que oferecesse conforto, qualidade de atendimento e as melhores opções de consumo aos fãs de música sertaneja.

A rapidez em preencher uma lacuna que acabava de ser criada no mercado do entretenimento, fez a casa se tornar precursora de um formato que seria difundido e reproduzido diversas vezes a partir daquele momento. “O nosso pioneirismo nos transformou em referência. Por muito tempo fomos a única opção de alto padrão dedicada ao gênero sertanejo”, afirma Charles Bonissoni, um dos sócios fundadores do Wood’s Bar.

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Divulgação

Mais do que iniciar o negócio no tempo certo, o sucesso do Wood’s deve ser atribuído também ao cuidadoso processo de planejamento e fortalecimento de marca. Os sócios se preocuparam em fidelizar o público e alcançar resultados efetivos para então iniciar a expansão com a abertura do Wood’s Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no ano de 2008.

A última casa, inaugurada em Natal (RN), no final do ano passado, traduziu significativamente a quebra de paradigmas conquistada pelo Wood’s. “A nossa história traça um paralelo com a história do sertanejo universitário, e abrir uma casa no Nordeste mostra não só a força que o gênero conquistou no Brasil todo, mas também que o conceito de balada representado pelo Wood’s Bar ultrapassou barreiras”, diz Bonissoni.

Wood's Natal

Wood’s Natal – divulgação

Atualmente, o grupo WDS, detentor da marca Wood’s Bar, também é responsável pela WS Brazil, casa curitibana dedicada ao samba e pagode. Além disso, o Wood´s Bar possui diversos projetos de eventos realizados fora dos perímetros da casa, como o “Wood’s On Board”, cruzeiro marítimo próprio que leva shows de renomados artistas sertanejos para dentro de um navio luxuoso, e o Wood’s Tour, que promove eventos itinerantes em diferentes estados brasileiros. Recentemente, o Wood´s passou a promover shows de grande porte fora do Brasil, entre eles apresentações de Michel Teló em Punta del Este, no Uruguai; da dupla Chitãozinho & Xororó, na cidade de Orlando, nos Estado Unidos; e de Wesley Safadão em Lisboa, em Portugal, sua primeira apresentação no continente europeu.