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Prima Horta traz hortas urbanas a Porto Alegre

20 de abril de 2017 0

 

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Hoje o blog vai falar de um projeto inédito que está chegando a Porto Alegre e no qual eu tenho a honra de estar envolvida. Somos três sócios nesse novo negócio: eu, a engenheira agrônoma Helena Shanzer, do blog Jardim de Helena, e o publicitário Gustavo Fávero. Empresas, universidades, shopping centers e construtoras que querem tomar a dianteira numa ação de grande impacto ambiental, social e de marketing,  agora podem contar com a ‘PRIMA HORTA’.  Nós desenvolvemos projetos de compostagem e produção de alimentos, dando destino ecologicamente correto ao lixo orgânico, um dos grandes problemas das grandes cidades em todo o mundo. Qual o nosso conceito básico? – definição de um local, com base na produção de lixo; – reciclagem, com aproveitamento dos resíduos orgânicos; – plantio de verduras, hortaliças, temperos, frutas, chás etc; – consumo otimizado de água e energia.

Shopping Eldorado SPO - divulgação

Shopping Eldorado SPO – divulgação

A ‘PRIMA HORTA’ faz projetos inspirados em casos como o do Shopping Eldorado, que existe desde 2012. Ali, é reciclada cerca de 1 tonelada de lixo orgânico gerada diariamente em suas praças de alimentação. As sobras de alimentos são transformadas em adubo usado em uma horta no telhado do empreendimento, onde são produzidos legumes e verduras livres de agrotóxicos e destinados aos próprios colaboradores do Eldorado. A horta, construída na parte superior do shopping, também pretende deixar a temperatura interna do local mais amena, reduzindo assim o desperdício de água utilizada nos equipamentos de refrigeração de ar. No espaço são produzidos legumes e verduras, como berinjela, jiló, cebola, pimentões, pimentas, salsinhas, alfaces, gengibre, tomates, manjericão, morango, pepino e abobrinha. E também há o que eles chamam de ‘Farmácia Viva’, onde são plantadas capim-cidreira, hortelã, erva doce, carquejo, malva, sálvia, alecrim, bálsamo e poejo.

No coração de Tel Aviv, em Israel, uma horta orgânica capaz de produzir cerca de 10 mil maços de folhas verdes por mês, é uma verdadeira fazenda urbana no telhado de um shopping da capital israelense e virou uma das grandes atrações do local. Batizado de Green in the City, a fazenda urbana conta com duas estufas, que somam 750 metros quadrados de áreas de cultivo, onde são plantados 17 tipos diferentes de vegetais e ervas em rotação. O sistema garante que todos os meses a colheita seja de mais de 10 mil “pés”. Todos os alimentos são produzidos de forma orgânica, sem que sejam usados pesticidas ou fertilizantes artificiais. Para garantir a demanda, toda a produção é hidropônica. Apesar da grande quantidade de alimentos produzida, o principal intuito do projeto é a conscientização. O espaço recebe workshops, oficinas educativas e projetos de sensibilização. A maior parte da produção é vendida a restaurantes locais e aos moradores da região, que recebem os alimentos em casa, através de entregas feitas em bicicletas. horta1

Quer saber mais sobre a PRIMA HORTA? Entre em contato através do primahorta@gmail.com.

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Conheça o primeiro clube de queijos e vinhos do Brasil

18 de abril de 2017 0

Depois de mais de 37 anos atuando na produção e comercialização de queijos nacionais e importados, produtos lácteos (como manteiga e creme de leite), azeites, aceto balsâmico, além de vasta trajetória na área da fruticultura, a RAR/Rasip, , de Vacaria (RS), está lançando o Clube RAR Queijos e Vinhos (iniciais do fundador Raul Anselmo Randon).

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Já há diversos clubes de vinhos no país, mas o Clube RAR é o primeiro a oferecer um rótulo em harmonização com queijo. O clube começará a operar no final da primeira quinzena de abril e será apresentado durante a APAS SHOW 2017, em São Paulo (que ocorre 02 a 05 de maio). “Trata-se de mais um canal que amplia o contato com os consumidores que buscam uma experiência gastronômica customizada e completa e que, para isso, contam com a extensa linha oferecida pela RAR/Rasip”, diz o diretor-superintendente, Sérgio Martins Barbosa.

Inicialmente, serão oferecidos aos assinantes dois kits: um contendo um vinho ou um espumante e um queijo (R$ 99,00 mensais) e outro com um vinho ou um espumante, mais um queijo e outros produtos RAR ou de parceiros que complementarão a experiência gastronômica (R$ 145,00 mensais). RAR/RASIP  também lança linha de presunto e salame italiano, queijo, vinhos na APAS A nova linha será, inicialmente, composta por três itens: Prosciutto Identico Di Parma, Prosciutto Crudo e Salame Milano, todos em fatias extrafinas.

O Prosciutto Identico Di Parma é produzido exclusivamente na Província de Parma e recebe cuidados especiais desde a criação do suíno até o processamento, que passa por um longo período de cura de 1 a 2 anos, resultando em uma carne tenra e de aroma característico. Para o Prosciutto Crudo, a desidratação da carne se dá, em média, em 11 meses. É ideal para o preparo de lanches, pizzas, bruschettas e saladas e pode ser degustado com aspargos, legumes grelhados, e harmonizado com os vinhos e espumantes .

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Prosciutto Identico Di Parma Arte Isla design estratégico

Já o Salame Milano Fatiado é obtido a partir da moagem do pernil, da paleta e da gordura suína, recebendo uma condimentação específica mais apurada. Em média, são necessários de 90 a 120 dias de amadurecimento do salame que tem coloração vermelho rubi pálido.

O vinho Reserva Merlot e o Espumante Brut Reserva são os mais novos integrantes da família RAR, o que eleva para 10 o número de rótulos produzidos nos vinhedos de Raul Anselmo Randon em Muitos Capões (RS), nos Campos de Cima da Serra, uma das mais altas vitícolas do Brasil, com 1000 metros de altitude. O terroir que vem da combinação do solo e do microclima contribui para o nascimento de um tipo de uva de qualidade e tipicidade especiais resultando em um vinho diferenciado.

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Vinho Reserva Merlot Crédito foto: Arquivo Rasip/Lote75

Aproveitando o palco da APAS 2017, a RAR/RASIP, já reconhecida pela fabricação do primeiro queijo tipo Grana no Brasil (Gran Formaggio), amplia seu portfólio e faz o pré-lançamento do Parmesão RAR Gourmet. O Parmesão, que será apresentado aos visitantes da Feira, tem chegada prevista nas prateleiras para julho, e se somará à manteiga e ao creme de leite que já fazem parte da linha RAR Gourmet. O novo produto será comercializado nos formatos fracionado, ralado – seco e fresco – e forma inteira, de, aproximadamente, oito quilos e estará disponível em pontos diferenciados do varejo, como empórios, delicatessens, restaurantes e supermercados.

Para a fabricação desse novo produto, a empresa investiu mais de R$ 1,5 milhão em máquinas e equipamentos e, ainda, na modernização do parque fabril, com a construção de novas câmaras de armazenamento. A produção inicial do Parmesão RAR Gourmet será de 50 toneladas/mês. O parmesão é um dos queijos mais consumidos no mundo. Entre seus diferenciais estão o sabor acentuado, ligeiramente picante, textura consistente e rico em cálcio, conquistados graças ao tempo mínimo de maturação de seis meses. A marca RAR também comercializa queijos italianos importados Grana Padano, Parmigiano Reggiano, Pecorino Romano e Parmesano.

Saiba o que foi discutido no 30º Fórum da Liberdade

12 de abril de 2017 0

Para quem não pode participar do 30º Fórum da Liberdade, considerado o maior evento liberal da América Latina, o blog publica um resumo do que foi discutido no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre nos dias 10 e 11 de abril. Mais de 5 mil pessoas se inscreveram para participar do evento. O Fórum é promovido elo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), entidade que tem como intuito a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais e orientado à defesa e manutenção dos valores da economia de mercado e da livre-iniciativa.

O presidente do IEE, Rodrigo Tellechea, deu as boas-vindas aos participantes e defendeu que é preciso limitar o poder do Estado e aumentar o poder do cidadão. Destacou que a gestão pública vem acumulando responsabilidades, gastos e dívidas ao assumir controle de atividades que poderiam ser demandas da iniciativa privada. Também enfatizou que a democracia no Brasil precisa ser reinventada, transferindo mais poder ao indivíduo. “A democracia não é um fim em si mesmo; não é apenas um conceito e, sim, uma conduta”, diz.

Abertura do 30º Fórum da Liberdade - foto

Abertura do 30º Fórum da Liberdade – foto Tiago Trindade

Na abertura, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu que as pessoa apoiem as reformas em discussão no Congresso. “Vocês têm de apoiar a reforma da Previdência de forma clara, a reforma trabalhista, senão a minoria ruidosa vai se sobrepor à maioria silenciosa. Vocês têm de ir a Brasília. Gritem, se articulem”. Para ele, sua administração até agora tem tido sucesso devido à adoção de técnicas modernas de gestão, a partir da composição de uma equipe competente e sem indicação partidária.

Palestra de João Dória - foto de

Palestra de João Dória – foto de Tiago Trindade

Voto distrital e reforma política

O ex-ministro Pedro Malan, presidente do Conselho Consultivo Internacional do Itaú Unibanco, e Eduardo Giannetti, PhD em economia pela Universidade de Cambridge, apresentaram o painel Perspectivas para o Brasil e defenderam a reforma política, redução do número de partidos existentes, inserção no mercado internacional e o voto distrital. E destacaram que é urgente a mudança do sistema de redistribuição de arrecadação atual.

Eduardo Giannetti acredita que, tendo a União controle total sobre a distribuição dos recursos, estados e municípios ficam prejudicados, recebendo menos do que deveriam. “O dinheiro deve ficar próximo do local onde é arrecadado. Atualmente tudo vai para Brasília para depois ser distribuído, não permitindo ao cidadão o controle desses gastos”, diz. Ele destaca que o papel do Estado é fundamental na criação de capital humano. Por isso, deve oferecer ensino fundamental e básico de qualidade. Mas, segundo Gianetti, as privatizações são necessárias em outros setores. Para ele, a sociedade deve ter mais liberdade econômica e saber para onde vão os recursos arrecadados. “No modelo atual, o Estado está onde não devia e deixa de estar onde se faz necessário”, diz.

Para Pedro Malan, o grande número de partidos políticos enfraquece a coesão do congresso. “No Brasil, ganhar a eleição não garante governabilidade. É preciso uma reforma política que fortaleça o Congresso”, diz. Ele destaca que, desde 1988, o país já passou por cinco grandes momentos de recessão, mas a crise atual está sendo a mais longa e mais difícil da história. “A reforma da previdência é urgente neste momento do país para equilibrar as contas que não fecham no INSS”. Malan e Giannetti alertam para a necessidade de inserção do Brasil nos mercados internacionais. Ambos destacam que as maiores economias mundiais solidificam relações com outros países.

Pedro Malan - foto Tiago Trindade

Pedro Malan – foto Tiago Trindade

Mudanças sociais e políticas

Com a presença do coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre) e vereador de São Paulo, Fernando Holiday; do diretor do Instituto de Inovação & Governança (INDIGO), Diogo Costa; e do jornalista e comunicador Luciano Potter foram debatidas as mudanças sociais e políticas necessárias ao Brasil.

Holiday ressaltou a força das redes sociais no ativismo e seu poder de pressão em processos políticos, como no caso mas manifestações pró impeachment. Contudo, para o vereador, a principal mudança que precisa acontecer é convencer uma sociedade acostumada a ser levada pelo governo com inúmeros benefícios de que ela é capaz de alcançar o sucesso pelos próprios méritos: “A liberdade econômica é o melhor caminho, mas a grande massa, que elege os políticos, precisa entender isso. A Dona Maria, precisa se interessar em saber como o vereador, em que ela ajudou a eleger, vota nos projetos da Câmara”, diz.

Diogo Costa falou sobre a ordem da economia compartilhada e ordem policêntrica, onde as decisões estão dispersas no público. O diretor deu como exemplo, a rede social Reddit, que disponibilizou, durante 72 horas, uma tela em branco que poderia ser colorida em pixels, um de cada vez a cada cinco minutos, o que resultou em diversos desenhos, símbolos e bandeiras de países e de grupos que se uniram para montar suas identidades na tela. “Mais de 1 milhão de pessoas cooperaram em ordem espontânea para algo que fazia sentido. Isso que deve inspirar os novos rumos” ,afirma.

Para Luciano Potter, não existe mais a possibilidade de um governo revolucionar: “O governo deve se comportar como um pai atento que deixa seu filho crescer”.O jornalista exemplificou as mudanças na comunicação através de gifs, que interferem no jornalismo como meios de contar histórias e a necessidade que a imprensa e os profissionais têm de se adaptar a mudanças, que acontecem até em empresas novas: “A Netflix entregava Dvds pelo correio. Se adaptou a mudanças e hoje produz entretenimento de qualidade, ou seja, até os negócios mais novos já estão sofrendo mudanças”. Segundo Potter, a única coisa que não muda, é a paixão que as pessoas sentem por seres humanos que deram certo.

Empreender, Criar, Inovar

O vereador Felipe Camozzato, de Porto Alegre; a diretora Geral da Ticket Benefícios e Grupo Edenred, Marília Rocca; e o vice-presidente de Programas Internacionais da Atlas Network, diretor do Centro para Promoção de Direitos Humanos e da Cato University, Tom Palmer, debateram o tema “Empreender, Criar e Inovar”.

Felipe Camozzato afirmou que o futuro do país está nas mãos dos empreendedores. O vereador apontou que as pessoas que decidem ir pelo caminho de abrir seu próprio negócio enfrentam diversas dificuldades burocráticas, que muitas vezes resultam em desistência. “O papel do governo e dos políticos em geral é derrubar os muros que dificultam a vida de quem quer iniciar sua empresa. Precisamos nos colocar no lugar dos empreendedores e abrir caminhos”, diz. Camozzato enfatizou que o empreendedorismo ocasiona a criação de novos produtos e modelos de negócios, assim como a maior oferta dos mesmos, o que proporciona um ganho econômico e moderação nos gastos dos consumidores.

Já Marília Rocca defende que empreender não é só abrir uma empresa – as pessoas podem e devem ter atitudes empreendedoras em qualquer situação. “Podemos nos descobrir empreendedores na medida em que é melhor pra nós, na situação em que vivemos. Não tem receita nem certo ou errado. Empreender é uma atitude perante a vida”, diz. Ela defendeu a ideia do empreendedorismo corporativo, uma maneira de ter atitudes inovadoras dentro de sua própria empresa. “Empreender é, acima de tudo, uma maneira de pensar. As organizações precisam de pessoas assim”. Segundo Rocca, o empreendedorismo corporativo passa por propor novas formas de negócio em cima de modelos já existentes, como a Netflix, que propôs algo diferente num mercado onde já havia a Blockbuster; ou mesmo o Uber, que chegou onde já existiam os táxis. Sobre o papel da política neste cenário, Marília acredita que os governantes devem estudar as especificidades de suas cidades e Estados, e mais importante do que isso, ouvir os empreendedores. “É papel dos políticos apoiar a criação, sustentação e desenvolvimento de novos negócios, assim como nossa legislação não pode ficar estagnada e acompanhar as mudanças no mercado de trabalho”, afirma.

Segundo Tom Palmer, o objetivo do trabalho é gerar valor, não só manter as pessoas ocupadas. “O crescimento econômico passa por mais geração de valor. Esse é o caminho para o fim da pobreza e para que a população viva da melhor forma”, diz. Palmer defende que o Brasil deve trabalhar para que fique mais fácil empreender. “As políticas devem ser baseadas não na questão emocional e, sim, em raciocínios”, diz. O palestrante apontou um caminho para a melhoria do cenário do mercado de trabalho: a inovação. Segundo ele, inovar é apresentar melhorias. Assim como Marília Rocca, ele também acredita que o empreendedorismo pode acontecer dentro das organizações. “Cada funcionário pode ser empreendedor em sua empresa, propondo novas soluções e formas de realizar processos”, explica. Tom finalizou sua palestra fazendo um pedido: “Tornem o Brasil grande de novo, pois o mundo vai precisar de vocês fortalecidos”.

Prosperidade

James Robinson, economista e cientista político, apresentou o painel As Origens da Prosperidade. Ele explica que a diferença entre países mais prósperos e os menos desenvolvidos é a forma como a economia está organizada. “Existem países que adotam uma economia extrativa, deixando de oferecer oportunidades às pessoas; e outros com economias mais inclusivas, que incentivam as ideias e, com isso, crescem mais”, disse. O autor do livro Porque as Nações Fracassam  falou que para um país ter uma economia inclusiva é preciso, antes, adotar uma política inclusiva. “A Política inclusiva é aquela mais aberta às novas ideias, incentiva o empreendedorismo, oferece mais oportunidades e infraestrutura para as pessoas crescerem”, explica. Robinson enfatiza que o Brasil está ainda entre os países com economia extrativa e que a sociedade precisa se organizar e exigir um Estado que ofereça melhor infraestrutura e bens básicos. Segundo ele, embora seja um processo difícil, é possível mudar de uma economia extrativa para uma economia inclusiva. “Um exemplo bem sucedido dessa transição é a China: o país permitiu que produtores rurais decidissem o que plantar e a quanto vender. Eles começaram a se beneficiar com seu próprio esforço e passaram a se esforçar cada vez mais”, conta. Robinson declarou que democracia não é apenas voto. “Democratizar a economia é investir no capital social. Dar oportunidade para as pessoas”, conclui.

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Liberdade ou intervenção?

O presidente da Foundation for Economic Education (FEE), Lawrence Reed; o fundador-presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão e o presidente do Partido Social Liberal (PSL), Fábio Ostermann, debateram “Economia: Liberdade ou Intervenção?”. Na mesma oportunidade, foi lançado o documentário Poverty.Inc.

Lawrence utilizou três exemplos de países que usufruem de economia livre. O primeiro deles foi Hong Kong, onde, segundo ele, há um judiciário eficiente, um sistema não burocrático e a economia mais livre do mundo. “As taxas do Brasil são sete vezes maiores do que as de lá”, informou. Ele também comentou sobre o excesso de números e estatísticas em que são baseadas decisões econômicas. “Onde termina a matemática é onde começa a economia. Em Hong Kong, estatísticas não substituem pensamentos sólidos”, diz Reed. Outro exemplo trazido pelo palestrante foi a Alemanha pós Segunda Guerra Mundial. “Este país teve uma recuperação econômica milagrosa, fruto da liberdade econômica. Quanto mais o Estado planeja, pior fica para a população”, destaca. O terceiro país trazido por Lawrence foi a Nova Zelândia. Ele explicou que o país teve uma melhora significativa depois de adotar uma economia livre. “A liberdade econômica faz diferença no mundo. Quanto mais livres os países, mais ricos eles estarão. Eu voto pela liberdade”, afirmou. “Indivíduos livres não são iguais; e indivíduos iguais não são livres”.

Somos diferentes, e é exatamente isso que um ambiente de liberdade nos permite”, declarou Hélio Beltrão. Segundo ele, cada indivíduo deve buscar ser feliz e viver bem com as suas condições, e não recebendo benefícios, de acordo com ele, ilusórios. “O governo só pode dar dinheiro para alguém tirando de outro”, salientou. O empresário explica que o intervencionismo também passa pelo sistema em que vivemos onde as coisas são proibidas ou obrigatórias e não livres. “De certa forma, essa intervenção é invisível para o consumidor, mas muito visível para o empreendedor, que enfrenta burocracia e regras enquanto tenta tocar seu negócio”, comentou. Ele também mostrou-se contra o controle do governo sobre os preços dos produtos. “O empreendedor brasileiro faz milagre para sobreviver, mas a liberdade vai vencer, basta mantermos nossos princípios”.

Fábio Ostermann também concorda que um dos grandes problemas do Brasil é a intervenção do governo. “A afirmação que o Brasil é um país de livre mercado é falsa. Nosso país é o 140º no ranking dos países livres economicamente”, informou. Segundo Ostermann, o livre mercado beneficia muito mais aqueles com menos recursos do que os próprios empresários. “Quanto mais influência política em algo, maior a chance de termos corrupção”, afirmou. Outro ponto abordado por ele, foi a forma com que os governantes ‘quebram nossas pernas e depois oferecem muletas’. “Como exemplo disso, podemos falar sobre a saúde, que é um direito de todos. Antes de nos oferecer algo, o governo cobra impostos absurdos dos hospitais e remédios. Da mesma forma com a educação, que também é um direito constitucional em que também são cobradas taxas abusivas das escolas e do material escolar”, explica Ostermann. O político também defendeu que qualquer pessoa pública deve pensar em diminuir impostos. “O tamanho do governo deve ser limitado a qualquer custo”.

O diretor do documentário Poverty.Inc., Michael Matheson Miller, explicou que a produção é uma crítica humanitária completa à maneira com que ajudamos os pobres e a falta de acesso dessa parte da população à justiça. “Temos tratado as pessoas pobres como objetos e problemas que temos que resolver”, afirmou. O documentário está disponível no site http://www.povertyinc.org/, onde há um link especial para participantes do Fórum da Liberdade.

Documentário - foto Tiago Trindade

Documentário – foto Tiago Trindade

A cultura da democracia

Ricardo Gomes, secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre; Eduardo Wolf, secretário adjunto da Cultura de Porto Alegre; e Luiz Felipe Pondé, filósofo e colunista do Jornal Folha de São Paulo discutiram a intervenção do Estado e as fragilidades da democracia brasileira.

Ricardo Gomes critica a intervenção do Estado e a permanência de serviços estatais. “Nosso desafio é limitar o poder do Estado. Não há estado que se mantenha tendo correio, banco, petroleiro, empresa de TI, laboratório”, diz. Gomes argumenta que a sociedade precisa de mais espaço, e que isto hoje é ocupado pelo Estado. O secretário defende que a real democracia se faz respeitando os direitos individuais. “Só pode haver democracia quando há igualdade perante a lei”, fala. O ex-presidente do IEE ainda reprova a criação de leis voltadas para determinadas representatividades coletivas e diz que o país não é democrático. “Nunca vivemos numa plena democracia. Vivemos oligarquia, ditadura, populismo e, recentemente, a precisiocracia – onde quem precisa mais tem mais direitos do que quem precisa menos”, declara.

Eduardo Wolf questiona se a democracia seria uma ameaça à liberdade e diz que esta, no Brasil, fica enfraquecida por causa da adoção de medidas sociais coletivas. “Graças a uma política definida pela raça, etnia, sexo, padrões de comportamento, ou seja, o estado passou a ocupar os espaços que vinham sendo ocupados pela democracia”, enfatiza. Wolf fala que o poder do Estado de intervir no comportamento das pessoas atrasa a democracia.

Luiz Felipe Pondé diz que o pensamento liberal precisa ir além da política e da economia. “Para poder pensar no futuro da democracia é urgente ampliar o repertório cultural”, fala. Pondé declara que os principais responsáveis pela economia do país não se interessam por novos projetos. “Grande parte da elite econômica do Brasil não acredita nas ideias porque não investe dinheiro nelas”, constata. O filósofo critica a esquerda política no Brasil. “É um fetiche da sociedade contemporânea e uma questão cultural. Precisamos nos debruçar sobre este debate”, argumenta.

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Luiz Felipe Pondé – foto Tiago Trindade

 

Maior rede de sorveterias do Brasil faz parceria com a Nestlé®

09 de abril de 2017 0

Nessa época, é comum entrar nos supermercados e se deparar com uma montanha de ovos de chocolate. Este ano, os lançamentos da Páscoa não se restringem a esse modelo tradicional de doce. Com cinco lojas no Rio Grande do Sul – duas delas em Porto Alegre, além de Santa Rosa, Ijuí e Santo Ângelo –, a Chiquinho Sorvetes, maior rede de sorveterias do Brasil uniu-se à Nestlé® para apresentar lançamentos com conhecidos chocolates da empresa. A partir dessa parceria inédita, neste mês de abril, os consumidores começam a degustar novos produtos que serão disponibilizados nas mais de 400 lojas da rede em todo o país, unindo a tradicional receita dos sorvetes Chiquinho com os mais conhecidos chocolates da Nestlé®.

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Nova linha de sorvetes – divulgação

 

Entre os lançamentos, estão os sabores da linha Novo Mix, compostos por sorvete Chiquinho e chocolates Nestlé® Charge® e Chokito®, além do famoso biscoito Negresco®. “A parceria era um desejo de ambas as empresas. Por quase um ano, negociamos essa união e, agora, conseguimos firmá-la. Quem ganha com isso são os consumidores”, afirmou Isaias Bernardes de Oliveira, presidente da Chiquinho Sorvetes.

A rede de sorveterias, que até hoje usa a receita do fundador para a fabricação de seu sorvete, tem um mix de produtos bastante variado. Oferece mais de 100 opções no cardápio, como Casquinhas, Milk Shakes, Sundaes, o exclusivo Shake Mix e o recente lançamento Chiquinho no Pote, que tem 980 ml e cinco sabores, que podem ser levados a qualquer lugar.

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A parceria entre Chiquinho Sorvetes e a empresa suíça foi efetuada via Nestlé® Professional®, divisão de produtos para uso profissional da Nestlé®, que oferece opções de culinários, chocolates, sobremesas, lácteos, além de bebidas e máquinas. Dentre as marcas de produtos que compõem o portfólio de Nestlé® Professional® estão Maggi®, Moça®, Nescafé®, Suflair®, Negresco®, Alpino®, Nescau®, Charge®, entre outros, desenvolvidos em formatos e embalagens ideais para atender estabelecimentos de alimentação e gastronomia, além de transformadores informais.

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Sobre a Chiquinho Sorvetes:

A empresa começou na década de 80, quando “O Chiquinho” abriu uma modesta sorveteria na cidade de Frutal-MG para seu filho Isaias Bernardes e o sorvete produzido por ele, caiu nas graças dos moradores e visitantes da cidade. Após 5 anos, inauguraram a filial na cidade de Guaíra, interior de São Paulo e, nos anos seguintes, a rede cresceu ao ser compartilhada com familiares.

Em 1996 o sorvete tipo soft virou hit no país e a Chiquinho Sorvetes não ficou de fora. A empresa desenvolveu uma fórmula para a base do sorvete, que representa, até hoje, o grande diferencial da marca. Em 2010, já com 80 lojas, a companhia entrou para o segmento de franchising e ganhou o Brasil com a CHQ Companhia de Franchising, empresa criada para gerir a marca Chiquinho Sorvetes.

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Lojistas estão mais otimistas com vendas de inverno

05 de abril de 2017 0
Imagem Pixabay

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Pesquisa realizada pelo Sindilojas Porto Alegre com lojistas da capital indica a retomada da confiança para os próximos meses. Cerca de 45% deles acreditam que as vendas de produtos de vestuário para as estações outono e inverno irão aumentar neste ano, em comparação a 2016. Os produtos que serão mais vendidos no período são casacos, calças, blusas, botas, jaquetas e moletons. A expectativa dentre os lojistas é de que o aumento atinja quase 6%. Menos de um mês depois do início do outono, 94,6% dos lojistas do setor já percebem que há clientes comprando itens para as estações mais frias do ano. Veja abaixo alguns dos motivos citados pelos empresários para esse comportamento: – a crise não é tão grande, – a venda de pijamas aumenta nesta época, – as lojas estão fazendo ações específicas para atrair o consumidor, – as lojas já estão com coleções masculinas completas.

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De acordo com o vice-presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o Rio Grande do Sul é favorecido pelo clima. Com estações mais definidas, há maior necessidade de adquirir diferentes peças de vestuário. “As pessoas precisam se aquecer e o nosso comércio conta com roupas que suprem esta necessidade – o que acaba aquecendo também as vendas. Temos uma expectativa muito boa para este ano”, diz.

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Acordo de cooperação une criadores de búfalos gaúchos e argentinos

03 de abril de 2017 0
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Nesse momento em que se discute a qualidade da carne produzida no Brasil, acordos como o recém firmado entre criadores gaúchos e argentinos de búfalos são muito bem vindos. A carne de búfalo é uma excelente opção de proteína animal  e tem recebido muito cuidado da cadeia produtora. Poucos sabem, mas a carne de búfalo é mais magra e mais saudável que a carne bovina. E, apesar de terem sabor semelhante, a de búfalo ainda é pouco consumida no país. Estudos publicados pelo USDA (United States Department of Agriculture), demonstram que a carne de búfalo, em relação aos bovinos, tem 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura; 55% menos calorias; 12% a mais de proteína; e 10% a mais de minerais.

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Divulgação Ascribu

Nesse contexto favorável à carne de búfalo, criadores gaúchos e argentinos firmaram convênio de cooperação que envolverá integração de produtores e atividades e trocas de informações científicas e comerciais de interesse comum. O acordo foi assinado no sábado (1º/4) pela Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu) e Associação Argentina de Criadores de Búfalos (AACB), por meio do presidente Delfino Beck Barbosa e do diretor Carlos Maria de Llano, respectivamente.

A assinatura ocorreu durante dia de campo da Ascribu em São Borja, na cabanha Santa Bárbara, onde se reuniram cerca de 60 criadores, com a presença de representantes das províncias (estados) argentinas de Corrientes, Formosa e Chaco, diretamente comprometidas com o convênio intitulado Programa Búfalo Gaúcho.

O tema do dia de campo foi “A experiência do campo até o varejo de carnes”, com apresentação do produtor Pedro Costa, que atua em toda a cadeia e chega ao mercado com a marca Búfalo Nobre. O abate na propriedade de Costa gira em torno de 600 novilhos por ano.

Em abril, acontecem o remate com búfalos em Glorinha (dia 6) e a Feira de Búfalos de Corrientes (de 21 a 23). O próximo dia de campo da Ascribu está marcado para 17 de setembro, na Fazenda São João, de João Amantino, em Passo Fundo.

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Divulgação Ascribu

 

Empresa conquista mercado com ritmo sertanejo

01 de abril de 2017 0
Show de Chitaozinho e Xororó

Show de Chitaozinho e no Wood’s – Divulgação

Hoje o blog conta um ‘case’ de empreendedorismo que ilustra bem como enxergar com antecedência uma tendência de mercado pode fazer diferença na hora de criar um novo negócio. A história do Wood’s Bar, maior rede de casas de shows do país, começou em 2005, na cidade de Curitiba (PR), aproveitando a ascensão da música sertaneja para apostar em uma opção de entretenimento totalmente dedicada ao gênero.

Hoje, o Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior presença do Wood´s. São três casas: uma em Atlântida, no Litoral Norte, e duas em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o  grande destaque é o Wood´s Arena, projeto da rede voltado para shows maiores, que teve início justamente aqui no estado.

Você pode gostar ou não, mas tem que admitir que a música sertaneja, seja romântica, universitária ou de raiz, definitivamente invadiu rádios, festas e programas de televisão no Brasil e não pára de crescer. No ano passado, o IBOPE fez um estudo nas principais capitais e regiões metropolitanas do país durante  sete dias. No período, 73% da população havia escutado rádio. Alem de traçar o perfil dos ouvintes brasileiros, o instituto divulgou os ritmos de música que são mais tocados no país. Adivinhe: a música sertaneja ficou em primeiro lugar, com 58% das preferências.

O grupo WDS é um dos maiores exemplos nacionais de estruturação de plano de negócio, difusão de conceito e consolidação de marca. Doze anos depois da inauguração do primeiro Wood’s, a empresa alcançou um feito inédito: é a única rede de casas de shows presente nas cinco regiões brasileiras. São 16  unidades distribuídas em dez estados (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Pará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte).

Wood's Curitiba

Wood’s – divulgação

O Wood’s surgiu no mesmo ano em que o sertanejo universitário começava a ganhar força no país, com duplas como César Menotti & Fabiano, João Bosco & Vinícius e Fernando & Sorocaba alcançando os primeiros lugares nas rádios de todo o Brasil. Inspirados por modelos de casas noturnas de sucesso em outros segmentos, a ideia de quatro jovens empresários era investir em uma estrutura inédita que oferecesse conforto, qualidade de atendimento e as melhores opções de consumo aos fãs de música sertaneja.

A rapidez em preencher uma lacuna que acabava de ser criada no mercado do entretenimento, fez a casa se tornar precursora de um formato que seria difundido e reproduzido diversas vezes a partir daquele momento. “O nosso pioneirismo nos transformou em referência. Por muito tempo fomos a única opção de alto padrão dedicada ao gênero sertanejo”, afirma Charles Bonissoni, um dos sócios fundadores do Wood’s Bar.

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Divulgação

Mais do que iniciar o negócio no tempo certo, o sucesso do Wood’s deve ser atribuído também ao cuidadoso processo de planejamento e fortalecimento de marca. Os sócios se preocuparam em fidelizar o público e alcançar resultados efetivos para então iniciar a expansão com a abertura do Wood’s Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no ano de 2008.

A última casa, inaugurada em Natal (RN), no final do ano passado, traduziu significativamente a quebra de paradigmas conquistada pelo Wood’s. “A nossa história traça um paralelo com a história do sertanejo universitário, e abrir uma casa no Nordeste mostra não só a força que o gênero conquistou no Brasil todo, mas também que o conceito de balada representado pelo Wood’s Bar ultrapassou barreiras”, diz Bonissoni.

Wood's Natal

Wood’s Natal – divulgação

Atualmente, o grupo WDS, detentor da marca Wood’s Bar, também é responsável pela WS Brazil, casa curitibana dedicada ao samba e pagode. Além disso, o Wood´s Bar possui diversos projetos de eventos realizados fora dos perímetros da casa, como o “Wood’s On Board”, cruzeiro marítimo próprio que leva shows de renomados artistas sertanejos para dentro de um navio luxuoso, e o Wood’s Tour, que promove eventos itinerantes em diferentes estados brasileiros. Recentemente, o Wood´s passou a promover shows de grande porte fora do Brasil, entre eles apresentações de Michel Teló em Punta del Este, no Uruguai; da dupla Chitãozinho & Xororó, na cidade de Orlando, nos Estado Unidos; e de Wesley Safadão em Lisboa, em Portugal, sua primeira apresentação no continente europeu.

 

Sinais de retomada do crescimento ainda geram cautela

30 de março de 2017 0
Imagem Pixabay

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Num evento realizado pelo Sindilojas Porto Alegre na quarta-feira, 29, reuniu lojistas na Fundação Iberê Camargo para discutir a retomada do crescimento econômico. Afinal, já há sinais animadores? “Analisando os dados do ponto de vista econômico, o PIB caiu mais que o emprego no Brasil”, afirmou a economista Patricia Palermo, palestrante do evento. Embora exista um alto índice de desemprego no País, a grande questão, segundo ela, é que as empresas não estão recontratando para repor seus quadros de funcionários justamente por uma economia retraída e uma queda do Produto Interno Bruto que atingiu percentuais, em 2015 e 2016, de mais de 3% negativos.

De acordo com a economista, a crise foi muito profunda e chegou em empresas que não estavam preparadas para enfrentar este tipo de situação. “Em alguns casos, por exemplo, um gestor de expansão teve que se tornar um gestor de crise, algo que requer outra competência e experiência”, diz. Aos poucos, a curva da queda já apresenta sinais de retomada. “É um processo lento e gradual. A retomada do crescimento é garantida, mas de uma maneira muito frágil, fraca e devagar. Para esse ano já estimamos um crescimento de 0,48%, o que depois de dois anos de queda é um sinal positivo”, explica.

Além de uma retomada do crescimento em ritmo lento, a incerteza gerada pelo cenário político (tanto interno como externo do Brasil) é algo que está refletindo nesse cenário. Conforme Patricia, a economia está fragilizada devido às constantes mudanças no campo político. E o medo de ficar desempregado pela instabilidade brasileira gera a desconfiança do consumidor e isso reflete diretamente no seu poder e vontade de comprar.

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Um processo de desinflação também começa a ser percebido no País. Embora os preços não estejam caindo (o que geraria um processo de deflação), a elevação dos valores em um ritmo menor possibilita que, aos poucos, a economia consiga se equilibrar garantindo que o reajuste de remuneração dos trabalhadores acompanhe esse crescimento. Assim, quando a renda dos consumidores for igual ou superior que o índice da inflação, aumentará o poder de consumo. “O crescimento virá do consumo, ou seja, virá do momento em que as pessoas tiverem segurança em seus empregos”, diz Palermo.

A economista-chefe da Fecomércio-RS incentivou os lojistas a buscarem soluções que podem realizar dentro da loja e medidas que podem ser tomadas independentemente da situação econômica do País. Ela garantiu que a lição começa dentro das lojas, quando se consegue identificar os fenômenos de curto (que estão relacionados à crise) e longo prazo (relacionados a uma estratégia inadequada) e engajar, reconhecer, desafiar e remunerar adequadamente a equipe e, por último, ao revisar os custos de operação.

Sobre o Sindilojas Porto Alegre

Fundado em 1937, o Sindilojas Porto Alegre é o representante legal dos comerciantes de Porto Alegre e Alvorada e reúne aproximadamente 18 mil estabelecimentos nas duas cidades. Além de atuar na representação e defesa da categoria, desenvolve ações que promovem o fortalecimento das empresas. O Sindicato realiza pesquisas no setor, qualificação profissional e oferece uma série de serviços voltados aos lojistas.

Conheça os principais desafios da capital gaúcha

27 de março de 2017 0
Por do Sol no Guaíba - Imagem Pixabay

Por do Sol no Guaíba – Imagem Pixabay

No mês em que a Porto Alegre do lindo por do sol no Guaíba completa 245 anos, o blog publica um levantamento feito pela Agenda 2020. Trata-se de um diagnóstico da nossa capital. “Os maiores desafios estão na educação – os resultados qualitativos das escolas públicas municipais são ruins - a na segurança, que necessita de ações integradas com o Governo do Estado e também com a segurança privada”, diz Ronald Krummenauer, diretor executivo da Pólo RS – Agência de Desenvolvimento (ONG) – e também diretor executivo da Agenda 2020.

A Agenda existe desde 2006 e gaúchos de todos os setores atuam nos seus 11 Fóruns Temáticos, organizando propostas para transformar o Rio Grande do Sul — e também Porto Alegre — num lugar melhor para se viver e trabalhar.

Para isso, a Agenda 2020 apresenta a Sinaleira 2020. Mais de 50 indicadores socioeconômicos são avaliados com as cores das sinaleiras ilustrando se estamos no vermelho, amarelo ou verde.  Saiba mais sobre a Sinaleira aqui mesmo no blog. E, abaixo, veja as avaliações feitas sobre os indicadores de Porto Alegre:

POPULAÇÃO E ECONOMIA

A população de Porto Alegre, representa 13.12% da população do Rio Grande do Sul. Entre 2005 e 2015 a variação da população gaúcha foi de 5% enquanto o número de habitantes do município cresceu 3,6%. A contribuição de Porto Alegre no PIB estadual é de 17,88%. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

Conforme as projeções da Fundação de Economia e Estatística (FEE), a população total do Estado deverá continuar crescendo cada vez com menores taxas até meados de 2025, quando atingira uma população de cerca de 11,07 milhões. Até 2050,a população se reduzirá para 9,7 milhões. Tais projeções levam em consideração variáveis como mortalidade, fecundidade e migrações.

Além disso, irão ocorrer outras alterações na estrutura demográfica do RS. A população de idosos, com 65 anos ou mais, que em 2010 representava em torno de 9,3% da população do Estado, em 2050 será de aproximadamente 21%.

A população potencialmente ativa, representada por pessoas entre 15 e 64 anos, sofrerá uma redução a partir da próxima década e em 2050 deverá ser 58% do total da população gaúcha. Em 2010 era de 69,9%. Na mesma direção, o número de jovens (até 14 anos) também irá diminuir, passando de 21% da população, em 2010 para menos de 12%, em 2050.

Pib per capita

Em Porto Alegre, o sinal está verde pois o PIB per capita do município está classificado no limite superior, com o valor de R$ 43.457,67. Está bastante acima das médias do Rio Grande do Sul e do Brasil, que são R$31.927 e R$ 28.046, respectivamente. O PIB per capita do município poderá se elevar por conta da queda da população e não pelo aumento da geração de PIB propriamente. Como meta para o RS se considerada a média dos países da OCDE que é de aproximadamente US$ 24 mil. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Em 2015 o IBGE divulgou diversas mudanças conceituais e metodológicas no cálculo do PIB dos municípios, tendo como referência o ano de 2010).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com PIB pc até R$17.717,00. Sinal Amarelo – municípios com PIB pc de R$ 17.718,00 à R$ 36.435,00. Sinal Verde – municípios com PIB pc superior a R$ 36.436,00. A descrição da metodologia está disponível na área de Indicadores e Critérios.

 Renda per capita

O sinal está verde porque a renda per capita média de Porto Alegre, R$ 1.758,27, está classificada na faixa superior dentre os municípios gaúchos. Novamente, o valor do município é bastante superior as médias do Brasil e Rio Grande do Sul, R$ 793,00 e R$ 959,00, respectivamente. A meta da Agenda 2020 é que o Estado dobre sua renda domiciliar média no período de 20 anos. (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com Renda pc até R$ 492,00. Sinal Amarelo – municípios com renda pc de R$ 493,00 à R$ 1.054,00. Sinal Verde – municípios com Renda pc superior a R$ 1.055,00.

IDESE (Índice de Desenvolvimento Socioeconomico)

O sinal está verde porque a pontuação obtida pelo município está classificada na área de desenvolvimento alto. Composto por três blocos, o indicador relativo a renda que parte de uma base mais alta merece destaque pois obteve a maior elevação entre os temas abordados. A área da saúde que também parte de um patamar elevado teve seu desempenho praticamente estagnado ao longo da série, assim como o bloco de Educação que permaneceu com resultados similares no decorrer dos anos. A cada nova edição da pesquisa o município está alcançando melhores resultados. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com IDESE menor ou igual a 0,499 – baixo nível de desenvolvimento. Sinal Amarelo – municípios com IDESE maior ou igual a 0,500 e menor ou igual a 0,799 – médio nível de desenvolvimento. Sinal Verde – municípios com IDESE maior ou igual a 0,800 – alto nível de desenvolvimento.

 Índice de Gestão Fiscal – IFGF

O sinal está AMARELO pois o índice do município está classificado entre 0,8 e 0,6, com Conceito B , considerado boa gestão. Para receber o conceito A ou Gestão de Excelência o município deverá marcar de 0,800 a 1 ponto. Os conceitos C é D são atribuídos para as cidades com resultados inferiores a 0,6, isto é, com a gestão municipal em dificuldades ou crítica. Os resultados dos dois último anos, 2014 e 2015, foram os mais baixos já obtidos pelo município. Os indicadores que avaliam os investimentos e os gastos com pessoal contribuíram para piorar o desempenho de Porto Alegre. (Fonte: FIRJAN)

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O sinal está verde por o município apresentar o percentual de despesas com pessoal dentro do nível estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Recebem advertência as cidades com índices de comprometimento entre o limite de alerta de 48,60% da receita corrente líquida, RCL e o limite máximo, de 54%. Isto é, estás cidades serão classificadas com sinal amarelo. As Prefeituras com gastos superiores a 54% da RCL encontram-se acima do limite de comprometimento legal, portanto, recebem sinal vermelho. (Fonte: Tribunal de Contas do Estado do RS – Por conta da deduções de valores como das pensões, da assistência médica, do Imposto de Renda, do auxílio alimentação, do auxílio funeral, entre outros, os percentuais disponibilizados pelo TCE não serão idênticos aos apresentados no Relatório de Gestão Fiscal dos municípios).

EDUCAÇÃO

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IDEB – Séries Iniciais (até a 4ª série)

O sinal está vermelho porque o município de Porto Alegre não atingiu a meta prevista pelo MEC para as séries iniciais nas escolas estaduais e nas escolas da rede municipal. (Fonte: INEP)

*Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

IDEB – Séries Finais

O sinal está vermelho porque o município de Porto Alegre não atingiu a meta projetada pelo MEC e também teve resultados inferiores a média brasileira e gaúcha, tanto nas escolas públicas quanto na rede municipal. (Fonte: INEP)

*Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

Em relação a escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) aproximadamente 42% dos residentes não tem ensino médio completo, classificando-se entre fundamental incompleto e analfabeto (2,6%), fundamental incompleto e alfabetizado (23,9%) e fundamental completo e médio incompleto (15,7%). Com ensino médio completo e superior incompleto o percentual é de 31,8 e com curso superior completo é 25,9% da população referida. (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

SAÚDE

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Leitos Hospitalares

O sinal está verde pois o município atingiu a meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma média de 3 a 3,5 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes. No entanto, sendo a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre recebe inúmeros pacientes vindos do interior do Estado. (Fonte: Datasus).

Nota: Sinal Verde: 3 ou mais leitos por 1.000 habitantes. Sinal Amarelo: 2,3 a 2,9 leitos por 1.000 habitantes. Sinal Vermelho: Abaixo de 2,3 leitos por 1.000 habitantes.
Taxa de Mortalidade

O sinal está AMARELO porque a taxa de mortalidade de Porto Alegre está no nível intermediário, ou seja, entre 5,7 e 12 mortes para cada mil nascidos vivos. No RS e no Brasil este número é de 12 e 15 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é a média dos países de alta renda da OCDE. (Fonte: Datasus)

Nota: Sinal Verde: Igual ou abaixo a 5.6 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Amarelo: De 5,7 a 12 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Vermelho: Acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos.

Dentre os recursos aplicados em saúde em Porto Alegre, por volta de 44,25% do total foi investido pelo próprio município, enquanto os 55,75% restantes são de responsabilidade federal. Em valores absolutos, o município investiu R$ 420,44/hab, enquanto as transferências federais totalizaram R$ 529,57/hab, no ano de 2014. (Fonte: Datasus)

Taxa de mortalidade em acidentes de trânsito

O trânsito é uma das principais causas de morte e representa um enorme encargo para as economias e para as famílias em todo o mundo. Por sua importância, integra as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS que estabelece uma redução de 50% das mortes e traumatismos ocasionados pelo trânsito até 2020. No Brasil, a taxa de mortalidade foi de 23 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015. No Rio Grande do Sul, este número foi de 15,5 e em Porto Alegre 7,9. Em todo mundo, a taxa de mortalidade é de 17,4 mortes para cada 100 mil habitantes, sendo que os melhores exemplos são os da Europa com 9,3 e os piores da África 26,6 óbitos em 100 mil habitantes (OMS, 2013). (Fonte: Detran e OMS)

*Nota: São consideradas vítimas fatais pessoas que faleceram em razão das lesões decorrentes do acidente de trânsito, no momento ou até 30 dias após a ocorrência do mesmo. Sinal Verde: abaixo de 12 mortes/100 mil hab – Sinal Amarelo: entre 12 e 20 mortes/100 mil hab – Sinal Vermelho: acima de 20 mortes/100 mil hab.

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SEGURANÇA

Homicídios

O sinal está VERMELHO porque o número de ocorrências em Porto Alegre foi superior à meta estipulada de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Acima desta marca a Organização Mundial da saúde considera nível de epidemia. A taxa de homicídio vem aumentando a cada ano desde 2013, atingindo o maior nível da série em 2016. (Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS).

*Nota: Sinal Verde: até 10 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Amarelo: de 10 até 13 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Vermelho: Acima de 13 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Tráfico de Drogas

O sinal está vermelho por conta do enorme crescimento das ocorrências de tráfico de drogas no município nos últimos anos. Entre 2002 e 2016 houve um aumento de aproximadamente cinco vezes no número de casos. A meta da Agenda 2020 é que os casos de tráfico de drogas, por estarem excessivamente atrelados ao aumento da criminalidade e da violência, sejam reduzidos em 50% nos próximos 5 anos. (Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS).

*Nota: Os municípios que conseguiram estabilizar as ocorrências no decorrer da série histórica, receberam sinal amarelo.

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ATIVIDADE ECONÔMICA, EMPRESAS E EMPREGOS

A atividade econômica do município está concentrada no setor terciário, com grande participação do comércio e dos serviços na economia local. O setor primário contribui apenas 1% na atividade econômica do município, sendo que a indústria de transformação e a construção civil, integrantes do setor secundário, juntas representam quase 12% da economia do município. (Fonte: Sebrae/RS).

A respeito do porte das empresas, a grande maioria dos estabelecimentos são empreendedores individuais e microempresas, as pequenas empresas representam em torno de 10,7% e as médias e grandes menos de 2%. Quase 70% das empresas do município têm mais de 3 anos de atividade e vale lembrar que o período de maior risco de fechamento para as empresas é em até um ano de atividade. A taxa de sobrevivência dos estabelecimentos nesta faixa no RS é de 83,4% e no Brasil de 81,7% (IBGE, 2013). Fonte: Sebrae/RS

EMPREGOS

O sinal está verde porque o número de vínculos empregatícios formais no município atende a 70% ou mais da população em idade produtiva. Os municípios com desempenho entre 40% e 70% recebem sinal amarelo e abaixo de 40%, sinal vermelho. Ressalta-se que Porto Alegre, por ser a capital do Estado, recebe muitos trabalhadores das cidades vizinhas e também tem grande oferta de vagas no setor público. Mesmo assim, de 2013 a 2015 houve uma queda de mais de 5% no número de empregos formais em relação a população ativa do município. (Fonte: MTE/Caged).

Imagem Pixabay

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SANEAMENTO
Índice de Perdas na Distribuição da Água

O sinal está AMARELO porque os níveis de perda de água do município estão no limite intermediário, com perdas de água entre o intervalo de 21% e 31%. Apesar de ser a meta estipulada no Plano Nacional de Saneamento Básico, ainda está acima dos níveis considerados satisfatórios pelos institutos de pesquisa e conforme critérios internacionais que consideram aceitáveis níveis abaixo de 20%.

No Brasil, aproximadamente 83% da população é atendida com abastecimento de água tratada e a cada 100 litros de água coletada e tratada, cerca de 63% são consumidos. Isto é, 37% da água tratada é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo resultantes destas perdas estimado pelo Instituto Trata Brasil é de R$ 8 bilhões. (Fonte: Trata Brasil/2014. Verde – abaixo de 20% de perdas de água (critério internacional) Amarelo – entre 21% e 31% (meta para 2033 do PLASAB) Vermelho – acima de 31% (acima da meta do PLASAB).

Índice de Coleta e Índice de Tratamento de Esgoto

O sinal está AMARELO porque os níveis de coleta e de tratamento do esgotamento sanitário do município não atingem a meta estipulada pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD que é de 75%. Entretanto, de todo esgoto gerado em Porto Alegre, 63,3% são coletados e destes, 44,2% são tratados. Isto é, o nível geral de coleta e de tratamento do esgoto sanitário do município é de 28% e pertence ao intervalo classificado com sinal amarelo.

No RS, os níveis de coleta e tratamento de esgoto são da ordem de 15%. Ou seja, 15% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para alguma estação de tratamento de esgoto. O RS está muito atrás da situação do Brasil que possui mais de 40% de níveis de coleta e tratamento de esgoto. (Fonte: Ministério das Cidades/SNIS e Trata Brasil)

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MOBILIDADE URBANA

O número de veículos registrados em Porto Alegre teve um aumento de 47% nos últimos dez anos e o índice de motorização, que indica o número de veículos para cada 100 habitantes, aumentou aproximadamente 45%. Em 2006, para cada 10 habitantes havia 3,9 veículos. Em 2015, para os mesmos dez habitantes havia 5,7 veículos. (Fonte: Denatran)

*Nota: Indica o número de veículos para cada 100 habitantes.

Imagem Agenda 2020

Imagem Agenda 2020

Aeroporto

A ampliação da pista para 3,2 mil metros é esperada há 20 anos e fundamental para viabilizar pouso e decolagens de aeronaves que poderiam transportar produtos gaúchos a custo mais baixo. Hoje, itens como calçados e material elétrico precisam ser levados de caminhão até os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo, antes de serem exportados.

O grupo alemão Fraport AG Frankfurt venceu o leilão de disputa pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, em concorrência realizada pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A empresa apresentou a maior proposta para assumir a administração do Salgado Filho pelos próximos 25 anos, prorrogáveis por mais cinco.

O valor total que será pago pelo Salgado Filho é de R$ 382 milhões, sendo R$ 290 milhões pagos de imediato ao governo federal, no ato de concessão (correspondentes a 25% sobre o valor mínimo de outorga, que era R$ 123 milhões, mais o ágio, que é a diferença sobre o preço mínimo). Conforme a Anac, é o maior ágio de valor que será pago imediatamente dos quatro aeroportos leiloados, chegando a 852% sobre o valor original de R$ 31 milhões. No total, a União irá arrecadar R$ 3,720 bilhões com o leilão.

Empresa gaúcha cria jardim sensorial para colaboradores

22 de março de 2017 0

Mais conhecida pelos produtos alimentícios da marca Fritz & Frida, a Fröhlich é uma das maiores distribuidoras atacadistas do sul do Brasil. Sediada na cidade gaúcha de Ivoti, é também detentora das marcas Frily (pet), e Frilar (limpeza e higiene). O portfólio das três marcas somam mais de 350 produtos, presentes em mais de 14 mil pontos de vendas no RS. O grupo movimenta mais de 600 toneladas de mercadorias diariamente e conta com 500 colaboradores.

E é sobre essas pessoas que o blog fala hoje. Investir no bem-estar dos funcionários é um fator importante de motivação e resulta em maior produtividade e melhoria da saúde de todos. Este foi o propósito da Fröhlich ao criar em sua sede, em Ivoti, um jardim sensorial, área especialmente ambientada para descanso e contemplação de seu público interno. Projetado pelo paisagista Maiquel Scherer, o espaço inspirado em jardins orientais e franceses possui 65 m², e conta com deck de madeira, lago artificial com carpas, plantas aromáticas e bancos de madeira estrategicamente localizados sob a sombra de araucárias. O principal dos quatro nichos do ambiente é o espaço zen, inspirado nos jardins japoneses, com pedriscos brancos que podem ser manuseados e desenhados com ancinhos de madeira.

Jardim

Jardim Sensorial – Imagem Renan Costantin

Acreditamos que o convívio com a natureza através da criação de jardins contribui para melhorar a qualidade de vida de seus usuários, auxiliando na comunicação e nas relações interpessoais, despertando sensações positivas e propiciando momentos de reflexão, confraternização e harmonia”, destaca a diretora de Gestão Patrimonial da Fröhlich, Sabrina Fröhlich. O jardim também abriga um obelisco em homenagem aos 60 anos da empresa comemorados em 2015. Ele destaca os quatro elementos da natureza e traz ilustrações em suas quatro faces que marcam a história da companhia. O obelisco foi criado e executado pelo artista plástico gaúcho Ricardo Blauth.

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Obelisco – Imagem Renan Costantin

O jardim conta com ampla variedade de espécies vegetais que proporcionam floradas em diferentes épocas do ano, e, principalmente, que atraem fauna e trazem vida ao local.  Destaque para os aromas de plantas como lavanda, alecrim, gardênia, citronela, lantana branca e tomilho.

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Imagem Renan Costantin

Os bancos do espaço estão dispostos em duas formas: agrupados, próximos ao som da água do lago, para estimular a conversação entre grupos; e isolados, para momentos de reflexão ou conversas reservadas. O lago proporciona vida e movimento ao jardim, com suas carpas ornamentais e os pássaros diversos que bebem a água e banham-se na sua superfície.

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Imagem Renan Costantin